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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Segredos

Madrugada.
Perdida na imensidão de concreto e escuridão de uma metrópole fervilhante. Olho pela janela e imagino o que se passa em cada janelinha de cada prédio que vejo.
Cada luz, acessa ou apagada, é um universo rodeado de incertezas, paixões, lágrimas, risos...
O que acontece nessa singularidade toda é um enigma que gosto de imaginar. Como seria a madrugada de cada pessoa numa véspera de feriado, quando a noite é uma criança cheia de dengo e desejos.
Desejos?
Hum... Sei!
A cidade ferve num frenesi alucinado.
Buscas incansáveis.
Sonos tranquilos.
Paixões arrasadoras.
Choros incontroláveis.
Procuro pelo novo. O inexistente. Alguma coisa que me faça viva, me faça bela, me faça sã.
Me faça acreditar que sou única em uma cidade de milhões de habitantes.
Me faça enxergar o belo no meio da escuridão.
Deixa eu acreditar que posso tudo, tudo mesmo...

"Prometo não avançar o sinal vermelho dos teus olhos e quando você pedir pra parar, baby, eu paro." (Léo Maia)

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