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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes - Que Livro Maravilhoso!


"Estou bem ciente dos perigos. Quero fazer isso porque quero. As mulheres devem tentar fazer as mesmas coisas que os homens. Se elas falharem, seu fracasso deve servir de desafio para as outras. " (Amelia Earhart - EUA - 24/07/1897-?/07/1937 - Aviadora)

Pessoas, o que dizer desse livro? Que ele é simplesmente maravilhoso! <3 "Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes" das autoras Elena Favilli e Francesca Cavallo Editora V&R, vai trazer 100 histórias de valentes mulheres do mundo todo.
Com ilustrações de 60 artistas diferentes, uma mini-biografia (mais leve, para as crianças entenderem), nomes, datas de nascimento e morte, país em que nasceu ou atuou mais, trabalho e uma frase da personalidade, o livro vai trazer mulheres de todos os cantos do mundo, de época diversas - tanto da era do Egito Antigo até crianças e jovens de hoje - de etnias, formações e projetos diferentes.
A obra é demais. Conhecemos tantas mulheres maravilhosas, como: Alfonsina Strada (italiana), uma ciclista que foi impedida de competir, mas que foi contra todos e correu na Giro d'Italia (uma das corridas mais dificeis do mundo) e estabeleceu um recorde que não foi batido por 26 anos; ou de Aung san Suu Kyi (Birmânia), uma mulher que se opôs ao ditador militar, que prendia quem se opunha e que teve que decidir entre sair do país e nunca mais voltar, ou ficar como prisioneira em sua casa, sem poder sair para nada - a escolha? Ficar presa por 21 anos e receber as pessoas em sua casa, lutando pela democracia. O resultado? Ganhar o prêmio Nobel da Paz sem sair de casa. Depois que foi libertada, foi eleita líder do seu país.

sábado, 11 de novembro de 2017

Resenha - Admirável Mundo Novo


" - Só para dar a vocês uma ideia de conjunto - explicava-lhes. Porque era preciso, naturalmente, que tivessem alguma ideia de conjunto para poderem fazer seu trabalho inteligentemente - mas uma ideia o mais resumida possível, para que se tornassem membros úteis e felizes da sociedade. Porque os detalhes, como se sabe, conduzem à virtude e à felicidade; as generalidades são males intelectualmente necessários. Não são os filósofos, mas sim os colecionadores de selos e os marceneiros amadores que constituem a espinha dorsal da sociedade."

Como todo leitor nosso sabe, gosto demais de distopias e de um tempo para cá estou tentando dar uma chance para as mais antigas e clássicas (além de importantes!).
Recentemente li 1984 e não curti tanto assim. Então, quando peguei esse para ler, já estava bem receosa por causa da decepção anterior. Porém, gostei mais de "Admirável Mundo Novo", do Aldous Huxley, Editora Folha de São Paulo, do que o livro do George Orwell.
Acho que a grande maioria já sabe do que se trata a história, mas vou fazer uma breve sinopse para ninguém ficar confuso. 'Bora' lá!
Estamos no ano 632 depois de Ford (a linha de produção). A população agora é dividida em castas. Nos laboratórios, são definidos que os poucos dotados estão destinados ao trabalho braçal, e os que crescem para comandar. O amor é proibido, e o sexo estimulado.
Essa distopia vai descrever um futuro horrível, fruto de uma utopia que deu errado. A utopia? O utilitarismo - onde se pretende eliminar o sofrimento e otimizar o bem-estar. Ou seja, um mundo sem contradições. Por isso, em nome da felicidade, sacrificaram a liberdade!

domingo, 5 de novembro de 2017

Resenha - Redoma


" - Cada um de nós tem apenas uma voz - diz a sra. Quenell.  E o mundo é tão barulhento. Às vezes penso que os mais quietos - ela acena com a cabeça em direção ao garoto grosseiro - descobriram que a melhor maneira de chamar a atenção das outras pessoas não é gritar, e sim sussurrar. O que faz todo mundo se esforçar um pouco mais para ouvir."

Vocês não fazem ideia de como estava ansiosa para ler esse livro, "Redoma" da americana Meg Wolitzer (Ed. Globo Alt). Mas a decepção foi grande... Achei que autora iria levar para um lado e foi para outro que eu não curti. Poderia ter sido bem melhor!
Depois de perder o namorado, Jam Gallahue vai para um internato para adolescentes "emocionalmente frágeis", dividindo o quarto com uma colega esquisita (que na minha opinião, é uma personagem mais interessante que a própria protagonista).
Lá, ela vai ser surpreendida ao ser escolhida na exclusiva e lendária aula de "Tópicos Especiais em Inglês", da misteriosa Sra. Quenell. A turma tem mais quatro alunos, todos com históricos de traumas piores que o de Jam (na minha opinião). Porém, a professora parece não se importar muito com isso quando escolhe o livro que lerão no semestre: "A Redoma de Vidro", da Sylvia Plath.
Quando li a sinopse, achei que fosse tratar da possível depressão que a protagonista podia estar sofrendo depois da morte do namorado, utilizando o livro da Sylvia Plath para ajudar. Porém, não é bem assim... 

A obra mesmo é bem pouca citada e a maior importância que ela vai ter nos alunos (e na nossa protagonista) é que a professora vai pedir para eles escreverem cada um em um diário e completar até o final do ano letivo - como se fosse a Sylvia Plath escrevendo o seu. O problema é que a autora poderia ter usado qualquer pessoa mais famosa como exemplo ou até inventar uma para a sua história. Não gostei como ela utilizou dessa homenagem...

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Resenha - Metrópole: O Despertar


"A mulher sempre ouvira que o pôr do sol do deserto era uma das coisas nais bonitas de todo o mundo. Mas ela achava quele se parecia demais com a morte. Era amarelo, laranja e depois vermelho. Somente para depois se apagar num negro infinito. Era como fechar os olhos depois de uma explosão."

Vocês sabem como adoro distopias! Então, ano passado, quando fomos na Bienal de São Paulo e passamos no estande da Editora Draco, já sabia qual livro eu queria (inclusive, era um dos que estavam na minha lista!).
Mas tem uma história engraçada nisso. No dia, quando passamos no estande, já estávamos cansadas e pensando em ir embora, então acabamos comprando só os dois livros da Karen Alvares (que inclusive preciso ainda ler...) e fomos embora. No entanto, fiquei pensando muito nele e depois de ter andando já um monte, acabei voltando e comprando o "Metrópole - O Despertar", da Melissa de Sá Editora Draco. E o melhor, consegui o autógrafo!
Após o Grande Caos, Metrópole se ergueu sobre os escombros da civilização humana. Andrella é apenas mais uma adolescente que busca a excelência intelectual no meio dessa sociedade que preza a perfeição e o controle acima de tudo. Mesmo tendo sido criada pelo excêntrico Argorio, tudo que Andrella deseja é ser uma Metropolitana exemplar e viver do jeito que esperam que viva.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Resenha - Algo Sinistro Vem Por Aí


"Pelo coçar de meus polegares
Algo sinistro vem por aí."

Esse foi o segundo livro que li do Ray Bradbury. O primeiro tinha sido "Fahrenheit 451", que é uma distopia que eu adorei! Então, depois que li ele, queria conhecer outras obras do autor, porém, ele escreve muita ficção científica, então fui procurar algum de um gênero que eu curto mais - e cheguei nesse: "Algo Sinistro Vem Por Aí", Editora Bertrand Brasil, um livro de terror diferente!
Após um parque de diversões chegar numa pequena cidade do Meio-Oeste americano, a população imaginava que seria apenas uma diversão a mais. Porém, essa surpresa ameaçadora envolve algumas pessoas sem aviso nenhum com as suas "atrações", levando-os a rumos inusitados e a vaidade humana, com sua procura incessante pela juventude e perfeição, transformará suas vidas para sempre.
As pessoas que serão atraídas, são os amigos Jim Nightshade e William Halloway, dois jovens que tem como objetivo correr pela cidade, fazer travessuras e visitar o pai de Will, Charles Halloway, na biblioteca local, onde ele é o zelador.
Nesse parque de diversões/circo, as atrações são o Labirinto de Espelhos, local que revela centenas de imagens assustadoras e o carrossel, que é capaz de voltar ou avançar no tempo, alternado a idade da pessoa que está nele. Dentre as aberrações que levam esse parque, estão Anão, o Esqueleto, o Senhor Elétrico, a Bruxa do Pó e a Cigana do Tarô - no entanto, nenhuma delas é tão assustadora quanto o dono, o Senhor Dark, o Homem Ilustrado -  um ser cujas tatuagens parecem ter vida.

A Nona Configuração - Resenha


"Por um tempo fez-se silêncio. Quando Kane falou de novo, sua voz foi um sussurro.
- Não acho que o mal surja da loucura. Acho que a loucura surge do mal".

Fiquei muito interessada no livro "A Nona Configuração", de William Peter Blatty - o mesmo autor de "O Exorcista", Editora Harper Collins.
O livro é curto - um pouco mais de 150 páginas - e flui bem rápido. No começo, me pareceu meia confusa, mas com o andar dos fatos, no final as peças se encaixam e acaba sendo bem interessante. Achei que seria mais um daqueles livros que acabo puta da vida porque é só uma história sem fundamento nenhum. A Nona Configuração vale só pelo desfecho final.
O começo é monótomo e chato, confuso em algumas vezes, mas na reta final toma uma grande proporção.
William Blatty nos conta a história do Centro Dezoito, uma mansão transformada em manicômio para ex-combatentes militares que passam por tratamento psiquiátrico.
Hudson Kane, um psiquiatra e oficial dos fuzileiros navais, é designado pelo Pentágono para diagnosticar o comportamento dos internos e desvendar se tudo não passa de uma farsa para fugirem de suas obrigações militares.
Em meio a jogos psicológicos e conversas aparentemente sem sentido, surgem questões existenciais, como a existência ou não de Deus e o surgimento da vida na Terra, que culminam em uma nova maneira de enxergar e entender o mundo: a nona configuração.
O jovem psiquiatra, porém, perdido no caos dos internos enlouquecidos, se vê face a face com suas próprias incertezas e por fim precisa desvendar o mistério de quem realmente é.
O livro leva um tempo para criar um ritmo e nos sentimos tão loucos quanto seus internos. Mas, como já disse, o final é surpreendente - não estava esperando por aquilo - e tem momentos de reflexão.
Me senti perdida na maioria das vezes, mas o livro é curto e a insistência me levou até o final.
Não dá e nem pode ser comparado ao O Exorcista, mas é um livro que vale pelo seu fim.

Cláu Trigo

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Resenha - Eu Estive Aqui


" - Você foi até o final e passou até naquilo porque queria ir para a faculdade. O que quero dizer é: você nunca desistiu, nem na dança, nem na matemática, nem em nada, e talvez tivesse mais motivos para isso. Você tinha um monte de pedras nas mãos, então resolveu limpá-las, deixá-las bonitas e fez um colar. Meg ganhou um colar de joias e se enforcou com ele."

Não sei se vocês sabem, mas um dos meus livros preferidos é da Gayle Forman - "Se Eu Ficar". Depois que eu li, quis ler tudo que ela publicasse - tanto que tenho todos dela aqui em casa, mas por enquanto só li quatro, contando com esse que hoje trago a resenha: "Eu Estive Aqui", Editora Arqueiro. Os outros dois que li dela - "Para Onde Ela Foi" e "Apenas Um Dia", eu achei mais fraco - totalmente diferente desse. Achei excelente esse livro e foge um pouco do estilo das outras histórias da autora.
Nessa, o enredo vai tratar da relação entre duas amigas, mas vai focar no depois que uma delas se mata e a outra tem que tentar seguir em frente.
Quando a melhor amiga de Cody - Meg - se mata, tomando um frasco de veneno sozinha em um quarto de hotel, nossa protagonista fica arrasada, pois elas compartilhavam tudo juntas... Como não percebera que a sua melhor amiga não estava bem?