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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Resenha - Para Todos os Garotos que Já Amei


"Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam."

Esse faz parte daquela lista gigantesca de livros que na época de seus lançamentos fizeram tanto sucesso, com todo mundo falando dele, que eu quis deixar a leitura para depois. E talvez isso tenha ajudado ou não, o fato é, que adorei o livro!
"Para Todos os Garotos Que Já Amei", da americana Jenny Han Editora Intrínseca, é uma leitura muito fluída, leve, divertida e gostosa de se fazer.
Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém - confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel, e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.
E com disso, vários problemas irão surgir. Primeiro, que o garoto (Josh) que ela ainda ama é o namorado da sua irmã (Margot) - e para sair dessa, ela irá criar um namoro falso com o outro garoto que uma das cartas foi enviada, Peter Kavinsky, o garoto mais cobiçado do seu colégio.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Resenha - 1984


"E se todos os outros aceitassem a mentira imposta pelo Partido – se todos os registros contassem a mesma história -, a mentira tornava-se história e virava verdade."

Não sei se vocês já perceberam, mas vira e mexe eu gosto de ser do contra e hoje vai ser mais uma destas vezes.
Esse mês eu li "1984", do George Orwell, Editora Companhia das Letras, e acabei me decepcionando muito porque eu esperava demais desse livro.
Já li três vezes "A Revolução dos Bichos" e AMO. Acho excepcional o que o Orwell fez com o momento histórico. Inclusive, recomendo para quem ainda não leu!
Então, por causa disso e somado com toda a importância que esse livro tem, esperava mais do que encontrei.
Primeiro que a história é muito devagar - quando eu achava que ia pegar ritmo, a narrativa parava de novo. E isso, com certeza, me atrapalhou um pouco. Segundo, que o protagonista não é muito carismático - é difícil você torcer por ele ou ficar animado quando ele toma uma atitude contrária ao governo. E por fim, o final é decepcionante - esperava algo mais explosivo ou que as máscaras caíssem, mas não...

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Resenha - Legend


" - Poucas pessoas matam pelas razões certas, June. A maioria faz isso pelas razões erradas. Só espero que você nunca se encontre em alguma dessas categorias. "

Eu adoro distopias e lembro que quando essa trilogia foi lançada, a história recebeu boas críticas, então queria ver se era tão bom assim. E como na maioria das vezes faço, li "Legend", da Marie Lu, Editora Rocco - o primeiro livro da trilogia que leva o mesmo nome - bem depois!
Nela, temos a história contada por dois pontos de vista: June, uma garota de 15 anos, nascida em uma família de elite de um dos distritos mais ricos da República e uma prodígio no círculo militar do país; e Day, um adolescente nascido na favela e o criminoso mais procurado pelo governo.
O ano é 2130 e os EUA é a República. Nesse novo governo, aos 10 anos, as crianças precisam fazer um teste obrigatório para classificá-las. As que falham são mandadas para campos de trabalho - que é o caso de Day! Já June atingiu a pontuação máxima, feito alcançado uma única vez antes.
June, que perdeu os pais, vive com o seu irmão Metias. Ambos fazem parte de uma pequena parcela da população que recebe uma vacina contra uma praga que assola os cantos mais pobres da República. Porém, numa missão de seu irmão, ele acaba morrendo e a única coisa que June pensa é em ir atrás do assassino: Day.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Resenha - Quando o Vento Sumiu


" - Quando meu pai foi preso, descobri essa música numa entrevista antiga com o Bono. Ele falou que "Kite" era uma canção sobre se desapegar de alguém que não queremos deixar partir, se desapegar de qualquer tipo de relacionamento. Ele escreveu pensando na irmã, que não precisava mais dele, e, na época, seu pai estava morrendo de câncer, e Bono não conseguia aceitar que ele partiria em breve. Era do que eu precisava. Encontrei a letra na internet e percebi que se encaixava na minha vida. Quando escutei a música, senti que algo dentro de mim se acalmou, então meio que virou minha trilha sonora. Triste, né?"

5 meses atrás, fiz uma troca no Skoob e nunca imaginei que dela poderia vir tanta coisa boa. Primeiro que nunca imaginaria que ao mandar dois livros, receberia também dois livros de uma autora muito simpática e ainda AUTOGRAFADOS! Segundo, que além de conhecer uma nova autora, ainda fizemos um sorteio no blog e hoje estou trazendo já a segunda resenha dos livros dela. Estou falando da Graciela Mayrink com o seu livro "Quando o Vento Sumiu" (Ed. L&PM) -  o outro livro dela que recebemos, "A Namorada do Meu Amigo" já tem resenha no blog.
A história vai se passar em volta de três adolescentes (que são amigos desde a infância): Suzan, Mateus e Renato, que vivem no Rio de Janeiro. Os três estudam na mesma faculdade, ela Turismo e eles Engenharia Civil. Porém, todos tem seus problemas e são com eles que virão decisões que podem mudar todo o rumo da história.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Releitura 79 Park Avenue


"Quando tornou a olhar pelo vidro, não o viu mais. De repente, não conseguiu conter as lágrimas. Ela não servia mais para ele. Muitas coisas haviam acontecido. Trazia aquela mancha e nunca mais se livraria dela".

Mais uma releitura. Confesso que quase nem lembrava da história, mas sabia que na época tinha gostado do livro. Mas isso todos nós sabemos: reler um livro é muito relativo. Pode trazer "re-prazer" ou, decepção!
"79 Park Avenue", de Harold Robbins (Ed. Círculo do Livro) - muito badalado na época da publicação - foi uma releitura agradável. Nada de excepcional.
Uma investigação sobre a elegante agência de modelos na Park Avenue, em Nova York, revela que por trás daquela fachada, lindas jovens eram levadas à prostituição e exploradas por um sindicato corrupto de gangsters.
Na direção da agência está Maryann Flood, uma mulher que trás no currículo violência de um padrasto abusador, juventude num reformatório e uma vida na prostituição.
Maryann é levada ao banco de réus num processo longo e se encontra diante do Promotor Mike Keyes, um antigo amor.
A história é contada simultaneamente, ora contando para nós a história de Maryann desde criança, ora nos relatando o desenrolar do julgamento.
Uma história rápida, fácil. E além do mais, tem que se considerar que Robbins foi um dos grandes autores da sua época e teve vários de seus livros adaptados para o cinema.
Uma leitura ok, principalmente depois de uma ressaca literária.

Cláu Trigo

terça-feira, 25 de julho de 2017

Resenha - O Guardião de Memórias


"Num impulso, ele entrou no quarto e parou diante da janela, afastando a cortina transparente para olhar a neve, que agora atingia quase 20 centímetros sobre os postes de iluminação, as cercas e os telhados. Era o tipo de nevasca que raramente acontecia em Lexington, e os flocos brancos e contínuos, aliados ao silêncio, encheram-no de uma sensação de paz. Foi um momento em que todos os retalhos díspares de sua vida pareceram costurar-se, com todas as tristezas e decepções passadas, todos os segredos e incertezas angustiantes escondendo-se sob as camadas brancas e macias".

"O Guardião de Memórias", de Kim Eduards. Editora Arqueiro, estava no meu desafio de maio e li lotada de expectativas. Confesso que esperava muito mais. Ouvi falar muito do livro, e isso acaba sendo sempre um grande problema na minha vida. Porque quando a química não rola, a decepção mostra a sua cara!
Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais de Síndrome de Down.
Guiado por um impulso e por dolorosas lembranças do passado, o Dr. Henry toma uma decisão que mudará para a sempre a vida de todos e o assombrará até a morte: ele pede que sua enfermeira Caroline, entregue a criança para adoção e diz para a esposa que a menina não sobreviveu.
Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar a pequena Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina.
O livro se desenrola nesse mundo de mentiras, traições, frustrações. Tem momentos chatos, desnecessários. Acho que esperava uma história mais densa, mais consistente, não sei...
Há muita raiva, muitas questões a se resolver mas que são postegadas o tempo todo e isso irrita bastante. Tem momentos que a história se arrasta e se torna cansativa, fora isso, uma história ok que poderia ter sido desenvolvida com mais intensidade e ousadia.

Cláu Trigo

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Mais Um Querido: Branca de Neve Tem Que Morrer


" No vilarejo mais monótomo do mundo abriam-se abismos inimagináveis. Ela levou as três cervejas até a mesa à qual Jörg Richter, irmão de Jenny Jagielski, estava sentado com outros dois homens. Na verdade, ele deveria estar no lugar de Jenny, atrás do balcão, mas raramente fazia o que devia".

Meu Deus, o que dizer desse livro?
"Branca de Neve Tem Que Morrer", de Nele Neuhaus, Editora Jangada, é um daqueles livros que você descobre "por acaso" perdido nas prateleiras da FNAC e diz: 'Ops, o que eu perdi que ainda não tinha lido nada a respeito desse livro?'
Claro que ele ganhou um endereço fixo depois das apresentações prévias. E um lugar especial e de destaque na minha estante.
Capa linda, história surpreendente. Flui rápido demais, um livro de 470 páginas lidas em dois dias, imagina o que ele te oferece... Muita ação, conflitos, suspense, drama, segredos.
Numa noite chuvosa de Novembro, Rita Cramer é empurrada de uma passarela e cai em cima de um carro em movimento. Pia e Bodenstein, da delegacia de homicídios, têm um suspeito: Manfred Wagner.
Onze anos antes, a filha de Manfred desaparecera sem deixar pistas, e um processo baseado em prova circunstanciais condenou Tobias, filho de Rita Cramer, a dez anos de prisão.
Logo após cumprir a pena, Tobias retorna à sua cidade natal e, repentinamente, outra garota desaparece. Os acontecimentos do passado parecem repetir-se de maneira funesta.
Pia e Bodenstein se deparam com um muro de silêncio. As investigações transformam-se numa corrida contra o tempo, mas isso é apenas o começo, tem muita coisa rolando, e o melhor, a autora vai nos dando as respostas durante a narrativa, ou seja, além de não deixar tudo para o final, vai entrando outros perrengues que ela vai resolvendo de forma genial.
O livro todo vai te contar inúmeras outras histórias paralelas que vão te surpreender, é um emaranhado de segredos, de injustiças, de superação sem fim. As coisas vão acontecendo uma atrás da outra, você não consegue respirar. Consigo compará-lo tranquilamente com os livros do meu "queridinho" Jo Nesbo. Isso é raro!
Super indico o livro. Tenho certeza que quem gosta de suspense vai adorar.
A alemã Nele Neuhaus já entrou para minha lista de preferidos, sem dúvidas...
#FicaDica

Cláu Trigo