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domingo, 29 de dezembro de 2013

O Hipnotista

Grata surpresa. Encontrei na estante essa semana o livro "O Hipnotista" dos autores Lars Kepler (pseudônimo do casal Alexandra Coelho Ahndoril e Alexander Ahndoril). Fazia algum tempo que tinha comprado, mas andava com receios depois de algumas leituras frustadas. Como não sei (e não consigo) parar na metade do livro, por mais ruim que seja, acabo sempre quebrando a cara com algumas sugestões. "O Hipnotista" é um daqueles livros que você começa a ler e vai rodando a noite sempre prometendo que no próximo capítulo você para. Esquece. Não dá. A história te prende de um jeito peculiar. Esse livro me ROUBOU noites e noites de sono. O livro é feito com capítulos curtos e datas e horas dos acontecimentos, o que o torna ainda mais fascinante. Se engana quem pensa que é mais uma dessas histórias batidas policiais. As reviravoltas são constantes e as tramas paralelas são tão excitantes como a principal. Correm paralelamente mas se encaixam perfeitamente no final. Tudo devidamente "amarrado". A história se desenrola no clima gelado de Tumba, Suécia. O massacre de uma família nos arredores de Estocolmo abala a polícia sueca e deixa apenas um sobrevivente: o filho de 15 anos, em estado de choque. Desesperado por identificar pistas do assassino antes que outros crimes aconteçam, Joona Linna, o detetive que exige fazer a investigação, recorre ao psiquiatra Erik Maria Bark - especialista em pacientes psicologicamente traumatizados, que utiliza a hipnose como meio de acessar lembranças de episódios violentos. Por ter abandonado essa prática há dez anos, Dr. Bark hesita antes de concordar em hipnotizar a vítima. E sua decisão tem consequências terríveis...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Noite adentro

O cantarolar da noite cai sobre a cidade sonolenta. É como magia em meus pensamentos... O passar dos carros ao longe na cidade que nunca dorme é música para os ouvidos dos seres que perambulam a procura de um recomeço, de uma explicação, de um motivo. O ser passante caminha em busca do novo para alegrar o olhar, refrescar a mente. Algo que possa deixar a vida mais leve, o amor menos morno, a busca mais excitante!!! Sair em busca do concreto deixou de ser uma meta, agora é a hora zero para o tudo ou nada. As dúvidas aparecem e o que basta é a aventura do momento, o frenesi de sair por ai sem destino, sem dono, sem ideal. Sair pelas ruas da cidade de concreto e sonhos a procura do incerto... Não saber para onde ir, não saber o que buscar. Só andar sem preocupação, sem horário, sem caminho certo. Na verdade sair a procura do incerto, do duvidoso, do perigoso, do proibido. É disso que a mente precisa e o corpo deseja... É preciso se entregar mais, se aventurar com entrega, se expor com desejo. Olhar o outro com a paixão de um jovem e o desejo de adulto. É isso que se chama viver. Sem compromissos a longo prazo... Hoje eu quero olhar a cidade com seus carros sonolentos com os olhos de uma criança que acabou de descobrir um doce, e me lambuzar sem consciência pesada!!