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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Noite adentro

O cantarolar da noite cai sobre a cidade sonolenta. É como magia em meus pensamentos... O passar dos carros ao longe na cidade que nunca dorme é música para os ouvidos dos seres que perambulam a procura de um recomeço, de uma explicação, de um motivo. O ser passante caminha em busca do novo para alegrar o olhar, refrescar a mente. Algo que possa deixar a vida mais leve, o amor menos morno, a busca mais excitante!!! Sair em busca do concreto deixou de ser uma meta, agora é a hora zero para o tudo ou nada. As dúvidas aparecem e o que basta é a aventura do momento, o frenesi de sair por ai sem destino, sem dono, sem ideal. Sair pelas ruas da cidade de concreto e sonhos a procura do incerto... Não saber para onde ir, não saber o que buscar. Só andar sem preocupação, sem horário, sem caminho certo. Na verdade sair a procura do incerto, do duvidoso, do perigoso, do proibido. É disso que a mente precisa e o corpo deseja... É preciso se entregar mais, se aventurar com entrega, se expor com desejo. Olhar o outro com a paixão de um jovem e o desejo de adulto. É isso que se chama viver. Sem compromissos a longo prazo... Hoje eu quero olhar a cidade com seus carros sonolentos com os olhos de uma criança que acabou de descobrir um doce, e me lambuzar sem consciência pesada!!