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domingo, 13 de abril de 2014

EU MATO

Fim de jogo. O que dizer de um livro de 534 páginas que foi lido em duas noites? E só não terminei na primeira noite porque já se fazia 5 horas da manhã e tinha apenas 1 hora de sono até o despertar do relógio. EU MATO, de Giorgio Faletti, editora Intrínseca. Depois da trilogia "Millenium" o meu grau de exigência cresceu um absurdo em relação a livros policiais. Achava que seria bem complicado conseguir outro igual, ou ao menos, parecido. EU MATO estava na minha estante à mais de um ano e eu olhava para ele, ele olhava para mim, mas nada. Nenhuma iniciativa de qualquer um de nós dois. Até que um dia, depois de algumas leituras frustadas, ele caiu da estante do nada, como que implorando para eu lê-lo. Recebi isso como um sinal e fui a "luta". De longe, um dos melhores livros que já li. Nos cenários glamorosos do Principado de Mônaco, um detetive e um agente do FBI embarcam no caso mais angustiantes de suas vidas. Em EU MATO, thriller de estreia de Giorgio Faletti, a polícia mede forças com um serial killer em Montecarlo - região privilegiada da Côte d'Azur, incrustada em um país conhecido por abrigar mais policiais e menos crimes per capita que qualquer outro. O serial killer, oculto sob o apelido de "Ninguém", anuncia seus próximos alvos por meio de enigmas propostos em telefonemas desesperados para um programa de rádio conduzido por um carismático apresentador. Para confundir a polícia, músicas são utilizadas como pistas dos crimes, cujas doses de barbárie e astúcia abatem e desnorteiam policiais, investigadores e psiquiatras. Os assassinatos, caracterizados pela frase EU MATO escrita com sangue, são sempre marcados por uma violência que não poupa nem mesmo a pele das vítimas. O autor mantém o suspense implacável mesmo depois de revelar a identidade do criminoso, quando é iniciada uma caçada surpreendente para impedir novos ataques. "Até nisso nós somos iguais. A única coisa que nos diferencia é que, quando acaba de falar com elas, você tem a possibilidade de se sentir cansado. Pode ir para a casa e desligar a mente e todas as suas doenças. Eu não. Eu não consigo dormir de noite, porque meu sofrimento nunca acaba. - E nessas noites, o que faz para se livrar do seu sofrimento? - Eu mato..." Alguém precisa de mais uma dica para sair agora até a livraria mais próxima e comprar seu exemplar?

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