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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Final Decepcionante - 72 Horas Para Morrer


"...A vingança é como aquela viagem que planejamos com muita antecedência, sabe? Aquela viagem dos sonhos para a qual nos preparamos com meses de antecedência, pouco a pouco, saboreando cada minuto que nos aproxima dela; buscando informações antecipadas sobre o lugar, o que fazer, onde comer, o que visitar. Até que chega a hora de irmos. Tudo é perfeito; entretanto, breve, efêmero. Então, damo-nos conta de que grande parte da graça foi exatamente aqueles momentos que antecederam a viagem em si."

E hoje trago para vocês mais um livro policial, mais um livro nacional. "72 Horas Para Morrer", de Ricardo Ragazzo, Editora Novo Século.
O livro conta a história de Júlio Fontana, um delegado da cidade de Novo Salto que descobre que sua namorada, Agatha, foi sequestrada. Junto com esse sequestro aparecem vários assassinatos horrendos e a vida de Júlio vai virar um inferno.
Júlio vai ter que correr contra o tempo para salvar a vida de sua filha, na qual ele suspeita que possa ser a próxima vitima. Ele tem somente 72 horas antes que aconteça outro assassinato.
Gostei do desenrolar de toda história - até chegar no final! Aquela justificativa foi totalmente sem graça e meio idiota. Estava esperando O FINAL! porque até aquele momento a história tava MUITO BOA! mas os dois/três últimos capítulos me decepcionaram muito.
Os personagens foram muito bem construídos - tanto o delegado como os policiais, a filha de Júlio, os possíveis assassinos. Todos, sem exceção de nenhum, tinham uma história muito boa e desculpas favoráveis para eles. Mas, os final meu amigo, destruiu toda essa construção durante o desenrolar do livro.
Mas nem isso tira a inteligência e a bela construção da história e a ousadia do autor.
O livro teve duas edições, essa capa é a segunda.
Até o final do livro não tinha entendido o porque da velhinha na capa. Mas sim, tem significado. E gosto mais dela do que a da primeira edição.
Recomendo para os fãs de policial, principalmente por ser nacional. Com isso vemos que o espaço do romance policial brasileiro está crescendo a cada ano. Mas não esperem "aquele" final. Vão com a mente aberta pois pode tanto surpreender os leitores, quanto decepcioná-los.

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

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