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segunda-feira, 27 de junho de 2016

O Voo da Libélula Caiu Junto Com o Avião!


"No final das contas, pensou, é agradável decidir assim a vida e a morte alheias, proteger para depois condenar, dar esperanças para depois sacrificar. Brincar com o destino como um deus astuto e imprevisível... Afinal, ele também tinha sido vítima de um deus sádico."

Então... "O Voo da Libélula", de Michel Bussi, Editora Arqueiro, vale mais pela capa do que pela história. A capa é linda! A história... BEM mediana.
Tava esperando bem mais, esperava que fosse um belo voo, uma viagem surpreendente, cheia de reviravoltas e desfechos, mas, não.
A história é fraca, em alguns momentos chega a dar tédio. Foi uma leitura difícil, achei que o autor enrola demais em coisas simples.
Não me convenceu. Acho até que ele tinha muitas cartas na mesa, pois a história como um todo poderia ter dado um up em muitos momentos, mas não! Ele não segurou a onda.
A história toda se passa ao redor de Lylie, uma sobrevivente de um desastre aéreo que ocorre na noite do dia 23 de dezembro de 1980, na fronteira entre a  Suíça e a França e a única sobrevivente é uma garotinha de 3 meses. Porém, havia duas meninas no voo, e cria-se o embate entre duas famílias, uma rica e uma pobre, pelo reconhecimento da paternidade.
Numa época em que não existiam exames de DNA, o julgamento estende-se por muito tempo, mobilizando todo país. Seria a menina Lyse-Rose ou Émilie? Mesmo após o veredito, ainda pairam muitas dúvidas sobre o caso, e uma das famílias resolve contratar Crédule Grand-Duc, um detetive particular, para descobrir a verdade.
Dezoito anos depois, destroçado pelo fracasso e no limite entre a loucura e a lucidez, Grand-Duc envia o diário das investigações para a sobrevivente Lylie e decide tirar a própria vida, mas alguma coisa muda no instante que vai puxar o gatilho, um segredo só visto naquele momento.
A história se arrasta o livro todo. E eu, que estou acostumada com grandes histórias policiais, não cai nessa! Se vocês lerem o livro, vão entender do que estou falando.
Na boa, o livro é fraco, o que é uma pena, porque tinha potencial ali para uma grande história.

Cláu Trigo

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