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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Eu Sou Deus


"Andar por aí em busca de recordações nunca é um bom negócio. Não importa o que se encontre pelo caminho, será sempre e de qualquer jeito um sonoro nada. Não poderá capturar as boas lembranças e não poderá matar as más. E cada respiração parece feita de ar malsão, que para na garganta e deixa um gosto ruim na boca.

É difícil falar de Giorgio Faletti quando se é uma fã dele. Já tinha lido "Eu Mato" e agora me deliciei com "Eu Sou Deus", da Editora Intrínseca.
Na verdade, achei o começo do livro meio devagar, mas da metade para o final, o enredo toma ritmo e, que final, minha gente!
Fiquei dias debruçada sobre a história pensando em "Eu Sou Deus", tentando compreender o que aconteceu, como aconteceu.
O livro conta a história de uma jovem detetive que esconde os próprios dramas pessoais sob a sólida imagem profissional e um repórter fotográfico de passado discutível, em busca de uma segunda chance, são a única esperança de deter um psicopata que sequer assume a autoria de seus crimes. Um homem que está realizando uma vingança terrível, por uma dor que afunda suas raízes numa das maiores tragédias norte-americanas. Um homem que acredita ser Deus.
Foi um final que não imaginei para a história. E fiquei me questionando por dias o quanto de carga
levamos em nossas vidas de vivências passadas. É difícil fugir aqui de uma análise psicanalítica, mas não irei entrar aqui nos méritos que levaram o personagem a tamanha loucura. Vou me concentrar na história e absorver o nó que o autor dá em nossas cabeças no final do livro.
Não classifico esse como seu melhor livro. Sou muito mais fã de "Eu Mato". Acho que foi sua melhor história, mas não tiro o mérito que ele se deu MUITO bem com o final da história, apesar de seu começo devagar e, muitas vezes, massante.
Acho que é o típico livro que merece nossa insistência, porque se tivesse desistido ou continuado com má vontade, não teria ficado tão intrigada com seu desfecho.
Valeu minhas horas de leitura e, consequentemente, minhas horas de reflexão.

Boa leitura,
Cláu Trigo

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