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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Dragão Vermelho - Resenha


"Só vemos o que observamos e só observamos coisas que já conhecemos." (Alphonse Bertillon)

Não sei se vocês sabem, mas um dos meus filmes preferidos é "O Silêncio dos Inocentes" e o meu personagem/vilão é o Hannibal, então, quando coloquei no começo do ano esse livro no desafio, estava muito ansiosa pelo o que encontraria aqui.
Quando comecei a ler, me lembrava muito pouco da história, pois faz muito tempo que não assisto aos outros filmes do canibal. E apesar de estar assistindo a série (que recomendo demais, também!), ela é bem diferente do livro!
Mas agora vamos ao ponto! "Dragão Vermelho", do Thomas Harris, Editora BestBolso, não foi tudo o que esperava. Porém, tenho a impressão que isso se deva muito por causa da edição e depois vou falar sobre isso.
A história começa quando o agente do FBI, Will Graham é chamado ao trabalho depois de muito tempo parado, pelo seu ex-chefe (agora novamente chefe), Jack Crawford, para investigar uma série de assassinatos. Porém, para capturá-lo, ele precisará pedir ajuda ao Dr. Hannibal Lecter, um assassino canibal que o próprio Will prendeu muitos anos atrás (e o motivo para ele parar de caçar assassinos). No entanto, esse ato pode trazer consequências desastrosas.
O Will é muito bom no que ele faz, mas por ter quase perdido a vida ao prender o Hannibal, ele tem um pé atrás em voltar a trabalhar - até porque agora ele é casado e tem um filho! Mas ele percebe que quanto mais tempo ele rejeita a "oportunidade", mais pessoas estão morrendo. Isso faz com que ele aceite - mas ele se vê numa rua sem saída e acaba pedindo ajuda ao Hannibal (inclusive, são as melhores cenas).
O personagem do Will é interessante, pois temos essa ambiguidade (de querer prender o serial killer, mas ter um "medo" do que pode acontecer com ele ou com a esposa e filho) na personalidade dele. Já o Jack é bem mais ou menos - ele consegue algumas vezes ser insuportável e outras ele é MUITO cego.
O Hannibal nesse livro aparece pouco, até porque ele não é o objetivo, mas todas as vezes que ele aparece, as cenas são inteligentíssimas e uma coisa impressionante de se ler. Temos alguns outros personagens coadjuvantes, mas nenhum que precisa ser ressaltado.
E então temos o assassino, e adoro ler livros que colocam capítulos pelo ponto de vista do serial killer. Ele é um personagem bem interessante e muito bem trabalhado. E a relação dele com a pintura "Dragão Vermelho" do William Blake é algo pesado!
O que me irritou um pouco foi primeiro a relação do Will com o seu chefe, Crawford, que achei meio fraca. E tenho quase certeza de que a tradução da editora está BEM ruim, pois várias vezes achava frases que não faziam sentido, com os verbos conjugados errados e muitas vezes eu precisava ler e reler umas duas vezes para entender. Espero que não seja uma escrita ruim do autor, pois pretendo ler os outros dois livros, e sim um problema sério da editora.
Finalizando, esperava muito mais do livro e espero realmente que o próximo, "O Silêncio dos Inocentes" seja melhor, tanto a narrativa quanto a escrita. Pois, se continuar no mesmo estilo, vai ser uma grande decepção! Será que temos aqui um caso raro de um filme ser melhor que o livro? Veremos!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

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