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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Meu Querido e Velho Safado: Bukowski


"Os livros que primeiro instigaram Bukowski influenciaram seus gostos literários pelo resto da vida. Ele nunca venceu paixões e preconceitos da juventude: amar os primeiros contos de Hemingway, por exemplo, mas não ter tempo para os últimos romances; gostar de Turgenev, mas nunca sentir-se atraído por Lev Tolstói. Além disso, já adulto, pronunciava incorretamente palavras e nomes que lera na adolescência, mas que nunca ouvira. Era uma característica observada por amigos, como o poeta Miller Williamas. Segundo ele, se Bukowski entendesse que tinha cometido um erro, fingiria que fora de propósito. 'Teria sido uma fonte de constrangimento, mas ele esconderia o embaraço dizendo, 'é assim que pronuncio, diabos, e se você não gosta, pronuncie como bem quiser".

Meu querido e safado Bukowski! Como não amar esse velho safado. Impossível.
No livro "Bukowski: Vida e Loucura de um Velho Safado" (Ed. Veneta), Howard Sounes recria a trajetória de Bukowski no que viria a ser sua biografia definitiva.
A edição da Editora Veneta está simplesmente linda. Valeu cada centavo por ele. O livro trás poemas, trechos de trabalhos inéditos, desenhos e mais de 60 fotos. Além de depoimentos de amigos como Norman Mailer, Allen Ginsberg, Sean Penn, Mickey Rourke (que interpretou Bukowski no filme Barfly), Lawrence Ferlinghetti, Robert Crumb e Harry Dean Stanton.
Bukowski é assim: ou você ama ou você odeia. Não há meio termo. E eu faço parte do primeiro grupo. E depois que li sua biografia ficou bem mais claro o que foi esse poeta e sua vida. Uma vida nada fácil, diga-se de passagem.
Filho de mãe alemã e pai norte americano, teve uma vida difícil, pobre. Veio ainda criança para os EUA, teve que conviver com a guerra, a miséria, uma família desestruturada. Conheceu cedo a bebida, o cigarro, teve uma infância marcada pelo autoritarismo e agressões do pai e a veneração da mãe pela figura nazista de Hitler.
Não estudou muito, começou a trabalhar cedo e aceitava qualquer tipo de emprego que lhe garantisse, no final do dia, o seu cigarro e a sua bebida. Conhecido por seus porres homéricos, sua angústia e seus relacionamentos conturbados, se tornou um ícone da cultura pop.
Bêbado, mulherengo, vagabundo, imprevisível, Charles Bukowski transformou seu estilo de vida pautado na mais pura vadiagem em literatura.
Para quem gosta do escritor, é necessário a leitura dessa biografia. Coisas que muitas vezes nos intrigam, no livro serão respostas. Uma vida passada a limpo, eis a história desse livro.

Cláu Trigo

7 comentários:

  1. Oi, Cláu! =)
    Só li Bukowiski uma vez (Misto Quente) e de cara já fiquei apaixonado pela narrativa ousada e crua do autor. Quero ler mais coisas dele. E vou!

    Não conhecia essa biografia e adorei o "safado" (rs.).

    Bjão
    Diego, Blog Vida &Letras
    www.blogvidaeletras.blogspot.com

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  2. Bukowski é maravilhoso. Fiquei muito curioso para ler Bukowski: Vida e Loucura de um Velho Safado, afinal de contas, uma das coisas mais legais é ver como o autor vive e como reflete em sua escrita.

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  3. Nunca tinha ouvido falar... mas fiquei muito curioso. Através de sua escrita, fiquei bem afim de ler... ótimo post
    By:caioo

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  4. Parei para pensar agora e cheguei à incrível conclusão que eu nunca li uma biografia. De ninguém! Quão absurdo é isso? Vou providenciar!

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  5. Uma pessoa com muitas provações, que ao meu ver, usou da poesia, da força das palavras vindas de sua mente inquieta, uma ferramenta de defesa e ao mesmo tempo, de despertar aos que estavam preparados para as verdades que o autor fazia ecoar.

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  6. Nunca li Bukowski, tenho uma curiosidade enorme pelo autor, mas nunca cheguei a ler, irei por na minha lista!

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  7. Olá
    Até muito recentemente nunca tinha me batido a curiosidade pelo autor, sei que ele é muito renomado coisa é tal, mas sei lá, não parece muito a minha praia. Mas gosto de conhecer coisas novas é quem sabe eu goste de sua escrita

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