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sábado, 11 de novembro de 2017

Resenha - Admirável Mundo Novo


" - Só para dar a vocês uma ideia de conjunto - explicava-lhes. Porque era preciso, naturalmente, que tivessem alguma ideia de conjunto para poderem fazer seu trabalho inteligentemente - mas uma ideia o mais resumida possível, para que se tornassem membros úteis e felizes da sociedade. Porque os detalhes, como se sabe, conduzem à virtude e à felicidade; as generalidades são males intelectualmente necessários. Não são os filósofos, mas sim os colecionadores de selos e os marceneiros amadores que constituem a espinha dorsal da sociedade."

Como todo leitor nosso sabe, gosto demais de distopias e de um tempo para cá estou tentando dar uma chance para as mais antigas e clássicas (além de importantes!).
Recentemente li 1984 e não curti tanto assim. Então, quando peguei esse para ler, já estava bem receosa por causa da decepção anterior. Porém, gostei mais de "Admirável Mundo Novo", do Aldous Huxley, Editora Folha de São Paulo, do que o livro do George Orwell.
Acho que a grande maioria já sabe do que se trata a história, mas vou fazer uma breve sinopse para ninguém ficar confuso. 'Bora' lá!
Estamos no ano 632 depois de Ford (a linha de produção). A população agora é dividida em castas. Nos laboratórios, são definidos que os poucos dotados estão destinados ao trabalho braçal, e os que crescem para comandar. O amor é proibido, e o sexo estimulado.
Essa distopia vai descrever um futuro horrível, fruto de uma utopia que deu errado. A utopia? O utilitarismo - onde se pretende eliminar o sofrimento e otimizar o bem-estar. Ou seja, um mundo sem contradições. Por isso, em nome da felicidade, sacrificaram a liberdade!
Nessas distopias mais antigas temos algumas coisas em comum, mas a que ficou mais clara para mim foi o uso da ciência. As pessoas tem que ser muito inteligente, perfeitas, sempre felizes (uma felicidade fantasiosa) e que sempre estão tomando pílulas (que obviamente é para tornar seus habitantes, pessoas que não se revoltem).
O começo, como aconteceu com 1984, também foi um pouco devagar e em algumas partes, difícil de entender algumas formações da sociedade. Mas o livro, como um todo, achei menos confuso e com certeza com um final melhor. Para mim, o começo não fez muito sentido, mas depois ficou tudo muito claro, e que final perfeito!
Aldous Huxley vai criticar fortemente a questão da felicidade e da perfeição, e como desistimos de coisas tão importantes como a liberdade por causa desses sentimentos e estilos de vida.
Portanto, gostei bem mais desse livro. Próximo objetivo e desafio: "Nós" do russo Zamiátin - com certeza um desafio, mas muito ansiosa. Até porque foi o livro que inspirou essas grandes obras da ficção distópicas: "1984", "Admirável Mundo Novo"  e "Fahrenheit 451".
Espero que tenham gostado da resenha e comentem ai embaixo qual é a distopia preferida de vocês. Vamos trocar ideias e opiniões!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

2 comentários:

  1. Olá, tudo bem?

    Acho tão estranho essa coisa de chamar Huxley, Orwell e outros autores do mesmo gênero de Distopia. Sou da época em que eram simplesmente autores de Ficção Científica. Amo 1984, é uma alegoria sobre para onde o mundo estava indo. Vários filmes usaram a premissa da história. Fico triste que você não tenha se envolvido, ou como eu gosto de pensar, que não tenha rolada um clima bom entre você e 1984. Admirável é uma delícia, um livro que te obriga a pensar, que te mostra o que o mundo está se tornando, porque as pessoas estão cada vez mais enfronhadas dentro de si mesmas.
    A sua próxima leitura eu não conheço, vou dar uma olhada para ver se consigo encaixar em meio aos trabalhos.

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    Respostas
    1. Oi Bel!
      Rsrsrs, então, quando eu comecei a ler esses livros, eles já se chamavam distopias. Eu entendo toda a importância do 1984, mas não achei tudo isso. Já esse, eu achei genial.
      Muito obrigada pelo comentário!

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