Menu

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Oscar 2016!


O Oscar foi ontem e deu muito o que falar. Na minha opinião, tanto coisas positivas quanto negativas.
Mas vamos falar sobre tudo. Nas categorias menores, só irei mostrar quem levou a estatueta, nas outras irei dar um comentário rápido.
Leiam até o final, vou falar sobre um assunto que me irritou muito ontem - não no Oscar - e sim em relação a quem assisti e acompanha o cinema!
Vou começar pelas categorias menores.
Então vamos ao que interessa!

Melhor Curta-Metragem

- Ave Maria
- Stutterer
- Day One
- Shok
- Everything Will Be Okay

Melhor Animação em Curta-Metragem

- A História do Urso
- Prologue
- We Can't Live Without Cosmos
- Os Heróis de Sanjay
- World of Tomorrow

Melhor Documentário em Curta-Metragem

- Last Day of Freedom
- A Girl In The River: The Price Of Forgiveness
- Body Team 12
- Claude Lanzmann: Spectres Of The Shoah
- Chau, Beyond The Lines

Melhor Canção Original

- Earned It (50 Tons de Cinza)
- Manta Ray (A Corrida Contra a Extinção)
- Simple Song (Juventude)
- Writing On The Wall (007 Contra Spectre)
- Til It Happens To You (The Hunting Ground)
* Estava torcendo para a música da Lady Gaga (Til It Happens To You), que é maravilhosa, porém não acho ruim a do Sam Smith, então achei válido a estatueta para ele. E nem preciso falar daquela apresentação da Gaga, né?! Linda, emocionante. Me lembrou muito ano passado em relação à música Glory!

Melhor Trilha Sonora Original

- Sicario: Terra de Ninguém
- Os 8 Odiados
- Carol
- Ponte dos Espiões
- Star Wars - O Despertar da Força
* Foi muito bonito ver todo mundo aplaudindo de pé o  italiano Ennio Morricone (compositor).

Melhor Fotografia

- Carol
- Mad Max: Estrada da Fúria
- O Regresso
- Os 8 Odiados
- Sicario: Terra de Ninguém

Melhor Edição de Som

- O Regresso
- Mad Max: Estrada da Fúria
- Sicario: Terra de Ninguém
- Perdido em Marte
- Star Wars - O Despertar da Força

Melhor Mixagem de Som

- Perdido em Marte
- Mad Max: Estrada da Fúria
- Ponte dos Espiões
- O Regresso
- Star Wars - O \Despertar da Força

Melhor Maquiagem

- O Regresso
- Mad Max: Estrada da Fúria
- O Centenário que Fugiu Pela Janela e Desapareceu

Melhor Direção de Arte

- O Regresso
- Perdido em Marte
- Ponte dos Espiões
- Mad Max: Estrada da Fúria
- A Garota Dinamarquesa

Melhor Figurino

- Carol
- Cinderela
- O Regresso
- Mad Max: Estrada da Fúria
- A Garota Dinamarquesa

Melhor Efeitos Visuais

- O Regresso
- Mad Max: Estrada da Fúria
- Perdido em Marte
- Star Wars - O Despertar da Força
- Ex_Machina: Instinto Artificial
* Uma das surpresas da noite, mas que eu, em particular, AMEI! Super merecido, não tinha para o Mad Max.

Melhor Edição

- Mad Max: Estrada da Fúria
- O Regresso
- Spotlight: Segredos Revelados
- A Grande Aposta
- Star Wars - O Despertar da Força

Melhor Documentário

- Amy
- What Happened, Miss Simone?
- Winter on Fire: Ukraine's Fight for Freedom
- O Peso do Silêncio
- Cartel Land
* Era meio óbvio quem ia levar, porém tinham ótimos documentários como o da Nina Simone e o da situação da Ucrânia que se levassem, iam ser super merecidos também!

Melhor Animação

- Divertida Mente
- Anomalisa
- As Memórias de Marnie
- Shaun, O Carneiro
- O Menino e o Mundo
* Outro que era meio óbvio quem ia levar e apesar de ter amado Divertida Mente, claro que estava torcendo para O Menino e o Mundo, mas infelizmente não deu para ele. O páreo estava duro. Se fosse ano passado a chance poderia ser maior, já que os filmes eram apenas "bonitinhos".

Melhor Filme Estrangeiro

- Filho de Saul (Hungria)
- O Lobo do Deserto (Jordânia)
- O Abraço da Serpente (Colômbia)
- Guerra (Dinamarca)
- Cinco Graças (França)

Melhor Roteiro Original

- Ex_Machina: Instinto Artificial
- Straight Outta Compton - A História do N.W.A
- Spotlight: Segredos Revelados
- Divertida Mente
- Ponte dos Espiões

Melhor Roteiro Adaptado

- Brooklyn
- Carol
- A Grande Aposta
- O Quarto de Jack
- Perdido em Marte

Melhor Atriz Coadjuvante

- Jennifer Jason Leigh (Os 8 Odiados)
- Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)
- Rachel McAdams (Spotlight: Segredos Revelados)
- Kate Winslet (Steve Jobs)
- Rooney Mara (Carol)
* Para mim, estava entre ela e a Kate Winslet, porém  gostei dela ter levado. Achei merecido!

Melhor Ator Coadjuvante

- Tom Hardy ( O Regresso)
- Mark Rylance (Ponte dos Espiões)
- Sylvester Stallone (Creed: Nascido Para Lutar)
- Mark Ruffalo (Spotlight: Segredos Revelados)
- Christian Bale (A Grande Aposta)
* Apesar de todos acharem que o Stallone levava, estava torcendo para qualquer outro ator levar, menos ele. Acho ele um péssimo ator - e não acredito em dar Oscar pela carreira! Por isso que eles concorrem a melhor ator/atriz (coadjuvante). Se fosse pela carreira, devia ser Oscar por carreira. Baboseira isso! Fiquei muito contente dele não ter levado. E o Mark Rylance foi uma grata surpresa

Melhor Atriz

- Charlotte Rampling (45 Anos)
- Cate Blanchett (Carol)
- Jennifer Lawrence (Joy: O Nome do Sucesso)
- Saoirse Ronan (Brooklyn)
- Brie Larson ( O Quarto de Jack)
* Super merecido. Esse Oscar já era dela! Não tinha nenhuma outra que podia levar. Só acho que ela tinha que ter subido na hora de receber com o Jacob Tremblay <3 (que coisa linda é esse menino!).
E outra coisa: adoro a Jennifer Lawrence, mas o que ela estava fazendo lá? Nem perto das outras atrizes e papéis...

Melhor Ator

- Eddie Redmayne (A Garota Dinamarquesa)
- Matt Damon (Perdido em Marte)
- Bryan Cranston (Trumbo: A Lista Negra)
- Leonardo DiCaprio ( O Regresso)
- Michael Fassbender (Steve Jobs)
* Foi dessa vez! O Leozinho levou, rsrs. Antes do Oscar, não tinha muita certeza se ele ia ou não levar. A Academia costuma trazer algumas surpresas. O que me incomoda um pouco é que talvez ele tenha levado mais pela carreira do que por essa atuação, mas isso nunca vamos saber. Espero, sinceramente, que não tenha sido esse o motivo.
Tinha gostado do papel do Matt Damon; se não fosse para o DiCaprio, torceria por ele.

Melhor Diretor

- Alejandro G. Iñarritu ( O Regresso)
- Lenny Abrahamson (O Quarto de Jack)
- Tom McCarthy (Spotlight: Segredos Revelados)
- Adam McKay (A Grande Aposta)
- George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria)
* Estava entre o Iñarritu e o George Miller, no entanto, estava torcendo para o Lenny Abrahamson, pois achei o trabalho dele fantástico, só que a chance dele de levar era mínima.

Melhor Filme

- Spotlight: Segredos Revelados
- Brooklyn
- Perdido Em Marte
- Mad Max: Estrada da Fúria
- O Regresso
- A Grande Aposta
- Pontes dos Espiões
- O Quarto de Jack
* Outra grata surpresa. O único que eu não aceitava levar era o Mad Max (poxa gente, esse filme não é tudo isso...). Para mim estava entre Spotlight e O Regresso, mas preferia o primeiro. Gostei muito e mostra que a Academia nem sempre erra, na minha opinião!

Pessoal, esses foram os vencedores. Tivemos grandes surpresas positivas. Foi um bom Oscar, dentro do que tínhamos.
Mad Max foi o filme que levou mais prêmios com 6 Oscars, porém todos técnicos. E também acho que foi mais que o suficiente. Desculpem, não achei tudo isso o filme.
Spotlight levou o Oscar de melhor filme, o que achei bárbaro, principalmente pelo tema, que é um dos melhores dos oito indicados.
DiCaprio finalmente levou e a Brie Larson também conseguiu o Oscar, o que me deixou muito feliz. Temos que ficar de olho nela que vai ser uma grande atriz.
Infelizmente, tivemos o problemas com a falta de negros indicados, que sinto dizer, não vai ser resolvido tão cedo. A Academia precisa de muitas mudanças, e essa é uma dessas. Porém é um caminho longo e demorado...
Tivemos uma apresentação maravilhosa da Lady Gaga! Emocionante!!!

Mas, o que mais me incomodou ontem à noite não foi o Oscar em si, mas os comentários na internet, principalmente depois do término dele. Só porque as pessoas tem opiniões diferentes sobre os filmes e atores que ela não é entendida do assunto? Vi muita gente xingando quem não tinha gostado de Mad Max ou achava que o Stallone não tinha que levar... Só porque preferi aquele filme a esse, não entendo de nada e só assisto filmes ruins? E que ela é A entendida no assunto? Que eu saiba ainda moramos num país democrático e que as pessoas tem total liberdade de discordar e isso não colocam elas como piores. Isso me deixou muito irritada e tirou meu sono. Só porque gostamos de um filme, não precisamos acabar com o outro. E esse comentário se estende também ao comentarista da TNT: Rubens Ewald Filho. Só porque a Lady Gaga não levou não quer dizer que a música do Sam Smith é uma bosta!

Me digam para qual vocês ficaram mais surpresos e para quais ficaram decepcionados. Vamos conversar sobre todos esses problemas e também sobre as coisas boas. O cinema e a gente também precisamos disso.
Espero que tenham gostado! Até o próximo Oscar, rsrs.
Carol Trigo!!!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Gretchen Lowell: Cruel ou Adorável? - Resenha/Desafio


"Elas compartilhavam de algo. Não obstante uma ser branca e a outra negra; não obstante uma ser magra e a outra gorda, elas reconheciam a coisa que, como mulheres, as diferenciava a ponto de levá-las a um mundo violento ainda dominado pelos homens. Entendiam como era se sentir atraído, de certa forma, pela morte."

Mais um livro do desafio terminado. Estou achando que escolhi bem os livros, pois até agora só teve coisa muito boa!
Fazia um tempão que minha mãe estava insistindo para eu ler essa trilogia. Sempre tinha um pé atrás, mas me arrependi. E até começar a ler, não tinha ideia de quantos fãs a Chelsea Cain tinha aqui no Brasil... E principalmente em relação à Gretchen Lowell.
Coração Ferido, da Chelsea Cain (Ed. Suma de Letras), é um livro estilo O Silêncio dos Inocentes, mas com uma serial killer um pouquinho pior que nosso querido Hannibal Lecter!
O livro começa com o detetive Archie Sheridan voltando a trabalhar depois de dois anos parado. Isso se deve ao seu primeiro caso, intitulado Beleza Mortal, em que eles ficaram 10 anos atrás de Gretchen Lowell, uma estonteante serial killer. Mas no final foi ela quem o capturou e o torturou por 10 dias, porém em vez de matá-lo como se era esperado, ela surpreendentemente o soltou e ainda se entregou para a polícia.
O livro tem como caso principal um serial killer que mata adolescentes morenas logo após a saída de seus colégios. Paralelamente ao caso, vemos como o nosso detetive saiu do seu último caso e como ele ainda está lidando com isso. O mais estranho é que todo domingo ele tira o dia para visitar e conversar com a assassina que o torturou! Ele simplesmente não consegue ficar longe dela.
O livro começa meio confuso, nos mostrando uns dos dias em que ele ficou preso com Gretchen. Mas a partir que o livro vai andando, as peças vão se encaixando e a leitura flui super bem.
Os casos são muito bem descritos e a Gretchen Lowell é uma personagem ímpar, talvez nunca tenha visto algo parecido. Apesar de tudo que ela fez e ainda faz, mesmo estando presa, como manipular todos que estão à sua volta, a gente não consegue não gostar dela. É algo bem impressionante e não é muito fácil um autor fazer os seus leitores gostarem tanto assim de uma assassina.
As personagens femininas são muito fortes, até as secundárias. E cada uma consegue seu momento no livro.
E o final é algo nunca esperado e muito surpreendente. O que faz a gente ficar mais ansioso para o segundo livro, Coração Apaixonado.
Mesmo achando várias pessoas que leram e gostam muito do livro, ele deveria ser MUITO mais famoso, pois com certeza é um livro ímpar no meio de centenas de livros policiais também bons, e outros não tão bons assim...

" - Quer que eu entre na cabeça dele para você? Desculpe, Clarice*. Não posso ajudar."
*Clarice é a personagem referente ao filme Silêncio dos Inocentes. Tem algo melhor do que um livro perfeito citando talvez o melhor livro/filme de serial killers? Com certeza não!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Na Própria Carne - Resenha/Desafio


"Arrependia-me do quanto fui séria quando adolescente: não tinha nenhum pôster de pop stars ou de algum filme predileto. Nenhuma coleção de fotos de meninas ou corpetes. Em vez disso, quadro de veleiros, imagens bucólicas em tons pasteis e um retrato de Eleanor Roosevelt. Este último era particularmente estranho, já que eu conhecia muito pouco a respeito da senhora Roosevelt, exceto que era boa - o que na época, acho que deveria bastar. Hoje em dia, preferiria um retrato da esposa de Warren Harding, "a duquesa", que registrava todas as ocasiões em que se sentia ofendida, por menores que fossem, em um caderninho vermelho, e se vingava de cada uma. Atualmente prefiro minhas primeiras-damas com um pouco de crueldade."

Mais um desafio completado! "Na Própria Carne", de Gillian Flynn, Editora Rocco, foi meu livro de fevereiro. Missão cumprida!
Dos três livros de Gillian Flynn, esse é DISPARADO, o melhor. Não existe nem margem para comparação. E detalhe: esse foi seu livro de estreia e o único que não virou filme. Triste.
Fiquei bastante receiosa no começo, não achei os dois anteriores: "Garota Exemplar" e "Lugares Escuros" grandes livros. Na verdade, achei bem mediano. Já "Na Própria Carne" nos trás uma história bem construída, com personagens envoltos com seus próprios dramas e demônios. Com passados repletos de angustias, medos, rejeições. Um drama psicológico muito bem estruturado e realista.
A vida da solitária Camille Preaker em Chicago resume-se a escrever matérias para a editoria de polícia do jornal Daily Post, beber vodca além da conta e torturar-se pelo passado que deixou para trás na pequena Wind Gap, sua cidade natal. É para lá que seu editor a envia em busca de um furo de reportagem. Naquela comunidade ao sul do Missouri, um serial killer faz de crianças as suas vítimas.
Para conseguir as informações de que precisa, Camille necessita de coragem. Além de enfrentar uma população amedrontada e avessa a entrevistas, seu maior desafio é vencer o receio de reencontrar a mãe, Adora. Dona de uma personalidade ao mesmo tempo fria e super protetora, ela dá voz ao que Camille tenta silenciar: cicatrizes tão antigas quanto dolorosas.
Elas estão em todo seu corpo e são as testemunhas de uma adolescência marcada por drogas, sexo e a estranha morta de sua irmã mais nova. Escrever palavras na própria carne com faca, gilete ou qualquer outro objeto cortante foi sua reação à angustia.
Enquanto se aproxima da verdade sobre os crimes de  Wind Gap, suas cicatrizes gritam mais e mais enquanto mergulha no passado. Lá estão as respostas  para os mistérios de hoje e os traumas do passado.
Histórias antigas de sua família vem à tona e Camille precisa lidar com seus piores fantasmas.
Recomendo!

Só um detalhe importante: "Na Própria Carne" é o título da Editora Rocco. Pela Editora Intrínseca saiu como "Objetos Cortantes" .

Cláu Trigo

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Melhores Séries!


2015 foi bastante produtivo na telinha para nós. Passamos um ano nos "deliciando" com nossas séries favoritas, e resolvemos fazer um TOP para dividirmos com vocês nossos "olhares".
Temos até duas menções honrosas de séries que adorávamos, mas que hoje não são exibidas mais, mas não dava para deixá-las de fora.
Vem com a gente dividir opiniões.
Aqui estão elas!

Criminal Minds - 11 Temporadas
Essa com certeza é nossa paixão. Elenco perfeito e episódios uns melhores que os outros.
Gostávamos principalmente do elenco que ficou da terceira temporada até a sétima temporada, mas mesmo depois de todas as mudanças, ela continua incrível! Perfeita!
Na Netflix só tem a 8º e a 9ª temporada, infelizmente... Netflix, atualize, nunca te pedimos nada!





The Good Wife - 7 Temporadas
O elenco feminino dessa série é espetacular, só às vezes que a Alicia dá muita chance para o idiota de seu marido, mas fazer o que, né, acontece!
Infelizmente parece que a série está para acabar, mas isso não é desculpa nenhuma para não assistirem. É bomba atrás de bomba. Adoramos!
Na Netflix tem as seis temporadas.






Bates Motel - 4 Temporadas
A ideia de ser uma história antes de Psicose é muito interessante. E conseguiram fazer certinho. O ator que faz o Normam realmente assusta e cada vez nos deixa mais loucas. A Vera Farmiga está perfeita. Escolheram super bem o elenco.
A segunda temporada foi um pouco mais fraca, porém na terceira, voltaram com tudo. Deixaram um gostinho de quero mais para a quarta temporada. Só pelo poster dela ai do lado já dá para ter uma noção de quão bom vai ser.
Tem só as duas primeiras temporadas na Netflix :(




The 100 - 3 Temporadas
Essa foi uma daquelas séries que não dava nada e só assisti por muita insistência de um amigo meu (obrigada, Scott!). Fui surpreendida de um jeito inacreditável. A cada episódio ia melhorando.
É incrível a evolução que os personagens tiveram a cada temporada, principalmente a Octavia <3
Depois, por muita insistência minha, consegui fazer minha mãe assistir, e adivinha: ela adorou!
Além de eu (Carol) ser Clexa, fico muitas vezes com raiva da Lexa.
Na Netflix só tem a primeira temporada... Muito triste.


Orphan Black - 4 Temporadas
Outra grata surpresa. Estava à procura de alguma série nova para assistir e já tinha ouvido algumas pessoas falando muito bem dela. Porém tinha um pé atrás por ser de ficção científica e tratar um assunto que não sou muito fã: clones! Mas olhem, é muito bem trabalhada!
As atuações da Tatiana Maslany é impressionante. Ela faz pelo menos cinco papeis diferentes e quando você está assistindo, parece que são atrizes totalmente diferentes. Tanto fisicamente quanto o estilo das personagens. Brilhante! Nunca vi uma atriz/ator fazer algo dessa proporção.
Infelizmente essa eu não consegui fazer minha mãe assistir nem meus amigos. Se tiver alguém que assiste, senta aqui para conversarmos ;)
Na Netflix tem duas temporadas.

Jessica Jones - 1 Temporada
Desta lista, é a única série exclusiva da Netflix, e única de super-heróis.
Quando vi o trailer de Jessica Jones logo quando lançou, já tinha ficado super encantada, mesmo não conhecendo a personagem.
É totalmente fora daquele padrão Marvel. Uma heroína que é gente como a gente. Cheia de problemas e muitas vezes não querendo ser aquilo que ela é.
Uma série que consegue tratar de assuntos super importantes do nosso dia a dia de uma maneira que todos gostamos.
Super ansiosa pela segunda temporada, que foi confirmada recentemente.



How To Get Away With Murder - 2 Temporadas
Muitas pessoas nos recomendaram essa série. Então decidimos dar uma chance para ela e só digo uma coisa: que mulher fantástica é a Viola Davis!
A personagem dela a gente não sabe se gosta ou não, se concorda com os seus atos ou não. Além dos atores mais jovens serem muito bons.
A cada novo episódio uma nova reviravolta.
Agora é esperar a segunda temporada voltar de hiatus. E o pior é que parou na melhor parte da temporada. Não aguentamos mais esperar.
Na Netflix tem só a primeira temporada.




The Killing (Forbrydelsen) - 3 Temporadas
Essa série foi uma pérola encontrada. Que série! E ainda é dinamarquesa, então gostamos mais ainda.
E ela foi tão bem recebida pelos críticos que teve um "remake" americano com mais temporadas. Mas recomendamos assistir a dinamarquesa. Precisamos dar uma atenção maior para as produções não americanas. 
Nem tudo que existe lá é as mil maravilhas. e nem tudo que é de outro lugar é um lixo. Precisamos dar oportunidades para produções fora do circuito EUA/Inglaterra. E esse é um bom exemplo e uma boa escolha. Só assistam, tenho certeza que vão se encantar.
Na Netflix, tem as duas primeiras temporadas, ainda não achamos nenhum lugar para assistir a terceira temporada legendada. Estamos à procura. 

The Fall - 3 Temporadas
Essa é aquela série que a gente gosta mais do vilão do que a protagonista.
A personagem da Gillian Anderson não é nada perto de Paul Sector (Jamie Dornan).
Ele é muito mais inteligente e sempre está um passo à frente dela, e da gente também. Ele é muito bom.
Precisamos assistir a terceira temporada, já que a segunda terminou de um jeito preocupante!
Espero que deem um final digno para essa série.
Na Netflix tem as duas primeiras temporadas.




The Vampire Diaries - 7 Temporadas
Tem gente que acha que já deu para a série. Não acho. Realmente teve algumas temporadas mais fracas, mas conseguiram recuperar a força com essa última temporada, na minha opinião.
Depois da saída na Nina Dobrev, a série abriu espaços para outros personagens e novos problemas.
E apesar de algumas pessoas não gostarem muito da Elena, eu gosto. Prefiro a Katherine, pois sem dúvidas ela é uma diva.
 E desculpem os fãs do Stefan, mas sou Delena.
Essa temporada está muito boa e estou muito ansiosa para o que vai acontecer.
Na Netflix, tem as seis temporadas.

MENÇÕES HONROSAS

Medium - 7 Temporadas
Série já meio antiga mas que gostamos muito. A Patricia Arquette arrepia na sua atuação.
Já assistimos inteira umas quatro vezes e se tiver repetindo vamos assistir novamente.
Infelizmente, foi cancelada.
A Netflix não tem ela em seu catalogo.






Ghost Whisperer - 5 Temporadas
Uma das séries que mais amo. Também meio antiga, mas que já assisti umas cinco vezes inteiras e tenho todos os DVDs em casa.
Adoro o tema, a história e os dramas que aparecem no meio.
Não sou grande fã da Jennifer Love Hewitt (acho ela até meio fraca), mas tenho um carinho especial por causa da série. E ainda participou da 10ª temporada de Criminal Minds, então gosto um pouquinho mais.
Infelizmente também foi cancelada e ainda num momento crítico e decisivo da série. Fiquei muito triste.
Também não tem na Netflix.



Gostaram das nossas escolhas? Assistem ou já assistiram alguma?
Comentem ai embaixo e nos recomendam mais séries que ficaremos muito feliz!

Carol (texto) e Cláu Trigo (revisão) !

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Rumo ao Farol - Resenha/Desafio


"Será que a Natureza completa aquilo que o homem produz? Termina o que ele começa? Com a mesma complacência via a sua miséria e perdoava sua baixeza aceitando suas torturas. Sonho de compartilhar, de completar, de encontrar sozinho, na praia, uma resposta, seria então apenas a imagem num espelho, e o próprio espelho não seria mais que a superfície transparente quando forças mais refinadas repousam tranquilamente sobre ela? Impaciente, desesperado, mas ao mesmo tempo resistindo a partir (pois a beleza oferece seduções, possui consolações), sentia-se que caminhar pela praia era impossível; que a contemplação era insuportável; que o espelho se quebrara."

Essa foi uma leitura difícil. Tinha acabado de ler "Feche Bem os Olhos", John Verdon e estava pilhada. Quando comecei "Rumo ao Farol", Virginia Woolf, da Biblioteca Folha, (ele fazia parte, também, do meu desafio 2016) a leitura não fluía, lia algumas poucas linhas e já estava dispersa, era muita adrenalina do outro livro e "Rumo ao Farol", convenhamos: não é um livro muito "dinâmico". Resultado: não consegui acaba-lo a tempo para resenha-lo ainda em Janeiro, mas não desisti. E valeu cada minuto.
Quando o cérebro voltou ao seu estado "normal", a leitura foi rápida e gostosa! Em menos de 24 horas o livro estava terminado e a mente já funcionava à toda para compreender tanta informação, e histórias misturadas, e ligadas, e tudo aquilo virou uma grata recompensa.
A literatura produziu clássicos absolutos falando de viagens. O retorno de Ulisses a sua casa, na Odisséia; o périplo de Dante, na Divina Comédia; as andanças do nosso queridíssimo cavaleiro Dom Quixote. Um simples passeio de barco, a uma ilha vizinha, pode render um clássico? Na mão de Virginia Woolf, sim!
Virginia Woolf foi uma das principais inovadoras da prosa inglesa no século 20. A partir do romance "O Quarto de Jacob" (1922), a autora começou a desenvolver um estilo próprio, baseado no fluxo da consciência e no tempo psicológico. Nesse sentido, "Rumo ao Farol", de 1927, é uma de suas obras mais bem realizadas.
A partir de uma temporada de verão nas Ilhas Hébridas (Escócia), a família Ramsay e seus convidados rememoram situações do passado, em que misturam questões íntimas e banais, como o passeio de barco a um farol próximo, e com os fatos traumáticos da I Guerra Mundial.
"Rumo ao Farol" é um romance de narração delicada e tempo espesso. Tudo acontece mais na interioridade dos personagens do que em suas ações, e tudo chama para os detalhes  da sensibilidade individual. Mas nessas pequenas percepções se lê muito mais que a crônica do amadurecimento, da desilusão com a vida, do fim da infância, porque tudo se integra e se dissolve no andamento maior da história, que costuma ser grandiosa na decadência dos impérios.
Clássico é sempre clássico, mas muitos merecem destaque! "Rumo ao Farol" é um deles...

Cláu Trigo