Resenha: Não Inventa, Mariana

Título: Não Inventa, Mariana
Autor(a): Mariana Becker
Editora: Labrador
Páginas: 271 | Ano: 2022
Onde Comprar:  Amazon
Sinopse: Tudo começou numa viagem pelo interior do Japão. Eu, encantada, escrevia pra casa para dar notícias e passei a escrever também a uma amiga que morava em Tóquio. Achando graça do meu entusiasmo, ela dividia os textos com seus familiares para rir um pouco da paixonite aguda desta valquíria gaúcha pelos delicados e sutis japoneses. A viagem acabou, mas a família dela, – meio japonesa, meio brasileira –, continuou a pedir mais. E assim fui contando mais de tudo o que ia me despertando paixões pela vida. Inventei de fazer longas peregrinações sozinha pelo Oriente; de encarar uma cavalgada no Marrocos com mais duas mulheres; de me enfiar na F1 até rasgar os fundilhos das calças; de experimentar massagens por onde andasse; de não ter limites entre os bichos e eu; de guardar em mim o cheiro, o barulho e o sol na minha pele de criança… e fui inventando moda por mais que meus pais me pedissem: não inventa, Mariana! Mas eu invento, e eles gostam.


BEYONCÉ
Não era exatamente o dia que eu escolheria para ir a um show, mas o ingresso estava comprado e era a Beyoncé. Quem diz não à Beyoncé? O Jay-Z disse e se arrependeu amargamente. Mas isso é outra história.
Assim como assisti de perto a Tina Turner, a mulher mais mulher que eu já vi no palco em toda a minha vida, eu tinha que ver a representante da nova geração da música. Poderosa, linda, criativa, corajosa e sexy. Beyoncé parece ser a versão de palco do que todas as meninas andam querendo ser hoje em dia.
O público era 85% feminino. Eu nunca tinha ido a um estádio com um público assim. Não só repleto de mulheres, mas muito feminino. Tenho certeza de que todas elas, ao saírem de casa, deram algum toque extremamente feminino no visual. Maior do que se estivessem indo a qualquer outro show. E quem não deu esse toque antes, vi ajeitar os cabelos ou pedir um batom vermelho emprestado lá mesmo, no estádio.
O encontro era pra celebrar o feminino."

Que eu amo livros sobre viagens, isso já não é novidade para ninguém. Inclusive, foi um que me tirou da minha maior ressaca literária - iniciada durante a pandemia. Desde então, eu já li alguns outros sobre o tema e todos até agora foram muito bons.
Um deles, lido ano passado, foi Não Inventa, Mariana. Se vocês acompanham Fórmula 1, provavelmente vocês conhecem a Mariana Becker. Como eu não assisto e nem curto muito, vim conhecer ela quando comprei esse livro.
Diferente dos outros livros que já li sobre viagens, que narram toda a chegada ao local e todas as situações ocorridas durante (desde dificuldades, surpresas, momentos engraçados ou comoventes, até suas culturas), aqui, o texto é mais parecido com crônicas. São relatos mais curtos, alguns pegando meia página só; a maioria relata uma parte só das viagens, de algum momento específico que marcou a Mariana.
O fundo de 80% dos textos é a Fórmula 1. Principalmente a primeira parte. São viagens que ela fez à trabalho, para acompanhar corridas pelo mundo inteiro e esses primeiros relatos estão ligados diretamente a isso também. Falam sobre pilotos, pistas, etc. Mas não pensem que isso torna eles chatos ou desinteressantes. Eu que não acompanho o esporte e nem curto o gênero, achei a leitura bem proveitosa. A partir de um certo ponto, os textos se decentralizam da Fórmula 1 e a corrida deixa de ser o ponto principal.
Mas o que conquista na escrita da Mariana mesmo é que ela é muito engraçada e tem umas sacadas muito boas. Ela já passou por cada situação hilária. O próprio título do livro é muito bom e já nos indica qual vai ser a pegada dele.
Enfim. Foi uma leitura muito divertida, rápida e que recomendo muito para quem gosta de livros sobre viagens.

Até a próxima e boa leitura!

Nenhum comentário