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domingo, 30 de novembro de 2014

Sétimo - Cinema Argentino

Voltando do cinema depois de assistir a estréia do filme argentino "Sétimo", do talentoso (e charmoso, claro!) Ricardo Darín. Confesso que fui com um pé atrás, já que a "senhora" crítica falou tão mau do filme, mas como sou uma super fã de Darín, precisei pagar para ver. E me dei bem!!!
Filme incrível, fotografia elegante, elenco sensacional. Sorte a minha que não acreditei nesse povo que só falam bem de "mega" produções. O cinema não precisa de nada disso para ser bom, basta ter uma história consistente, um bom elenco e um "cara" que saiba dirigir. O resto é mero detalhe!
O filme se passa em Buenos Aires. Ricardo Darín (Tese Sobre um Homicídio e O segredo dos Seus Olhos) é pai de duas crianças e separado da esposa, Belén Rueda (O Orfanato e Os Olhos de Julia). É num dia comum, em que ele, mais uma vez, vai buscar as crianças para levar à escola que se repete a usual brincadeira entre eles: o pai desce de elevador, enquanto as crianças correm escada abaixo. Só que dessa vez eles não chegam ao térreo.  As crianças desaparecem sem deixar pistas.Quem poderia ter levado as crianças entre o sétimo andar e o térreo?  O que acontece a partir daí é uma total paranoia,um contexto de desconfianças e incertezas. Todo mundo é suspeito.
Filme eletrizante, final inusitado, atuação perfeita do elenco.  
Sou muito fã do cinema argentino, gosto desse estilo cult de apresentar cenários e histórias.
Vale MUITO a pena conferir...

Por Cláudia Trigo


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Eu Fui - Exposição Salvador Dalí



Ontem fui ao Instituto Tomie Ohtake com uma amiga ver a exposição do Salvador Dalí, Garanto que é maravilhoso e que todos deviam ir. O belo estava presente em cada corredor, em cada obra admirada.

Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em 1904 em Figueres, Catalunha.
Dalí foi um dos mais importantes pintores surrealistas da época, sendo até hoje lembrado e admirado. Foi expulso da Escola de Belas Artes de São Fernando pois afirmava que ninguém era competente para avalia-lo.
Mudou-se para Paris e lá conheceu Sigmund Freud, um de seus influenciadores e de onde sai sua obra mais conhecida "A Persistência da Memória" (a dos relógios derretendo).
Por que será que gosto ainda mais dele??? Não faça a mínima ideia, rsrs.
Ainda na França conheceu sua esposa, Gala, uma imigrante russa. Após se casar mudou-se para os EUA mas acabou voltando para a Catalunha.
Após a morte de sua esposa, Dalí entrou numa fase de depressão e tentou se matar.
Em 1989, sete anos após a morte de sua amada, Salvador Dalí morre de pneumonia e parada cardíaca.

Mas vamos ao que é importante!
Os quadros estão divididos em dois espaços distintos.
Suas maiores obras não vieram para essa exposição, mas todas que estão ali merecem cada minuto "perdido", admirando-as.
Tinha tantas obras impressionantes que fica difícil falar de cada uma delas, iria ficar até amanhã aqui, comentando. 
Vou mostrar aquelas que gostei mais e que a foto ficou boa.




Essa estava logo no começo, era uns dos primeiros quadros exibidos.
A primeira que tirei foto foi o Autorretrato Cubista.
Foi feito inspirado no cubismo sintético. Sintetizando traços bem marcados, como sobrancelhas, olhos e costeletas. A coisa que achei mais impressionante nesse e em alguns outros quadros é que de longe vou vê uma coisa e de perto vê detalhes que não tinha percebido de longe.

Esse foi outro que me chamou muita atenção, "O Espectro do Sex-Appeal", foi pintada em 1934. 
Na parte  inferior direita do quadro, vemos um Dalí criança, vestido de marinheiro, contemplando um monstro enorme, ao mesmo tempo suave e duro, que para ele simboliza a sexualidade ou o espectro da libido, emoldurado no Cabo de Creus, paisagem que sempre acompanha o pintor, plasmado de modo hiperrealista, quase fotográfico. 
Também cabe destacar a imponente presença das muletas, símbolo, segundo Dalí, da morte e do momento da ressurreição. 
O que mais me chamou atenção neste são os elementos que depois se vê em várias outras obras dele.

Tenho mais fotos, mas acabaria com surpresa. Acho que essas já são o suficiente para deixar vocês com vontade de prestigiar essa bela exposição. 

Só não se esqueçam que se for levar bolsas, tem que deixar no guarda-volumes  e se for tirar foto, SEM FLASH!
É isso aí pessoal, espero que tenham gostado. 
Comentem aí em baixo o que acharam. Vou deixar o link do Instituto para tirarem dúvidas.

Funciona de terça a domingo, das 11h as 20h. Só não se esqueçam que tem que pegar senha, elas são distribuídas  às 11h, 14h e 17h.
A entrada é gratuita.

http://www.institutotomieohtake.org.br/programacao/exposicoes/salvador-dali/

Até a próxima, 
Carol!

sábado, 15 de novembro de 2014

Resenha A Garota Que Eu Quero


"– Você já ouviu um cachorro chorar, Steve? Sabe como é, uivar tão alto que quase chega a ser insuportável? – Ele fez que sim. – Acho que uivam assim porque estão com tanta fome que chega a doer, e é isso que sinto em mim, todos os dias da minha vida. Tenho uma fome enorme de ser alguma coisa, de ser alguém."

E aqui estou novamente fazendo resenhas. Demorei, mas voltei. E hoje trago A Garota que Eu Quero.
Muitos devem conhecer o Markus Zusak, da Menina que Roubava Livros... Não li, mas sei que muitas pessoas adoram esse livro. E posso dizer que não comprei por causa do autor, comprei mesmo por que me pareceu interessante.
O livro tem o personagem principal Cameron Wolfe que é um adolescente que se acha um nada, não tem nenhum talento, diferente de seus irmãos. O que me chamou mais a atenção nele, além de ser este típico adolescente, foi a crescente mudança dele ao passar do livro.
Seus irmãos sempre estão chamando atenção. Rube, seu irmão do meio, é muito bonito e sempre atrai as garotas. A cada semana está com uma diferente. Isso irrita um pouco no começo, pois a primeira que aparece no livro, Octavia, é muito carismática e ele depois de alguns dias, larga dela. Cameron se apaixona por ela e por ser o irmão tímido e sem graça, acha que nunca será notado.
Já seu irmão mais velho, Steve é o melhor jogador de seu time de futebol americano e por causa disso sempre é muito bem visto.
Enfim, apesar de ser um tema já um pouco passado, foi muito bem escrito. É uma leitura fácil e rápida, e o que mais gostei dele é que os capítulos são intercalados pela história e pelas escritas de Cameron. E o mais incrível é que eles são todos escritos por metáforas e fica muito bonito. Com certeza isso foi o que mais gostei no livro.
A questão é a seguinte: todos temos uma identidade e precisamos mostrá-la para as pessoas, independente se gostam ou não!
Para finalizar, descobri que faz parte de uma trilogia, e ele é o último dela. Toda a trilogia é em volta da família Wolfe, mas ao pesquisar descobri que são livros independentes e isso me aliviou muito. Os nome são, respectivamente, O Azarão e Bom de Briga.

Espero que tenham gostado. Comentem o que acharam. E boa leitura!

Carol!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Tag Liebster Award

Aqui estou de novo. Fiquei um tempo fora por causa do Enem, mas já estou de volta. E hoje trago mais uma tag que fomos indicadas pelo blog Literaleitura.
As regras são simples. Elas são:

  • Escrever onze fatos sobre você;
  • Responder as perguntas de quem te indicou;
  • Indicar onze blogs;
  • Fazer onze perguntas para que você indicou;
  • Colocar uma imagem que mostre o selo;
  • Linkar de volta quem te indicou.
Então vamos aos fatos sobre mim:
  1. Sou torcedora fanática do São Paulo;
  2. Adoro desenhar;
  3. Amo fanfics;
  4. Sou muito difícil de fazer amizades;
  5. Minha cor preferida é azul;
  6. Odeio pessoas ignorantes;
  7. Adoro qualquer coisa relacionada à Psicologia;
  8. Amo fazer esportes, principalmente futebol;
  9. Adoro filmes de terror, meu gênero preferido;
  10. Meu lugar favorito é a Livraria Cultura;
  11. Adoro jogos de terror.
Agora vamos às perguntas:
  1. Se defina em uma palavra: Tímida
  2. Qual o livro favorito da sua vida? É um livro que terminei recentemente e simplesmente amei. O livro é Um Caso Perdido: Hopeless da Colleen Hoover
  3. Qual sua saga preferida? Todos que acompanham o blog ou me conhecem sabe que Harry Potter é e sempre será minha saga preferida. Mas tenho muitas outras ótimas também
  4. Qual seu gênero literário preferido? Outra difícil escolha pois gosto tanto de suspense/terror, policial e fantasia, então fica complicado escolher só um...
  5. Qual seu personagem literário preferido? Assim não dá... Poxa vida, não tem como escolher um só... Mas para variar um pouco, gosto muito do Will da Ordem dos Arqueiros (outra coleção imperdível)
  6. Qual livro que você jamais indicaria? Não gostei do Will & Will do John Green com o David Levithan. Já tem também resenha dele aqui.
  7. Qual sua série de tv favorita? Sem dúvida é Criminal Minds e fico muito triste por poucas pessoas conhece-la. Adoro também The Vampires Diaries
  8. Qual sua estação de ano favorita? Eu gosto muito do verão, mas como ultimamente está fazendo por volta de 30º e está impossível sobreviver vou ficar com a primavera
  9. Há quantos anos você tem o blog? Faz quatro anos que Um Olhar de Estrangeiro existe
  10. Qual o último livro que você leu? A Garota Que Eu Quero. Logo, logo tem resenha aqui dele
  11.  Uma música para escutar durante a leitura: Então, não consigo ler escutando música. Ou presto atenção em um, ou presto atenção no outro. Não dá...
Blogs que indico:

  1. Qual a média de livros que você lê por ano?
  2. Você costuma a ler sempre o mesmo tipo de livro ou se arrisca a estilos diferentes?
  3. O que não leu ainda mas está na sua lista?
  4. Você costuma ler sempre nos mesmos horários ou lê em qualquer oportunidade?
  5. Você tem o hábito de frequentar livrarias ou prefere comprar online?
  6. Você costuma ler críticas literárias, segue sugestões de amigos ou vai por instinto?
  7. Você costuma ir ao cinema ou prefere assisti-los depois em DVD/TV?
  8. Em dias sem nada para fazer, prefere um bom livro ou um bom filme?
  9. Já leu algum livro que virou filme? O que achou?
  10. Costumar ouvir música? O que mais toca na sua playlist?
  11. Costumar acompanhar a vida de seu escritor/ator/músico preferido?
Então pessoal... É isso aí! É bastante coisa mas é bacana. Final de semana tem nova resenha, fiquem no aguardo. E boa leitura!!

Carol!!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Uma Mala de Surpresas


"Sempre chegava um momento em que as pessoas se davam conta daquilo que estava prestes a lhes acontecer. Umas tentavam fugir, outras berravam ou suplicavam. Outras simplesmente se resignavam. Mas sempre chegava aquele instante que a ficha caía. No início, achavam que podiam contar com todas aquelas coisas que sempre lhes deram segurança: roupas boas, talvez, ou uma casa perfeita, um sobrenome, uma posição, uma ilusão de poder. Não conseguiam acreditar que aquilo estivesse acontecendo com elas. No fim, porém, restava apenas a crueza da realidade: a de que ele não iria embora antes que elas lhe dessem o que ele viera buscar."

Quando a espera tem suas recompensas é gratificante demais!

O Menino da Mala, primeiro livro da série da enfermeira Nina Borg, das dinamarquesas Lene Kaaberbol e Agnete Friis é mais um suspense nórdico e surpreendente.
Tentaram eleva-lo ao nível da trilogia Millennium e comparar Nina Borg com Lisbeth Salander. Isso seria uma heresia. Não se compara.
Lisbeth é insubstituível. Nela estão aprisionadas os maiores demônios que um ser humano pode suportar. Jamais existirá outra como ela.
Nina Borg tem vários encantos, entre eles a inclinação em salvar o mundo. Ela é uma enfermeira da Cruz Vermelha que, em segredo, cuida de imigrantes ilegais. Obcecada pelo trabalho, já percorreu diversos países para ajudar os mais necessitados e presenciou horrores inimagináveis.
Quando sua amiga Karin lhe pede um favor simples, ela aceita na mesma hora e recebe a chave de um guarda-volumes que abrirá a porta para um mundo cruel em que um frágil menino de 3 anos é preso numa mala e deixado dentro de um armário.
O exagerado senso de dever da enfermeira a força a levar o menino sem pedir ajuda à policia e resolver tudo por conta própria.
Vagando pelas ruas de Copenhague, seu caminho se cruza com os dramas de uma mãe solitária e desesperada, um dinamarquês rico que zela pela família e um lituano que só deseja casar e ter uma vida feliz.
O enredo é dramático do começo ao fim. Quando você acha que conseguiu juntar todas as peças do quebra-cabeça, descobre que não chegou nem perto. A história é boa, a linguagem é leve e o desfecho inusitado.
Você fica querendo chegar logo ao final para ter todas as respostas e ao mesmo tempo fica angustiada de terminar o livro.
Leitura recomendada!

Cláudia Trigo
Lisbeth é única e insubstituível. Nela

domingo, 2 de novembro de 2014

Expectativas Frustadas - O Chamado do Cuco



"Ele sorriu para a telinha antes de recolocar o telefone no bolso. O sol aquecia sua cabeça e os ombros. Gaivotas gritavam, rodando no alto, e Strike, com a consciência feliz de que não precisava ir a lugar algum e não esperava por ninguém, acomodou-se para ler o jornal de ponta a ponta no banco ensolarado."

O que falar de um livro que veio tão "coberto" de expectativas?...
Não estava esperando nada NEM perto do fenômeno Harry Potter, mas algo que realmente me rendesse à uma boa resenha. Não rolou! O livro é mediano, as personagens são óbvias, e o enredo lento.
Tinha acabado de ler a trilogia  Millenium (diga-se de passagem, INIGUALÁVEL!). Você fica esperando sempre algo mais, mas desde então, acho que nunca vou me surpreender...
O livro não é de tudo ruim. Mas se tratando de uma autora de milhões de exemplares vendidos pelo mundo, esperava me surpreender com algo além do evidente.
Achei que a história podia ter sido bem mais elaborada desde os primeiros capítulos, Havia tudo para dar certo, mas as coisas acabam se perdendo pelo caminho.
Para leitores que o leem sem muitas expectativas acredito que pode ser um livro "carismático", mas para aqueles que já vão lotados de ansiedades, essa adrenalina se esvai em questão de capítulos.
A história se desdobra entre um detetive particular e a morte de uma modelo famosa. Lendo muitos comentários em outros sites, achei um certo fanatismo em torno da autora mais do que a própria história - porque é da J. K. Rowling tem que ser bom - só que não, pessoas... A história é fraca, nada de diferente entre os milhares de enredos policiais, e o final nada diferente do óbvio - preciso de muito mais para me tirar o sono. Compara-la a Agatha Christie, como já li em alguns sites, é até uma ofensa. A história não tem nada de complexa ou surpreendente. NADA, tupiniquins.
Descobri meses atrás que vai ser uma trilogia. Pra isso precisa melhorar MUITO, ou só vai vender para os fanáticos de plantão!

Por Cláudia Trigo