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sábado, 30 de julho de 2016

Nossa Primeira Parceria com Autor!!!

Mais novidades... E uma das mais legais nesse ano!
Agora abrimos um espaço para parceria com novos autores e já temos o release do Guilherme Viana nas próximas páginas.
Como um Blog que tenta ter "Um Olhar" diferenciado, tentamos na medida do possível, trazer sempre o novo, pois o novo nos dá quase sempre a oportunidade de olhar as coisas com uma perspectiva que normalmente não teríamos no cotidiano, ora porque nosso olhar já está viciado, ora porque nossos pensamentos já estão "contaminados" por tantas informações.
Para todos que chegarem, sejam bem-vindos! Acreditamos na Literatura Brasileira, e sabemos que tem muita gente cheia de potencial por ai tentando um lugar ao sol. O espaço é de vocês, somos mera intermediárias querendo assistir o nascer do sol na primeira fila!


Guilherme Viana

"Guilherme Viana nasceu no Rio de Janeiro - RJ, e foi um dos vencedores da Antologia Mundos da editora Buriti. É designer por formação, mas já foi professor de inglês e tradutor. Encontrou-se na escrita de fantasia há quase quatro anos, de onde nunca mais saiu. Atualmente, publica um livro pela primeira vez através da Amazon."






Os Talismãs de Camelot (Livro 1 da série O Último Druida)

Thomas Button é o herói de seu colégio: vive entrando em brigas com valentões por causa de seu forte senso de justiça. Naturalmente, isso rende muitas broncas e castigos de seu avô adotivo, o senhor Norman. Um dia, o velhinho morre e o garoto fica sozinho no mundo. 
No dia seguinte a esse triste acontecimento, o menino recebe a visita de Jackdaw – um corvo que fala e pensa como se fosse uma pessoa. Jackdaw conta uma história inacreditável: Thomas é um druida, um sacerdote da natureza. Seu verdadeiro lar é a lendária ilha de Avalon, que existe até os dias de hoje, cheia de druidas, animais falantes e criaturas mágicas. 
Thomas viaja para Avalon e descobre que todas as lendas sobre Rei Arthur, Camelot e Merlin são reais. Além do mais, uma profecia terrível condena o mundo a uma guerra, e um druida maligno chamado Sebastian Floyd pretende ganhar essa batalha. Misteriosamente, ele quer que Thomas seja o primeiro a morrer.


"Os Talismãs de Camelot", por enquanto, só tem em formato digital. E em breve terá resenha aqui no blog. Deixarei aqui em baixo todas as redes sociais do livro.
E novamente agradecemos a confiança que o Guilherme depositou na gente para se tornar nosso parceiro.

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Carol e Cláudia!

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Mais Um Desafio Vencido: O Velho e o Mar


"- Não seja estupido - disse em voz alta. - Não adormeça e preste atenção ao leme. Ainda pode ser que venha a ter muita sorte. Gostaria de comprar um pouco de sorte se houvesse algum lugar onde a vendessem."

Meu primeiro livro de Ernest Hemingway, "O Velho e o Mar", me encantou de todas as maneiras possíveis!
Estava na minha lista de desafio de 2016 e confesso que me encantei. Uma história linda, um personagem sábio, um cenário mágico.
Poucos escritores tiveram uma influência tão marcante na literatura do século XX quanto Hemingway. Suas frases são curtas, os diálogos secos. Como os neo-realistas fizeram no cinema, Ernest extirpou da prosa literária tudo aquilo que não considerava essencial.
"O Velho e o Mar" narra a história do velho Santiago, um pescador cubano que há dias não consegue pescar nada, voltando sempre de mãos vazias. Desesperado, decide se aventurar mais longe, nas águas do Golfo. É uma completa solidão, uma luta gigante que ele travará durante três dias, quando consegue um marlim, um imenso peixe, um animal quase mitológico, que lembra um ancestral literário, a baleia Moby Dick.
É uma luta pela sobrevivência, um confronto com nossos próprios limites.
O livro é escrito em um único capítulo, e também é o último romance de Hemingway. O escritor ganhou o Prêmio Nobel em 1954 e se suicidou em 1961.
É um livro bem fácil de ler, e a solidão de Santiago diversas vezes passa a ser nossa também.
Um livro que aflora a luta do ser humano com seu maior rival: ele mesmo. Uma viagem de superação e conhecimento.
E tem uma frase do velho que sempre levarei comigo:

"Um homem pode ser destruído, mas não derrotado".


Recomendo muito!!
Cláu Trigo

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Desculpa Se Te Chamo de Amor - Resenha/Desafio


"Sim, porque, veja bem, as melhores soluções você as encontra de repente, estão ali, no ar, prontas para nós. É só pegar. Depende sempre do momento que estamos vivendo. Pensar demais em alguma coisa pode arruiná-la."

Esse mês o meu desafio foi somente esse livro - "Desculpa Se Te Chamo Te Amor" do Federico Moccia, Editora Planeta. Valeu muito!
Estava muito ansiosa para ler algo do autor depois de ter assistido aos filmes "Três Metros Acima do Céu" e "Sou Louco Por Você" - duas adaptações dos livros dele e que AMEI! (principalmente o segundo). Porém, quando fui comprar o primeiro livro, ele estava simplesmente esgotado. Então, peguei o único que tinha do autor aqui em casa.
Fazia muito tempo que tínhamos ele na estante, porém, sabia muito pouco da história, tanto que foi uma surpresa para mim ao começar a leitura e descobrir que a diferença de idade entre o casal é de 20 anos. Isso no foi "meio estranho", pois não é algo tão comum em romances. No entanto, esse sentimento passou logo nas primeiras páginas. E melhor: o autor conseguiu mudar a minha visão, porque quando é para acontecer, nada vai impedir, nem uma diferença de 20 anos!
As 412 páginas vai ter como foco dois personagens: Alessandro, um publicitário bem-sucedido de 37 anos que acaba de ser abandonado pela noiva sem nenhuma explicação; e Niki, uma adolescente de 17 anos que está prestes a acabar o ensino médio.
Os dois se conhecem depois que ele atropela Niki. Eles trocam o número do celular para ele possa pagar os custos do conserto da moto dela. A partir daí temos uma história de amor!
No começo, mais ou menos as 100 primeiras páginas, eu estava achando o Alex bem chato. Era uma coisa de ficar procurando o tempo todo um motivo para a sua noiva ter largado dele e não parar de pensar nela. Isso já estava me irritando. Mas depois que ele conhece a Niki, a sua vida muda completamente.
Ela vai mostrar para ele que algumas vezes precisamos parar de nos preocuparmos com tudo e deixar rolar. Ao mesmo tempo, ela trás sentido à vida dele, e ele, vai dar amadurecimento à vida dela. E essa troca dos dois é muito bonita e legal - porque apesar da diferença de idade, ambos tem algo para ensinar e aprender.
A Niki é uma personagem super carismática e decidida. Não vai ser fácil mudar a sua opinião e eu tenho um apreço por pessoas assim. Que não são manipuláveis. Tenho certeza de que ela segura as pontas muitas vezes ao decorrer do livro.
O mais interessante na narrativa do autor é que durante os capítulos dos dois personagens, vamos ter alguns narrados por personagens mais secundárias, e que no final serão bem importantes. Além de que, em vários capítulos, ele termina deixando aquele suspense do que vai acontecer, o que só torna a gente mais ansiosa com a sequência - para só depois de três, quatro capítulos, ele finalmente falar o que aconteceu. Mas não desanimem, isso acontece muito bem neste livro!
Já para terminar, outra coisa que achei muito interessante é que no final o autor dá um fechamento para todos os personagens que aparecem no livro todo. E o jeito que ele faz isso é incrível!
Adorei esse livro e recomendo para todo mundo por vários motivos. E para quem for ler, lembrem-se que o autor é italiano, então,obviamente, a história se passa na Itália, e mostra muitos lugares que eles passam que só aumenta aquela vontade de conhecer o país. Além de ter várias referências de livros, filmes e músicas (muitas italianas, claro!), mas também outras bem conhecidas, como por exemplo algo que me chamou muito a minha atenção: o autor deve ser fã do Robbie Williams, porque vira e mexe os personagens citam alguma música dele e para mim, que adora ele, isso foi fantástico!
Esse livro também teve uma adaptação chamada "Lição de Amor" (título bem bosta, por sinal), não vi ainda, mas pretendo assisti-lo em breve para uma nova coluna que iremos trazer para o blog. Fiquem de olho que acho que irão gostar!
Depois dessa leitura, só fiquei mais ansiosa por ler outros livros do autor.
Sei que a resenha ficou gigante, mas não tinha como ser menor. Não iria conseguir passar tudo o que achei e senti. Espero que tenham gostado!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Do Morro dos Ventos Uivantes Direto Para o Abismo das Emoções!


"Havia tal angústia na explosão de sofrimento que acompanhava aquele delírio, que por compaixão parei de perceber a sua loucura. Então saí dali, furioso por ter chegado a escutar, e irritado por ter contado o meu ridículo pesadelo, já que causara aquela agonia. Apesar disso, o motivo estava além da minha compreensão. Desci cautelosamente para o andar de baixo e rumei para os fundos da cozinha, onde encostei minha vela a um clarão do fogo para voltar a acendê-la. Nada se mexia, exceto um gato cinzento malhado que rastejando das cinzas, saudou-me com um miado queixoso."

Uma releitura que deu certo!
Li "O Morro dos Ventos Uivantes", da Emily Brontë, na minha adolescência - tinha lá meus 15 ou 16 anos! - e confesso que não lembrava dos inúmeros detalhes, talvez porque o "olhar" era outro!
Sei que existem milhares de apaixonados pela história, e também conheço inúmeros que detestam! o livro. E também já ouvi dizer que quando não nos lembramos bem da história é porque o livro não foi tão "bom" assim. Confesso que não saberia dizer hoje o que achei na época, mas não me lembro de ter "odiado" como muitos, tanto é que resolvi voltar à história.
Essa capa dura da  Editora Landmark é muito linda - acho umas das mais bonitas! -, a edição é bilíngue - para quem gosta. A leitura é rápida, apesar de ser de 1847. E, logo de cara, criamos uma antipatia pelo personagem de Mr. Heathcliff . Isso não é nenhuma surpresa. Acredito que quando um autor consegue plantar na gente qualquer sentimento forte é porque ele é bom. Tem livros "bons" que depois da leitura mal lembramos o nome de seus personagens. Ok. 
No "Morro dos Ventos Uivantes" isso é diferente. Temos personagens fortes, impulsivos, mau caráter, apaixonados, batalhadores. Temos um pouco de tudo! E acho que é isso que fez da obra um grande clássico da literatura mundial.
Foi escrito numa época na qual a mulher não tinha voz ativa em nada, e mesmo assim as personagens femininas são extremamente importantes e relevantes, se fazem ouvir do jeito que dá, muitas vezes no meio de uma total ignorância machista, mas não desistem, o que dá ao enredo muito drama e compaixão, raiva, angustia, lágrimas.
Se fosse para analisar pelo ponto de vista profissional, como psicanalista, ficaria semanas aqui conversando com vocês, porque são personagens profundos, sofríveis,vingativos, angustiados; e acho que foi isso que nessa releitura mais me pegou!
Não foi pura e simplesmente uma "leitura", foi além, consegui me ligar a cada um dos personagens, e trazer para a superfície seus piores fantasmas.
É genial o que Emily consegue, não dá para ignorar a história sem ligá-la a época que foi escrita.
Mr. Heathcliff  pode ser o próprio demônio, mas não podemos tirar seu mérito de um homem sofrido, ignorado, humilhado, e o pior de todos, profundamente apaixonado e traído. Um homem vingativo e conduzido por uma ira cega.
"O Morro dos Ventos Uivantes" não é um romance para fazer ninguém chorar, se apaixonar, não! O livro mostra o outro lado do amor, o lado sombrio, obscuro, sofrido. Aquela história que nada vai dar certo, que contos de fadas não combinam com a realidade, são peças de um quebra-cabeça diferente.
Recomendo, acho que vale a pena sairmos de nossa zona de conforto para cairmos no abismo do "Morro dos Ventos Uivantes".

Por Cláudia Trigo

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Um Livro Que Não Precisava Existir!


"Acontece que nem sempre é seguro refletir sozinha, mesmo à meia-noite."

O que dizer de um livro que tinha todos os elementos para ser "O Livro", e que no final se tornou um livro fraco, com uma protagonista irritante e um final chato. Além da escrita chegar muito perto da escrita de uma criança...
Quando vi na livraria "Meia-Noite na Austelândia" da Shannon Hale (Ed. Record) fiquei super interessada com a ideia do livro. Misturar os crimes da Agatha Christie com os romances da Jane Austen, em um local que imita seus romances é algo diferente.
E além de ter adorado a ideia (mesmo não tendo lido nenhum livro dessas duas autoras), fui cheia de expectativa. E você ir cheia de expectativa em um livro ou filme tem aquele problema: a obra até poderia não ser tão ruim, mas no momento que esperamos muito, a chance de acharmos fraco é gigante.
Nossa protagonista, Charlotte Kinder é muito bem sucedida no trabalho, porém sua vida amorosa não vai nada bem. Recém divorciada e vendo seu ex-marido se casar com a amante, ela passa a enfrentar o mundo dos programas arranjados com homens desconhecidos. Para tentar solucionar sua vida, ela começa a ler os romances de Jane Austen e acaba lendo todos os seus livros em uma semana só. Começa então uma  procura pela internet por lugares baseados nos romances da escritora, e logo descobre a Austelândia, uma mansão interiorana que reproduz a época de Jane Austen.
Lá todos devem se portar de acordo com os costumes da Inglaterra regencial, ou seja, homens são perfeitos cavalheiros e o espartilho é item obrigatório nos trajes de uma dama. Porém, na verdade, os homens são atores, contratados para entreter as hóspedes.No entanto, as coisas não parecem ser tão bonitas assim. O lugar começa a ficar misterioso e Charlotte começa a pensar que houve um assassinato na mansão. Agora, todos parecem suspeitos e nem Jane Austen pode mudar o que está por vir. Um caso que era para ser estilo Agatha Christie, mas nem perto chegou!
A personagem principal é chata e neurótica, além de ser muito irritante. Ela sempre fica imaginando o lado ruim de todas as situações, acha que sempre é a culpada, mas no instante seguinte se faz de coitadinha. Personagem muito mal feita.
Os problemas começam por ai.
A escrita da autora é infantil e horrível. Os romances que ela criou são fracos e cheio de reviravoltas desnecessárias. E as explicações de tudo são meio que jogadas ali. E para piorar, no final, ela tenta deixar a personagem mais "legal" e coloca um final de "felizes para sempre" muito bobo.
Não tinha o porque tornar a protagonista uma heroína, isso só me deixou mais irritada.
Esse é o segundo livro. O primeiro é "Austelândia", que até filme teve em 2013, porém não tenho nenhum interesse em ler. Só esse já foi frustração suficiente. E pelo que vi pelas sinopses, o segundo não é bem uma continuação do primeiro, só têm a mesma ideia de trazer o mundo de Jane Austen para atualmente.
A única coisa boa que o livro tem é a capa que é linda e a ideia, porque de resto, podia ficar só na cabeça da autora.
Alguém já leu e também não gostou como eu? Digam ai nos comentários o que acharam.

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

terça-feira, 12 de julho de 2016

Sanctum - A Chave e a Fechadura


"- Eca - Jordan comentou quando chegaram a uma mesa de piquenique sob uma árvore alta e seca. O sol havia aparecido, tornando mais agradável a caminhada ao ar livre. - É impressão minha ou ela é meio Dolores Umbridge? A sala dela não é toda cor-de-rosa e cheia de gatos, né?"

Sequência de "Asylum", "Sanctum", de Madeleine Roux, Editora V&R, não fez feio.
O livro continua a história de Dan, Abby e Jordan depois de um tempo do ocorrido terror vivido no alojamento Brookline.
As lembranças, visões, vozes continuam assombrando os jovens mesmo depois de tanto tempo, uma experiência traumática que eles querem esquecer.
Porém, seguir em frente não será uma opção. Alguém quer manter vivo aquele terror. Os três jovens estão recebendo cartas anônimas com palavras enigmáticas e fotos de um antigo parque de diversões.
Para dar um fim nesse pesadelo, eles irão se disfarçar de candidatos e voltar por um fim de semana ao campus do New Hampshire College. E, ao chegar lá, eles vão descobrir que aquele parque das fotos não só é real como também voltou a funcionar.
Agora, a cada pista que tentam desvendar, Dan e seus amigos descobrirão segredos ainda mais sombrios do que haviam imaginado. Além de correrem muito mais perigo. 
A história conseguiu seguir a linha do primeiro volume. É igual ou melhor? Não sei te dizer... Eu, particularmente, gostei. Ela prende a atenção, tem momentos bons, outros mais normais. 
A qualidade gráfica é tão boa quanto a anterior. as fotos continuam de alta qualidade e a capa? Essa é tudo de bom!


"Sanctum, um lugar sagrado ou santificado - o que pode ser mais sagrado do que ter poder sobre seus verdadeiros pensamentos? Sanctum. É ao mesmo tempo a fechadura e a chave".

Vale à pena dar uma conferida.
Cláu Trigo

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Resenha: Reino das Névoas - Contos de Fadas Para Adultos


"Quando os homens fazem a guerra, não a fazem porque têm motivos justos. Quase sempre também não a fazem por ódio, vingança ou mesmo direito. Fazem-na porque ela é inescapável. Amamos a paz, mas sabemos que a guerra sempre vem." (Conto Reino das Névoas)

Hoje trago mais um livro da nossa terrinha e de uma autora com grande potencial!
Quem acompanha a gente no Facebook, sabe que no dia 14/05 fomos em um evento na Livraria Cultura Shopping Bourbon para discutirmos as mulheres na literatura nerd. Foi um evento lindo, super gostoso, realista, sincero e necessário!
No final, teve um sorteio e aconteceu algo que não estamos muito acostumadas, rsrs. Ganhamos um livro, e o único nacional da pilha (e ainda levamos o autógrafo :) . Ficamos muito felizes!
Ganhamos "Reino das Névoas", da Camila Fernandes (super gentil!) - que é um livro de contos de fadas para adultos. Já na hora achei super interessante o tema e comecei a ler no mesmo momento. Se não estivesse tão cansada no dia (porque ainda fomos depois do evento ao cinema...) teria lido ele em algumas poucas horas.
No total são 7 contos, sendo que o último leva o nome do livro e é o mais longo, e um dos mais legais. É uma leitura rápida e com muitos contos bons!
Eles irão abortar temas bem pesados, como estupro e incesto, porém isso não afasta os leitores.
Achei esses os melhores:

  • "O Chifre Negro" - que não consegui relacionar a nenhum conto de fadas, mas que incia o livro muito bem;
  • "A Outra Margem do Rio" - esse é bem diferente, mas que traz uma mensagem muito bonita;
  • "A Torre Onde Ela Dorme" - esse é o mais pesado, na minha opinião, porém também é um dos mais bonitos;
  • "Reino das Névoas" - o conto que dá o título ao livro me deu a impressão de misturar alguns contos de fadas conhecidos, mas a autora faz isso de forma brilhante!
Temos também algumas histórias bem engraçadas, como "A Filha do Fidalgo", que é um conto curto e faz referência às histórias de princesas e sapos que se transformam em príncipes. Bem legal.
A edição está muito bem feita, e para melhorar temos antes de cada história, uma ilustração feita pela própria Camila, e que são simplesmente lindas!
Como a própria autora diz no começo: "A mensagem é clara: O mundo é cruel. Sejam espertos. Tomem cuidado.". E acho que o livro consegue passar essa mensagem.

 "- Às vezes, tentamos tomar pela violência aquilo que nos seria concedido de bom grado - disse a Princesa, afagando complacentes as rugas do soberano. - Perde-se, assim, a honra. Perde-se a sanidade." (Conto O Chifre Negro)
 Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!