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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Crítica - Animais Fantásticos e Onde Habitam


"Eu quero ser um bruxo." (Frase dita pelo personagem Jacob Kowalski)

Infelizmente essa cena foi cortada do filme, mas acho ela perfeita para começar a crítica sobre o filme "Animais Fantásticos e Onde Habitam".
Até que enfim saiu o filme mais esperado do ano!
Não pude ir na quinta, na estréia, mas fui na sexta e foi maravilhoso. Se pudesse, iria assistir mais umas cinco vezes - o que me impede mesmo é o $$.
Mas vamos falar sobre o que interessa: o filme. Para quem acha que ele é somente sobre animais que fogem, estão totalmente enganados - eles são só a base. A trama é muito maior do que isso.
O longa já começa com tudo: alguma criatura está atacando Nova York quando o Newt está chegando na cidade. Logo de cara ele se depara com uma manifestação na frente de um banco liderada por Mary Lou (uma no-maj) que quer acabar com bruxos que ela acredita existir. Porém, algo inesperado acontece: uma criatura foge da maleta do Newt - o Pelúcio, a criatura mais fofa do mundo bruxo! - e entra nesse banco. A partir daí começa uma confusão atrás da outra, inclusive envolvendo o Jacob (o no-maj que representa todos nós, não bruxos da melhor maneira possível).
Não irei contar muito mais da história para não acabar com a surpresa de ninguém. Mas não achem que é somente isso, durante os 133 minutos de filme vão ter várias reviravoltas e o final é perfeito, deixando algumas coisas abertas para a segunda parte, e nos surpreendendo com o plot twist.
Os atores estão ótimos! Eu ainda não tinha visto nenhum filme do Eddie Redmayne, mas achei que ele se encaixou muito bem no papel. O personagem é tímido e ele conseguiu passar o estilo dele - mas o que acho que melhor representa o Newt e o ator é a paixão que eles passaram com os animais fantásticos, pois dá para perceber que aquilo é o que ele mais ama. O Dan Fogler representa todos nós que somos trouxas (ou no-majs) e ele faz isso perfeitamente. As irmãs Tina Goldstein e Quennie Goldstein (respectivamente Katherine Waterston e Alison Sudol) são bem diferentes uma da outra, mas que conseguem nos conquistar. E como não falar do Ezra Miller? Ele é perfeito em tudo que faz! A única coisa mais "negativa" que tenho que falar é sobre a Samantha Morton (Mary Lou) - não é que ela está mal, mas que esperava um pouco mais da personagem dela...
Os efeitos estão muito bons, os animais estão lindos e os atores atuaram muito bem com eles, pois como sabemos eles não existem (infelizmente). Os feitiços estão ótimos como já eram nos oito filmes de HP. A trilha sonora é MARAVILHOSA! Logo quando aparece o logo da Warner e começa o "Hedwig's Theme" (já enlouqueci), mas só os primeiros acordes são do tema, depois a música vai se transformando em uma trilha original que combina muito bem com a atmosfera do filme.
As referências ao filmes e livros de Harry Potter estão lá, mas são sutis, nada muito forçado. Tem referência para todo tipo de fã: dos mais simples, que basta ter assistido aos filmes para pegar, até uns que só quem leu vai entender. E tem uma acontecimento neste filme que dá a entender algumas coisas que podem acontecer nos próximos filmes que vai enlouquecer todo potterhead se virar realidade - algo relacionado com a Ariana Dumbledore...
E o que dizer daquele final? Primeiro que não estava esperando aquela reviravolta - fui pega desprevenida. Segundo que deixou uma dúvida no ar, mas que o diretor já respondeu (se quiser saber do que estou falando é só clicar aqui. Lembrem-se, tem SPOILERS).
Recomendo demais o filme. E mesmo quem não é fã, ou não leu nem assistiu aos filmes de HP podem assistir tranquilamente que vão entender tudo.
A única coisa ruim vai ser ter que esperar até 2018 para podermos assistir o segundo :( ...

Ps.: Só para mostrar para os haters, que falaram que não ia ter o tanto de sucesso que os outros filmes tiveram, Animais Fantásticos e Onde Habitam continua em primeiro lugar nas bilheterias nacionais pela quarta semana seguida! Só no Brasil, já chegou em incríveis R$59 milhões (os fãs brasileiros são os melhores!!!).

Até a próxima e bom filme!
Carol!!!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - Por que Fizeram Essa História?


Esse texto terá alguns spoilers. Quando houver estará em vermelho, se você ainda não leu e não quer levar, pulem essas partes.

Então, talvez essa resenha tenha quase que somente críticas negativas, e eu fico muito triste de falar isso.
Não sei se todos sabem, mas sou super fã de Harry Potter - sou potterhead para a vida! Já li todos os livros (e pretendo reler ano que vem), já assisti todos os filmes milhares de vezes e em cada canto do meu quarto tem algo de HP. Sério, vocês não fazem ideia do quão fã eu sou...
Quando anunciaram que iam fazer uma peça contando uma história 18 anos depois, eu fiquei histérica. Claro que eu queria mais histórias! Ai foi saindo as notícias, os atores escalados, informações do enredo. A cada nova notícia eu ficava louca.
Mas tinha um problema, eu nunca iria conseguir assistir a peça e não tem como saber se um dia ela virá para o Brasil. Eis então que surge a melhor notícia do mundo. Iriam publicar o livro com o roteiro - pelo menos os resto dos fãs que não moram na Inglaterra poderiam saber o que acontece. Depois disso, não li quase nenhuma notícia, fiquei longe dos spoilers. Decidi que preferia chegar no livro sem nenhuma informação.
Ai teve as críticas super positivas a respeito da peça, críticas já não tão positivas a respeito do livro, o roteiro. Saiu a edição em inglês e a ansiedade aumentava ao ver as pessoas lendo e eu tendo que esperar a edição traduzida. Enfim, no dia 31 de outubro, lançou! Não fui na noite do lançamento, mas no dia seguinte já estava com ele na mão. Não teve jeito, na mesma hora tive que começar a lê-lo, passar na frente de tudo que já estava lendo. Queria tirar minhas próprias conclusões - ver se realmente parecia uma fanfic escrita por fãs e não uma história que a J. K. escreveria.
Li ele muito rápido. Em uma semana já tinha lido e o fato de ser em formato de teatro não me atrapalhou, mesmo nunca tendo lido esse estilo de narrativa. E infelizmente, a grande maioria de informações que eu tinha - de que era mal elaborado, de que não tinha nada a ver com os sete livros, que parece muito com muitas histórias que encontramos ai na internet... Foi real!
Minha decepção apareceu pela primeira vez com algo relacionado a esse mundo fantástico.
A história é fraca, mal construída e não consigo entender com a J. K. aceitou fazer uma coisa dessas. Na peça ao vivo até pode mudar um pouco essa impressão, pode fazer mais sentido. Mas como é quase impossível um dia eu assistir, e só posso ficar com o roteiro, não consigo gostar nem entender.
Os personagens já adultos em muitos momentos tem características que não fazem sentido com o que já lemos nos sete livros anteriores, tomam umas atitudes sem conexão. Quem leu a série, sabe que eles nunca iriam fazer isso ou aquilo.
Além de que o Alvo Severo Potter é um personagem muito chato, ignorante e que não tem nenhum respeito com o pai dele. Ele pode sentir o peso de ser filho de Harry Potter, mas as coisas que ele faz e fala não tem explicação. Outra personagem que não faz sentido é a Rose Weasley: que garota CHATA! Talvez dos personagens novos (os filhos), o único que é gente boa e que parece ter um pouco mais a cabeça aberta é o Scorpius Malfoy. Nunca achei que iria gostar de um Malfoy, rsrs.
Vou falar de algumas situações no livro que são grandes spoilers, então se você não leu, pulem essa parte:

Primeiro, vamos falar do murmurinho que anda rolando em Hogwarts - que Scorpius Malfoy é filho de Voldemort! Os alunos criarem isso, até dá para entender, mas o roteiro levar até o final mais ou menos que isso pode ser verdade é ridículo. A história é a seguinte, Draco Malfoy não poderia ter filhos, então para não acabar com a linhagem dos Malfoy, ele teria feito sua esposa, Astoria, voltar no tempo para ter um filho com Voldemort. Não, não e não! Vamos começar que, se fosse verdade, ele não seria um Malfoy e sim um Riddle.
Outra parte que não faz sentido: Amos Diggory, pai de Cedrico querer que o Harry volte no tempo para salvar o filho. NÃO!!!! Se a situação fosse simples assim, era só eles votarem no tempo e matar o Tom quando ainda era bebê, ou criança...
Mais um ponto: quando o Alvo com o Scorpius voltam no tempo para tentar salvar o Cedrico, numa das vezes, eles voltam na segunda prova do Torneio Tribruxo para humilha-lo, e por causa disso o Cedrico no futuro vira um Comensal da Morte. Percebem que novamente não faz sentido? Mesmo que isso acontecesse, quem leu os livros e mesmo quem assistiu os filmes, saberia que ele nunca viraria um Comensal da Morte.
E por último e a pior parte - prestem atenção que é horrível e uma verdadeira MERDA (desculpem o palavreado) o plot twist: Delphi Diggory (a principio, no começo) é na verdade FILHA de Lord Voldemort com Belatrix Lestrange! Quem teve essa ideia de bosta? Porque não faz nenhum sentido!

Ufa! Tava já começando a ficar irritada de novo ao lembrar de quanta besteira tem nesse livro. Para quem quiser entender um pouco melhor, vou deixar linkado o vídeo do Renie do Expresso de Hogwarts que ele explica muito bem o que eu senti ao ler isso e as coisas que não fazem sentido. É só clicar aqui.
Acho que vocês perceberam que eu não gostei nadinha desse livro, né? Eu só dei três estrelinhas no Skoob por trazer um pouquinho daquela sensação de estar lendo algo relacionado a esse mundo. Não sei se todos vocês que já leram, sentiram e ficaram do mesmo jeito que eu. Digam ai embaixo se gostaram ou não e o porque, para ver se conseguem mudar um pouco a minha opinião.
E não fiquem irritados por eu ter odiado e falado tão mal desse livro. Sou muito fã dos livros de HP, mundo criado e da J. K., mas não dá. É realmente muito ruim! Por mais fã que sou, tenho que ver e dizer quando alguma coisa é ruim. Mas peço para lerem, para tirarem suas próprias conclusões e depois vocês voltam aqui para comentar o que acharam.
Que decepção foi essa história. Sinceramente, preferia que não existisse essa história. Seria melhor para os fãs.

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Conto: O Iluminado Às Favas


Hoje, dia que estou escrevendo essa resenha, recebi um e-mail do autor Roberto Camilotti. Ele também tem um blog (Roberto Camilotti), que ele posta seus contos lá. E ele me perguntou se não gostaria de ler um deles e resenhar para vocês. E nós, do "Um Olhar de Estrangeiro", sempre estamos dispostas a ler livros e contos de autores nacionais - desde que nos interesse. Somos grandes incentivadoras da nossa literatura e queremos sempre descobrir histórias novas, que possam nos surpreender e nos conquistar.
E hoje a resenha é do conto "O Iluminado Às Favas". Como o próprio autor me disse no e-mail, ele se trata de uma conversa, um encontro entre um extraterrestre - Paciência - e um mendigo angolano - Desidério - que hoje "vive" no Rio de Janeiro.
Esse breve encontro é interessante, pois temos um ser vindo de outro planeta e um sem teto angolano, que passaram por situações diversas e que têm uma visão diferente da morte, da paz e do destino. Desidério acredita que nasceu destinado ao pior, pois ainda jovem veio com algumas poucas roupas para o Brasil, a fim de conseguir uma vida melhor para ele e seus pais. Porém, nunca conseguiu permanecer em um emprego e por causa disso teve que viver nas ruas. No entanto, a vida "ruim" que ele tinha na sua aldeia em Angola se mostrou não tão ruim assim, perto do que está vivendo hoje - simplesmente por lá tinha, pelo menos, um teto para morar. Segundo ele: "Também não pense que tenho orgulho de ser mendigo e de depender da caridade de estranhos, é que me conformei com a realidade. Nasci para morrer pobre.".
Já o Paciência, um extraterrestre que se teletransporta pela luz, tem uma guerra para combater em sua Terra. E para mim, essa é a melhor parte do conto. Ao afirmar isso, Desidério pergunta o porquê ele não trabalha para a paz e a resposta dele é interessantíssima!

"-Porquê nem sempre a paz é o melhor, o mais sábio a se fazer, o caminho que leva a tempos mais frutíferos. Às vezes, são somente a dor e o sofrimento que fortificam reinos, engrandecem convicções e fundamentam os mais valorosos valores."

É um conto interessante. Apesar de se tratar de extraterrestre, que é algo que já estamos acostumados a ler, o diferencial dele é essa conversa entre os dois, que tem a sua originalidade e pode até ser considerado um diálogo filosófico, por tratar de assuntos que nem sempre tem uma resposta (ou pelo menos certa).
O final é meio aberto e deixa por conta do leitor uma resposta, a sua impressão sobre ele. Tenho a minha. Não tenho certeza se está correta, mas para vocês saberem, terão que ler. E relaxem, vão perder somente alguns minutos. Não é um conto comprido. Deixarei mais abaixo o link para vocês lerem no blog dele - vale muito!
E lembrem-se, eles não são tão estrangeiros por ambos sentirem dor na morte, com o sangue!

Link para o conto: http://robertocamilotti.blogspot.com.br/2016/11/conto-o-iluminado-as-favas.html
Link para a página do autor: https://www.facebook.com/BlogRobertoCamilotti/

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Desafio Literário 2017

Mais um ano se findando, mais um chegando... E que seja BEM melhor do que foi 2016! Para todos nós!!!
Enfim, vida que segue, e como não podia ser diferente, vamos, novamente, fazer o desafio de separar cinco escritores e seus meses de aniversário, e separar um para nossa leitura. A escolha do autor e de sua obra fica a critério de vocês.
Já fizemos isso esse ano e funcionou muito bem, tiramos livros "encalhados" da estante, e também nos demos a chance de conhecer muita gente boa - e ruim também!
Esse ano estamos lançando o desafio mais cedo, para que nossos observadores possam se programar melhor e fazer um 2017 melhor do que foi 2016!
Lançamos aqui nosso Desafio e aguardamos feedback de vocês.
Segue abaixo nosso calendário de aniversariantes e, aqui para saber quais foram as nossas escolhas.
Se tivermos bastante comentários motivados a participar, podemos criar um grupo para discutirmos as leituras que fizemos para o desafio. Por isso, é importante que vocês comentem se vão ou não viajar nesse trem...


Um abraço,
Cláu e Carol!