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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Mais Um Querido: Branca de Neve Tem Que Morrer


" No vilarejo mais monótomo do mundo abriam-se abismos inimagináveis. Ela levou as três cervejas até a mesa à qual Jörg Richter, irmão de Jenny Jagielski, estava sentado com outros dois homens. Na verdade, ele deveria estar no lugar de Jenny, atrás do balcão, mas raramente fazia o que devia".

Meu Deus, o que dizer desse livro?
"Branca de Neve Tem Que Morrer", de Nele Neuhaus, Editora Jangada, é um daqueles livros que você descobre "por acaso" perdido nas prateleiras da FNAC e diz: 'Ops, o que eu perdi que ainda não tinha lido nada a respeito desse livro?'
Claro que ele ganhou um endereço fixo depois das apresentações prévias. E um lugar especial e de destaque na minha estante.
Capa linda, história surpreendente. Flui rápido demais, um livro de 470 páginas lidas em dois dias, imagina o que ele te oferece... Muita ação, conflitos, suspense, drama, segredos.
Numa noite chuvosa de Novembro, Rita Cramer é empurrada de uma passarela e cai em cima de um carro em movimento. Pia e Bodenstein, da delegacia de homicídios, têm um suspeito: Manfred Wagner.
Onze anos antes, a filha de Manfred desaparecera sem deixar pistas, e um processo baseado em prova circunstanciais condenou Tobias, filho de Rita Cramer, a dez anos de prisão.
Logo após cumprir a pena, Tobias retorna à sua cidade natal e, repentinamente, outra garota desaparece. Os acontecimentos do passado parecem repetir-se de maneira funesta.
Pia e Bodenstein se deparam com um muro de silêncio. As investigações transformam-se numa corrida contra o tempo, mas isso é apenas o começo, tem muita coisa rolando, e o melhor, a autora vai nos dando as respostas durante a narrativa, ou seja, além de não deixar tudo para o final, vai entrando outros perrengues que ela vai resolvendo de forma genial.
O livro todo vai te contar inúmeras outras histórias paralelas que vão te surpreender, é um emaranhado de segredos, de injustiças, de superação sem fim. As coisas vão acontecendo uma atrás da outra, você não consegue respirar. Consigo compará-lo tranquilamente com os livros do meu "queridinho" Jo Nesbo. Isso é raro!
Super indico o livro. Tenho certeza que quem gosta de suspense vai adorar.
A alemã Nele Neuhaus já entrou para minha lista de preferidos, sem dúvidas...
#FicaDica

Cláu Trigo

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Do Amor e Outros Demônios


"Sentiu a premência de rezar pela primeira vez desde que perdera a fé. Foi até o oratório, procurando com todas as forças recuperar o deus que o havia abandonado, mas era inútil: a incredulidade resiste mais que a fé, porque os sentidos é que a sustentam".

Sempre digo que não há muito que se falar de Gabriel García Márquez. Sua escrita fala por ele!
Li "Do Amor e Outros Demônios", Editora Record, para um trabalho na Faculdade a alguns anos atrás. E ler Gabriel nunca é demais, nunca é chato, na verdade é sempre uma nova descoberta, um novo olhar. Lembro que na época gostei muito, e agora garanto que foi uma outra experiência e minha opinião: só melhorou.
Há um século convertido em hospital, o convento histórico de Santa Clara será agora vendido para construírem no local um hotel de cinco estrelas.
Estamos em 26 de outubro de 1949, e Gabriel García Márquez, um jovem repórter, é designado para ver de perto o trabalho de remoção das criptas funerárias da capela. O que mais impressiona este colombiano de Aracataca ao chegar ao convento das clarissas é o túmulo de uma marquesa menina, cuja imensa cabeleira lhe faz lembrar as lendas contadas por sua avó materna. Havia uma marquesinha, venerada no Caribe por seus milagres, que foi mordida por um cachorro e acabou morrendo de raiva. Essa marquesinha possuía uma 'cabeleira que se arrastava como a cauda de um vestido de noiva'. Aquela marquesinha de sua infância seria a mesma ali enterrada? A história deu origem a esse livro.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Indo Longe Demais


"Procuro um café com internet para poder atualizar meu currículo. Preciso acrescentar meu novo endereço, meu novo celular, diminuir meu novo nome. Acho frustrante não ter acesso à internet e lamento minha insistência em comprar o aparelho mais barato. Eu devia ter escutado o vendedor lindo em vez de ser uma cliente vinda dos infernos".

"Indo Longe Demais", de Tina Seskis, Editora Record é um livro difícil de explicar.
Você ama Emily às vezes, e a odeia em outros. E odeia muito! É uma personagem que é muito complicado a gente se identificar. E a autora conseguiu me enganar até o final.
É julho, alto verão em Manchester. Ao embarcar em um trem gelado a caminho de Londres, Emily embarca também em uma nova vida. Apesar do dia abafado lá fora, o ar frio no interior do vagão desperta nela uma sensação estranha, um vazio. Porém isso a acalma, é algo necessário. É o que dá forças a Emily para começar do zero, esquecer erros e acertos. Agora ela é uma pessoa anônima escrevendo a própria história.
Em seu novo mundo não há lugar para marido nem filhos. Para seguir em frente, ela precisa deixar para trás tudo o que havia construído, abandonar a vida perfeita que levava com a família e tentar esquecer um passado que, de repente, tornou-se seu pior pesadelo.
Em poucas horas em Londres, ela encontra um lugar para morar, em alguns dias, um bom emprego e até uma nova melhor amiga. O recomeço inicialmente fácil renova suas esperanças, mas as coisa não são tão fáceis como se imagina.
A história corre tranquila, eu, particularmente, não consegui criar afinidade com a personagem, na verdade criei uma relação de amor e ódio - mais ódio que amor, é claro! Em certos momentos queria matá-la. Mas devo confessar que me surpreendi com o final e como chegamos nisso tudo. Imaginei várias coisas, e fui pega de surpresa, acho que por isso, recomendo!

Cláu Trigo

domingo, 16 de julho de 2017

O Aliciador


" - Costumamos chamá-los de monstros porque nós os vemos como pessoas distantes de nós, porque queremos que sejam 'diferentes' - dizia Goran em seus seminários. - No entanto, são semelhantes em tudo e por tudo. Mas preferimos reprimir a ideia de que um semelhante seja capaz de tudo isso, em parte para absolver nossa própria natureza. Os antropólogos definem isso como 'despersonalização do réu' e constitui o maior obstáculo para a identificação de um serial killer: um homem tem pontos fracos e pode ser capturado; um monstro, não".

Donato Carrisi estava na minha lista à um tempo, e estava curiosa para conhecer. Comecei com "O Aliciador", Editora Record.
O livro começa um pouco devagar, mas depois vai criando vida própria e nos enche de ansiedade.
Apesar de suas 433 páginas, foi uma leitura rápida e eficaz.
Seis braços são encontrados, cinco meninas estão desaparecidas. Uma equipe liderada pelo capitão Roche e pelo criminologista Goran Gavila segue as pistas do caso dos desaparecimentos, e logo percebe que está atrás de um serial killer cuja frieza e ferocidade não têm limites. Cada passo da polícia é antecipado pelo assassino, e a linha que separa caça e caçador é tênue.
Em cada cena de crime, novas evidências levam os detetives a acreditar que não se trata de apenas um, mas de vários assassinos agindo em conjunto. Depois de descobertos cinco corpos, as esperanças de que uma sexta menina esteja viva aumentam e o tempo se torna o grande inimigo da equipe de detetives. É então que se junta a eles a investigadora Mila Vasquez, especialista em casos de sequestro.
Aos poucos a polícia descobre que seu alvo é capaz de assumir as aparências mais variadas, colocando-a à prova incessantemente. Neste caso, cada vez que o mal vem à luz, traz consigo um sinal, obrigando os detetives a enfrentar sobretudo a escuridão que carregam dentro de si. A investigação se transforma em um jogo de pesadelos habilmente velados, um desafio contínuo.
É uma corrida contra o tempo, onde a incerteza é uma constante e os personagens são expostos aos seus piores demônios.
Recomendo.

Cláu Trigo

sábado, 15 de julho de 2017

Filmes Para Assistir nas Férias (1 Filme Por Dia) - Parte 2

Agora fiquem com a segunda parta da lista. Esperamos que gostem! (Para ler a primeira parte, cliquem aqui).

      1. Meia Noite em Paria (2011) - Dir.: Woody Allen
      2. (500) Dias com Ela (2009) - Dir.: Marc Webb
      3. Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003) - Dir.: Tim Burton

      

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Resenha - A Lista Negra


"Vi todos os meus velhos amigos: Stacey, Duce, David e Mason. Vi Josh, Meghan e até mesmo Troy, sentados nas últimas filas, com os pais de Meghan. vi todo o mundo, um mar ondulante de desconforto e tristeza, cada pessoa com sua própria dor, cada qual contando suas histórias, todas mais ou menos trágicas ou triunfantes. Nenhuma mais trágica ou triunfante que a outra. De certa forma, Nick estava certo: às vezes, todos temos de ser vencedores. Mas o que ele não entendeu foi que todos temos também de ser perdedores. Porque não se consegue uma coisa sem a outra."

Na época em que esse livro foi lançado aqui no Brasil, lembro que todo mundo estava lendo ele e fazendo resenha, falando super bem dele. Como sempre, só vim ler ele bem depois, mas neste caso, acho que não atrapalharia ler no hype, pois o livro é muito bom mesmo!
Estou falando de "A Lista Negra", da Jennifer Brown, Editora Gutenberg - um livro que trata de bullying e o mau que ele traz, tanto para quem pratica, como para quem sofre. Mas também vai tratar de algo muito importante: o perdão!
Valerie Leftman e seu namorado, Nick Levil, criam uma "lista negra" - lista que contém nomes de pessoas, mais especificamente, estudantes da escola em que estudavam, que praticavam bullying e tiravam sarro deles. Porém, um dia, Nick chega na escola abrindo fogo contra vários alunos, matando alguns e ferindo vários outros, além de se matar depois. Valerie, salvando a vida de uma colega que fazia parte da lista, é atingida - no entanto, ela é responsabilizada pela tragédia por ajudar na criação da lista. Agora, se recuperando do ferimento e do trauma, Val tem que voltar para a escola e enfrentar todas as pessoas novamente.

sábado, 8 de julho de 2017

Resenha - Os Colegas de Anne Frank


"- Deixamos de ser crianças para logo ser adultos por força das circunstâncias.”

Em Maio, decidimos tirar um livro que estava parado na estante para lermos. E decidi escolher por "Os Colegas de Anne Frank" de Theo Coster, Editora Objetiva, que fazia anos que estava parado na estante.
Lembro que quando comprei ele, estava numa vibe de ler livros sobre a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto (inclusive, tenho mais desses na fila), mas passado esse momento, esqueci eles lá e nunca tive vontade de ler novamente. Até que decidimos tirar as teias de aranhas da estante, e no meu caso foi esse.
Theo Coster estudou no mesmo colégio que Anne Frank, o Liceu Judaico de Amsterdã, e em 2009 ele se reuniu com outros sobreviventes da guerra e também colegas da garota judia.
Neste livro, veremos relatos dessas pessoas sobre esse momento tão trágico da história, que vão nos contar como era Anne Frank antes de ter que se esconder e como que eles sobreviveram (se foram tão atingidos pela guerra, quem teve que se esconder, entre outros assuntos).
A premissa até parece interessante, principalmente em relação de como eles viveram na época, escondidos ou não (e essa parte realmente é), mas tem muita coisa fraca nele. A escrita não é muito boa e é um pouco confusa, pulando de memórias para o momento atual de um jeito totalmente estranho.
E apesar do título chamativo, (e ele é só isso mesmo), pouco se é falado sobre a Anne Frank, e tive a impressão que quando entravam nesse assunto, principalmente quando é o próprio Theo Coster falando dela, parece que ele diminui a importância dela e de seu diário. Em vários momentos, ele a crítica fortemente e fala algumas coisas que dá a impressão errada.
Não tenho certeza se gostei, é bem provável que não. A escrita é bem ruim, as informações que somam para a gente é muito pouca e ainda passa a sensação de que o autor se aproveitou um pouco do nome da Anne Frank.
É bom lembrar que a ideia dele, era de se fazer um filme/documentário sobre esse reencontro (e eles realmente fizeram, mas não achei em nenhum lugar para assistir), mas durante esse momento eles decidiram fazer também um livro.
Então digo que vale a pena vocês lerem e tirarem as suas opiniões, mas fui para ler uma coisa e acabei lendo algo bem mais fraco.
Se vocês já leram, comentem aí embaixo o que acharam. Se tiveram a mesma visão que a minha...

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!