Menu

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Resenha - 1984


"E se todos os outros aceitassem a mentira imposta pelo Partido – se todos os registros contassem a mesma história -, a mentira tornava-se história e virava verdade."

Não sei se vocês já perceberam, mas vira e mexe eu gosto de ser do contra e hoje vai ser mais uma destas vezes.
Esse mês eu li "1984", do George Orwell, Editora Companhia das Letras, e acabei me decepcionando muito porque eu esperava demais desse livro.
Já li três vezes "A Revolução dos Bichos" e AMO. Acho excepcional o que o Orwell fez com o momento histórico. Inclusive, recomendo para quem ainda não leu!
Então, por causa disso e somado com toda a importância que esse livro tem, esperava mais do que encontrei.
Primeiro que a história é muito devagar - quando eu achava que ia pegar ritmo, a narrativa parava de novo. E isso, com certeza, me atrapalhou um pouco. Segundo, que o protagonista não é muito carismático - é difícil você torcer por ele ou ficar animado quando ele toma uma atitude contrária ao governo. E por fim, o final é decepcionante - esperava algo mais explosivo ou que as máscaras caíssem, mas não...

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Resenha - Legend


" - Poucas pessoas matam pelas razões certas, June. A maioria faz isso pelas razões erradas. Só espero que você nunca se encontre em alguma dessas categorias. "

Eu adoro distopias e lembro que quando essa trilogia foi lançada, a história recebeu boas críticas, então queria ver se era tão bom assim. E como na maioria das vezes faço, li "Legend", da Marie Lu, Editora Rocco - o primeiro livro da trilogia que leva o mesmo nome - bem depois!
Nela, temos a história contada por dois pontos de vista: June, uma garota de 15 anos, nascida em uma família de elite de um dos distritos mais ricos da República e uma prodígio no círculo militar do país; e Day, um adolescente nascido na favela e o criminoso mais procurado pelo governo.
O ano é 2130 e os EUA é a República. Nesse novo governo, aos 10 anos, as crianças precisam fazer um teste obrigatório para classificá-las. As que falham são mandadas para campos de trabalho - que é o caso de Day! Já June atingiu a pontuação máxima, feito alcançado uma única vez antes.
June, que perdeu os pais, vive com o seu irmão Metias. Ambos fazem parte de uma pequena parcela da população que recebe uma vacina contra uma praga que assola os cantos mais pobres da República. Porém, numa missão de seu irmão, ele acaba morrendo e a única coisa que June pensa é em ir atrás do assassino: Day.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Resenha - Quando o Vento Sumiu


" - Quando meu pai foi preso, descobri essa música numa entrevista antiga com o Bono. Ele falou que "Kite" era uma canção sobre se desapegar de alguém que não queremos deixar partir, se desapegar de qualquer tipo de relacionamento. Ele escreveu pensando na irmã, que não precisava mais dele, e, na época, seu pai estava morrendo de câncer, e Bono não conseguia aceitar que ele partiria em breve. Era do que eu precisava. Encontrei a letra na internet e percebi que se encaixava na minha vida. Quando escutei a música, senti que algo dentro de mim se acalmou, então meio que virou minha trilha sonora. Triste, né?"

5 meses atrás, fiz uma troca no Skoob e nunca imaginei que dela poderia vir tanta coisa boa. Primeiro que nunca imaginaria que ao mandar dois livros, receberia também dois livros de uma autora muito simpática e ainda AUTOGRAFADOS! Segundo, que além de conhecer uma nova autora, ainda fizemos um sorteio no blog e hoje estou trazendo já a segunda resenha dos livros dela. Estou falando da Graciela Mayrink com o seu livro "Quando o Vento Sumiu" (Ed. L&PM) -  o outro livro dela que recebemos, "A Namorada do Meu Amigo" já tem resenha no blog.
A história vai se passar em volta de três adolescentes (que são amigos desde a infância): Suzan, Mateus e Renato, que vivem no Rio de Janeiro. Os três estudam na mesma faculdade, ela Turismo e eles Engenharia Civil. Porém, todos tem seus problemas e são com eles que virão decisões que podem mudar todo o rumo da história.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Releitura 79 Park Avenue


"Quando tornou a olhar pelo vidro, não o viu mais. De repente, não conseguiu conter as lágrimas. Ela não servia mais para ele. Muitas coisas haviam acontecido. Trazia aquela mancha e nunca mais se livraria dela".

Mais uma releitura. Confesso que quase nem lembrava da história, mas sabia que na época tinha gostado do livro. Mas isso todos nós sabemos: reler um livro é muito relativo. Pode trazer "re-prazer" ou, decepção!
"79 Park Avenue", de Harold Robbins (Ed. Círculo do Livro) - muito badalado na época da publicação - foi uma releitura agradável. Nada de excepcional.
Uma investigação sobre a elegante agência de modelos na Park Avenue, em Nova York, revela que por trás daquela fachada, lindas jovens eram levadas à prostituição e exploradas por um sindicato corrupto de gangsters.
Na direção da agência está Maryann Flood, uma mulher que trás no currículo violência de um padrasto abusador, juventude num reformatório e uma vida na prostituição.
Maryann é levada ao banco de réus num processo longo e se encontra diante do Promotor Mike Keyes, um antigo amor.
A história é contada simultaneamente, ora contando para nós a história de Maryann desde criança, ora nos relatando o desenrolar do julgamento.
Uma história rápida, fácil. E além do mais, tem que se considerar que Robbins foi um dos grandes autores da sua época e teve vários de seus livros adaptados para o cinema.
Uma leitura ok, principalmente depois de uma ressaca literária.

Cláu Trigo

terça-feira, 25 de julho de 2017

Resenha - O Guardião de Memórias


"Num impulso, ele entrou no quarto e parou diante da janela, afastando a cortina transparente para olhar a neve, que agora atingia quase 20 centímetros sobre os postes de iluminação, as cercas e os telhados. Era o tipo de nevasca que raramente acontecia em Lexington, e os flocos brancos e contínuos, aliados ao silêncio, encheram-no de uma sensação de paz. Foi um momento em que todos os retalhos díspares de sua vida pareceram costurar-se, com todas as tristezas e decepções passadas, todos os segredos e incertezas angustiantes escondendo-se sob as camadas brancas e macias".

"O Guardião de Memórias", de Kim Eduards. Editora Arqueiro, estava no meu desafio de maio e li lotada de expectativas. Confesso que esperava muito mais. Ouvi falar muito do livro, e isso acaba sendo sempre um grande problema na minha vida. Porque quando a química não rola, a decepção mostra a sua cara!
Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais de Síndrome de Down.
Guiado por um impulso e por dolorosas lembranças do passado, o Dr. Henry toma uma decisão que mudará para a sempre a vida de todos e o assombrará até a morte: ele pede que sua enfermeira Caroline, entregue a criança para adoção e diz para a esposa que a menina não sobreviveu.
Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar a pequena Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina.
O livro se desenrola nesse mundo de mentiras, traições, frustrações. Tem momentos chatos, desnecessários. Acho que esperava uma história mais densa, mais consistente, não sei...
Há muita raiva, muitas questões a se resolver mas que são postegadas o tempo todo e isso irrita bastante. Tem momentos que a história se arrasta e se torna cansativa, fora isso, uma história ok que poderia ter sido desenvolvida com mais intensidade e ousadia.

Cláu Trigo

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Mais Um Querido: Branca de Neve Tem Que Morrer


" No vilarejo mais monótomo do mundo abriam-se abismos inimagináveis. Ela levou as três cervejas até a mesa à qual Jörg Richter, irmão de Jenny Jagielski, estava sentado com outros dois homens. Na verdade, ele deveria estar no lugar de Jenny, atrás do balcão, mas raramente fazia o que devia".

Meu Deus, o que dizer desse livro?
"Branca de Neve Tem Que Morrer", de Nele Neuhaus, Editora Jangada, é um daqueles livros que você descobre "por acaso" perdido nas prateleiras da FNAC e diz: 'Ops, o que eu perdi que ainda não tinha lido nada a respeito desse livro?'
Claro que ele ganhou um endereço fixo depois das apresentações prévias. E um lugar especial e de destaque na minha estante.
Capa linda, história surpreendente. Flui rápido demais, um livro de 470 páginas lidas em dois dias, imagina o que ele te oferece... Muita ação, conflitos, suspense, drama, segredos.
Numa noite chuvosa de Novembro, Rita Cramer é empurrada de uma passarela e cai em cima de um carro em movimento. Pia e Bodenstein, da delegacia de homicídios, têm um suspeito: Manfred Wagner.
Onze anos antes, a filha de Manfred desaparecera sem deixar pistas, e um processo baseado em prova circunstanciais condenou Tobias, filho de Rita Cramer, a dez anos de prisão.
Logo após cumprir a pena, Tobias retorna à sua cidade natal e, repentinamente, outra garota desaparece. Os acontecimentos do passado parecem repetir-se de maneira funesta.
Pia e Bodenstein se deparam com um muro de silêncio. As investigações transformam-se numa corrida contra o tempo, mas isso é apenas o começo, tem muita coisa rolando, e o melhor, a autora vai nos dando as respostas durante a narrativa, ou seja, além de não deixar tudo para o final, vai entrando outros perrengues que ela vai resolvendo de forma genial.
O livro todo vai te contar inúmeras outras histórias paralelas que vão te surpreender, é um emaranhado de segredos, de injustiças, de superação sem fim. As coisas vão acontecendo uma atrás da outra, você não consegue respirar. Consigo compará-lo tranquilamente com os livros do meu "queridinho" Jo Nesbo. Isso é raro!
Super indico o livro. Tenho certeza que quem gosta de suspense vai adorar.
A alemã Nele Neuhaus já entrou para minha lista de preferidos, sem dúvidas...
#FicaDica

Cláu Trigo

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Do Amor e Outros Demônios


"Sentiu a premência de rezar pela primeira vez desde que perdera a fé. Foi até o oratório, procurando com todas as forças recuperar o deus que o havia abandonado, mas era inútil: a incredulidade resiste mais que a fé, porque os sentidos é que a sustentam".

Sempre digo que não há muito que se falar de Gabriel García Márquez. Sua escrita fala por ele!
Li "Do Amor e Outros Demônios", Editora Record, para um trabalho na Faculdade a alguns anos atrás. E ler Gabriel nunca é demais, nunca é chato, na verdade é sempre uma nova descoberta, um novo olhar. Lembro que na época gostei muito, e agora garanto que foi uma outra experiência e minha opinião: só melhorou.
Há um século convertido em hospital, o convento histórico de Santa Clara será agora vendido para construírem no local um hotel de cinco estrelas.
Estamos em 26 de outubro de 1949, e Gabriel García Márquez, um jovem repórter, é designado para ver de perto o trabalho de remoção das criptas funerárias da capela. O que mais impressiona este colombiano de Aracataca ao chegar ao convento das clarissas é o túmulo de uma marquesa menina, cuja imensa cabeleira lhe faz lembrar as lendas contadas por sua avó materna. Havia uma marquesinha, venerada no Caribe por seus milagres, que foi mordida por um cachorro e acabou morrendo de raiva. Essa marquesinha possuía uma 'cabeleira que se arrastava como a cauda de um vestido de noiva'. Aquela marquesinha de sua infância seria a mesma ali enterrada? A história deu origem a esse livro.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Indo Longe Demais


"Procuro um café com internet para poder atualizar meu currículo. Preciso acrescentar meu novo endereço, meu novo celular, diminuir meu novo nome. Acho frustrante não ter acesso à internet e lamento minha insistência em comprar o aparelho mais barato. Eu devia ter escutado o vendedor lindo em vez de ser uma cliente vinda dos infernos".

"Indo Longe Demais", de Tina Seskis, Editora Record é um livro difícil de explicar.
Você ama Emily às vezes, e a odeia em outros. E odeia muito! É uma personagem que é muito complicado a gente se identificar. E a autora conseguiu me enganar até o final.
É julho, alto verão em Manchester. Ao embarcar em um trem gelado a caminho de Londres, Emily embarca também em uma nova vida. Apesar do dia abafado lá fora, o ar frio no interior do vagão desperta nela uma sensação estranha, um vazio. Porém isso a acalma, é algo necessário. É o que dá forças a Emily para começar do zero, esquecer erros e acertos. Agora ela é uma pessoa anônima escrevendo a própria história.
Em seu novo mundo não há lugar para marido nem filhos. Para seguir em frente, ela precisa deixar para trás tudo o que havia construído, abandonar a vida perfeita que levava com a família e tentar esquecer um passado que, de repente, tornou-se seu pior pesadelo.
Em poucas horas em Londres, ela encontra um lugar para morar, em alguns dias, um bom emprego e até uma nova melhor amiga. O recomeço inicialmente fácil renova suas esperanças, mas as coisa não são tão fáceis como se imagina.
A história corre tranquila, eu, particularmente, não consegui criar afinidade com a personagem, na verdade criei uma relação de amor e ódio - mais ódio que amor, é claro! Em certos momentos queria matá-la. Mas devo confessar que me surpreendi com o final e como chegamos nisso tudo. Imaginei várias coisas, e fui pega de surpresa, acho que por isso, recomendo!

Cláu Trigo

domingo, 16 de julho de 2017

O Aliciador


" - Costumamos chamá-los de monstros porque nós os vemos como pessoas distantes de nós, porque queremos que sejam 'diferentes' - dizia Goran em seus seminários. - No entanto, são semelhantes em tudo e por tudo. Mas preferimos reprimir a ideia de que um semelhante seja capaz de tudo isso, em parte para absolver nossa própria natureza. Os antropólogos definem isso como 'despersonalização do réu' e constitui o maior obstáculo para a identificação de um serial killer: um homem tem pontos fracos e pode ser capturado; um monstro, não".

Donato Carrisi estava na minha lista à um tempo, e estava curiosa para conhecer. Comecei com "O Aliciador", Editora Record.
O livro começa um pouco devagar, mas depois vai criando vida própria e nos enche de ansiedade.
Apesar de suas 433 páginas, foi uma leitura rápida e eficaz.
Seis braços são encontrados, cinco meninas estão desaparecidas. Uma equipe liderada pelo capitão Roche e pelo criminologista Goran Gavila segue as pistas do caso dos desaparecimentos, e logo percebe que está atrás de um serial killer cuja frieza e ferocidade não têm limites. Cada passo da polícia é antecipado pelo assassino, e a linha que separa caça e caçador é tênue.
Em cada cena de crime, novas evidências levam os detetives a acreditar que não se trata de apenas um, mas de vários assassinos agindo em conjunto. Depois de descobertos cinco corpos, as esperanças de que uma sexta menina esteja viva aumentam e o tempo se torna o grande inimigo da equipe de detetives. É então que se junta a eles a investigadora Mila Vasquez, especialista em casos de sequestro.
Aos poucos a polícia descobre que seu alvo é capaz de assumir as aparências mais variadas, colocando-a à prova incessantemente. Neste caso, cada vez que o mal vem à luz, traz consigo um sinal, obrigando os detetives a enfrentar sobretudo a escuridão que carregam dentro de si. A investigação se transforma em um jogo de pesadelos habilmente velados, um desafio contínuo.
É uma corrida contra o tempo, onde a incerteza é uma constante e os personagens são expostos aos seus piores demônios.
Recomendo.

Cláu Trigo

sábado, 15 de julho de 2017

Filmes Para Assistir nas Férias (1 Filme Por Dia) - Parte 2

Agora fiquem com a segunda parta da lista. Esperamos que gostem! (Para ler a primeira parte, cliquem aqui).

      1. Meia Noite em Paria (2011) - Dir.: Woody Allen
      2. (500) Dias com Ela (2009) - Dir.: Marc Webb
      3. Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003) - Dir.: Tim Burton

      

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Resenha - A Lista Negra


"Vi todos os meus velhos amigos: Stacey, Duce, David e Mason. Vi Josh, Meghan e até mesmo Troy, sentados nas últimas filas, com os pais de Meghan. vi todo o mundo, um mar ondulante de desconforto e tristeza, cada pessoa com sua própria dor, cada qual contando suas histórias, todas mais ou menos trágicas ou triunfantes. Nenhuma mais trágica ou triunfante que a outra. De certa forma, Nick estava certo: às vezes, todos temos de ser vencedores. Mas o que ele não entendeu foi que todos temos também de ser perdedores. Porque não se consegue uma coisa sem a outra."

Na época em que esse livro foi lançado aqui no Brasil, lembro que todo mundo estava lendo ele e fazendo resenha, falando super bem dele. Como sempre, só vim ler ele bem depois, mas neste caso, acho que não atrapalharia ler no hype, pois o livro é muito bom mesmo!
Estou falando de "A Lista Negra", da Jennifer Brown, Editora Gutenberg - um livro que trata de bullying e o mau que ele traz, tanto para quem pratica, como para quem sofre. Mas também vai tratar de algo muito importante: o perdão!
Valerie Leftman e seu namorado, Nick Levil, criam uma "lista negra" - lista que contém nomes de pessoas, mais especificamente, estudantes da escola em que estudavam, que praticavam bullying e tiravam sarro deles. Porém, um dia, Nick chega na escola abrindo fogo contra vários alunos, matando alguns e ferindo vários outros, além de se matar depois. Valerie, salvando a vida de uma colega que fazia parte da lista, é atingida - no entanto, ela é responsabilizada pela tragédia por ajudar na criação da lista. Agora, se recuperando do ferimento e do trauma, Val tem que voltar para a escola e enfrentar todas as pessoas novamente.

sábado, 8 de julho de 2017

Resenha - Os Colegas de Anne Frank


"- Deixamos de ser crianças para logo ser adultos por força das circunstâncias.”

Em Maio, decidimos tirar um livro que estava parado na estante para lermos. E decidi escolher por "Os Colegas de Anne Frank" de Theo Coster, Editora Objetiva, que fazia anos que estava parado na estante.
Lembro que quando comprei ele, estava numa vibe de ler livros sobre a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto (inclusive, tenho mais desses na fila), mas passado esse momento, esqueci eles lá e nunca tive vontade de ler novamente. Até que decidimos tirar as teias de aranhas da estante, e no meu caso foi esse.
Theo Coster estudou no mesmo colégio que Anne Frank, o Liceu Judaico de Amsterdã, e em 2009 ele se reuniu com outros sobreviventes da guerra e também colegas da garota judia.
Neste livro, veremos relatos dessas pessoas sobre esse momento tão trágico da história, que vão nos contar como era Anne Frank antes de ter que se esconder e como que eles sobreviveram (se foram tão atingidos pela guerra, quem teve que se esconder, entre outros assuntos).
A premissa até parece interessante, principalmente em relação de como eles viveram na época, escondidos ou não (e essa parte realmente é), mas tem muita coisa fraca nele. A escrita não é muito boa e é um pouco confusa, pulando de memórias para o momento atual de um jeito totalmente estranho.
E apesar do título chamativo, (e ele é só isso mesmo), pouco se é falado sobre a Anne Frank, e tive a impressão que quando entravam nesse assunto, principalmente quando é o próprio Theo Coster falando dela, parece que ele diminui a importância dela e de seu diário. Em vários momentos, ele a crítica fortemente e fala algumas coisas que dá a impressão errada.
Não tenho certeza se gostei, é bem provável que não. A escrita é bem ruim, as informações que somam para a gente é muito pouca e ainda passa a sensação de que o autor se aproveitou um pouco do nome da Anne Frank.
É bom lembrar que a ideia dele, era de se fazer um filme/documentário sobre esse reencontro (e eles realmente fizeram, mas não achei em nenhum lugar para assistir), mas durante esse momento eles decidiram fazer também um livro.
Então digo que vale a pena vocês lerem e tirarem as suas opiniões, mas fui para ler uma coisa e acabei lendo algo bem mais fraco.
Se vocês já leram, comentem aí embaixo o que acharam. Se tiveram a mesma visão que a minha...

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!