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sábado, 25 de abril de 2015

Resenha - O Jogo Perfeito


" – Você já percebeu como as palavras podem ser bonitas? Como é fácil dizer aquilo que você acha que alguém quer ouvir? Como você pode afetar todo o dia de uma pessoa com apenas algumas frases? No entanto, quando não as leva adiante com alguma ação, elas se tornam inúteis. São apenas sons e sílabas. Porém, não significam absolutamente nada."

Mais um livro terminado! No que três semanas atrás estava devagar, essas duas últimas semanas estão sendo produtivas.
Depois de algum tempo, li algo mais leve, um romance. E acho que de tanto ler livros por "obrigação", livros mais trabalhosos, gostei mais desse livro do que gostaria normalmente.
"O Jogo Perfeito", da J. Sterling, Faro Editorial, conta a história de Cassie, uma estudante de Fotojornalismo na Faculdade Fulton State, no sul da Califórnia. Ela acabou de se mudar para lá por causa de sua amiga, Melissa. Cassie não é uma garota que se "entrega" fácil. Por causa de problemas com seus pais, ela tem uma grande dificuldade em confiar nas pessoas.
Logo no seu primeiro dia ela conhece Jack Carter, o jogador de beisebol mais importante da universidade e talvez do país. Mas ele é totalmente o contrário dela. Carter, por sua fama, tem sempre ao redor várias garotas e é conhecido por ficar com elas somente por uma noite para depois trocá-las.
Quando Jack percebe o "interesse" de Cassie, ele começa a importuna-la, tentando de qualquer jeito sair com ela. O tal interesse por parte dele é porque ela não está nem ai com ele, ela não se importa se ele é famoso ou não, e isso deixa ele super interessado nela. Depois de muito tempo tentando, ele consegue sair com ela, e neste encontro ele vai se mostrar uma pessoa diferente, que também tem problemas e que também se preocupa com as pessoas. A partir daí, os dois começam a ficar juntos, mas vários problemas vão aparecer nesse meio tempo, tanto por causa da fama dele, quanto pela insegurança dela.
Gostei bastante dos personagens, principalmente de Cassie. É fácil entender as inseguranças dela e o porque dela não se entregar. Também conseguimos ver o lado de Jack, pois o livro é intercalado com capítulos de cada um.
"O Jogo Perfeito" é o primeiro livro de uma trilogia. Os seguintes títulos são: "Virando o Jogo" (livro 2) e "O Jogo Mais Doce" (livro 3). O livro não é totalmente clichê, mas também não é espetacular. É o típico livro para passar o tempo.
A edição da Faro Editorial está bem feita, mas que capa mais mixurucas, heim!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Matem As Galinhas - Salvem os Monstros


"A hierarquia rege o mundo. Os homens gostam de dar ordens. Alguns talvez até gostem de seguir ordens. O ditado popular diz que manda quem pode, obedece quem tem juízo. O problema é que poucos ordenam e muitos obedecem. E, para legitimar quem manda, existe essa danada, às vezes incompreensível e injustificável, hierarquia. Hier, em francês, significa "ontem". Mas essa não é a origem etimológica do prefixo em questão. Se fosse, hierarquia seria uma coisa do passado, seria a ordem de outrora. Seria a ontemarquia. No entanto, a hierarquia permanece presente, firme e forte, para onde quer que a gente olhe." (Conto: Por Dentro da Máquina Central)

Ganhei esse livro num sorteio do site Livreto (ALELUIA!!). Não conhecia nem o livro nem o autor e não sabia muito bem o que esperar.
"Salvem os Monstros", do Fernando Paiva, (Editora 7 Letras) é mais um livro de contos brasileiros que trago aqui para o blog.
Todos os contos mostram uma situação que as pessoas ficam com medo de algo ou de alguém. Esse sentimento é o mais presente durante todas as histórias, alguns são bem realísticos, outros já mais fantasiosos.
Alguns eu achei meio bobos, outros bem divertidos e vários eu achei extremamente inteligentes. Tem uns três contos que ele te faz parar para pensar no que nós pensamos e como agimos, além de mostrar como está o mundo numa cidade fictícia.
Eles são bem curtos, no máximo tem seis, sete páginas, e isso me ajudou bastante a ler ele bem rapidinho.
Vou citar alguns (porque são muitos) que me chamaram a atenção por vários motivos já citados aqui. O que vai ficar marcado na memória é logo o primeiro conto do livro: "Salvem Os Monstros".... a história é simplesmente sobre o mundo ser dominado por galinhas (isso mesmo, galinhas!), mas além dessa maluquice toda, o autor te dá motivos para elas dominarem e eles realmente fazem a gente ficar pensando, delirando!, com "medo" delas.
Gostei também do conto "O Anúncio", adoro histórias desse tipo. O conto se passa numa visita à um apartamento que está vendendo e durante essa visita vai ocorrer algo que é muito legal!
E por último, mas não menos importante: "A Esquadra", ele é de uma inteligência tamanha! Além de fazer super sentido com o que o Brasil está passando e o resto do mundo está vivendo: ditadura, repressão, entre tantas outras coisas.
É isso! Espero que tenham gostado.
Hoje foi uma resenha mais rápida porque o livro também é rápido! Mas vale a pena vocês conhecerem!
E tomem cuidado com as galinhas! #MatemAsGalinhas

Até a próxima e boa leitura!
Carol!

domingo, 19 de abril de 2015

Relação de Amor e Ódio - Garota Exemplar (Livro + Filme)


"Meus obrigados sempre saem com bastante dificuldade. Não costumo distribuí-los. As pessoas fazem o que devem fazer e depois esperam que você as encha de palavras de gratidão - são como empregados de iogurteria que esperam gorjeta."

Até que enfim voltou as resenhas!!!
E o "prato" do dia é "Garota Exemplar", da Gillian Flynn (Editora Intrínseca). Depois do lançamento do filme, o livro ficou mais "famoso", e eu estava muito curiosa para verificar o resultado.
O livro é narrado com dois pontos de vista, o de Nick e o diário de Amy. Logo no começo da história já sabemos que Amy está desaparecida e com o desenrolar da história, Nick é o principal suspeito.
Gostei bastante do jeito que a história foi construída, mas foi uma relação de amor e ódio, tanto com a autora, quanto com os personagens. Uma hora você gosta do Nick e odeia de todos os jeitos a Amy, depois essa relação inverte e continua o resto da história desse jeito.
Por causa desta inconstância de provas e pistas, você acaba mudando de opinião o tempo todo, e acabei com um final inusitado para digerir. E cuidado, ele pode te causar uma grande indigestão!
Os personagens são muito bem construídos, suas personalidades, intenções, justificativas e afins , e vira um grande jogo de nervos, um jogo até certo ponto, digamos, estressante, irritante!
Os personagens "secundários" sustentam uma história impressionante, muito além da compreensão de nós, meros mortais.
A história é de tirar o folego e vai mudando constantemente. É muto louco a relação que criamos com eles, novas perspectivas são lhe apresentado o tempo todo. Ao terminar de ler você percebe o quanto endoideceu, surtou, xingou e todos outros sentimentos que Freud ia adorar analisar.
Boa sorte para quem vai ler!

Carol

Filme: O filme...  (respira!). Vamos lá!
Não vou me aprofundar muito - como gostaria! - por causa de spoller, mas vou tentar ser clara sem mostrar o quanto estou instável até agora... rsrsrs
No geral, o filme ficou muito fiel ao livro, houve uma ou outra coisa que ficou de fora e outras que foram levemente modificadas, mas sem comprometer a história como um todo. Precisamos ter consciência nessa hora para ter discernimento e lembrar que NÃO CABE um livro de 465 páginas dentro de um filme de, sei lá, duas horas... Mas mesmo assim me surpreendi com o respeito que o roteirista teve pela história original. Isso já é um bônus!
Os personagens estavam bem representados por Ben Affleck (Nick) e Rosamund Pike (Amy), apesar que tinha em mente uma outra ideia deles. Mas eles conseguem cumprir a missão: uma Cláudia irritada, estressada, indignada. E sobrou discussões com a Carol sobre isso ou aquilo o resto da noite...  
Acredito que filmes bons são justamente esses que te causam questionamentos, salvam uma história que poderia ter sido mais um clichê de mais um filme policial para te cobrir de perguntas: por que?, por que?, por que? E indo além, abre um questionamento sobre muitas atitudes, sentimentos, valores que podem perfeitamente ser encaixado em nosso dia-a-dia. E a então conclusão: Os fins justificam os meios, simples assim.
Quem ainda não viu, vale a pena conferir. Mesmo já sabendo da história, pois tinha lido o livro antes, consegui ficar brava de novo!! E acho que se ler ou assistir Garota Exemplar 20 vezes, vou ficar IRRITADA 20 vezes. É muito doido esse sentimento que aflora durante o desenrolar da história.
Quando acabei o livro fiquei um tempão sem querer falar com ninguém tentando entender o que tinha acontecido ali, brava, muito brava! Depois, quando acabei de ver o filme, mais uma noite de insonia, digerindo uma história que poderia ter sido mais uma história de amor e ódio e violência e mentiras e loucura, mas não, NÃO foi mais uma história, foi A história!
Boa sorte para vocês, que vão assistir o filme!!!

Cláudia

terça-feira, 14 de abril de 2015

Tag Redes Sociais

Depois de um tempinho sem postar, voltamos!!! Mas como estamos com o tempo apertado para resenhas decidimos trazer mais uma tag. Vi essa tag no blog Imperfeição Literária. Vamos ao que interessa!




Twitter: Um livro que você quer compartilhar com todo mundo.
Carol: Coleção Rangers: Ordem dos Arqueiros (muito triste que poucas pessoas conheçam essa série maravilhosa!!
Cláudia: Trilogia Millennium (e aqui está de novo os livros do Stieg Larsson)






Facebook: Um livro do qual você gostou muito e que foi recomendado por outra pessoa.
Carol: Um Caso Perdido (e lá vem eu aqui falando dele novamente...)
Cláudia: O Artífice (e o livro do Tony Ferraz aparece de novo, só que agora comentado por outra pessoa)





Tumblr: Um livro que você leu antes de criar seu blog, e do qual ainda não fez post.
Carol: Coleção Os Legados de Lorien (até que enfim tive a oportunidade de comentar)
Cláudia: Trilogia Coração Ferido (está empatado com Millennium, e a decisão é difícil)




Myspace: Um livro que você não tem a intenção de reler.
Carol: Morte Súbita (sim, eu não gostei dele, podem me criticar)
Cláudia: Paperboy (esperava mais)







Instagram: Um livro com uma capa bonita ou um livro “fotogênico”.

Carol: Asylum (precisa dizer mais alguma coisa?)
Cláudia: 1222 (lindo!)





Youtube: Um livro do qual você gostaria de ver uma adaptação para o cinema.
Carol: Marina (vocês que já leram, nos digam nos comentários, não ia ficar muito bom o filme?)
Cláudia: O Verão das Bonecas Mortas (se mantivessem a história, estaria entre os melhores filmes de suspense)



Skype: Um livro com personagens com os quais você gostaria de conversar.
Carol: Qualquer personagem de Harry Potter (podia ser só um deles)
Cláudia: Gertrude Stein do Shakespeare And Company: Uma Livraria no Paris do Entre-Guerras (além dela ser super inteligente, conheceu Hemingway e Fitzgerald <3)



Até a próxima e esperamos que gostem.
Boa leitura!
Carol e Cláudia!!!

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Os Bons Suicidas!


"Por que esse homem de trinta e seis anos, com um trabalho fixo e bem-remunerado em uma conhecida empresa do setor de cosméticos, sem maiores problemas financeiros que os habituais e sem antecedentes de nenhum tipo, cometeu esses assassinatos que repugnam a qualquer consciência? Quando lhe terá ocorrido acabar com a vida da esposa e da filha? Em que momento a loucura se apoderou dele e deformou a realidade cotidiana até convencê-lo que a morte era a única saída possível?"

"Os bons suicidas", do espanhol Toni Hill, Editora Tordesilhas, continuação de "O verão das bonecas mortas", aquele mesmo, que já teve resenha aqui e que me deu muitas noites de insônia. Isso só tinha acontecido com a coleção Millennium. Agora me encontro a mercê de um ótimo escritor, que te prende, amarra e intriga. E eu ADOROOOOO essa sensação!
"Os bons suicidas" vai te surpreender do começo ao fim. Ele é o segundo volume de uma trilogia e a história tá ficando cada vez melhor. Ele vai amarrando as coisas de uma forma quase desesperadora. Quando ele termina uma você já sabe que vai continuar porque ele já deixou uma interrogação em sua vida que só vai cicatrizar quando sair o próximo livro. E isso será um grande problema. NÃO SEI QUANDO LANÇA O PRÓXIMO!!!!
Tá aí um escritor não-nórdico (rsrsrs) que merece muita atenção! Suas histórias são bem contadas, amarradas e coesas. Seus personagens enigmáticos, problemáticos, fantásticos.
Agora, preciso lhes fazer uma confissão: É mais uma daquelas capas ridículas!!! Lamentável. Só a ignorei porque já tinha lido o primeiro e me encantado, então NÃO me atentei a isso na hora de comprá-lo. Mas é de chorar. Feia demais!!!
Em "Os bons suicidas", reencontramos Héctor Salgado, o inspetor de polícia de Barcelona, um homem de cabeça quente e reações viscerais. No meio de uma madrugada insone, ele é informado do suicídio da secretária de uma grande empresa de cosméticos numa estação de metrô da cidade. Durante a investigação, descobre que, meses antes, outro funcionário da companhia também havia se matado, levando consigo a mulher e a filha. Sara e Gaspar tinham participado de um treinamento de RH para melhorar a comunicação e a interação entre colegas. Mas algo acontecera ali - disso o Inspetor Salgado não tinha dúvida - , algo que agora os ameaçava e que era grave o suficiente para submetê-los a um nefasto pacto de silêncio. Enquanto isso, a inquieta agente Leire Castro, subordinada de Héctor, aproveita a licença-maternidade para investigar por conta própria um assunto delicado que cerca a vida pessoal do chefe.
Com personagens ricos em matizes e um ritmo vertiginoso, Toni Hill consegue prender a atenção do leitor desde a primeira linha, conduzindo-o com firmeza até o final inesperado e desconcertante.
Se você gosta de um bom suspense policial, destes que você não consegue parar de ler e depois fica frustada porque ainda não saiu o próximo, Toni Hill é o cara.
RECOMENDADÍSSIMO!!!

Cláu Trigo

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Insurgente... Não! - Crítica do Filme


Para quem não leu o livro de Veronica Roth, Insurgente está fantástico, com ótimos efeitos visuais, um roteiro bem feito e boas atuações. Mas as coisas boas terminam por aí...
Se você for assistir e estiver esperando alguma coisa parecida com o livro, pode esquecer. Vá assistir outra coisa!
O filme já começa com os guardas da Erudição (ajudantes da Jeanine) à procura da tal caixa, apresentada nos trailers... Mas o que é essa caixa, que nem nos livros aparecem?
Ela é uma caixa que, ao abri-lá, mostrará uma mensagem dizendo que deve-se acabar com os Divergentes.
E por causa dela a história foi toda mudada para ter somente o nome do livro. Triste isso!
Tris e Quatro agora são fugitivos de Jeanine. Juntos com eles, estão Caleb e Peter, ambos "traidores".
Neste filme, já mostra melhor as outras facções, como Franqueza, Amizade (principalmente) e Erudição. E nisso eles se saíram bem, foram bem produzidos e estavam bem bonitos.
Enquanto estava procurando outras críticas para ver o que o pessoal tinha achado, li alguns falarem da ótima atuação da Octavia Spencer e da Naomi Watts. Não acho que elas foram ruins em suas representações, mas pelo tão pouco que ambas apareceram (principalmente a Octavia), não acho que foram tão melhores que os outros.
Já é diferente do caso da Kate Winslet, que foi brilhante e não minimizou sua carreira... Só acrescentou.
E os outros atores? O Theo James como Quatro/Tobias estava ótimo - e lindo! Ele já tinha ido bem no primeiro e com um pouco mais de experiência a seu favor, ele conseguiu interpretar direitinho. Já a Shailene como Tris ainda não conseguiu mostrar sua habilidade em tirar a personagem do papel para as telas. Falta aquele "Tris revoltada" que vemos nos livros. No filme até parece que ela é super bobinha e etc. Falta mais! Um ator que eu achei interessante de citar foi o Miles Teller (Peter)... Achei ótima a sua interpretação. Ele conseguiu usar o humor a seu favor. Nos momentos de mais tensão, ele ia lá e fazia alguma piadinha, mas sem estragar o momento.
Conseguindo igualar tudo.
Vamos ao que achei que faltou considerando história como um todo.
No filme parece que o namoro do Quatro com a Tris é tudo perfeito, que ele aceita todas as escolhas dela. Não! No livro eles vivem brigando, tanto que cada um vai para um lado num certo momento.
Outro ponto foi a mãe do Quatro. Não tinha nada a ver com a Evelyn dos livros. No filme ela fica super bem com a Tris e não tem quase nenhum problema com seu filho. Cadê toda aquela raiva e revolta?
Já finalizando: aquele final foi difícil de aturar. Com o que os produtores fizeram, não sei mais como eles vão continuar com a história de Convergente, não tem como.
E por último, o que foi aquele suposto 3D? Mais uma vez ele aparece somente para tirar mais do nosso dinheiro. Mas já que vão tirar mesmo, porque o filme NÃO foi produzido em 2D, então que fizessem direito...
Percebe-se que a única palavra que resume esse filme, infelizmente é: NÃO!
Agora é ver a próxima tragédia que será Convergente - Parte 1...

Até a próxima e bom filme (se conseguir).
Carol!