Menu

domingo, 30 de abril de 2017

TAG Livros e Chocolate


Mês de Páscoa é mês de TAG relacionando duas coisas que amamos: livros e chocolate! Tiramos ela do blog "Lendo e Escrevendo", em que responderam duas TAGs, mas gostamos só da segunda e é ela que iremos fazer. Esperamos que gostem!

Chocolate Meio-Amargo
Um livro que cobre um tópico obscuro

Carol: "A Garota da Capa Vermelha", Sarah Blakley, Ed. ID
Cláu: "Escuridão Total Sem Estrelas", Stephen King, Ed. Suma de Letras

terça-feira, 25 de abril de 2017

Restos Mortais - Resenha


"Quando a gente está passando por uma coisa assim, não sabe direito o que está fazendo, mesmo achando que sabe, ela insistiu. E ninguém pode entender realmente o que está havendo, a não ser que tenha sofrido o mesmo. A gente se sente isolada. Vai aos lugares e todos a evitam, sentem medo de trocar olhares e conversar, pois não sabem o que dizer. As pessoas, então, murmuram entre si: 'Está vendo aquela ali? A irmã foi assassinada pelo estrangulador'. Ou então: 'Aquela é Pat Harvey. A filha foi uma das vítimas do maníaco'. A gente se sente como se estivesse vivendo numa caverna. Sente medo de ficar sozinha, medo de estar com os outros, medo de acordar, medo de ir dormir por saber o quanto é horrível acordar pela manhã. Corre feito louca, para ficar exausta. Em retrospecto, vejo que as coisas que fiz desde a morte de Henna foram meio loucas".

Mais um livro da Patricia Cornwell para a conta.
"Restos Mortais", da Editora Paralela, foi mais uma daquelas deliciosas leituras policiais de virar a noite. Eu, particularmente, gosto muito de literatura policial, e de quebra, gosto demais da escrita da Patricia. 
Esse é o terceiro volume da série Scarpetta - tem resenhas dos dois primeiros aqui e aqui - e sempre me surpreendo com seus finais.
Em "Restos Mortais", a história começa quando um casal de namorados, Fred e Deborah, somem em Richmon, Virgínia, sem deixar vestígios. Tudo indica que eles partilharão o destino de outros tantos jovens casais desaparecidos: serão encontrados meses depois, em estado de putrefação no meio do mato.
Com sua frieza profissional, Kay Scarpetta entrará na cena do crime e não deixará passar nenhum detalhe, indo a fundo em cada evidência descoberta.
A coleção Scarpetta pode ser lido fora de sua sequência, que não influência a leitura.
Recomendo para quem gosta de um bom livro policial.

Cláu Trigo

sábado, 22 de abril de 2017

Um Convite Para "A Convidada" - Resenha/Desafio


"Há dez anos que desistira, agora era tarde para recomeçar. Afastou a cortina e, na obscuridade dos bastidores, acendeu um cigarro. Ali pelo menos poderia descansar um pouco. Agora era muito tarde; nunca seria uma mulher que dominasse exatamente todos os movimentos dos corpos. O que poderia adquirir hoje não seria interessante: pequenos ornatos, enfeites, nada  de essencial. Era isso o que significava ter trinta anos; era uma mulher feita. Seria para todo o sempre uma mulher que não sabe dançar, uma mulher que só teve um amor na vida, uma mulher que nunca desceu, de canoa, os cânions do Colorado, nem atravessou a pé os planaltos do Tibete. Esses trinta anos não constituíam apenas um passado que arrastara todo esse tempo. Depositaram-se em volta dela, dentro dela, eram o seu presente, o seu futuro, a substância de que era feita. Nenhum heroísmo, nenhum absurdo, poderiam alterar essa situação. Evidentemente tinha muito tempo, antes de morrer, para aprender russo, ler Dante, visitar Bugres e Constantinopla".

Eu acredito que Simone de Beauvoir dispensa apresentações, principalmente em dias que nós, do "sexo frágil", lutamos tão bravamente em busca de mais respeito, mais dignidade, mais direitos. Acho Simone uma mulher muito à frente de seu tempo, corajosa, engajada. Muitos a consideram a maior pensadora mulher dos últimos tempos.
"A Convidada", Editora Círculo do Livro, é seu primeiro romance, publicado em 1943. Nele, é narrado os conflitos de uma mulher de trinta anos, que funciona como um alter ego da autora. O livro trata  de questões de filosofia existencialista, o amor em diversos ângulos, o ciúme. Aborda também questões humanas como a decepção, a raiva, frustração, individualidade. 
Esta obra é baseada no relacionamento de Simone com o filósofo e escritor Jean-Paul Sartre. 
A história é narrada nos meses que antecedem a Segunda Guerra Mundial e descreve a Paris daquela época, com a vibrante boêmia e personagens como intelectuais, artistas e escritores. Nos famosos cafés, são discutidos os conflitos humanos e existencialistas.
Considerada uma das sua melhores obras, "A Convidada" enfoca o triângulo amoroso entre Françoise e Pierre Labrousse com a jovem misteriosa Xavière, que chega em Paris e fascina ambos. O relacionamento serve para questionar o modelo burguês de casal e de família, assim como explorar os dilemas existencialistas da liberdade, da ação e da responsabilidade individual. 
Apesar de ser uma história que acontece na década de 40, as experiências humanas continuam atuais e presentes em nossa sociedade. No caráter histórico, a autora consegue como ninguém, descrever a sociedade boêmia da época de forma absoluta. 
Pode ser que no começo nos sentimos um pouco entediados e perdidos com os longos diálogos, mas a história vai criando seu rosto, seu próprio ritmo, e nos envolve de uma forma que nos imaginamos nos Cafés Parisienses, sentados em suas mesas nas madrugadas, com grandes intelectuais da época.
Recomendo demais!


"Se constatarmos que as mulheres de nossos dias confessam cada vez mais seus desejos e falam entre si sobre os homens, se repararmos enfim que cada vez mais elas tomam a iniciativa, tanto para iniciar como para romper uma relação, então eu não creio que seja realmente importante a diferença que pode haver entre um homem e uma mulher quando se relacionam".
(Simone de Beauvoir)

Cláu Trigo

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Resenha - Persuasão


"- Deveria ter percebido a diferença - respondeu Anne. - Não deveria ter suspeitado de mim agora; a situação é tão diferente, e minha idade tão diferente. Se antes errei, deixando-me levar pela persuasão, lembre-se de que foi pela persuasão exercida em nome da segurança, não do risco. Quando cedi, pensei ceder ao dever, mas nenhum dever poderia agora ser invocado. Casando-me com um homem que me fosse indiferente, todos os riscos seriam corridos, e todos os deveres violados".

Meu primeiro livro de Jane Austen, "Persuasão", da L&PM Pocket foi uma experiência boa. Não sei ainda dizer se Austen vai conseguir com seus outros livros, me conquistar, como Emily Brontë me conquistou, mas pretendo ainda esse ano colocar mais um livro seu em minha lista.
Há tempos estava querendo descobrir todo esse fascínio que muitos leitores tinham por essa grande escritora, e me aventurei a começar com seu último livro publicado. "Persuasão" foi concluído um ano antes de sua morte e publicado postumamente - em 1818. O romance contém fortes elementos autobiográficos, aborda o risco de se dar conselhos - e de segui-los.
Anne Elliot, a heroína de "Persuasão", é uma nem tão jovem solteira que, seguindo os conselhos de uma amiga, dispensara, sete anos atrás, o belo e valoroso (porém sem título nobre e sem terras) Frederick Wentworth. No entanto, o futuro sentimental e financeiro de Anne não é muito promissor, e quando o destino a coloca frente a frente com Frederick, agora um distinto capitão da Marinha Britânica, reflexões, conjecturas e arrependimentos são inevitáveis

terça-feira, 18 de abril de 2017

Necessário Conhecer: O Prisioneiro


"- É possível que os seus bravos fuzileiros acreditam sinceramente em que estão com a causa da justiça e da democracia. A lavagem de cérebro entre os comunistas é drástica, violenta, impiedosa. Mas a lavagem de cérebro nos países capitalistas tem sido suave, lenta e imperceptível. Começou há mais de um século e condicionou a maneira de pensar e sentir de suas populações, preparando-as até para coonestar o 'genocídio justificado', a aceitar as 'guerras santas'. Mata-se em nome de Deus, em nome da Pátria e em nome da Democracia, essa deusa de mil faces cuja fisionomia verdadeira ninguém nunca viu".

Que difícil falar de Erico Verissimo - é, disparado, meu autor preferido - mas, mais difícil é falar sobre esse livro. 
"O Prisioneiro", Editora Globo, é um livro triste, deprimente, realista, atual, verdadeiro. É aquele livro que quando terminamos, ficamos várias semanas pensando sobre ele, sobre o assunto, sobre a vida, sobre a nossa vida e de nossos semelhantes! Sobre valores, sobre futuro, passado e presente.
Um dia, em meados de 1967, Erico Verissimo leu numa revista a transcrição de um debate sobre os problemas que a China enfrentava, na época. Para ilustrar seu ponto de vista, um dos debatedores referiu-se ao caso de um oficial do exército francês que torturou um terrorista argelino para forçá-lo a confessar onde havia colocado uma bomba-relógio que explodiria dentro de algumas horas.
Fascinado pelos aspectos éticos e humanos do problema, Verissimo tomou-o como tema central de seu livro. Seria correto matarmos uma pessoa para salvar a vida de outras? Seria correto um ditador exilar e matar oponentes a seu regime, sob a alegação de estar protegendo o futuro da nação? Apesar de ter tomado por base a intervenção americana no Vietnã, o autor não quis prender seu romance a apenas um fato histórico e a duas nações. Sua intenção foi a de dar um caráter universal ao livro, questionando os absurdos da conduta humana e da brutalidade da guerra. 
Em nenhum momento no livro o autor dá nome aos bois. Não se cita nomes ou países, mas sabemos pelo curso da história, geografia, época que se trata da Guerra do Vietnã.
É um livro absolutamente atual, uma parábola moderna anti-guerra e anti-violência. 
Recomendo demais para quem gosta de Erico, e para quem precisa CONHECER Erico, um dos maiores escritores de nossa literatura!

Cláu Trigo

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Se Arrastando na Biblioteca de Almas


"Para alguns, poderia parecer insensível o modo como ela reprimia e afastava sua dor, mas eu já a conhecia bem o suficiente para entender. Ela tinha um coração do tamanho da França, e os poucos sortudos que eram amados por ele eram amados com cada centímetro quadrado. Porém, o tamanho de seu coração também o tornava algo perigoso. Se ela se permitisse sentir tudo, ficaria devastada. Por isso, tinha que domá-lo, silenciá-lo, calá-lo. Mandar as piores dores para uma ilha que estava rapidamente sendo ocupada por elas e na qual um dia iria viver".

Terceiro e último livro da série "O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares", a "Biblioteca de Almas", de Ransom Riggs foi perdendo o ritmo, para mim, e chegamos no último, meio sem conexão com a primeira história - que para mim, foi disparado, o melhor livro!
Me pareceu que o autor começou super bem - AMO o primeiro livro - desacelerou no segundo livro e se perdeu completamente, no último. Pelo menos, para mim, me pareceu uma encheção de linguiça sem fim. A história perdeu sem ritmo e, de quebra, seu encanto.
Depois de tanta aventura e descobertas, agora Jacob precisa resgatar os amigos peculiares e as ymbrynes da fortaleza dos acólitos. Junto com ele está Emma Bloom, uma menina capaz de produzir fogo com as mãos, e Addison MacHenry, um cão com faro especial para encontrar crianças perdidas.
Partindo da Londres dos dias atuais, o grupo vai percorrer as ruelas do labirinto do Recanto do Demônio, uma complexa fenda temporal que abriga todo tipo de vícios e perversões.
Confesso, com tristeza, que o volume dois e três da série não funcionou para mim.
Achei o primeiro ótimo, o segundo ok e esse último bem mediano, chato, fraco.
É uma pena, porque era uma série que tinha tudo para dar certo e que, no final, não funcionou legal, perdeu suas forças...

Cláu Trigo

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Uma Aventura no Mundo de Helena de Tróia


"O Destino de Helena como mulher espartana - segundo os que os autores da Antiguidade nos querem fazer crer - era passar de vítima de estupro a noiva-criança, amante infiel, concubina-troféu e, finalmente, esposa devotada. As fases de sua vida foram marcadas por características sexuais. Quase nenhuma atenção foi dada aos anos em que não houve algum tipo de encontro erótico inebriante. Não é coincidência que Helena desapareça da poesia de Homero tão logo deixa de ser perseguida por homens. A última vez em que a vemos na Odisséia, ela se dirige ao leito com Menelau no palácio de Esparta, quando o casal real regressa de Tróia. Homero não se interessa por ela depois que envelhece. Através das muitas reviravoltas de sua vida terrena, essa Helena da literatura encontra muitos homens e aprende a tratar, até bem mais, com as manifestações - e as consequências - da urgência carnal".

"Helena de Tróia",  de Bettany Hughes, Ediotra Record é um grande livro - literalmente - para quem gosta de mitologia e história grega. Me demorei um pouco no começo, pois acaba sendo muita informação para se arquivar e você precisa ir se situando na história, mas depois a leitura cria ritmo e se desenrola bem.
Acabamos sendo apresentada não só à um momento enigmático da história, que foi a Guerra de Tróia, mas também à uma cultura desde sempre, machista, preconceituosa e violenta. Descobrimos que, desde sempre, a mulher é vista apenas como um corpo, um ser inferior que está aqui para satisfazer seus 'donos'. Helena é, antes de um ser mitológico, uma mulher de fibra e inteligente.
E toda essa fascinação não é por menos.
Durante o livro, um estudo pra lá de detalhado, vamos encontrando alguns personagens intrigantes e outros questionáveis da mitologia grega, conhecendo a constituição do mapa geográfico da época, é muito legal.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Vermelho Como o Sangue


"Era uma vez, no ápice do inverno, enquanto flocos de neve caíam como penas do céu, uma rainha que costurava junto à janela, cujo caixilho fora feito com a escura madeira de ébano.
Enquanto ela costurava, contemplando a neve, a agulha picou seu dedo, fazendo despontar três gotas de sangue, que caíram sobre a neve. Ao ver a beleza do vermelho sobre o branco, ela pensou consigo mesma: "Quisera eu ter uma criança branca como a neve, vermelha como o sangue e negra como a madeira do caixilho desta janela"."

Vou ser sincera, comprei muito esse livro por causa da capa - que eu acho linda! Em seguida, a sinopse também ajudou. Mas o principal foi a capa.
"Vermelho Como o Sangue", da finlandesa Salla Simukka, Editora Novo Conceito, vai trazer uma releitura da Branca de Neve nos dias atuais. Esse fato é bem interessante e como não costumo ler muito livros desse estilo, fiquei bem animada pelo o que podia encontrar.
Lumikki Andersson é uma garota de 17 anos, que vive sozinha, longe de seus pais e que é bem independente. Estudando em uma escola conceituada de arte, ela prefere não chamar atenção e ficar meio que "invisível" para o resto das pessoas. Num dia em que ela só queria ficar sozinha, se envolve em um caso de cédulas sujas de sangue. À partir daí, Lumikki é arrastada para um mundo de policiais corruptos, traficantes perigosos e colegas insuportáveis - pessoas, essas, que eram as últimas que ela queria se juntar.

domingo, 9 de abril de 2017

Sorteio Livro da Páscoa (Autografado!)


Coelhinho da Páscoa, o que traz para mim... Um livro autografado para as noites de frio.
Para a Páscoa desse ano, um sortudo vai ganhar o livro "A Namorada do Meu Amigo" autografado pela Graciela Mayrink, especialmente para os nossos leitores. Vocês terão 20 dias para participarem e quero ver muita gente concorrendo, heim! Vamos convidar todos os amiguinhos para participarem, até porque é livro nacional que está sendo sorteado.

a Rafflecopter giveaway

Regras:

1) Ter residência no Brasil;
2) Ao visitar as páginas do Facebook, é necessário curtir elas também! Não vale só visitar;
3)O livro será enviado 1 semana após o término do sorteio;
4) O sorteado tem até 48 horas (2 dias) para nos responder com o seu endereço. Caso contrário, sortearemos outra pessoa;
5) Não serão aceitos perfis falsos!

É muito fácil participar! Então convidem todo mundo e que o mais sortudo leve o livro!
Boa a sorte para todos!

sábado, 8 de abril de 2017

Lançamentos da Editora Draco


Novamente, esse ano, renovamos a nossa parceria com a Editora Draco!!!! E, para começarmos bem essa parceria, trazemos os lançamento da editora. A maioria são e-books e alguns quadrinhos. 'Bora' lá ver o que tem de bom.


"Conto fantástico de Melissa de Sá, autora de “O Silêncio do Mundo”. Num continente oprimido por um governo autoritário, a adolescente Lícia tenta entender o mundo à sua volta ouvindo CDs antigos e procurando músicas e fotos nos restos da banida Internet."

Preço: gratuito
Páginas: 13


sexta-feira, 7 de abril de 2017

O Estranho Caso de Casper Ville


Em fevereiro, o e-book que eu sorteei para ler foi o conto "O Estranho Caso de Casper Ville", do brasileiro Everaldo Rodrigues. Porém, a inteligente aqui só foi descobrir que ele faz parte de um outro livro do autor, "Passeio Noturno" quando estava fazendo a pesquisa para começar essa resenha.
A história do conto começa quando um homem volta à sua antiga cidade natal por causa da morte de um familiar. Tudo o que ele não queria era voltar a ver aquelas pessoas e quanto mais ele tenta voltar para a sua família, mais difícil é ir embora. A situação fica mais assombrada quando começam a acontecer vários casos de combustão humana espontânea.
É nesse ínterim que dois homens, parentes que há anos não se viam e cujas diferenças ainda tornam a convivência difícil, se unirão para enfrentar o horror que pouco a pouco enlouquece o vilarejo.
Esse é um conto muito bem escrito, de 128 páginas, que consegue nos surpreender a cada página. O final é muito bom e as questões em volta das combustões humanas é muito bem explicada. Ele consegue dar aquele 'medinho' no leitor, nos deixar apreensivo.
O começo é um pouco devagar, mas quando o protagonista começa a desconfiar de algumas coisas, a leitura fica mais dinâmica.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Cidade dos Etéreos


"Enquanto eu caminhava até a beira da água, tentei me ver pelos olhos dos meus novos amigos - ou pelo menos da forma como eles queriam me enxergar: não como Jacob, o garoto que uma vez quebrou o tornozelo correndo atrás de um carrinho de sorvete ou que, a contragosto, por insistência do pai, tentou entrar para a equipe de atletismo da escola (e fracassou três vezes), e sim como o Jacob inspetor de sombras, interprete milagroso de sensações ruins no estômago, vidente matador de monstros reais e verdadeiros, além de tudo o mais que pudesse ameaçar a vida de nosso alegre bando de peculiares."

Segundo livro da série "O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares", "Cidade dos Etéreos", de Ransom Riggs, Editora Intrínseca, não fez jus ao primeiro livro.
Achei o livro apenas ok, a história não teve a mesma dinâmica e o mesmo ritmo que o primeiro. Me pareceu que o autor não sabia muito bem o que fazer com tanto conteúdo e criou situações que poderiam ser dispensáveis. 
Estava esperando que a aventura das crianças peculiares fosse me empolgar igual ou mais do que foi a leitura do primeiro livro, mas não! Achei a história bem normal, muito menos do que esperava, mas...
Na segunda história, depois de conhecer um fascinante mundo novo na misteriosa ilha em que a srta. Peregrine dirigia um lar para crianças peculiares, Jacob Portman se vê em fuga com seus novos amigos à caminho de Londres, a cidade onde os peculiares se concentram, na esperança de encontrar uma cura para a diretora do Orfanato e reunir, novamente, todas as crianças.
No caminho, muitas outras aventuras vão acontecendo, mas o desenrolar de toda jornada é fraca e não convence.
Vamos aguardar a minha próxima leitura para ver se no terceiro o autor consiga reunir, novamente, a dinâmica e fascinante história do primeiro volume. 
Veremos!

Cláu Trigo

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Orgulho e Preconceito

Orgulho e Preconceito

"Você me interpreta mal, minha querida. Tenho o mais alto respeito pelos seus nervos. Eles são meus velhos amigos. Ouço-a mencioná-los com consideração pelo menos nos últimos vinte anos."

Já estou vendo eu sendo xingada por não ter gostado de um clássico aclamado por todos. Mas é a vida, e às vezes acontece de nem sempre gostarmos de uma histórias que todos amam. E, nesse caso, o livro em questão é "Orgulho e Preconceito", da Jane Austen, Editora Landmark.
Essa edição está muito boa e tenho um bom texto de início falando um pouco da autora, do livro e da importância dele para a época. Mesmo assim, não consegui gostar da história... Tive vários problemas com ela. Acho que todo mundo já conhece a história, mas irei fazer uma breve sinopse dela e depois digo o porque não gostei tanto.

"O romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casadas, o que Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo. Quando Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas. De fato, ele parece se interessar bastante por Jane, sua filha mais velha, logo no primeiro baile em que ele, as irmãs e o Sr. Darcy, seu amigo, comparecem. Enquanto Sr. Bingley é visto com bons olhos por todos, Sr. Darcy, por seu jeito frio, é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. A recíproca não é verdadeira. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy realmente se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. A partir daí o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, procurando apresentar também, desse modo, a sociedade do final do século XVIII." (Sinopse retirada do Skoob)

sábado, 1 de abril de 2017

TAG Você É Um Bom Leitor, Charlie Brown?


A TAG desse mês é "Você é Um Bom Leitor, Charlie Brown?". As perguntas são super engraçadas e diferentes. Vimos ela no canal da Ju Oliveto, "Livros e Bolinhos". Esperamos que gostem!

Que puxa! Um livro que você fracassou na leitura



Cláudia: Estou há anos tentando acabar "Mein Kampf", mas não tem cristo que ajude! Mas tenho fé, vou conseguir...
Carol: Esse é um livro que nem terminei e já sei que vou fracassar nele. Eita leitura lenta...