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domingo, 21 de maio de 2017

Eu Sou Malala - Resenha


"Nasci como filha orgulhosa do Paquistão, embora, como todos os swatis, pense em mim primeiro como swati, depois como pachtum e finalmente como paquistanesa."

Claro que antes de ler esse livro, antes já tinha ouvido muitos acontecimentos em volta da Malala e até vistos alguns vídeos dela falando (como por exemplo, uma na ONU - inclusive recomendo demais vocês assistirem! - cliquem aqui), mas não tinha conhecimento de tudo pelo qual ela passou.
Quando pensamos nela, lembramos rapidamente de quando ela tomou um tiro -  até porque para a grande maioria e para o mundo, ela ficou conhecida por causa disso. Mas ao ler "Eu Sou Malala", Editora Cia. das Letras, descobrimos que a vida dela é muito mais do que isso. Aliás, a própria Malala diz no livro que ela gostaria de ser lembrada por ser a menina que lutou pela educação e não que tomou um tiro do Talibã.
O livro vai mostrar desde a infância da Malala até quando o Talibã tomou controle do vale do Swat. Desde pequena ela já não entendia porque as meninas não podiam estudar com os meninos, porque elas não tinham o mesmo direito que eles e o porque milhões de crianças (meninas e meninos) não terem direito à educação.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Pelos Olhos de Maisie - Resenha


"Ela foi abandonada a seu destino. Estava claro para qualquer observador que único vínculo que a unia a cada um de seus pais era o fato lamentável de ser ela um veículo fácil para o rancor deles, uma xícara de porcelana, pequena mas funda, boa para misturar ácidos cortantes. Queriam-na não pelo bem que pudessem fazer a ela, mas pelo mal que, com a ajuda inconsciente dela, cada um poderia fazer ao outro. "

Eu queria não falar sobre esse livro. De verdade...
"Pelos Olhos de Maise" de Henry James, Editora Penguin, foi um desses livros que quero esquecer que um dia li. Além de ter consumido vinte dias do meu precioso mês - isso mesmo, vinte dias para um livro de um pouco mais de 400 páginas! - não acrescentou nada na minha vida. Livro chato, cansativo, monótono.
O autor "TENTA" relatar o drama familiar de uma criança - Maise - que se vê diante da separação de seus pais e passa a ser usada como instrumento de manipulação, um joguete na mão do casal que se odeia. Diante desse mundo novo, com dois lares prejudicados pela incerteza, pelo ódio, a garota acaba criando seu próprio mundo e sendo empurrada de um lado para outro. A história pode até parecer boa falando nessa perspectiva, mas acredite, não é.
O livro não funcionou para mim - é sonolento, chato e devagar. Não passa de um enredo inconclusivo. Para o autor, a menina não passa de um brinquedo dentro de uma situação curiosamente complicada na qual ele não consegue destrinchar. A gente não consegue criar empatia pela menina, os diálogos são vagos e pobres e não há conexão com o próximo capítulo. Ficamos esperando alguma conclusão nas próximas páginas mas isso nunca acontece.
Uma lamentável perda de tempo e dinheiro.
Não funcionou nadinha para mim. Um porre de leitura!

Cláu Trigo

sábado, 13 de maio de 2017

Olhos Azuis, Cabelos Pretos - Resenha


"- Não sei nada do que você. Não posso imaginar que sofra por causa do que digo. Não digo nada. Nunca falo a verdade. Não digo nada que faça sofrer. É depois, quando você sofre, que tenho medo do que disse".

"Não existe nada mais público que aquilo que é rigorosamente pessoal".
Essas palavras são da própria Marguerite Duras, e é sobre isso que ela escreve: assuntos rigorosamente pessoais.
"Olhos Azuis, Cabelos Pretos", Editora Círculo do Livro, é um daqueles livros poéticos sem ser blasé. Concebido em diálogos sombrios, tristes, profundos.
Já tinha lido antes "O Amantee é um dos meus livros favoritos da autora, e "Olhos Azuis, Cabelos Pretos" entrou na minha lista de favoritos também. Foi o último livro escrito pela autora (1986) e sua ficção é bastante influenciada pela técnica cinematográfica, tanto que algumas cenas descritas em seus livros fixam-se na memória como se tivessem sido vistas na tela.
Nessa história, Duras envolve os personagens - dois desconhecidos que se encontram todas as noites para aliviar suas solidões, mas sem envolvimento sexual - a longas conversas sobre a vida, o amor, a solidão, o medo.
Um livro curto - 97 páginas - que quando se acaba de ler entende-se que é preciso retornar a história novamente, a sensação é de que perdemos alguma coisa no caminho. Mas não... é apenas Marguerite Duras nos confrontando com nossos demônios.
Um livro paradoxo, cheio de simbolismos e total falta de sintaxe. Pesado, mas preciso recomenda-lo.

Cláudia Trigo

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O Resgate - Resenha


" - Nem tanto. Acho que depende de como você encara. Para mim... bem, isso apenas acrescenta uma riqueza que de outro modo não se teria. As pessoas vêm e vão. Elas entram e saem da sua vida, quase como personagens em um livro. Quando você finalmente o fecha, os personagens contaram suas histórias e você recomeça outro livro, cheio de novos personagens e aventuras. Então se vê concentrando-se nos novos, não nos do passado."

Todo mundo quando vai ler um livro do Nicholas Sparks, sabe mais ou menos o que vai encontrar. Uma história de amor que segue o mesmo manual de todos os seus outros livros, repleto de clichês e que provavelmente vai nos emocionar em algum momento (alguns mais, outros menos). Ah... E tem outra coisa: ele adora matar algum dos seus personagens. Na maioria do seus livros, alguém morre - seja principal, ou não - isso é uma certeza. Quem já leu algo dele, sabe que tudo isso é verdade.
Então, quando peguei "O Resgate", Editora Arqueiro, para ler, já fui preparada. Fazia algum tempo que não lia nada dele - e olhem que já li muitos livros dele (10 no total) e acho que foi num bom momento. Ler muito Nicholas Sparks em seguida faz perder um pouco dessa força que ele tem de nos atingir emocionalmente. Como fazia tempo que não lia nada dele, ele conseguiu me atingir mais forte.

domingo, 7 de maio de 2017

A Namorada do Meu Amigo - Resenha


"Beto, eleu éramos tão unidos que todos no bairro nos chamavam de Os Três Mosqueteiros. Onde um estava, o outro estava. E era sempre um por todos e todos por um, mas a chata da Juju vivia atrás da gente falando quera o D'Artagnan. Onde já se viu, D'Artagnan mulher?"

Pessoas, o que foi esse livro?
Eu, Cláudia Trigo, admito, sempre tenho um pouco de receio em livros YA (Jovens Adultos). Apesar de já ter lido alguns e gostado de poucos.
O livro "A Namorada do Meu Amigo". da Graciela Mayrink, Editora Novo Conceito, me surpreendeu de uma forma boa.
Sabe aquele livro que você não consegue tirar da cabeça? Então... foi isso.
O livro descreve com precisão, a vida de muitos jovens e seus dilemas diários. Perdidas em suas páginas, me vi diante de muitas situações semelhantes num passado distante. E quase morri de saudades, rs! Mentiraaaaa!
Voltando ao livro, Graciela conta pra gente a história de três amigos inseparáveis que quando entram na adolescência, dois deles - Beto e Cadu - se vêem apaixonados pela mesma garota - Juju. Só que tem um detalhe: Nem Beto nem Juju sabe desse segredo de Cadu. E aí é que a história ganha alma e graça. Muitas outras histórias e descobertas paralelas vão se juntando a história principal e vamos descobrindo com eles universos e situações engraçadas e inusitadas.
É mais uma história de amor? Sim, é! Mas quem não gosta de uma boa história de amor contada com humor e leveza de vez em quando?
A autora desenvolve com graciosidade, uma história que quase todo mundo já conhece, mas é sempre gostoso de ler que não somos os únicos a sofrer a dor do amor, e mais interessante, nos identificarmos em muitas situações vividas por seus personagens.
Um livro leve, poético, clichê, mas delicioso de ler.
Devorei em dois dias, e fiquei dias pensando nele.
Já tô pensando no próximo que lerei da autora.
Super recomendo para quem gosta de uma boa leitura...

Cláu Trigo