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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Nesse Frio, Boneco de Neve Para Aquecer


"- Por que elas vão? - perguntou o menino. - Essas pessoas que voltam?
Olhos iguais, pensou Harry. Perguntas iguais. As importantes.
- Por vários motivos - explicou Harry. - Algumas pessoas se perdem. E existem várias maneiras de se perder. E algumas pessoas simplesmente precisam de um tempo sozinhas e desaparecem para ter um pouco de paz."

Existem várias explicações para minhas noites de insônia, uma delas passou a responder pelo nome de Jo Nesbo.
Esse escritor de Oslo sabe como deixar minhas noites tensas e meu humor alterado.
Li o "Boneco de Neve" em duas noites, e devo  confessar que poderia ter sido em menos tempo se não precisasse me alimentar, tomar banho, ter - pelo menos - 4 horas de sono para poder manter meu humor aceitável.
Agora, pouco mais de uma semana que acabei de lê-lo, ainda não me desliguei por completo da história. Penso em algumas histórias como se vê um filme, e é justamente isso que poderia vir a ser "Boneco de Neve", um excelente filme de suspense, totalmente inusitado, estingante, nervoso.
É novembro na Noruega; a primeira neve do ano cai sobre a fria cidade de Oslo. O pequeno Jonas acorda no meio da noite e percebe que sua mãe não está em casa. Ele caminha pelos corredores silenciosos, até se deparar com pegadas molhadas na escada. No jardim, nota uma figura solitária: um boneco de neve sob a luz da lua, com os olhos negros voltados para a janela do quarto. Em torno do pescoço branco, um pano cor-de-rosa, a echarpe que o menino deu à mãe no Natal.
No dia seguinte, a polícia é acionada pelos vizinhos, e o inspetor Harry Hole é chamado. Embora seja comum que desaparecidos retornem justificando o sumiço com um motivo banal, ele suspeita haver alguma ligação entre o destino da mãe de Jonas e uma carta que recebeu assinada pelo autointitulado "Boneco de Neve". Enquanto avançam nas investigações, o inspetor e sua equipe se veem diante de vários casos similares não solucionados na última década: todas as vítimas são mulheres casadas e com filhos, sempre na primeira neve do ano.
Quando outra mulher desaparece e um macabro boneco de neve é encontrado próximo à floresta onde fica a casa dela, Harry conclui que, pela primeira vez, confronta um serial killer em seu próprio terreno. Porém esse é um assassino que cria suas próprias regras, capaz de quebrar o padrão apenas para manter o jogo interessante, enquanto atrai  o inspetor para uma trama complexa e mortal.
E como complexa é a história. E como cada detalhe é bem definido. Tudo é muito vivo, muito claro. Acabei me apaixonando pela segunda vez pelo detetive Harry Hole  - a primeira foi no "Garganta Vermelha" - e já sei que vou me encantar mais uma dezena de vezes. Acho que é o escritor que mais se aproximou de Stieg Larsson até hoje foi Jo Nesbo, o que me encanta,
Então #ficadica.
Até mais.

Cláu Trigo

domingo, 26 de julho de 2015

História BEM Morta - Hora Morta


" O céu estava escurecendo e grupos de pessoas voltavam em direção ao portão. Ela olhou para a portaria e viu uma placa que dizia: "Portões Fechados às 18h30". Embaixo, na parede de tijolos, alguém tinha escrito em grafite: Hora Morta."

Mais um livro que esperava muito e infelizmente não foi tudo isso... "Hora Morta", da autora inglesa Anne Cassidy, Editora Rocco.
Ano passado, quando a Rocco lançou o livro, eu fiquei simplesmente louca para lê-lo. Acabei demorando muito para compra-lo, pois estava absurdamente caro!!!
E agora, depois de tanto esforço e expectativa, o que dizer? Era um livro que tinha tudo para dar certo e acabou se auto-destruindo...
Depois do sumiço de seus pais, Rose nunca mais viu seu meio-irmão Josh. Após vários anos, eles se reencontram para tentar investigar o caso dos pais. Mas na  noite em que vão se encontrar, Rose testemunha um assassinato de um colega do colégio e sua vida vai mudar totalmente.
Rose mora com a avó, que até o desaparecimento de sua mãe, nem sabia que existia. Mas a relação delas não é a melhor e Anna (a avó) não gosta muito do reencontro dela com Josh.
Após ver a morte do colega, Rose e Josh começam a procurar por pistas do desaparecimento de anos atrás e do novo caso que não sai de sua cabeça, pois apesar de odiar o garoto que foi morto, Rose não consegue parar de pensar nisso.
Vamos ao que interessa, todos os pontos negativos do livro.
Rose é uma personagem extremamente chata, que toda hora está se contrariando e é muito irritante! Josh é um dos poucos personagens bons que salva o enredo, mesmo não sendo tudo isso, mas ele é mais "correto".
Anna é uma das personagens mais irritantes que já vi! Por ser de uma classe mais alta, alimenta um preconceito gigante à diversas coisas, principalmente em relação a policiais. E isso aumenta mais ainda quando sua filha, mãe de Rose, se torna uma policial, e pior, ainda se casa com um amigo de profissão. Outro problema com a filha foi ela ter saído muito cedo de casa, mudar de sobrenome, ter engravidado muito nova e vários outros motivos. E para sua infelicidade, Rose está indo pelo mesmo caminho.
No livro aparecem vários personagens bem bobos, como policiais que dão informações secretas do nada, alunos falsos e personagens que quase não aparecem.
O final foi o que salvou o livro e que livrou de dar apenas duas estrelinhas no Skoob...
"Hora Morta" faz parte da série The Murder Notebooks, que já tem o segundo livro lançado aqui no Brasil também pela Rocco, que é "A Morte de Rachel".
Tem também um conto lançado somente em e-book,  e que tá de graça, então menos mal. Já li! Ele fala do desaparecimento dos pais de Rose e Josh. É um conto bem rápido, li num dia, mas como o livro, fraco também!
Enfim, novamente decepcionada! Em poucas semanas, mais de uma vez...
Podia ter sido bem melhor.
Me digam se vocês já leram e se gostaram. Ficarei feliz de ver outros olhares!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Mais Um Nórdico Pra Conta! - Garganta Vermelha


"Não precisar falar disso, mas o fiz de qualquer maneira. Porque não posso permitir mentiras. Essa é, também, a razão pela qual estou escrevendo o livro. Preciso reviver o acontecido cada vez que o tema aparece, de forma explícita ou implícita. Para ficar totalmente seguro de que não vou esquece-lo. O dia que o fizer, a angústia terá ganhado a sua primeira batalha contra mim. Não sei por que é assim. É provável que um psiquiatra possa explicar."

"Garganta Vermelha", de Jo Nesbo, Editora Record, foi meu primeiro contato com o tão aclamado autor. Tenho cinco de seus livros - Garganta Vermelha, A Estrela do Diabo, A Casa da Dor, Boneco de Neve e Leopardo -, sendo que Garganta Vermelha é o único que está no meu KOBO.
Confesso que no começo tive muita dificuldade em me sintonizar com o autor: o livro trabalha muitas histórias paralelas, que no final se fundem, mas até lá fui tomando um chá de cansaço. Como não estava acostumada com o estilo Jo Nesbo de escrever, apanhei muito, e para piorar, estava lendo no KOBO, o que torna as coisa mais difíceis, já que não é tão fácil você voltar para tentar lembrar quem é aquela personagem. Aprendi a lição: leituras no KOBO merecem um caderno de anotações por perto, torna as coisas mais fáceis!
A história acontece no início da década de 1940, nas trincheiras de Leningrado, no Front Leste, quando uma unidade de soldados noruegueses luta por Hitler contra o avanço do bolchevismo na Rússia, por uma justa causa: uma Noruega livre. Provenientes de diversas camadas sociais, os militares não compartilham política nem motivação. O mais corajoso, Daniel Gudeson, é dado como morto, e seu corpo é deixado em uma vala comum. Dois anos depois, em um hospital militar de Viena, um soldado ferido afirma ser Daniel. O oficial acaba se apaixonando por Helena, uma jovem enfermeira. Quando ele é convocado para combater na Hungria, o casal planeja uma fuga.
1999/2000 - Após ferir acidentalmente um agente do serviço secreto durante a visita do presidente americano à Noruega, o fascinante detetive Harry Hole é transferido para a Polícia Secreta. Nesse novo cargo, ele tem a missão de investigar uma rede de tráfico de armas, provavelmente relacionada a um grupo de antigos e novos nazistas. Uma atribuição trivial, até que rumores sobre uma arma antiga e rara, que teria acabado de entrar no país e poderia cair em mãos perigosas, chamam sua atenção. Enquanto a neve toma as ruas de Oslo, entra em cena um assassino com um objetivo incomum. Quando um ex-soldado é encontrado morto com a garganta cortada, o inspetor e sua parceira Ellen se veem numa caça frenética. A pista levam Harry de volta à guerra, em uma investigação na qual ele tem muito a ganhar e tudo a perder.
Apesar da história ir e vir o tempo todo, o que torna a leitura complexa e difícil, valeu cada segundo das minhas noites mau dormidas... No começo, me arrastei um pouco, estava lendo mais dois outros livros paralelos, acabei todos e só ficou Garganta Vermelha, então resolvi dar uma atenção especial e me arriscar mais. Foi a melhor escolha. Do meio para a  frente o autor torna as coisas um pouco mais fáceis, e daí bastou duas noites e tudo se encaixou!
Foi uma experiência e tanto, mas valeu, e muito!!!
Estou lendo agora Boneco de Neve para meu desafio do mês, e em apenas uma noite li metade do livro, ou seja, amanhã já estará tudo acabado e eu já estou pensando no próximo livro do Jo Nesbo.
Uma excelente opção para quem gosta de perder noites de sono querendo encaixar o quebra-cabeça. Recomendo demais!!!

Cláudia Trigo

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Decepcionante! - Inveja


"Promessas haviam sido feitas... e quebradas. As coisas mudam. As pessoas nos decepcionam... Mesmo as mais próximas. As promessas, ela compreendera, são muito, muito difíceis de serem mantidas. "

Mais um livro com uma capa lindíssima, e que eu estava bem ansiosa para ler: "Inveja", de Gregg Olsen, Editora Benvirá.
Quando Katelyn Berkley é encontrada morta em sua banheira pela mãe durante o Natal, as irmãs gêmeas Taylor e Hayley Ryan são a primeira a duvidar das causas para ela ter se matado.
O único problema é que faz muito tempo que as gêmeas já não conversam mais com Kate. Por motivos que não sabemos no começo, elas nunca mais se falaram.
Todos diziam que já esperavam por algo parecido, devido ao histórico de depressão de Kate e seus conflitos familiares.
Enquanto os problemas com os pais de Kate só pioram, a cidade se "comove" com o acidente e, segundo a legista, as irmãs Ryan são as únicas atrás de respostas. Com a ajuda do pai, um escritor de livros policias, somado ao dom sobrenatural que têm, elas vão entrar à fundo na vida perturbadora de Katelyn.
Gostaria de ter gostado mais do livro. Por ser tratar de um assunto muito comum no nosso dia a dia: o cyberbullying, achei que poderia ter sido melhor. O autor tinha vários caminhos para tomar, mas acabou escolhendo o pior.
Os "poderes" das irmãs são meios que jogados no livro, os segredos da cidade e das famílias, quando descobertos, são bem fracos, sem muita importância para o enredo, o que acabou me desagradando, pois é um assunto sempre falado durante o desenrolar do livro.
Os personagens são bem fracos e o final não me agradou em nada. A explicação para todas as perguntas acabou sendo bem mediano, sem muita grandeza. Mas deu espaço para uma continuação.
Isso mesmo, depois de ter lido, quando estava pesquisando para fazer essa resenha, descobri que Inveja faz parte de uma trilogia, sendo o segundo já lançando nos EUA. Mas a Editora Benvirá ainda não deu sinal que irá lançar. Não sei se estou muito animada pro resto da trilogia, mas se for lançado aqui no Brasil irei ler, só para confirmar minhas opiniões. Ou não...
Enfim, achei um livro bem fraco, que me desapontou muito. Esperava muito mais.
Se vocês já leram, deixem seus comentários.

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

terça-feira, 14 de julho de 2015

Você É Um Gato Ou Um Rato? - Ratos



"Saber o que aconteceu depois me faz pensar em como a aparência e o comportamento delas em relação à mim mudaram na mesma época. Sempre me perguntei se existia alguma conexão. Nossa aparência afeta nossa personalidade? Ou é nossa personalidade que afeta nossa aparência? A pintura corporal para a guerra transforma um índio covarde em um guerreiro corajoso? Ou um guerreiro corajoso se pinta para mostrar sua crueldade? Um gato sempre parece um gato? Um rato sempre parece um gato?"

Ratos passam suas vidas escondidos, com medos de seus possíveis predadores. É assim que vivem Shelley e a mãe. Foram maltratadas a vida toda. Elas têm consciência disso, mas não sabem como reagir - são como ratos, estão sempre entocadas e coagidas. Vítima de um longo período de bullying que culminou em um violento atentado, Shelley não frequenta mais a escola. Esteve perto da morte, e as cicatrizes em seu rosto a lembram disso. Ainda se refazendo do ataque e se recuperando do humilhante divórcio dos pais, ela e a mãe se refugiam em um chalé afastado da cidade.
Confiantes de que o pesadelo acabou, elas enfim sentem-se confortáveis, entre livros, instrumentos musicais e canecas de chocolate quente junto à lareira. Na noite em que Shelley completa dezesseis anos, porém, um estranho interrompe a tranquilidade das duas, e um sentimento é despertado na menina. O que acontece em seguida instaura o caos em tudo o que pensam e sentem em relação a elas mesmas e ao mundo que sempre as castigou.
Até mesmo os ratos têm um limite.
É assim que começa a eletrizante narração de Gordon Reece, "Ratos", da Editora Intrínseca. O foco é batido - bullying -, mas a direção que toma a história é inimaginável. É incrível como a teoria de causa e efeito se aplica bem aqui.
Os rumos que nosso inconsciente dá as nossas vidas quando se sente atacado, violentado, agredido é impressionante.
Uma leitura fácil, uma história comovente, um enredo forte.
Recomendo!

Cláudia Trigo

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Perfeito! - Entre Outubros


"Esse tal de tempo só serve para nos envelhecer, nos amargar. Faz com que gerações se distanciem, se desconheçam. Torna o conhecido meramente estranho; e o estranho, nunca antes existido. Se você não o usa a seu favor... o jogo acabou. De repente você perdeu a oportunidade de aproveitar o melhor momento, a melhor oportunidade. Passou. Afinal, o tempo não faz uma pequena pausa para você arrumar sua vida. Não existem contestações contra ele."

Enfim vou poder falar desse livro que virou meu amorzinho! "Entre Outubros", de Rebecca Dellape, Editora Novo Século, é um livro perfeito do início ao fim e por vários motivos que serão falados aqui.
Primeiro, deixo citar essa capa simplesmente maravilhosa. Linda de morrer! Além de ser nacional, o que já está virando rotina aqui em casa.
Depois de conseguir fugir de um sequestro, Holly Armstrong, uma adolescente de 16 anos vê sua vida mudar totalmente. Ela, junto com a mãe, estão passando por uma crise financeira e ainda tem que se  mudarem de cidade, trabalho e colégio. Deixar tudo e todos a quem conhecem para tentarem reconstruir as suas vidas. Além de tentar dar volta por cima, Holly vai atrás de respostas sobre seu sequestro, encontrando pessoas nada convencionais, que mudarão seu olhar sobre o mundo, além de fazer coisas que em sua antiga vida nunca iria fazer...
A história vai se desenrolando de um jeito magnifico, e os personagens não podiam ser mais perfeito! A personalidade da Holly é uma coisa incrível, porque ela é forte na frente de todos, mas no fundo ela precisa de uma fortaleza que, infelizmente, não é a sua  mãe... Nesse momento aparece a personagem Rebecca, que ajuda ela e está em todos os momentos. E o que achei mais legal é que a Rebecca é a própria autora, o que só deixa melhor o livro.
E ainda digo, ela algumas vezes é mais forte e interessante do que a própria Holly. Acho que a alma do livro está nela! E o final.... é o melhor que podia. Era o que o livro precisava!
Digo uma coisa só: esse não é mais um livro clichê de adolescentes. E com certeza temos mais uma grande autora nesse meio em que tudo é criticado, mas pouco é sentido!
E para os fãs da autora e do livro - com eu já virei -, podem se animar, já vai ter o segundo, e tenho certeza que será tão bom quanto o primeiro!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Resenha - Mathilda Savitch


"Seis fios. Castanhos, mas, quando examino de perto, vejo que são quase vermelhos na parte mais perto da raiz. Como o cabelo de outra pessoa. Como outra pessoa dentro de mim, que está só começando a se contorcer para sair, feito uma planta brotando. Não assusta nem um pouco. Na verdade, tenho esperado por ela."

Esse foi um dos inúmeros livros que ouvi falar muito, fiquei meses para conseguir comprar (estava esgotado em vários sites), e não fazia ideia do que ia encontrar!
"Mathilda Savitch",  de Victor Lodato, Editora Intrínseca, é uma história complexa, repleta de oscilações, complicado de explicar!
Na verdade, depois de muitos comentários, uns MUITO bons, fui cheia de expectativas, mas... como sempre, quebrei a cara! O livro é bom, consiste na difícil aventura de viver, mas... poderia ser melhor... Melhor construído, melhor interrogado.
Acredito que  estou me tornando um ser exigente demais (como muitos aqui!), não me contento mais com pouco, o meu padrão de qualidade está exageradamente alto, e isso é um PROBLEMA! (Autores, me surpreendam!).
A história de Mathilda é a superação do medo. Ela encara o que a maioria das pessoas prefere nem mencionar: a perda da irmã mais velha. Seus pais são consumidos pelo luto e agem como "sonâmbulos". A missão de Mathilda é chocá-los e traze-los de volta à realidade. Sua estratégia? Ser malvada (Terapia de Choque).
Ela inicia uma investigação que expõe tudo o que a irmã possuía de mais secreto - e-mails, cadernos, qualquer coisa que sua determinação e astúcia consigam encontrar - no momento em que todos ao seu redor querem apenas esquecer a dor.
Sinceramente? Acho que o autor poderia me dar muito mais, mas isso é uma variável. Li pessoas dizendo os melhores comentários sobre o livro (por isso movi montanhas para comprá-lo!!). Lá trás, em outro momento, até poderia ter me surpreendido, hoje não!
História mediana, poderia ter tomado outros rumos...

Cláudia Trigo

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Filme - Na Natureza Selvagem

"Inúmeros são nossos desejos, poucas são nossas realizações." (por Eu Mesma!)

Filme "Na Natureza Selvagem", lançado em 2008 e só assistido hoje, 2015, o que dizer?...
Um filme para quem vive e tem "algo" à dizer, e não para aqueles que estão aqui de passagem, apenas para dizerem que "viveram"!
Direção de Sean Penn, o que já deveria bastar, só que não... Uma das melhor fotografias que já vi (e olha que já me apresentaram inúmeras durante a Faculdade!!) Trilha sonora do excepcional, lendário, Eddie Vedder...
O filme trata de nossos sonhos, nossos medos, nossos desafios "camuflados", realizações auto suficientes. É assim que as coisas são! Escondemos nossos medos, nossos sonhos com a desculpa de  que somos felizes, completos. É o velho fantasma assombrando a nossa coragem.
Até onde conseguimos seguir desafiando a nossa vida em troca de "realização"? Poucos tem a coragem, muitos tem a razão!!! Mas, o que é mais importante???
"Na Natureza Selvagem", trata exatamente desse fantasma. Não é um filme para ser "visto", mas para ser interpretado, e se você não tiver a poesia, o "olhar do estrangeiro" para esse momento, esquece! Você NÃO conseguirá sentir a grandeza, a beleza, os valores da vida!...
Genuíno, singular, ímpar!
Vale à pena o tempo dispensado. Confiram!

Clau Trigo

sábado, 4 de julho de 2015

Book Haul - Junho/2015


Este mês temos um livro da minha mãe e todos os outros são meu. Porque? Porque foi meu aniversário e estou muito feliz com meus presentes! Alguns fazia muito tempo que queria ler! Vou dividir com vocês minhas "alegrias"...

1. A Playlist de Hayden - Michelle Falkoff - Editora Novo Conceito
Recebemos da própria editora os primeiros capítulos e depois o livro. Já li e já fiz resenha aqui. Me mandaram um presente de aniversário sem nem saber, rsrs.
2. Para Sempre Alice - Lisa Genova - Nova Fronteira
Estava muito ansiosa para assistir o filme, mas como sempre, quero ler o livro antes... E como ouço as pessoas falando tão bem, é uma boa oportunidade de ler.
3. Fissura - Karin Slaughter - Editora Record
Já tinha lido o primeiro, "Tríptico", há muito anos atrás. E agora ganhei o segundo. Guardo ele com muito carinho, porque foi meu primeiro livro policial, e foi a partir dele que hoje adoro esse mundo cheio de suspeitas.
4. Caixa de Pássaros - Josh Malerman - Editora Intrínseca
Esse é um dos que mais tava querendo!!!! Quando foi lançado teve tanta gente falando tão BEM que estava bem ansiosa. Sem falar da sinopse...
5. A Desconstrução de Mara Dyer - Michelle Hodkin - Galera Record
Esse era o que eu mais queria! Estava doida por ele, já tinha lido uma parte na Livraria FNAC (FNAC, não fique brava, a minha mãe foi lá e comprou depois, rsrsrs!!). O único problema dele é que além de ser caro, estava quase impossível achar..
6. A Arma Escarlate - Renata Ventura - Novo Século
Vocês não fazem ideia de quanto tempo estava querendo ele. Quando ganhei ele, só faltou sair gritando pela casa, rsrs.
Estou até levando em conta passar ele na frente dos outros.
7. Silo - Hugh Howey - Editora Intrínseca
Lembro que vi ele a primeira vez na Bienal de São Paulo do ano passado. Peguei ele na mão, olhei, olhei e acabei não levando. Mas hoje vejo que foi uma idiotice, mas como minha mãe é perfeita, ela me deu também esse!!                                            
8. A Caça - Jussi Adler-Olsen - Editora Record
Ganhei esse da minha amiga Marina, e devo dizer: ela acertou em cheio. É o  meu gênero favorito, é de um autor dinamarquês (gosto muito da literatura nórdica!) e com uma capa maravilhosa! Precisa dizer mais?!
9. Entre Outubros - Rebecca Dellape - Novo Século
Esse veio da própria Rebecca Dellape, com marcador, dedicatória e tudo mais.
A capa é linda, a história empolgante e só posso dizer que é perfeito! Não é mais um romance juvenil clichê.
Logo, logo deve sair a resenha. Prometo!

10. Doces Sonhos - Munik Campos - Novo Século
Esse livro estava na minha lista desde o Natal do ano passado. E é mais um nacional pra minha lista.
11. Love - Stephen King - Editora Objetiva
Para a minha mãe não ficar triste de não ter nenhum livro esse mês, compramos esse num desses nossos "passeios" preferidos: Livraria Fnac!

Foram muitos livros, no total 11! Mas temos uma "desculpa": era meu aniversário. Agora vem o momento auge da história, quem vamos "assassinar" para conseguir o famigerado tempo para dar conta de nossa loucura? (rsrsrs). Não sei quem será a vitima, só sei que minhas noites, com certeza, perderam mais umas horinhas... Mas vocês devem concordar que é por uma causa para lá de justa, então vamos aos crimes, ops, aos livros!

Carol e Cláudia!