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domingo, 28 de agosto de 2016

Mágica? Só a Biblioteca de Bibbi Bokken! - Resenha/Desafio


"Mas vamos ao que interessa. Pensei muito sobre aquela ideia do livro de cartas e tenho que admitir que não acho essa ideia tão má. Escrever cartas num caderno e envia-lo de Oslo para Fjaerland e vice-versa vai ser, para mim, como se a gente enchesse um álbum com palavras em vez de fotos (he, he). Isso se tivermos alguma coisa para escrever, é claro. Essa é a questão. Estou começando a desconfiar que este outono não vai ser a época mais emocionante do ano, e imagino que em Fjaerland as coisas também não estejam muito agitadas. Ou será que descobriram ai na geleira de vocês algum misterioso homem das neves?"

Mais um desafio vencido. "A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken", do Jostein Gaarder, Editora Cia das Letras, foi mais um livro para a conta do autor norueguês.
O livro é fofo! Confesso que li recentemente "O Castelo nos Pirineus" e achei cansativo, arrastado. Esse não! É literatura infanto juvenil, mas nem por isso deixa de ser uma boa história.
Vejo pessoas passarem por aqui dizendo - "Ah, é literatura infanto juvenil, e eu não curto!!". 
Qual seu problema tupiniquim? Não é classificação que define a qualidade de um livro. No auge de meus 40 anos leio e me divirto com qualquer história, desde que está seja bem escrita, bem contada, me acrescente algo sem subtrair o que me resta! 
E essa foi mais uma para a conta! Um livro realmente mágico, que se você tiver um "pingo" de imaginação, vai viajar com ele. Sem nunca se esquecer que é um livro juvenil, então deve ser tratado como tal!!!
Os livros contam muitas histórias - mas você sabia que eles têm uma história própria? O primeiro livro foi inventado há mais de quinhentos anos. Foi para contar a história desse objeto tão especial que Jostein Gaarder e Klaus Hagerup decidiram escrever um. E, como não poderia deixar de ser, contam também uma outra história, muito divertida: a de Nils e sua prima Berit, que vivem em cidades diferentes da Noruega e decidem iniciar uma correspondência que caba virando um livro.
Os dois passaram as férias juntos, na cidadezinha de interior onde ela vive, mas Nils precisa voltar para a capital, Oslo, para o reinício das aulas. No caminho, porém, ele decide comprar um caderno desses com capa dura e até chave, para escrever um diário e se corresponder com Berit: assim, os dois poderão se manter em contato também durante o ano escolar, escrevendo um ao outro nesse "livro de cartas" que viaja pelo correio de lá para cá e de cá para lá.
É justamente aí que começa o mistério. Ao comprar o caderno, Nils topa com uma mulher muito esquisita, que estranhamente se oferece para ajudar a pagar a conta. Por acaso, ela mora na mesma cidadezinha de Berit, e a menina, ouvindo o caso contado pelo primo resolve investigá-lo. Assim principia a correspondência um tanto secreta entre os dois. Quem seria essa tal Bibbi? E que história era aquela, sobre o dono de um sebo em Roma que coleciona livros ainda não escritos?
Em "A Biblioteca Mágica de Bibbi Boken", o grande herói é o livro e sua história, seu processo de produção e catalogação nas bibliotecas.
E é assim que os dois autores celebram esse objeto "mágico", que mudou a história da humanidade e também a vida de muita gente como você: o bok.
Bok? Bom, talvez seja uma palavra norueguesa...

"Se fantasia e mentira são a mesma coisa, os escritores são mentirosos de carteirinha. Quero dizer, eles vivem disso e as pessoas compram suas histórias mentirosas de livre e espontânea vontade. Elas até entram em clubes de 

Divirtam-se!!!
Cláu Trigo

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Os Talismãs de Camelot


"Thomas Button cresceu e desenvolveu uma habilidade especial: a incrível capacidade de causar problemas por onde passava. Apesar de seus argumentos alegando inocência, acabava não fazendo muita diferença, pois as confusões vinham ao seu encalço. Como seu avô acostumou-se a dizer, "se há problemas, tem um dedo de Thomas Button"."

A resenha de hoje é muito especial, pois é o primeiro livro de parceria a ser resenhado. E não podia começar melhor!
"Os Talismãs de Camelot", primeiro livro da série "O Último Druida", do Guilherme Viana, é um livro super gostoso de ler, leve e rápido, e com umas pitadas de humor na medida certa.
Nosso personagem principal é Thomas Button, um garoto de 12 anos que vive entrando em brigas com os valentões de sua escola por causa de seu senso forte de justiça. E isso vai seguir o personagem o livro todo e vai ser muito importante para a narrativa. 
Os problemas começam a aparecer quando seu vô adotivo morre e deixa o menino sozinho. No dia seguinte ao falecimento, o menino recebe uma visita inesperada: na sua janela aparece Jackdaw, um corvo que fala e pensa como uma pessoa. E segundo Jackdaw, Thomas é um druida, um sacerdote da natureza, e que seu verdadeiro lar é a Ilha de Avalon - que por incrível que pareça, existe até hoje! O garoto viaja para lá e descobre que todas as lendas em volta do Rei Arthur, Camelot e Merlin são reais. Porém, uma profecia terrível circula sobre a ilha: essa profecia condena o mundo a uma guerra e um druida maligno chamado Sebastian Floyd pretende ganhar essa batalha. E ele quer que Thomas seja o primeiro a morrer!
O livro é muito rápido - tanto que li ele em uma semana, e quando eu leio um livro para o Kindle, normalmente demoro mais que isso! Thomas é um personagem que tem coragem de sobra, mas que em Avalon, isso não vai servir para muita coisa.
Como adoro mitologia, logo fiquei muito interessada em ler esse livro, e posso dizer que o autor constrói muito bem esse mundo e a mitologia celta (que eu ainda não tinha lido nada a respeito). Dá para perceber que o autor pesquisou bastante para passar as informações.
Mas lembrem-se que é um livro escrito para um público juvenil, então, para quem gostou de Percy Jackson e os livros do Rick Riordan, vai adorar esse. E eu fico muito feliz de saber que temos livros tão bons mostrando esses mundos fantásticos e mitológicos.
A literatura não só vive de livros estrangeiros!
Uma ótima recomendação para quem gosta do assunto.
Uma coisa que me chamou a atenção foi um detalhe pequeno, mas que toda vez que um autor faz isso, eu gosto de citar. Em um certo momento do livro, quando o narrador está apresentando os líderes dos clãs, um deles chama Sierra D'Arc, que segundo os druidas, é filha de uma importante figura do nosso mundo. Seria Joana D'Arc? Se for, a ideia foi genial! Esse ano, li "O Alienado", que também fazia essa brincadeira, e eu adorei!
A capa está linda e faz muito sentido com a história.
O livro, ainda não tem editora, então foi publicado direto na Amazon pelo Guilherme. E isso, algumas vezes pode ser um problema, principalmente em relação à revisão, mas aqui isso não acontece. Vi um ou outro errinho de gramática e concordância, mas nada que complique ou impeça a leitura. Isso é outro ponto positivo para o autor, porque imagino o trabalho que dá fazer tudo sozinho, e está bem melhor que muito livro de editora grande, que pagamos 40 reais para um trabalho mal feito!
Por fim, só quero dizer que não sei quando vai ser lançado o próximo livro, nem quantos vão ser, mas o final me deixou bastante curiosa para ler o próximo!
Espero que seja em breve, pois sou muito ansiosa, rsrs.
Recomendadíssimo!
"Para Thomas, era um excesso de informações. Claro que era uma ideia fascinante, mas não era nada simples. Sair de sua casa com um corvo falante não estava nos seus planos."
Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Os Homens Que Não Amavam As Mulheres - Resenha/Desafio


"- Tive numerosos inimigos ao longo dos anos e aprendi uma coisa: não aceitar o combate quando é certo que se vai perder. Em compensação, jamais dê folga a quem o demoliu. Seja paciente e responda quando estiver em posição de força, mesmo que não haja mais necessidade de responder."

Enfim, eu li o primeiro livro da série "Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres", do sueco Stieg Larsson, Editora Cia das Letras. E já estava na hora de voltar as leituras boas. Já estava cansada de só ler livros ruins.
Depois de muito ouvir falar desse livro, decidi no começo do ano colocar ele no meu desafio. E li ele muito rápido - para um livro de 520 páginas.
Se eu gostei? Adorei!
O começo foi meio devagar, mas a partir da metade da história, eu não consegui mais largar o livro.
Para quem não sabe sobre o que se trata o livro, a história se passa em volta de dois personagens: Mikael, jornalista da revista sueca Millennium e Lisbeth Salander, uma hacker que tem uma personalidade muito forte, algo para mim pouco visto nos livros.
Depois de Mikael ser condenado por difamação contra o financista Wennerström - Henrik Vanger, o velho patriarca de uma das maiores indústrias suecas, contrata Mikael para uma investigar um caso que ocorreu em 1966, com sua sobrinha Harriet Vanger, que sumiu sem deixar vestígios. Desde de então, Henrik recebe um flor emoldurada, o mesmo presente que Harriet lhe dava até desaparecer. O problema é que Henrik está convencido de que sua sobrinha foi assassinada - e por alguém da família Vanger!
Henrik promete proteção à Millennium e provas contra Wennerström. Com a ajuda de Lisbeth, Mikael vai descobrir que não será tão fácil essa investigação, pois várias pessoas da família não concordam com essa invasão à história dos Vangers.
A narrativa demora um pouco para engrenar, até porque o autor é bem descritivo nos detalhes, então ficamos bastante tempo lendo sobre como está sendo a vida de Mikael após ser condenado; também somos apresentados à Lisbeth e sua vida bem difícil, conhecemos as pessoas da família Vanger. Mas depois vai que é uma beleza! Da metade para o final, praticamente li em dois dias.
Os personagens são muito bem construídos. Mikael é um homem muito mulherengo, mas muito inteligente! Para mim só foi um pouco estranho imaginar ele, porque apesar de ainda não ter assistindo nenhuma das duas produções cinematográficas, eu penso nele como o Daniel Craig (ator que fez o filme americano), só que em nenhum momento o autor dá a entender que o personagem é bonito. Está mais para o ator que faz ele no filme sueco....
Em relação a Lisbeth, eu só consigo pensar numa palavra para descrever ela: FODA! Ela tem uma personalidade muito forte, não tá nem aí para o que pensam dela, faz o que bem entende na hora que quer, é uma ótima hacker, entre tantas outras características importantes. Mas o que ela sofre nesse primeiro livro não dá para contar. Para mim, que por enquanto só li um dos livros, considero ela uma das melhores personagens femininas da literatura. E isso não é pouco!
O caso, como sempre em livros policiais, me pegou totalmente desprevenida. Nunca que eu iria pensar na reviravolta que acontece. Para quem acompanha o blog a mais tempo, deve saber que apesar do gênero policial ser o meu preferido, na hora de decifrar eu nunca adivinho. E ainda nos deixa com uma vontade imensa de ler logo o segundo.
Para quem gosta de livros policiais, vai amar esse! Mas também acredito que vai conquistar mesmo aqueles que não são fãs desse gênero. Tenho certeza que vocês vão ler muito rápido. Só saibam que em alguns momentos a narrativa é bem pesada! Tem umas duas cenas que me fez sentir bem mal. Porém isso não diminui a história, pelo contrário, só soma.
Agora estou muito ansiosa para saber como vai ser os próximos livros - e também pensar se lerei o quarto que não foi escrito pelo autor... Também quero muito assistir os filme.
Se vocês gostarem e quiserem, vamos trazer um post falando das diferenças do primeiro longa americano e sueco, dizendo se as continuações são boas e qual vale mais a pena.
Comentem ai embaixo se vocês querem um post sobre isso, que talvez a gente traga. Dentro desse assunto, estamos já planejando uma coluna entre livros x filmes. Acho que irá agradar vocês!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Um Livro Repugnante!


"Vinte milhões. E Kate estava pensando sobre a casa que alugou na Guatemala, onde passou o período mais feliz da sua vida e que, naquela época, tinha menos que mil dólares e seu nome. Dinheiro fazia as coisas ficarem mais fáceis, mas não necessariamente melhores. Muitas pessoas não concordavam com esse ponto de vista, mas para Kate isso era uma realidade."

Um livro que eu esperava um coisa, e descobri que fui totalmente enganada...
Lembro que eu me interessei demais por esse livro "Estremecer" de Peter Leonard, Editora Novo Século, muito por causa dessa capa linda! Sim, sou dessas...
E lendo a sinopse, achei que seria um livro de suspense. Mas não! É um livro policial meia boca, que utiliza de centenas de frases machistas e horríveis. E isso me irritou demais!
Temos como protagonista Kate McCall, que acabou de perder o marido num acidente trágico envolvendo seu filho, Luke. Enquanto Kate tem que lidar com a culpa que persegue seu filho, tem que enfrentar a volta de seu primeiro amor, Jack, um ex-presidiário, que reaparece em companhia de alguns antigos "companheiros".
Desde o começo do livro, achava que a história iria se passar em volta da morte do marido de Kate. A morte dele foi meio vaga e fraca e o tempo todo estava esperando uma reviravolta em relação a isso. Mas não, esse caso não terá muita importância no decorrer da narração. A questão será com Kate e seu ex-namorado, que trará vários problemas para a sua vida.
Mas o maior problema que vi no livro nem foi seu desenrolar fraco. Foi a construção dos personagens e a necessidade do autor de sempre colocar uma situação romântica/sexual quando aparece uma personagem feminina - que quase sempre é a Kate. E isso é muito irritante!
Em algumas partes de muita tensão, em que a ação estava acontecendo, os personagens paravam o que estavam fazendo para pensar/falar o quanto queriam ficar com tal pessoa. Ou o quão gostosa ela era. Sério! É horrível!
A Kate não é uma personagem muito chata. O começo é até muito bom! Ela relembrando o passado e momentos bem pesados que ela passou quando era mais jovem. Pelo menos ela não se rebaixa aos personagens masculinos. Para mim, ela é a única coerente dentro do livro.
Enfim, foi um livro que me decepcionou demais! Esperava outra coisa por causa da sinopse, que dá a entender uma história diferente. Pelo menos, a capa é lindíssima!
Quem acompanha o blog deve ter percebido que a grande maioria das minhas últimas leitura eu me decepcionei bastante, e fiquei bastante irritada com elas. A questão é que saímos de uma leitura ótima, para cair em cada armadilha que fica meio difícil de engolir. E talvez eu esteja criando muitas expectativas... Mas tenho esperança que os próximos livros serão melhores. Prometo!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Young Adult Mais Poético Que Já Li!!!


"- O que falei sobre salvar as pessoas não é verdade. Você pode achar que quer ser salva por outra pessoa, ou que quer muito salvar alguém. Mas ninguém pode salvar ninguém, não de verdade. Não de si mesmo. Você pega no sono no pé da montanha, e o lobo desce. E você espera ser acordada por alguém. O espera que alguém o espante. Ou atire nele. Mas, quando você se dá conta de que o lobo está dentro de você, é quando entende. Não pode fugir dele. E ninguém que ama você consegue matar o lobo, porque ele faz parte de você. As pessoas veem seu rosto nele. E não vão atirar."

Esse é só amor! "Cartas de Amor aos Mortos", de Ava Dellaira, Editora Seguinte, virou meu livro "fofo". 
Literatura Young Adult, é adequadamente escrito de forma delicada, abrangendo um universo tão abstrato como a morte. Ele é absolutamente recomendado para todas as idades!
Já passou a fazer parte dos meus livros favoritos no Skoob e lembro dele o tempo todo, por sua sutileza, por sua delicadeza, por sua poesia.
Laurel é uma adolescente prestes a começar o ensino médio, mas decidiu mudar de escola para se afastar de todos que sabiam o que tinha acontecido. Ela não suportaria os olhares de pena e as perguntas que não conseguiria responder. Afinal, nem ela entendia o que havia ocorrido com May, sua irmã mais velha.
May sempre fora a estrela da família e cativava todos à sua volta. Laurel a admirava muito, sonhava em ser livre como ela e desejava fazer parte de seu mundo. Então, por que ela se foi?
Incapaz de encarar a situação, sua mãe viajou para a Califórnia sem previsão de retorno. Por isso, Laurel passou a alternar as semanas entre a casa do pai, vazia exceto pelos ecos das palavras não ditas, e a casa da tia Amy, uma mulher religiosa que se preocupava em garantir que a garota aceitasse Jesus no coração e não tivesse o mesmo destino trágico da irmã.
Até que a professora de inglês passa uma tarefa nada usual: escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel começa escrevendo para Kurt Cobain, o cantor favorito de May. A experiência parece lhe fazer bem, e então ela escreve para Judy Garland, Elizabeth Bishop, River Phoenix, Amelia Earhart... Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky.
O livro abrange a fase mais difícil de um ser humano que é a passagem da infância para a adolescência, e como se não bastasse a carga de responsabilidade que, de repente, somos "obrigados" a assumir, Laurel ainda teve que encarar inúmeros outros problemas, como a perda da irmã, que era sua melhor amiga e protetora, a separação dos pais, e a mudança da mãe para longe - essa que deveria ser seu porto forte, também não aguentou a perda e isolou-se do mundo, abandonando-a. 
O livro é muito rico em detalhes, As conversas são apropriadas, são inteligentes sem serem "sérias" demais. Tudo muito adolescentes, as festas, as conversas, as descobertas, mas também com muitas pitadas de responsabilidade e consciência.
Não percam tempo, se não leram, correm para viajar nessa viagem incrível de Laurel e suas cartas.

Cláu Trigo

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Muito Prazer, Lisa Gardner!



"A noite também era hora dos velhos terrores e de novos medos. Um vasto repertório subconsciente com todo tipo de maldade que já havia sofrido. Alguns acordam chorando. Alguns acordam gritando. E outros acordam prontos para entrar em combate. Lutar ou fugir. Nem todos nasceram para fugir."

Livro bem gorducho, 480 páginas, "Viva Para Contar", de Lisa Gardner, Editora Novo Conceito, foi devorado em apenas quatro dias.
Não conhecia nada da autora, apesar de ter mais um livro dela na estante "Sangue na Neve", - que é um problema na minha vida, mas falo sobre isso outra hora -, e ambos estarem estacionados há anos, esta semana "Viva Para Contar" desencantou, e foi uma grande estréia.
O livro conta três histórias paralelas, mas que vão se encaixando durante a narrativa e se encaixam perfeitamente no final.
Em uma noite quente de verão, em um bairro de classe média de Boston, um crime inimaginável foi cometido: quatro membros de uma mesma família foram brutalmente assassinados. O pai - e possível suspeito - agora está internado na UTI de um hospital, entre a vida e a morte. Ninguém sabe se foi um caso de assassinato seguido por tentativa de suicídio, ou algo muito pior, e bem distante de ser descoberto. D. D. Warren, investigadora veterana do departamento de polícia, tem certeza de uma coisa: há mais elementos neste caso do que indica o exame preliminar.
Danielle Burton é uma sobrevivente, uma enfermeira dedicada cujo propósito na vida é ajudar crianças internadas na ala psiquiátrica de um hospital. Mas ela é ainda assombrada por uma tragédia familiar que destruiu sua vida no passado.
Victoria Oliver, uma dedicada mãe de família, tem dificuldades para lembrar exatamente o que é uma vida normal. Mas fará qualquer coisa para garantir que seu filho consiga ter uma infância tranquila.
A vida dessas três mulheres se desdobra e se conectam de maneiras inesperadas.
Adorei a escrita de Lisa, que flui muito bem e nos prende do começo ao fim.
A história é bem elaborada e quando acaba, deixa aquele gosto de quero mais em nós.
Recomendo!

Cláu Trigo!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Viagem de Louco: Dias Perfeitos


"Lógico, ele não faria nada daquilo. Não era um assassino. Não era um monstro. Quando criança, passava noites sem dormir, as mãos tremulas diante dos olhos, tentando desvendar os próprios pensamentos. Sentia-se um monstro. Não gostava de ninguém, não nutria nenhum afeto para sentir saudades: simplesmente vivia. Pessoas apareciam e ele era obrigado a conviver com elas. Pior: era obrigado a gostar delas, mostrar afeto. Não importava sua indiferença desde que a encenação parecesse legítima, o que tornava tudo mais fácil."

Que doido esse livro! 
"Dias Perfeitos" do Raphael Montes, Editora Companhia das Letras, é absurdamente doido... No meio do livro tive um insight e pensei: "se for o que eu tô pensando, vou matar o Raphael pessoalmente, porque isso vai dar merda", e continuei. E realmente, as coisas não caminharam como eu imaginei, e TUDO deu certo no final, rsrsrs.
Falando sério agora, Raphael já mostrou a que veio, cada livro é uma surpresa. Meu queridinho ainda continua sendo "Suicidas", mas esse valeu minhas horas de dedicação, porque sim, é leitura de um dia só, porque não dá para parar.
O livro conta a história de Téo, um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se uma roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências.
Obcecado por Clarice, Téo se aproxima da moça de forma doentia e então nossa aventura começa. 
O livro é alucinante. Você ora compreende Téo, ora detesta. Ama Clarice, logo em seguida quer matá-la. É doido os sentimentos.
Gostei demais do livro.
Recomendo.

Cláu Trigo