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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O Duque e Eu - Primeiro Desafio 2017


"Assim, duas horas depois, ele havia sido apresentado a todas as moças solteiras do bairro, a todas as mães de moças solteiras do baile e, é claro, a todas as irmãs mais velhas casadas de moças solteiras do baile. Não conseguiu decidir qual grupo de mulheres era o pior. As primeiras eram definitivamente entendiantes, suas mães,irritantemente ambiciosas, e as irmãs... bem, as irmãs eram tão atiradas que Simon começou a se perguntar se havia entrado num bordel e não em um baile."

O meu primeiro livro do nosso desafio desse ano, meu primeiro livro da Julia Quinn; "O Duque e Eu", da Editora Arqueiro, foi um livro que escolhi cheia de desconfianças, sem ter muita certeza se estava fazendo a coisa certa.
Devo confessar: na suas devidas proporções, foi um livro bem gostoso de ler. Claro que é um livro de época, mas escrito por uma autora atual, então a linguagem é outra, muitos detalhes ali sabemos que não ia rolar na época, mas são coisa sutis - e que deixam o livro com um ar mais leve!

sábado, 28 de janeiro de 2017

TAG Um Olhar de Estrangeiro


Sempre gostamos de responder TAGs, pois além de serem divertidas, ainda conseguimos indicar vários livros que adoramos, e que algumas vezes são poucos comentados. Então, decidimos criar um TAG nossa - até porque já estava na hora - e dividirmos com aqueles que, como nós, amam livros e apoiam a diversidade!! Por um mundo com mais 'inclusão' literária, rsrsrs.

Um olhar frio (um livro de autor(a) nórdico)


Cláudia: Dificilmente vocês encontrarão qualquer indicação de livros meu que a trilogia "Millennium" não esteja. Amo os livros e indico para todos que encontro no meu caminho. Inevitável.
Carol: Essa talvez seja a nossa categoria favorita e não podia ficar fora Jo Nesbo... Por enquanto, só li dois livros dele - e que já acho perfeitos-, mas com certeza, "Boneco de Neve" é o melhor deles.

sábado, 21 de janeiro de 2017

O Hobbit - Resenha/Desafio


"Numa toca no chão viva um hobbit. Não uma toca desagradável, suja e úmida, cheia de restos de minhocas e com cheiro de lodo; tampouco uma toca seca, vazia e arenosa, sem nada em que sentar ou o que comer: era a toca de um hobbit, e isso quer dizer conforto."

Enfim, chegamos em 2017, e com tudo! 
Novamente esse ano, fizemos o desafio dos escritores, e em Janeiro o escolhido foi o "Mestre da Fantasia", J. R. R. Tolkien!
Eu ADORO o filme "O Senhor dos Anéis", e como gosto bastante de fantasia, sempre tive vontade de ler os livros. Mas achei bom começar pelo começo, que é "O Hobbit", Editora Martins Fontes - até porque a trilogia é meio grandinha, rsrs.
Quando comecei a ler ele, fiquei com um pouco de medo de me enrolar nele, pois tinha ouvido muita gente falando que a escrita do Tolkien era um pouco difícil, que ele era muito descritivo e tudo o mais. E ainda tinha começado ele já meio atrasada, pois me enrolei toda na leitura de "Orgulho e Preconceito"

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Eu Mato! - Resenha Atrasada/Desafio


" - Há muito tempo, muita gente tenta entender por que os dinossauros sextinguiram, por que os animais que dominavam o mundo desapareceram assim, de repente. Talvez a explicação mais válida entre todas as possíveis seja também a mais simples. Talvez tenham morrido porquenlouqueceram, todos eles. Exatamente como nós. É isso que nós somo, nada mais do que pequenos dinossauros. E, mais cedo ou mais tarde, nossa loucura será a causa de nossa ruína."

Me desculpem, mas essa resenha está MUITO atrasada! No entanto, o importante é a resenha sair.
O último livro policial lido do ano foi "Eu Mato", do italiano Giorgio Faletti Editora Intrínseca.
Foi um livro bom, mas eu esperava mais. Depois de ter lido Jo Nesbo, Chelsea Cain, Tess Gerritsen e John Verdon, começa a ficar difícil gostar de histórias mais simples.
No thriller, um assassinato ocorre no Principado de Mônaco, local que tem uma das melhores seguranças de todos os países. Dois corpos são encontrados, sem a pele do rosto, com a frase "Eu mato" escrita com sangue na parede. O assassino fica conhecido como 'Ninguém' e como todo serial killer, ele tem uma característica nas suas mortes muito peculiar (além, é claro, da frase): antes de cada assassinato, ele liga para a rádio de Monte Carlo e dá uma dica em formato de música, sobre quem será a sua próxima vítima. E para resolver esse caso, são chamados o detetive Hulot e o agente do FBI, Frank Ottobre (que inclusive é o personagem principal).
O assassino é interessante e bem inteligente. E o final relacionado à ele é muito bom - nunca acertaria quem ele era. Porém, os outros personagens em vários momentos tem atitudes que não fazem muito sentido com a personalidade deles próprios. O Frank, em um momento, acaba ficando com uma mulher e que estava no meio do caso de algum jeito - e ainda torna-se o amor da vida dele de uma hora para outra. Sério, quando li esse capítulo que fala sobre isso, fiquei alguns minutos tentando entender...
Os crimes são excelentes! No entanto, quando a polícia chega no assassino, parece tudo muito fácil. E as histórias paralelas são bem mornas.
No geral, foi um livro OK. Esperava bem mais dele. Perto de outros livros policias, esse (na minha visão) tem vários erros de construção de enredo. Mas é interessante vocês lerem e depois me vir aqui me falar o que acharam. Não foi um livro ruim, só não foi tudo o que eu esperava.

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

domingo, 15 de janeiro de 2017

Um, Dois e Já - Projeto "Um Livro Por Dia" #7


"Meu irmão baixa o vidro da janela dele e um vento entra com um som estridente, e fico com vontade de chorar. Esse som é algo realmente triste. Imito a lamúria do vento falando desse jeito agudo, mas baixinho. Minha irmã menor me pergunta por que estou falando assim e digo que sou uma bruxa que passeia feito uma alma penada procurando os seus filhos, os feiticeiros da baía dos Ossos. Ela me diz: há, como se o que eu disse fosse muito normal e corriqueiro. Passo por cima da minha irmã, incomodando e pisando nela, para chegar na janela. Já devíamos ter trocado quatro quilômetros atrás e eu esqueci."

 Feliz. Muito feliz! Último livro do projeto "Um Livro Por Dia", foi um desafio e tanto, mas nós conseguimos...
"Um, Dois e Já", da uruguaia Inés Bortagaray, Editora CosacNaify, fechou com chave de ouro nosso Desafio!
Foi um livro simples de ler, muito interessante e poético.
O livro é narrado por uma criança que está fazendo uma viagem de férias, de carro, com os pais e mais três irmãos. No livro não fica claro de onde vem e para onde vão. Não se sabe suas idade e nem seus nomes. O que temos são apenas relatos de uma menina, filha do meio, que vai nos contando os encantos que vê pela janela do carro, as conversas, as horas de sonos, as paradas para comer, ir ao banheiro e esticar o corpo.
Numa explicação mais profunda de Vitor Ramil, na contracapa do livro, descobrimos que a história se passa no Uruguai, na época da ditadura. A família viaja de Salto para La Paloma a bordo de um Renault 12. Nada disso é mencionado na narrativa. O tempo transcorrido na estrada é abarcado pelo tempo da menina-narradora, destemida em sua imaginação.
O grande lance da história é a troca, a cada duzentos quilômetros, entre os irmãos, para ficarem na janela. Esse é um acordo que os pais firmaram para que as brigas cessassem. E durante a longa viagem a garota vai nos contando o que vê, as suas lembranças, o que ouve no rádio do carro, as brincadeiras para as horas passarem mais rapidamente. É muito emocionante. Quem tem irmãos e já fez essas viagens em família sabe da aventura que é sair de casa.
Eu, particularmente, gostei demais do livro. É simples, é rápido, é emocionante.
E fica aqui mais um livro recomendado.
E assim como minha última leitura foi emocionante e cheia de poesia, assim também foi nossa semana de "Um Livro Por Dia".
Descobrimos autores, histórias, tivemos releituras que foram tão boas quanto a primeira vez e também leituras de algumas horas que se arrastaram o dia todo.
Estamos bem contentes com mais essa semana vencida. Fazemos isso por nós, porque nos trás uma felicidade enorme.
A função de um livro, antes de ser mais um história, ou 'apenas' uma história, é conteúdo! Muitos acreditam que não, é apenas diversão, mas, um dica: qualquer diversão que se preze vai deixar algum pontinho, mesmo que minúsculo e imperceptível, em nossas vidas. Seja para o bem ou para o mal, seja para nos lembrarmos com afeto, seja para comentarmos que odiamos. Se não te tem conteúdo, não se monta uma história!
E as suas experiências ruins, com certeza, são o livro da 'vida' de outra pessoa. É tudo questão de "Olhar".
Obrigada por essa viagem, aos que nos acompanharam fica aqui nossa gratidão.

FIM

Cláu Trigo

sábado, 14 de janeiro de 2017

O Diário Roubado - Projeto "Um Livro Por Dia" #6


"Ponho a minha mão sobre a dela. Ela não recusa o gesto.
Opressivo silêncio cai sobre nós. Ninguém consegue encarar ninguém.
Acho que todos pensam a mesma coisa, exceto, talvez, meu irmãozinho. Ficamos sentidas por ver que o homem da casa não está à altura de seu papel: proteger-nos, estar conosco na hora do perigo. Mas ele só quer saber do lado fácil da vida em família, deixa as responsabilidades para mamãe, que, em geral, se sai muito bem. É ela a força da casa, mas é a do homem que necessitamos."

Penúltima leitura do desafio "Um Livro Por Dia",da Régine Deforges, Editora BestBolso. Não conhecia a autora, mas, que grata surpresa!
Régine Deforges é a primeira mulher a comandar uma editora na França e, durante anos, foi censurada por publicar uma literatura "ofensiva". A pressão de grupos conservadores levou Deforges a fechar a empresa. A autora consagrou-se ao lançar a série iniciada com o livro "A Bicicleta Azul", em 1981. 
"O Diário Roubado" foi adaptado para o cinema em 1993, dirigido pela francesa Christine Lipinska. Apesar de ser um livro de 1974, o livro é tão atual que me deixa intrigada. A sociedade não mudou quase nada de lá para cá. Continuamos os mesmos recalcados de sempre. Nos auto intitulamos de "moderninhos", "liberais", "bacanas", só que não!
Vejo os problemas de hoje os mesmo de 40/50 anos, só que hoje estão mais rotulados, mascarados.
Régine escancara para seu leitor a realidade de duas garotas adolescentes que se apaixonam e resolvem, juntas, descobrirem as primeiras experiências sexuais. Só que há um problema no meio do caminho: a jovem Léone compartilha de seus sentimentos e de sua sexualidade com um diário, e este acaba sendo roubado.
Numa sociedade laica, moralista e machista, essas anotações acabam sendo uma aberração e é exposto na comunidade em que as meninas moram.
Desde o primeiro instante do livro ela é posta em cheque, seus sentimentos são ridicularizados e ela precisa conviver com uma sociedade que a diminui, humilha e exclui.
Só que nem só de conflitos segue o livro. A protagonista é forte, decidida e enfrenta tudo e todos com magistral atitude e com uma poesia que só uma mulher apaixonada poderia sentir e descrever.
Acho que nosso desafio deu muito certo. Muitos autores legais passaram por aqui. Muitas histórias ficarão guardadas no coração e na memória!
Boa leitura!!

Cláu Trigo

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O Amante - Projeto "Um Livro Por Dia" #5


"Quinze anos e meio. O corpo é magro, quase mirrado, seios ainda infantis, maquilada de rosa pálido e vermelho. E depois essa roupa que poderia provocar risos e da qual ninguém ri. Vejo que já está tudo ali. Está tudo ali, e nada ainda começou, vejo nos olhos, tudo já está nos olhos. Quero escrever. Já disse para minha mãe: o que quero é isso, escrever. Nenhuma resposta na primeira vez. E depois ela pergunta: escrever o quê? Digo livros, romances. Ela diz com dureza: depois do concurso para o magistério em matemática, se quiser pode escrever, não vai mais me dizer respeito. Ela é contra, não é digno, não é trabalho, é uma piada - e me dirá mais tarde: uma ideia de criança."

Mais um "grande" livro para nosso desafio "Um Livro Por Dia".
Agora vou em grande estilo. "O Amante" da francesa Marguerite Duras, Editora Cosac Naify foi uma releitura agradável. Já tinha lido ele há muitos e muitos anos atrás, e tinha gostado. E dessa vez não foi diferente.
Um livro rápido sem ser simples.Uma leitura que vale a pena.
É considerado o livro mais autobiográfico da autora. Ela narra com muita poesia os episódios da sua adolescência, sua iniciação sexual aos quinze anos e meio com um chinês rico de Saigon, e a ligação que os uniria por três anos. Na história, estão presentes a mãe, sua desgraça financeira e moral, o irmão mais velho, drogado e cruel, o irmão mais novo, frágil e oprimido, e ela, uma jovem estudante do Liceu Francês de Saigon, brutalmente amadurecida e desencantada.
Embora desenvolva uma trama perfeitamente compreensível, o romance tem uma estrutura complexa. É composta por fragmentos de suas memórias. E, desfragmentar essa história é como folhear um álbum de fotografias, e tentar colocar legendas nele, como diz Leyla Perrone-Moisés, no posfácio do livro.
A história toca do início ao fim. É poético sem ser piegas. É realista, mas com muitos sonhos sobrepostos. É comovente sem ser frágil. É forte, tenso, envolvente.
Aí está uma autora que recomendo. Acho que todos deveriam descobrir Marguerite Duras. E pode ser num só dia...
Fica a dica!

Cláu Trigo

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A Letra Escarlate - Projeto "Um Livro Por Dia" #4


"O seu sofrimento não seria mais profundo se as folhas das árvores cochichassem entre si a negra história, se a brisa do estio a murmurasse, se as ventanias do inferno a brandassem! Outra tortura: encontrar o olhar de uns olhos novos. Quando os estrangeiros fitavam, curiosos, a letra escarlate - e nenhum deixou jamais de fazê-lo - era como se agravassem outra vez na sua alma. Tanto que, na maioria dos casos, ela dificilmente conseguia evitar o gesto de cobrir o símbolo com a palma da mão."

Mais um livro do desafio "Um Livro Por Dia", dessa vez resolvi juntar dois desafios em uma resenha só. Além da leitura do clássico "A Letra Escarlate",de Nathaniel Wawthorne, da Editora Martin Claret, também resolvi logo em seguida do término da leitura, assistir aos dois filmes adaptados - o americano e o alemão. O outro projeto que tínhamos em mente de fazer era comparar a literatura com a 7ª arte. E confesso: foi uma grande maratona.
Vamos então primeiramente ao livro. Difícil, bem difícil de ler. Um livro de 1850 que conta uma história ocorrida no final do século XVII. Em vários momentos precisei parar para refletir, tomar uma água, respirar e me concentrar, de novo! Mas acho que valeu a experiência. É um livro de poucas páginas, mas lotado de palavras difíceis e muita, muita descrição de pessoas, locais, fatos.
Como um todo, a história é boa porque mostra uma realidade que hoje desconhecemos, mas que para a época era vista como normal, principalmente numa América recém colonizada por ingleses e praticamente toda puritana, onde religião e política se confundiam e se misturavam. O poder ali aplicado era de igual para igual.
Temos no livro a história de Hester Prynne, uma jovem inglesa que é posta em liberdade 3 meses após dar a luz uma criança fruto de um relacionamento proibido. Sobre o peito do vestido, marcada em pano escarlate, aparece a letra "A".
Hester é uma mulher casada que vem para a América antes do marido para se alojar enquanto o mesmo fica de viajar depois de resolver alguns assuntos pendentes na Inglaterra. Meses depois sua chegada Hester engravida e se recusa veementemente a revelar o nome do pai dessa criança.
Numa sociedade extremamente puritana, ela é afastada dos colonos e vista como uma prostituta indigna de merecer qualquer gesto, compreensão, afeto ou qualquer sinal de aproximação de algum membro daquela comunidade.
Os anos vão passando nessa terminante tortura, o autor vai trazendo aos seus leitores a degradação de uma sociedade extremamente moralista, a luta entre o amor puritano da religião e a religião pagã do amor. Mas o livro não é só um retrato da Nova Inglaterra: é um retrato do próprio Hawthorne, homem com uma alma de pagão num corpo de puritano. Há um pouco do autor em todas as personagens do livro: na severidade dos juízes que puniram Hester pelo seu pecado, e na mesma Hester Prynne que usava o símbolo de sua dor como uma consagração sobre a roupagem do seu amor.
No livro Hawthorne mostra duas espécies de pecado: o do amor contra as convenções e os das convenções contra o amor. E, dos dois, o último é para o autor o menos perdoável.
Agora falando dos filmes, tive duas experiências opostas!
No filme americano do mesmo nome, de 1995, com Demi Moore e Gary Oldman (lindíssimo, diga-se de passagem!), direção de Roland Joffé, é tudo o que vocês possam imaginar, menos uma adaptação do livro. Esqueçam o que vocês leram se querem gostar do filme. O diretor só aproveitou o nome do livro e dos personagens, mais a localização e época. Do resto, meus amigos, deixem pra lá. Não há similaridade entre filme e livro. Não consigo nem enxergar como uma releitura. É apenas um filme que utilizou detalhes do livro. E acaba nisso. O final? Também é o jeito americano de acabar com tudo que é bom...
O filme alemão - tão parado quanto o livro! -, é de 1973, e tem no elenco Senta Berger, Hans Christian Blech e Lou Castel, e tem a direção de Win Wenders. Esse já é uma outra história. Tirando alguns detalhes modificados - que fazem parte de qualquer adaptação - o filme faz jus ao livro. É uma ótima releitura, com muito mérito ao diretor que se atento à vários detalhes importantes do livro e que passou com singela delicadeza para a telona.
Não há necessidade de me pronunciar aqui qual dos dois eu recomendo, não é mesmo?...
Fica aqui a dica então...
"A Letra Escarlate", um livro difícil, mas que deve ser lido. E sim, apesar de tudo, dá para ler em um dia. São poucas páginas - cerca de 225 - mas no formato pocket. E se tiverem de férias, ainda dá para encaixar o filme. E, vamos que vamos, madrugada à dentro!
Mais uma dica de um livro por dia, mais um clássico para a lista!
Divirtam-se.

Cláu Trigo

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O Prazer de Ler - Projeto "Um Livro Por Dia" #3


"Lendo, somos cúmplices, coautores, temos a chance de criar, em nossa mente, aquilo que o autor tenta nos transmitir com palavras. Ler é, portanto, um exercício de liberdade quase tão amplo quando pensar. E é uma pena que nem todos nós sejamos capazes de fazer isso com prazer."

Esse é o terceiro livro do projeto "Um Livro por Dia", e por causa desse imenso amor que tenho pela literatura, escolhi um livro que fala exatamente dessa paixão.
Como teríamos que escolher alguns livros para esse projeto, achei uma boa escolha "O Prazer de Ler", da brasileira Heloisa Seixas, Editora Casa da Palavra.
Os três livros que escolhi são bem diferentes entre si, mas todos foram bem legais de se ler e, de uma forma ou outra, me ensinaram alguma coisa.
Aqui, a autora vai falar de tudo relacionado à literatura e aos livros. começando primeiramente pela diversão que é ler. 
Como ela cita logo no primeiro parágrafo: "Segundo o escritor Ruy Castro, ler é a segunda melhor coisa do mundo. A primeira, diz ele, é escrever...". Cita inclusive HP, pois ela diz  - e eu concordo -, qualquer livro é melhor que nenhum. 
Depois passa para o livro amado, que todos nós, leitores, temos.
Vai citar livros de terror e suspense - que por muitos são considerados literatura inferior, o que é uma grande besteira - e os livros de romance.
Fala das obras-primas que poucos leram, que seria os clássicos, e das crônicas que aqui no Brasil sempre tiveram muita força. Vários dos grandes escritores brasileiros, antes, foram cronistas, ou ainda são.
Os melhores capítulos são os que ela fala das livrarias, bibliotecas e sebos, separados em três capítulos excelentes!  
E por fim, vai falar dos livros que ela levaria para uma ilha deserta. No total, ela listou 68 títulos - só não sei como ela levaria tudo isso, rsrs -, divididos em literatura americana e inglesa, francesa, brasileira e portuguesa e outras - russas, espanholas, alemães, etc.
Esse é um ótimo livro para os fãs da literatura - e também um ótimo presente!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Sejamos Todos Feministas - Projeto "Um Livro Por Dia" #2


"Se repetimos uma coisa várias vezes, ela se torna normal. Se vemos uma coisa com frequência, ela se torna normal. Se só os meninos são escolhidas como monitores da classe, então em algum momento nós todos vamos achar, mesmo que inconscientemente, que só um menino pode ser o monitor da classe. Se só os homens ocupam cargos de chefia nas empresas, começamos a achar "normal" que esses cargos de chefia só sejam ocupados por homens."

Aqui está o segundo livro do projeto, e como dissemos no texto de apresentação, esse é mais um livro que fica fora do núcleo EUA - Inglaterra. Além de que "Sejamos Todos Feministas", da nigeriana Chimamanda Ngozi Adiche, Editora Cia da Letras, já estava na minha lista fazia um tempo.
Este pequeno livro  - 50 páginas -, na verdade, é uma versão modificada de uma palestra que ela deu em 2012 no TEDxEuston, uma conferência anual com foco na África.
Eu amei esse discurso, e acho que todo mundo deveria ler.
Quem é feminista, quem diz não ser, quem acha que é uma coisa totalmente diferente da realidade, e mesmo aqueles que chamam o movimento e as mulheres que fazem parte dele, de todos os adjetivo cruéis possíveis. Ele é essencial para mulheres e homens.
O problema com o movimento feminista é que, muitas vezes, as pessoas nem sabem o significado da palavra ou se enganam com mulheres que dizem ser, mas que passam uma mensagem totalmente errada. É claro que vai ter feministas radicais. Pra tudo, existe aquele radical que destrói tudo que um grupo de pessoas lutam. Mas não se pode levar essas pessoas como exemplo - neste caso o feminismo luta por tanta coisa importante para nós.
Feminismo no dicionário aparece como: "Sistema dos que preconizam a ampliação legal dos direitos civis e políticos da mulher ou a igualdade dos direitos dela aos do homem.". E é exatamente por isso que ele luta. Por direitos iguais para ambos os sexos. Inclusive a Chimamanda cita para a igualdade de gênero do que o próprio nome "feminismo" - porque é isso que ele é, uma luta por igualdade. Que as mulheres recebam o mesmo salário que o homem quando estiverem no mesmo cargo. Que as mulheres não tenham que chegar em casa e ainda ter que arrumar a casa sozinha.
Todas essas questões ela cita no discurso e de um jeito magnífico! Foi até difícil escolher qual frase iria começar a resenha, pois num livro de 50 páginas têm 6 marcações, mais até do que livros maiores. Se pudesse, colocava todas aqui, mas acho que não é isso que vocês querem, rsrs.
Então peço que tirem meia hora do dia para lerem isso. Tenho certeza que só vai somar na vida de todos.
"A cultura não faz as pessoas. As pessoas fazem a cultura. Se uma humanidade inteira de mulheres não faz parte da nossa cultura, então temos que mudar nossa cultura."
E depois disso, fiquei super curiosa para ler os outros livros dela. Tenho aqui em casa o "Hibisco Roxo", e podem acreditar, não sabia muito bem do que se tratava. Mas depois fui ler a sinopse e fiquei interessadíssima. Também vou ver de ir atrás do "Americanah".
Vamos trocar opiniões e ideias, mas sempre com respeito! ;)

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A Festa de Babette - Projeto "Um Livro Por Dia" #1


"Pobre?", disse Babette. Sorriu para si mesma ao ouvir isso. "Não, nunca vou ser pobre. Já lhes disse que sou uma grande artista. Uma grande artista, madames, nunca é pobre. Temos algo, madames, a respeito do qual as outras pessoas não fazem a menor ideia."

O primeiro livro do projeto "Um Livro Por Dia" será "A Festa de Babette" da dinamarquesa Karen Blixen (Ed. Cosac Naify).
Eu conheci a história por causa do filme de 1989 - que inclusive levou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar. Assisti já faz alguns anos, mas lembro que tinha gostado bastante. Apareceu até numa lista nossa de três anos atrás sobre "Viagem ao Mundo em Quinze Filmes".
Como teria que escolher três livros para ler em um dia, decidi colocar logo esse e ver se o conto era tão bom quanto o filme. E, posso afirmar sem dúvidas, de que é tão bonito e belo como o longa. Até melhor, como é na maioria das vezes, quando falamos de adaptações literárias.
A história vai se passar em volta de Babette, uma francesa que fugiu do seu país e vai parar na casa de duas puritanas norueguesas por recomendação de um amigo dela. Ela procura abrigo em troca de serviços domésticos de graça. Um dia, Babette acorda com sorte e recebe uma carta vinda da França, dizendo que ela ganhou um bilhete premiado da loteria. Como retribuição e agradecimento às irmãs, ela prepara um jantar para a comunidade local com os mais refinados ingredientes franceses em homenagem ao pai das suas anfitriãs. A partir desse banquete, grandes mudanças ocorrerão no pequeno vilarejo.
O conto é lindo, belo e simples. Dá facilmente para se ler num dia só e merece ser lido. Não sei se muitas pessoas conhecem ele ou a autora, mas tenho certeza que vão gostar.
Recomendo muito também o filme, que é uma ótima adaptação, com atuações impecáveis.

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

Projeto: Um Livro Por Dia.

Esse ano resolvemos tentar o desafio de um livro por dia durante uma semana.
É uma maneira boa de tirar alguns livros que estão "encalhados" há séculos na estante, e nos divertirmos um pouco fazendo o que a gente mais gosta - e mais sabe fazer - que é ler, ler, ler. Compulsivamente!
Ler...
Vocês irão perceber que nesse projeto, coincidentemente, teremos somente um livro americano, os demais são de outras nacionalidades, - e a escolha foi inconscientemente! -, o que dá um leque de como a literatura mundial - inclusive a nossa! -, vem crescendo, e mais ainda, o quanto nós, leitores brasileiros, estamos conhecendo livros que antes nem eram publicados por aqui, mas que já faziam, há muito, parte na história do mundo.
Esse desafio está sendo muito legal. Como a gente acaba descobrindo coisas notáveis em pequenos frascos! São livros mais finos mas, com tanto conteúdo que você fica horas se perguntando aonde eles estavam que você não os tinha encontrado ainda...
Mais: como em tão poucas palavras uma ideia pode mudar uma vida, uma história, pode mudar o mundo.
Fico olhando para eles e imaginando como foi que eles puderam ficar tanto tempo em nossas estantes,  sem Um Olhar de Estrangeiro, nessa terra de ninguém!
Mas vamos ao que interessa - e será bem interessante!
À partir de hoje, durante essa semana toda, todos os dias, estaremos com uma postagem nova no Desafio Um Livro Por Dia. 
Gostaríamos muito de dividir com vocês esta experiência e que vocês se sintam desafiados também. Quem quiser entrar nessa, depois dividi com a gente essa loucura boa que é viver uma aventura por dia... Vem com a gente!!!

1º Livro
2º Livro
3º Livro
4º Livro
5º Livro
6º Livro
7º Livro

Cláu e Carol!

sábado, 7 de janeiro de 2017

Filmes 'Sessão da Tarde'

Esse ano resolvemos dividir com vocês nossa lista de "Filmes Sessão da Tarde", para deliciar nosso mês de férias.
São aqueles filmes para relaxar, que a gente senta e só quer fazer nada.
Vale a pena dar uma olhada, tem muita coisa boa ai.
São 15 filmes, e procuramos listar os melhores para vocês.
Divirtam-se!

      1. O Casamento do Meu Melhor Amigo (1997) - Dir.: P. J. Hogan - Comédia Romântica
      2. O Clube de Leitura de Jane Austen (2007) - Dir.: Robin Swicord - Drama
      3. Como Perder Um Homem em 10 Dias (2003) - Dir.: Donald Petrie - Comédia Romântica
      4. Como Se Fosse a Primeira Vez (2004) - Dir.: Peter Segal - Comédia Romântica
      5. 10 Coisas Que Eu Odeio em Você (1999) - Dir.: Gil Junger - Comédia Romântica


   
   
      6. Julie e Julia (2009) - Dir.: Nora Ephron - Drama
      7. Letra e Música (2007) - Dir.: Marc Lawrence (II) - Comédia Romântica
      8. Uma Lição de Amor (2002) - Dir.: Jessie Nelson - Drama
      9. Um Lugar Chamado Notting Hill (1999) - Dir.: Roger Michell - Comédia Romântica
     10. Meu Primeiro Amor (1991) - Dir.: Howard Zieff - Comédia Romântica




      11. Muito Bem Acompanhada (2004) - Dir.: Clare Kilner - Comédia Romântica
      12. Pequena Miss Sunshine (2006) - Dir.: Jonathan Dayton - Comédia
      13. Sob o Sol da Toscana (2004) - Dir.: Audrey Wells - Comédia Romântica
      14. Tomates Verdes Fritos (1991) - Dir.: Jon Avnet - Drama
      15. Três Vezes Amor (2008) - Dir.: Adam Brooks - Comédia Romântica


 

Esses foram os filmes que escolhemos para a lista "Sessão da Tarde". Quais vocês colocariam ou tirariam? Quais vocês querem assistir ou já assistiram?

Carol e Cláu!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Os Indesculpáveis de 2016

Como já era "previsto", entra ano, sai ano, e sempre acabamos sendo 'enganadas' com uma bela propaganda, uma capa bonita, uma apresentação que não condiz com a história real do livro.
E, livro, é uma questão de gosto. O que foi chato para a gente, com certeza, vamos encontrar alguém que gostou. E isso que faz essa troca de resenhas entre os Blogs ser uma coisa tão legal, tão rica.
Temos aqui nossa lista de "ruins" de 2016, mas isso na nossa opinião...

CLÁUDIA

O Castelo nos Pirineus
Jostein Gaarder
Cia das Letras
Lugares Escuros
Gillian Flynn
Intrínseca
Mentes Criminosa
Sérgio Pereira Couto
Universo dos Livros














Acqua Toffana
Patrícia Melo
Cia das Letras

Inferno
Patrícia Melo
Planeta DeAgostini

















CAROL


A Casa Assombrada
John Boyne
Cia das Letras
Meia-Noite na Austelândia
Shannon Hale
Record
Estremecer
Peter Leonard
Novo Século















HP e a Criança Amaldiçoada
J. K. Rowling
Rocco

















Infelizmente, todo ano tem aqueles livros ruins ou que nos decepcionaram... Percebam que tem dois livros da mesma autora (Patrícia Melo) e fico muito triste de colocar algum livro relacionado à HP em listas de piores livros, mas temos que ser sinceras.

Carol e Cláudia

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Nossos Queridinhos de 2016!

Como já virou "regra", mais uma vez vamos a nossas melhores leituras de 2016.
Foi difícil, porque lemos muita coisa boa esse ano. Teve os ruins, mais foram em número menores, e essa lista vai ficar para depois...
Agora vamos recordar o lado bom do ano passado e dividir com vocês.
Vale como sugestão e como troca de ideias.
Vamos ao nosso TOP 10!!

CLÁUDIA

Bellini e a Esfinge
Tony Bellotto
Planeta do Brasil
O Morro dos Ventos Uivantes
Emily Brontë
Landmark
Noite e Dia
Virginia Woolf
Novo Século
















O Velho e o Mar
Ernest Hemingway
Biblioteca da Folha
Cartas de Amor aos Mortos
Ava Dellaira
Seguinte
O Papel de Parede Amarelo
Charlotte Perkins
José Olympio












Achados e Perdidos
Luiz Alfredo Garcia-Roza
Planeta do Brasil
Uma Duas
Eliane Brum
Leya
Um Estranho no Ninho
Ken Kesey
Bestbolso




















Eu Sou Deus
Giorgio Faletti
Intrínseca


















CAROL

Clube da Luta
Chuck Palahniuk
Leya
A Menina Submersa
Caitlín R. Kiernan
DarkSide
Coração Ferido *
Chelsea Cain
Suma de Letras












Precisamos Falar Sobre o Kevin
Lionel Shriver
Intrínseca
A Última Vítima
Tess Gerritsen
Record



O Alienado
Cirilo S. Lemos
Draco












Desculpa Se Te Chamo de Amor
Federico Moccia
Planeta
O Palácio da Meia-Noite
Carlos Ruiz Zafón
Suma de Letras
A Lista
Cecelia Ahern
Novo Conceito















Filme Noturno
Marisha Pessl
Intrínseca





















Foram bastante livros e todos foram maravilhosos. E percebam que tem de todos os gêneros e de vários lugares. Quais foram os favoritos desse ano de vocês? Já leram algum desses e gostaram também?

*O primeiro da trilogia "Coração Ferido" representa todos os três livros.

Carol e Cláudia!