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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Corpo de Delito - Resenha/Desafio


"É das noites que tenho medo.
Quando meus pensamentos rastejam de volta para os vãos sombrios e espalham suas teia terríveis, eu ma perco nas ruas da Cidade Velha, atraída pelos bares barulhentos como uma mariposa pela luz."

Mais um desafio vencido, mais um livro da Patricia Cornwell para a conta! Devo confessar que virei fã e já estou com outros vários livros seu na estante. E vamos que vamos.
"Corpo de Delito", Editora Paralela é o segundo volume da série Scarpetta - tem resenha do primeiro aqui também.
Kay Scarpetta é uma médica legista ousada, esperta e eficiente no que faz. Cadáveres estendidos em maca de metal não oferecem um espetáculo propriamente agradável. Vítimas de assassinato, menos ainda. Para a dra. Kay, porém, o corpo de Cary Harper pode se transformar em um aliado importantíssimo. Ela fará de tudo para obter pistas que possam auxiliar na captura do assassino.
Munida de facas, serras, tubos de ensaio e microscópios, a dra. Scarpetta vai dialogando com a carne sem vida da bela jovem escritora.
Uma das alunas mais brilhantes da faculdade de medicina de Cornell, a dra. Kay Scarpetta surpreendeu colegas e professores ao resolver se dedicar à medicina legal. Para uma jovem como ela, havia uma série de outras opções que a maioria das pessoas julgaria mais convenientes. Nada, porém, a atraia mais do que a possibilidade de montar e desmontar, dia após dia, os diversos mecanismos da morte.
Pistas falsas ou incompletas vão distanciando cada vez mais a polícia do criminoso. Mas a trama começa a ser desvendada quando a dra. Scarpetta recebe a visita de um desequilibrado mental que diz "enxergar" a alma do assassino. O estranho acaba fornecendo a única pista correta para a identidade do criminoso. Ele agora tem um nome, mas está à solta.
O livro é bom do começo ao fim, trás muitas dúvidas e desfechos inusitados.
E vem a lição: CUIDADO com a pessoa que está do outro lado do olho mágico de sua porta, ele nem sempre é o que aparenta! #ficadica, rsrsrs.
Boa viagem literária!

Cláu Trigo

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O Voo da Libélula Caiu Junto Com o Avião!


"No final das contas, pensou, é agradável decidir assim a vida e a morte alheias, proteger para depois condenar, dar esperanças para depois sacrificar. Brincar com o destino como um deus astuto e imprevisível... Afinal, ele também tinha sido vítima de um deus sádico."

Então... "O Voo da Libélula", de Michel Bussi, Editora Arqueiro, vale mais pela capa do que pela história. A capa é linda! A história... BEM mediana.
Tava esperando bem mais, esperava que fosse um belo voo, uma viagem surpreendente, cheia de reviravoltas e desfechos, mas, não.
A história é fraca, em alguns momentos chega a dar tédio. Foi uma leitura difícil, achei que o autor enrola demais em coisas simples.
Não me convenceu. Acho até que ele tinha muitas cartas na mesa, pois a história como um todo poderia ter dado um up em muitos momentos, mas não! Ele não segurou a onda.
A história toda se passa ao redor de Lylie, uma sobrevivente de um desastre aéreo que ocorre na noite do dia 23 de dezembro de 1980, na fronteira entre a  Suíça e a França e a única sobrevivente é uma garotinha de 3 meses. Porém, havia duas meninas no voo, e cria-se o embate entre duas famílias, uma rica e uma pobre, pelo reconhecimento da paternidade.
Numa época em que não existiam exames de DNA, o julgamento estende-se por muito tempo, mobilizando todo país. Seria a menina Lyse-Rose ou Émilie? Mesmo após o veredito, ainda pairam muitas dúvidas sobre o caso, e uma das famílias resolve contratar Crédule Grand-Duc, um detetive particular, para descobrir a verdade.
Dezoito anos depois, destroçado pelo fracasso e no limite entre a loucura e a lucidez, Grand-Duc envia o diário das investigações para a sobrevivente Lylie e decide tirar a própria vida, mas alguma coisa muda no instante que vai puxar o gatilho, um segredo só visto naquele momento.
A história se arrasta o livro todo. E eu, que estou acostumada com grandes histórias policiais, não cai nessa! Se vocês lerem o livro, vão entender do que estou falando.
Na boa, o livro é fraco, o que é uma pena, porque tinha potencial ali para uma grande história.

Cláu Trigo

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Guerra Civil Book Tag

Para sairmos um pouco das resenhas, decidi responder uma TAG. Já faz um tempo que vi essa tag, no canal Pausa Para um Café, quando o filme Capitão América estava para lançar. E na hora eu adorei as perguntas e já sabia que um dia eu iria trazer ela para o blog.
Quando eu assisti o filme, até pensei em trazer um texto com as minhas impressões e se tinha gostado, no entanto já tinha tanta gente fazendo isto que desisti. Mas para vocês saberem, AMEI o filme e não concordo com nenhum dos dois lados, porém sou mais #TeamIron...
Bora ao que interessa!


Capitão América: Um livro que você entende as referências
Demorei um tempo para decidir qual livro escolheria, mas ai lembrei da "A Revolução dos Bichos". Foi um livro que fiz um trabalho no meu 2º Ano do EM. Fiz uma pesquisa imensa e até hoje sei qual bicho representa cada pessoa pública. Ex.: Napoleão (porco) seria Stálin.







Homem de Ferro: Um livro que você quer, mas é muito caro e só sendo rico pra comprar
Outra pergunta que demorei para decidir. Estava entre dois livros, ou melhor, dois quadrinhos. Mas escolhi "O Lixo da História", que vi um dia desses na FNAC aqui de Pinheiros e fiquei apaixonada. Não sou muito fã de quadrinhos, porém achei esse muito bonito e trata de um assunto que gosto demais - guerras -, e neste caso as guerras do Oriente Médio logo após o 11 de Setembro!



Homem Aranha: Um livro que agrada todo mundo
Não consigo pensar em outro livro que não seja "Harry Potter"... Vocês que acompanham mais tempo o blog sabem que eu AMO todos os livros da série e acho a J. K. Rowling perfeita! Eu tento não por HP nas tags, mas não dá.
Comecei a gostar de ler por causa dele e acredito que a grande maioria das pessoas também compartilham dessa mesma paixão. E mesmo quem não gosta, tem que admitir que ele é muito bem escrito e tem uma enorme importância na formação de novos leitores.





Homem Formiga: Um pequeno livro com uma grande história
Essa foi mais fácil: "Fahrenheit 451"!  Ele é um livro relativamente curto e passa uma mensagem que até hoje muitos ainda não entendem. Tenho muito medo que um dia algo parecido aconteça. Depois que li, virou fácil um dos meus livros favoritos.





                                         
Feiticeira Escarlate: Um livro que pode mudar a realidade 
"O Diário de Zlata" com certeza se aplica nesta pergunta. No mesmo estilo do "Diário de Anne Frank", mas em tempos atuais, acho que esse livro pode mudar a nossa visão sobre o mundo, além de que relata a sua vida numa guerra que nem todos lembram: a guerra da Iugoslávia. Infelizmente, poucas pessoas conheçam esse livro fantástico - eu li muito rápido - apesar de ser pesado em alguns momentos.





Pantera Negra: Pseudônimo de um grande autor
O único que conheço, ou pelo menos lembro, é o pseudônimo da J. K. Rowling para "O Chamado do Cuco" - Robert Galbraith.









Bucky (Soldado Invernal): Um livro que você leu no passado e ainda gosta muito
Esse livro que eu li bem antes de começar a escrever para o blog. "A Garota da Capa Vermelha" foi um livro que na época eu adorei e ainda gosto demais. Conheci ele porque na época estava para sair o filme e vi o pôster no metrô. Também gosto demais do filme, e de bônus ainda me fez conhecer a Amanda Seyfried, que é uma atriz que gosto e não vejo o seu reconhecimento.





Viúva Negra: Um livro escrito por uma mulher, com uma protagonista mulher. 
Esse foi o único que já sabia a resposta quando vi a tag pela primeira vez. Não tenho dúvidas, a escolha é fácil. "A Menina Submersa" foi um livro que me surpreendeu em todos os sentidos. É muito bem escrito, a personagem principal é muito interessante e diferente, e a autora se deu super bem. 





Gavião Arqueiro: Um livro que ninguém dá bola, mas ele tem o seu valor.
Fiquei um tempo pensando qual livro ia escolher e olhando para a minha estante, até que decidi escolher um livro que pelo que me lembro nunca citei ou recomendei aqui no blog. Ou melhor, poderia recomendar todos os livros da Cecelia Ahern, principalmente os menos conhecidos dela, que são bárbaros e que dão um tapa na nossa cara, porém, para facilitar as coisas, vou escolher só um: "A Vez da Minha Vida".





Visão: Um livro com um começo ruim, mas com um bom final
E novamente a J. K. aparece na tag, rsrsrs, só que agora mais para o lado negativo. Não achei "Morte Súbita" tudo isso, não é que ele é ruim, porém não é maravilhoso. Mas tenho que admitir que o final foi um choque e compensou muito.







Espero que tenham gostado da tag e das minhas respostas.
Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Bem Fraquinho... - Resenha/Desafio


"E essa é a verdade. Posso ter apenas 18 anos, mas já me parece bem óbvio que o mundo está dividido em dois grupos: o dos que fazem e o dos que observam. As pessoas com as quais as coisas acontecem e o restante de nós, que meio que se arrasta sobre as coisas. As Lulus e as Allysons."

Sou apaixonada por "Se Eu Ficar" e um pouco menos por "Para Onde Ela Foi". E estava super ansiosa para ler a trilogia da Gayle Forman.
Li muito rápido "Apenas Um Dia", Editora Novo Conceito, porém não achei tudo isso... Vi várias resenhas de pessoas falando que amou. Para mim tem uma distância gigantesca entre "Se Eu Ficar" e esse. É bonzinho e vou falar o porquê.
No livro, vamos acompanhar a viagem de formatura do colégio de Allyson Healey por alguns países da Europa. No seu último dia de viagem, depois de três semanas de sua excursão sem graça, ela conhece Willem, que atua em uma peça de rua de Shakespeare "Noites de Rei".
Ele é totalmente o contrário dela e o jovem ator convida-a para passar um dia em Paris e deixar todos seus compromissos de lado. Adivinha... na hora  ela aceita! E essas 24 horas irão transformar sua vida de todas as maneiras.
O livro é dividido em duas partes bem claras: a primeira com ela relatando o final de sua viagem e o encontro com Willem e sua ideia meio louca de ir para Paris. A segunda parte (e não é spoiler, porque não dá para imaginar um dia em 370 páginas...) é a vida dela já de volta aos EUA e já na faculdade, e como a vida dela deu uma reviravolta.
O maior problema que vi é a personagem principal, Allyson. Ela é muito chata, irritante e foi bem difícil aguentar ela durante toda a narrativa, principalmente na segunda parte. E quando a gente acha que não dá para ter um personagem mais chato que ela, aparece simplesmente a mãe dela, que consegue ser três vezes pior que a filha em todos os sentidos, e toda vez que as duas apareciam juntas, dava um vontade enorme de largar o livro.
Os personagens eu achei mal construídos e pouco utilizados. A autora focou muito na Allyson e acho que fez perder um pouco a força. Vou citar alguns bem rápidos: Dee, a primeira amizade que ela cria na faculdade é muito engraçado, com certeza é um dos pontos positivos do livro todo; Melaine, a melhor amiga dela, some de repente do livro com uma explicação bem fútil; o próprio Willem não é nada demais e o pouco que ele aparece é bem fraco.
O motivo por eu ter dado três estrelinhas em vez de duas no Skoob foi somente as paisagens, principalmente as da segunda parte. Ela passa por vários países da Europa que eu sou louca para conhecer: Inglaterra, França (com foco maior) e Holanda são alguns. E nisso a autora se dá muito bem, pois ela descreve os lugares brilhantemente e só nos deixa com mais vontade de conhecer! Uma das melhores partes é quando ela está em Amsterdã com uma amiga recém conhecida e decidem que querem rolar num campo de tulipas em uma época que não dá tulipas. É muito engraçado!
Antes de terminar, preciso citar a promessa dela com sua ex-chefe de um restaurante que ela trabalhou por alguns meses: ela prometeu que todos os dias em que ela estaria em Paris ela comeria um macaron. E é muito interessante o papel que ele tem no livro, em ambas as partes, rsrs. Quem leu, ou quando vocês lerem, irão entender.
Vendo alguns comentários no Skoob, descobri que esse livro é o primeiro de uma trilogia, sendo que o segundo já foi lançado pela Novo Conceito como "Apenas Um Ano" (livro narrado pelo Willem, algo que ela fez parecido com a "duologia" Se Eu Ficar) e um terceiro livro (ou melhor, um conto - 40 páginas +-) que deve chamar "Apenas Uma Noite". Porém, agora irei com bem menos expectativa para o segundo, que aliás, já tenho aqui em casa.
A questão desse primeiro livro é bem simples, dava para ter bem menos páginas... Pelo menos uma 100 páginas a menos. Infelizmente, foi bem decepcionante. Só espero que seus próximos livros já publicados, e principalmente traduzidos, não decaiam mais e mais, até porque já tenho todos comprados, rsrs.

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

domingo, 19 de junho de 2016

Um Desafio no Tempo - Debate Cego #5 - ENCERRADO

Mais um desafio as cegas... Lá vamos nós!
Boston, 1830. Para pagar seus estudos, um estudante de medicina talentoso, mas sem recursos financeiro, ele integra um gruo de saqueadores de tumbas que negociam cadáveres no mercado negro. Contudo, até esse mórbido comércio parece insignificante diante do corpo mutilado de uma enfermeira encontrado no terreno do hospital universitário.Quando um médico conceituado sofre o mesmo destino, o estudante descobre que seu passado na fazenda do pai abatendo animais faz dele o principal suspeito pelos crimes.
Massachusetts, dias atuais. Uma professora recém divorciada descobre um crânio enterrado no jardim da casa que acabara de comprar. O crânio pertence a uma mulher e possui traços inconfundíveis de um homicídio. O que quer que tenha acontecido a essa vítima, faz parte de um passado perdido.
A história vai intercalando os séculos XIX e XVI, e vai te intrigando do começo ao fim.
Não tinha lido nada desse autor antes e confesso que já passou a fazer parte de meus autores preferidos.
Sem mais!!!

Resposta

Cláu Trigo

sábado, 18 de junho de 2016

Bellini e a Esfinge e o Amor Platônico! - Resenha/Desafio


"Escutar blues numa tarde ensolarada de domingo em São Paulo (no caso, com o acompanhamento sonoro garantido pelos vizinhos: rádios transmitindo partidas de futebol e televisores apresentando programas de auditório) é como estar a um passo do suicídio. Ainda mais quando se tem, como eu tinha, uma pistola automática ao alcance das mãos.
Um domingo, para mim, era como um longo deserto a ser atravessado".

Cara, AMEI! esse Tony Bellotto escritor! Já conhecia muito bem seu lado músico, afinal, Titãs é parte da minha juventude, e sempre admirei demais seu trabalho, agora tenho mais um motivo para fazer crescer minha admiração: Tony é um grande escritor!
"Bellini e a Esfinge" (Ed. Planeta do Brasil) um livro que todos deveríamos ler. Me absorveu de tal modo que acabei de lê-lo em dois dias. Poderia ter sido menos se não fosse o tal tempo!
Uma leitura fácil, envolvente, bem escrita, principalmente para quem mora em São Paulo (ou conhece bem a cidade) e se identifica com cada canto citado. Poderia me ver andando pelas ruas que o detetive andou, muitos lugares ali conheço bem - já morei na região - e sou capaz de visualizar cada espaço.
Bellini é um narrador inteligente, irônico, perspicaz. Você consegue viajar com ele, rir com ele, angustiar-se como ele. É uma pessoa como eu e você, e facilmente eu poderia sentar do seu lado no ônibus e trocar informações. É muito genial!
A história é tudo, menos previsível. Imaginei mil finais, e errei todos!
Tony nos apresenta algumas perguntas: quem é Ana Cristina Lopes? Por que Camila e Dinéia sumiram? O que deseja Fátima? Por que Fabian segue Pompílio? Quem matou o doutor Rafidjian? Qual o segredo de Beatriz?
As perguntas acumulam-se na cabeça do detetive Remo Bellini enquanto ele percorre o submundo da cidade de São Paulo em busca de respostas. Aos poucos, os mistérios vão se desvendando de forma surpreendente, até que a decifração do enigma final deixa Bellini perplexo, com um gosto horrível na boca.
A história é muito boa, em muitos momentos hilários, outros intrigantes. Vale muito conhecer Bellini e seu mundo peculiar!
Recomendadíssimo.

Cláu Trigo

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Uma Ótima Surpresa! - Resenha/Desafio


"Caçar monstros não é para os fracos de coração. Tampouco é para aqueles que se sentem presos por doutrinas triviais como a lei ou as fronteiras nacionais. Monstros, afinal de contas, não jogam de acordo com as regras, portanto também não podemos jogar. Não se esperamos derrotá-los."

A melhor coisa que eu fiz neste desafio foi ter posto esse livro da Tess Gerritsen para ler. Estava com as expectativas super altas, pois já tinha ouvido muitas pessoas falarem muito bem de seus livros e sua escrita, e posso dizer que tudo o que esperava dela não chegou nem perto do que acabei encontrando.
Nunca tinha lido nada dela e "A Última Vítima", "Editora Record" é o décimo da sua coleção Rizzoli & Isles, mas isso não me atrapalhou em nada. Teve um acontecimento ocorrido em um de seus livros anteriores, que ficou meio vago para quem só leu esse, mas a leitura ainda assim foi ótima.
A história se passa logo após a família adotiva do jovem Teddy Clock, de 14 anos, ser massacrada e o menino se tornar o único sobrevivente. A partir daí, aparecerão coincidências preocupantes. Primeiramente, parece que a morte persegue o menino: sua família biológica também foi assassinada,
porém o passado de Teddy possui semelhanças assustadoras com as tragédias pessoais de outras duas crianças: Will Yablonski e Claire Ward, que também tiveram suas famílias biológicas e adotivas massacradas, sendo os únicos sobreviventes nas duas ocasiões.
E a pior coincidência é que os três estão estudando no mesmo local - Evensong, uma escola isolada no Maine, um refúgio para crianças que perderam suas famílias de forma violenta. Mas estariam os três adolescentes seguros dentro dos portões de Evensong?
É incrível a facilidade que a autora tem de nos deixar ansiosos pelo próximo capítulo e nos surpreender em cada página. A escrita dela fluí. Terminei o livro em mais ou menos 5 dias. Deve ter sido a minha leitura mais rápida do ano, ou uma das mais.
Os personagens são muito bem escritos, principalmente a detetive Jane Rizzolis e a patologista Maura Isles. As crianças são bem sombrias e com seus segredos, segredos esses que quando revelados, vão nos surpreender.
A leitura desse livro já me deixou eufórica para ler todos os livros da Tess. Até coloquei na lista para comprar, pois esse é o único que temos aqui em casa. Conseguiu entrar na parte superior do meu ranking de melhores autores/livros policias, ficando só atrás de Jo Nesbo (que esse é amorzinho, ninguém supera ele!).
E olhem que isso é para poucos, porque sou muito chata com esse gênero que tanto amo!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Coração Maligno - Resenha


"Dois meses antes, em uma cama de hospital, com a garganta cortada, quase morto, ele e Gretchen haviam feito um acordo. Ele tentara se sacrificar para capturá-la. Mais uma vez ela conseguira trazê-lo de volta. Gretchen o queria vivo. Então ele concordou em não estourar os miolos, e ela havia concordado em não matar mais ninguém."

E cheguei no terceiro livro da série da Chelsea Cain, último livro publicado aqui no Brasil. "Coração Maligno", Editora Suma de Letras, é destruidor do início ao fim.
Sempre que ouvia as pessoas falando sobre essa série, sempre diziam que esse era o melhor. Então estava bem ansiosa para ele.
Neste terceiro livro, a Beleza Mortal (Gretchen Lowell) acabou de escapar da cadeia e das mãos de Archie Sheridan. Só que antes de fugir, ela tinha prometido que não voltaria a matar. Será?
No entanto, aparecem vários assassinatos nos mesmos lugares dos primeiros crimes da Beleza Mortal. Quem seria? Seria a Gretchen quebrando sua promessa ou seria seus fãs matando em seu nome? Para Archie, essa situação é muito estranha, pois ela nunca repete os mesmos lugares... E é em cima disso que o livro vai se passar.
Ao mesmo tempo que eles tem vários assassinatos ocorrendo, a polícia tem que se preocupar com outra situação tão perigosa quanto, ou até pior: a Beleza Mortal tornou-se uma celebridade. E, num mundo em que a fama é tão cobiçada, estar constantemente na mídia faz dela uma pessoa admirada. E fãs, como se sabe, tendem a copiar seus ídolos. Mas estaria este séquito doentio agindo inteiramente por conta própria? Ou a manipuladora Gretchen pode ainda ter algumas cartas na manga?
É impressionante como a Chelsea consegue nos prender na leitura. A gente termina o livro e nem parece que ele tem quase 300 páginas...
Neste livro, apesar do foco ser a Gretchen, ela pouco aparece, menos do que os outros dois anteriores. E mesmo esse pouco que ela aparece, ela é incrível. Quando achamos que ela foi pega, que estamos já alguns passos na frente dela, ela nos mostra que o tempo todo estava fazendo a gente de idiota. E isso é muito legal e irritante ao mesmo tempo, rsrsrs.
É incrível como a autora não perde o ritmo em nenhum dos livros e esse novamente é excelente. Infelizmente, os outros dois livros não foram traduzidos :( Poxa, Suma de Letras, bem que podiam trazer os dois últimos. É a única coisa que eu peço...

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Viagem Numa Máquina do Tempo. Arrisca?


"Voilà: apesar da justa fama desfrutada pela Atenas de Péricles, pela Viena da virada do século XIX para o século XX, pela Berlim dos anos 1930 e pela Nova York dos anos 1950, a Paris de Hemingway & cia - mais conhecida como a Paris da Geração Perdida - talvez vença qualquer concorrência, sem desdouro da Paris do imediato pós-guerra, também formidável (muito jazz, existencialismo, caves esfumaçadas, cinemas de arte), e com uma vantagem nada negligenciável sobre as anteriores: já haviam inventado a penicilina e ela podia ser comprada na farmácia da esquina."


Mais um dos meus livros de "leitura de um dia só", ou "só para relaxar".
"E Foram Todos Para Paris", de Sérgio Augusto, Editora Casa da Palavra é basicamente um guia de viagem nos "passos" de Hemingway, Fitzgerald , Joyce e muitos outros que viveram na Paris de 20 - acho que nasci em época errada, afinal, me encaixo perfeitamente entre eles!
O Livro é fácil, leve, rápido.
Em suas reminiscências parisienses, o escritor Ernest Hemingway já havia decretado: Paris é Uma Festa. Mas hoje sabemos que nos anos de 1920, quando não somente Hemingway, mas também F. Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, James Joyce, Pablo Picasso e outros notáveis personagens da cena cultural mundial circulavam pela cidade, Paris era ainda mais: cenário para um novo estilo de vida livre e descompromissado, berço de movimentos artísticos de vanguarda e inspiração para marcantes obras da literatura e das artes plásticas do século XX.
Seguindo as pegadas dessa turma que fazia a capital francesa fervilhar, descobrindo cantos e recantos para viver, conversar, criar e se divertir. A partir de um trabalho entre o detetive e o flâneur, o autor levantou endereços, montou mapas e itinerários, e saiu em busca de um tempo perdido.
Vale vivenciar cada minuto desse tempo, onde a história saiu das folhas e foi para a rua.


"No filme 'Meia-noite em Paris', de Woody Allen, um escritor americano de passagem pela capital francesa em 2010 é súbita e misteriosamente arrastado no tempo até os anos 1920, caindo numa 'soirée' animada por Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Pablo Picasso e outras figuras fáceis do charmoso círculo de amizades de Gertrude Stein, na margem esquerda do Sena. Não diria que essa seja uma fantasia de todos os artistas e intelectuais que conheço, pessoalmente ou só de vista e leitura, mas não me surpreenderia se amo menos dois terços deles escolhessem a fervilhante Paris dos anos de 1920-1930 como o destino de sua primeira viagem numa máquina do tempo".
Sérgio Augusto

Então, todos prontos para essa deliciosa viagem?
Cláu Trigo