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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Clube da Luta 2 - Resenha/Desafio


"Por que a gente ama mais as pessoas depois de machucá-las."

Quando li "Clube da Luta", eu simplesmente AMEI o enredo todo - incluindo o plot twist, que me surpreendeu demais! E nunca pensei que aquela história poderia ter uma continuação. Sempre que um autor decidi escrever uma continuação, os seus leitores ficam com um pé atrás e fazem as seguintes perguntas: Será que precisava de outro livro? Vai ser bom? Porquê?, entre tantas outras...
Nesse caso foi a mesma coisa. Será que o Chuck Palahniuk precisava escrever "Clube da Luta 2"? Sinceramente, acho que não.
O livro não é ruim, mas não chega aos pés do primeiro, que tinha terminado tão bem.
Para a continuação, o autor decidiu escrever em formato de HQs com ilustrações muito bonitas do Cameron Stewart. Nela, a história se passa 9 anos depois do término do primeiro, com o nosso protagonista recebendo um nome: Sebastian. Casado com Marla e com um filho, eles levam uma vida pacata. Cansada com esse estilo de vida, Marla decide trocar os remédios do marido por aspirina, fazendo com que Tyler retorne.
Além disso, durante esses nove anos, Tyler retorna por 50 minutos para as sessões de terapia de Sebastian. Para completar a confusão, o filho deles é sequestrado por Tyler.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

TAG Carnaval Em Livros




Esse ano decidimos tentar responder mais TAGs. Como mês passado criamos uma para o blog (que você pode conhecer clicando aqui), esse mês vamos responder uma TAG relacionada ao Carnaval, já que estamos em plena festa. É uma TAG bem curtinha que vimos no blog Leitora Voraz. Espero que curtam e quem quiser responder, fiquem à vontade - só não se esqueçam de citar aonde viram!

Confete e serpentina: Um livro que te deixou alegre, ou que te fez rir


  • Cláudia: "Marley & Eu" foi um livro de fortes emoções. Ri, chorei, ri de novo, chorei de novo. Um livro leve e gostoso para se divertir.
  • Carol: Um livro que foi super leve, que sempre que eu lia ficava feliz e fez várias vezes eu rir foram todos os da série do Percy Jackson.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Em Busca de Cinderela - Resenha


"Na realidade, eu só não estava indo atrás do meu sonho por achar que sonhos não passavam disso... de sonhos. Eram intangíveis. Irreais. Infantis."

E, mais uma vez, trago uma resenha de um livro da Colleen Hoover! Dessa vez, o livro é "Em Busca de Cinderela", Editora Galera Record, que é tipo um spin-off da série Hopeless. Os dois primeiros livros já tem resenha aqui no blog e eu simplesmente amo o primeiro, "Um Caso Perdido".
Nesse caso, a história não vai se passar em volta dos protagonistas dos outros livros, Sky e Holder, mas sim com Daniel - um pouco menos -, e Six - ou Cinderela, para ele.
Os dois personagens desse livro são citados nos livros anteriores e aparecem várias vezes neles, pois ela é a melhor amiga da Sky, e ele é o melhor amigo do Holder.
Essa história é narrada pelo Daniel, e a primeira vez que ele encontra a Six é num armário da escola. Daniel tem o quinto período de aula vago e costuma dormir lá (como queria ter feito isso, rsrs). Durante um dia em que ele está angustiado com tudo e o dia dele está péssimo, uma menina entra no armário e cai em cima dele. Porém, como o local não tem luz, eles não conseguem ver o rosto um do outro. Essa tal menina está chorando e xingando todo mundo. Ela também está tendo um dia horrível e eles acabam conversando. Conversa essa que acaba com eles se beijando.
No dia seguinte ela volta no armário e eles ficam mais um tempão conversando, sem em nenhum momento se verem. No final, ela diz que nunca mais verá ele e vai embora de repente. Daniel vai o resto da semana no armário, mas ela não aparece mais. E como ele não sabe como ela é e nem o seu nome - ele a chamava de Cinderela -, ele acaba desistindo e segue com a vida.
Depois de muito tempo e com uma nova namorada - que ele não gosta tanto assim - vira e mexe, ele se vê pensando na Cinderela.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Resenha - Desaparecida


"Conforme observo com atenção, noto que não sei exatamente o que estou procurando. Minha mãe? Eu mesma? O eu de antes de me tornar introspectiva e frágil? Bem, aquela pessoa podia até se parecer muito com a garota que o espelho está mostrando, mas o que dizer da pessoa por dentro? A mulher que eu era? Ela está desaparecida, presumivelmente morta."


Esse livro já estava na pilha de leituras fazia séculos! Mas como mês passado li muito e bem rápido, tive tempo de ler em fevereiro.
"Desaparecida", da canadense Catherine McKenzie, Editora Leya, é um romance/drama bem leve, mas que é gostoso de ser lido.
Depois que a mãe de Emma Tupper morre, a nossa protagonista fica sem chão e vê como única solução viajar para a África (um sonho antigo de sua mãe).
O problema começa quando ela teria que ficar lá somente 1 mês e acaba ficando 6 meses. A causa disso é um terremoto muito forte que atinge o país e todos ficaram sem energia, impossibilitando Emma de voltar para a Inglaterra.
Quando finalmente ela consegue voltar, descobre que a sua vida foi virada de cabeça para baixo. Seus cartões foram cancelados, ela está sem dinheiro, seu apartamento foi alugado para o misterioso fotógrafo Dominic, seu escritório de advogacia (onde estava prestes a se tornar sócia) é roubado pela sua rival Sophie junto com os seus clientes - além de perder o seu namorado para ela também. E pior: tudo isso aconteceu porque achavam que ela estava morta!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A Mulher de Preto 2


"Repentinamente o quarto esfriou, um frio noturno. Edward podia ver sua respiração formando nuvens quando espirava. Ele tremeu e apertou os braços em volta do corpo.
Havia algo estranho no quarto. Algo de que ele não gostava. Não apenas o frio e os pássaros mortos na lareira, mas uma sensação. Uma tristeza. Edward já se sentia perdido e desolado, porém esse quarto parecia alimentar a sua dor, fazendo-a aumentar. E havia mais uma coisa: uma sensação de pavor, de terror, movendo-se em sua direção."

"A Mulher de Preto 2 - Anjo da Morte", de Martyn Waites, Editora Record aconteceu na minha vida depois de ter assistido o filme. Normalmente não é essa sequência que costumo usar. 
Primeiro, leio o livro, depois assisto o filme. Dessa vez foi diferente, mas até que não doeu tanto assim.
Já tinha assistido "A Mulher de Preto 1", e desisti do livro porque odiei a história. A minha relação com o segundo filme foi diferente. Perto do primeiro, achei que a história foi ok! Por isso resolvi investir no livro, e confesso que a história se manteve fiel, bem contada e sem muitas firulas. 
É uma leitura que flui rápido, não tem grandes pretensões e consegue ter um desfecho bom!
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha é devastada por bombas alemãs. Os sobreviventes buscam proteção nas estações de metrô e as crianças são enviadas para a zona rural para fugir do horror que cai sobre uma Londres arruinada.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A Desconstrução de Mara Dyer


"É preciso admitir que a paranoia era divertida. O que diabos o detetive poderia saber? Que eu pensei que Morales deveria estar morta, e então ela morreu? Loucura. Que eu queria que o dono da cadela fosse punido pelo que fez, e então ele foi? Risível. Pensar em algo não torna isso verdade. Querer alguma coisa não torna o desejo real."

Tá aí um livro que apostei muitas fichas, e por isso a decepção acaba sendo gigante.
"A Desconstrução de Mara Dyer", de Michelle Hodkin, Editora Galera Record, foi um salto no nada. Nem sei porque pulei!
Ouvi muito sobre o livro, muita coisa positiva, mas quando mergulhei na história achei que ficou bem aquém do que esperava.
Vou além: a impressão foi a de que a escritora pensou numa história, não conseguiu traduzi-la em palavras, se perdeu, e ficou devendo para seu leitor.
A história de Mara Dyer tinha tudo para ser um grande thriller perturbador, no entanto, ficou no 'era'. 
Mara se arrisca com suas amigas numa brincadeira no tabuleiro de Ouija. Tudo parecia uma simples piada de mau gosto, até que todos os presentes, com exceção de Mara, morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado.
Até aí a história parece bem atraente. Só que não!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A Ascensão dos Dragões


"Uma parte dela gostaria, é claro, de fazer o que se espera dela e passar seu tempo com as outras meninas, onde é o seu lugar, cuidando de assuntos domésticos; mas no fundo, isso não representa quem ela é. Ela é filha de seu pai e tem o espírito de um guerreiro como ele, - e não seria contida pelas paredes de pedra de sua fortaleza ou sucumbiria a uma vida entada diante de uma lareira."

Do mesmo jeito que sorteei um livro parado na minha estante para eu ler em cada mês, também sorteei um e-book do meu Kindle para ler, se não, nunca ia ler vários que estavam lá.
E o livro sorteado desse mês foi "A Ascensão dos Dragões", da americana Morgan Rice - um e-book que está de graça na Amazon.
Nunca tinha ouvido ninguém falando nada dele, mas por estar de graça, é óbvio que baixei. E a sinopse tinha me interessado bastante, pois fantasia é sempre um gênero que gosto muito - além da capa, que está bem bonita.
A história acontece em volta de Kyra, uma adolescente de 15 anos que sonha ser guerreira, igual ao seu pai, o comandante Duncan - apesar de ser a única garota em uma fortaleza só de meninos. E para conseguir o respeito de todos, com suas habilidades, ela vence batalhas que poucos homens conseguiriam ganhar. Mas Kyra percebe que ela tem algo de diferente e que todos olham para ela como se ela não fizesse parte daquele lugar.
Quando ela atinge a idade prevista, um senhor local chega para levá-la embora e seu pai planeja um casamento para salvá-la. Não querendo ir embora nem se casar com alguém que ela nem conhece, Kira foge indo para o meio da floresta, onde encontra um dragão ferido - e a partir disso, iniciará uma série de eventos que mudarão a sua vida para sempre.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O Nome da Estrela


"Havia armários de madeira para nossas toalhas e itens de higiene. Pela primeira vez consegui imaginar todas as minhas futuras colegas de classe ali, todas nós tomando banho, conversando e escovando os dentes. Eu ia ver minhas colegas de quarto só de toalha. Elas iam me ver sem maquiagem, todos os dias. Aquilo não tinha me ocorrido antes. Às vezes você tem que ver o banheiro para compreender a dura realidade das coisas."

Esse ano, todo mês, eu sorteei um livro da minha pilha de livros para ler... E em Janeiro saiu para eu ler "O Nome da Estrela", da Maureen Johnson, Editora Rocco - Selo Fantástico.
Estava um pouco receosa com a leitura, pois apesar de ser um estilo de gênero que gosto bastante - suspense misturado com fantasia - tinha ouvido muitas críticas negativas à respeito dele. Isso me fez entrar na leitura sem esperar muito da história, mas foi bom porque, no final, eu gostei demais do livro!
No mesmo dia em que a americana Rory Deveaux chega em Londres para estudar num colégio interno, acontece o primeiro de uma série de assassinatos. Os crimes imitam as atrocidades feitas pelo Jack, O Estripador há um século. Logo, a febre em volta da personalidade de Jack aumenta e a polícia fica desconcertada com a falta de pistas e a ausência de testemunhas. Exceto uma: Rory! Ela viu o suspeito no terreno da escola e agora corre sérios perigos, tornando-se o próximo alvo do assassino.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Eu Sou Deus


"Andar por aí em busca de recordações nunca é um bom negócio. Não importa o que se encontre pelo caminho, será sempre e de qualquer jeito um sonoro nada. Não poderá capturar as boas lembranças e não poderá matar as más. E cada respiração parece feita de ar malsão, que para na garganta e deixa um gosto ruim na boca.

É difícil falar de Giorgio Faletti quando se é uma fã dele. Já tinha lido "Eu Mato" e agora me deliciei com "Eu Sou Deus", da Editora Intrínseca.
Na verdade, achei o começo do livro meio devagar, mas da metade para o final, o enredo toma ritmo e, que final, minha gente!
Fiquei dias debruçada sobre a história pensando em "Eu Sou Deus", tentando compreender o que aconteceu, como aconteceu.
O livro conta a história de uma jovem detetive que esconde os próprios dramas pessoais sob a sólida imagem profissional e um repórter fotográfico de passado discutível, em busca de uma segunda chance, são a única esperança de deter um psicopata que sequer assume a autoria de seus crimes. Um homem que está realizando uma vingança terrível, por uma dor que afunda suas raízes numa das maiores tragédias norte-americanas. Um homem que acredita ser Deus.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A Insolência de Nietzsche e o Crepúsculo dos Ídolos


"Percebe-se que é meu desejo ser justo com os alemães: não gostaria de ser inconsequente quanto a isso - também preciso, por tanto, lhes fazer minha objeção. Paga-se caro por chegar ao poder: o poder imbeciliza... Os alemães - outrora eram chamados de povo de pensadores: será que ainda pensam hoje? - Agora os alemães se entediam com o espírito, desconfiam dele, a política devora toda a seriedade para coisas realmente espirituais - "Alemanha, Alemanha acima de tudo", temo que isso tenha sido o fim da filosofia alemã... "Há filósofos alemães? Há poetas alemães? Há bons livros alemães?" - perguntam - me no exterior. Eu enrubesço, mas respondo com a valentia que me é própria também nos casos desesperados: "Sim, Bismarck!" - Seria licito também confessar que livros são lidos hoje em dia?... Maldito instinto de mediocridade!"

O que posso falar de um cara como Friedrich Nietzsche? Eu sou um pouco suspeita, pois tenho uma enorme admiração pelo seu trabalho e sou uma "discípula" de seus pensamentos. Concordo com grande parte das coisas que ele acreditava, e nas demais, acredito ser um lapso de genialidade.
Li "Crepúsculo dos Ídolos", da Editora L&;PM e assim... É Nietzsche meus amigos!... Não precisa de apresentações. 
Nessa edição, ele ataca furiosamente, e sem receios, Wagner e sua arrogância, Sócrates - cuja filosofia ele acreditava ser a decadência grega -; e mais, contra um conceito específico, verdadeiro, e um aparente; e conceitos problemáticos como vontade, eu, substância e Deus. Também não falta críticas aos ídolos modernos, o sistema educacional alemão, escritores e pensadores em voga, concepções estéticas como a de Schopenhauer, anarquistas, socialistas e progressistas em geral; e, sobretudo, a presunção moderna de superioridade moral.