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segunda-feira, 28 de março de 2016

A Casa da Dor - Só Dói Quando Acaba! - Resenha/Desafio


"Vou morrer. E não faz sentido. Não era esse o plano, pelo menos não o meu. Pode ser que eu estivesse a caminho o temo todo sem nunca ter dado conta. Mas o meu plano era outro. Era melhor. Fazia sentido.
Estou olhando fixamente para dentro de um cano de revolver e sei que é de lá que ele virá. O mensageiro. O cocheiro. Tempo para uma última gargalhada. Se você vê a luz no fim do túnel, pode ser a chama de uma arma. Tempo para uma última lágrima. Poderíamos ter feito algo bom dessa vida, você e eu. Se tivéssemos seguido o plano. Um último pensamento. Todos perguntam qual o sentido da vida, mas ninguém pergunta qual o sentido da morte."

Segundo livro do desafio de março, lido!!! E esse foi escolhido a dedo. Sou uma apaixonada pelo norueguês  Jo Nesbo e seu inescrupuloso e fascinante detetive Harry Hole. 
E "A Casa da Dor", Editora Record, não foi diferente. Eu sempre chego nos livros de Jo lotada de expectativas, e surpreendentemente sou presenteada com muito mais!
"A Casa da Dor" nós encontramos o detetive Harry Hole sentindo-se solitário após a viagem da namorada para a Rússia, e aceitando o convite da ex-namorada, Anna, para um jantar. Ele imaginava que seria apenas um encontro inocente, mas a situação sai do controle, e no dia seguinte, Harry acorda com uma ressaca fenomenal e sem qualquer lembrança dos eventos da noite anterior.
Ao chegar ao trabalho, descobre que Anna está morta - foi brutalmente assassinada dentro da própria casa. Confuso, começa a desconfiar de si mesmo, até que o comportamento de seu grande rival, o detetive Waaler, indica que este pode saber a verdade e estar por trás de um complô para incriminá-lo.
Enquanto encabeça a lista de suspeitos do homicídio, Harry é incumbido de investigar uma série de assaltos a bancos em Oslo. As pistas que encontra o levam a crer que os dois crimes estão interligados. Obstinado em desvendar toda informação que puder sobre os casos, ele é levado do frio outonal das ruas de Oslo ao calor lancinante do Brasil, sob a ameaça constante do arqui-inimigo Waaler.
Um livro que não te deixa respirar! Apesar de suas quase 500 páginas li em quatro dias com tranquilidade. Não dá para parar enquanto não se chega ao final, e quando chega... que tristeza, acabou!!! Mas logo tem o próximo.
Até mais e boa leitura!

Cláudia Trigo

sábado, 26 de março de 2016

Mentes Criminosas, Um Desafio, Uma Frustração! - Resenha/Desafio


"Ele nunca estivera numa prisão, fosse masculina ou feminina. A primeira impressão que veio à sua mente era de um mundo à parte do mundo, onde as pessoas que lá entravam eram esquecidas por um bom tempo. "Perdei as esperanças, ó voz que aqui adentrais", foi a primeira frase que lhe veio à mente, lembrando o Inferno de Dante Alighieri. O ambiente escuro e opressor oferecia pouco conforto para os visitantes, que dizer então para as internas."

Desafio de março cumprindo!!! "Mentes Criminosas", de Sérgio Pereira Couto, Editora Universo dos Livros, lido e resenhado.
Capa muito bonita, a história? Nem tanto. Achei que ficou devendo. As coisas se desenrolam muito lentamente, é muito perceptível que o autor fica preso o tempo todo a detalhes da série CSI, e isso me irritou inúmeras vezes. Nada contra a série, mas...
Achei que, por vezes, parecia que as coisas iam deslanchar, mas aí voltávamos a estaca zero! Isso é frustante para o leitor, porque você cria expectativas e elas não são superadas.
Tava esperando bem mais da história. Não conhecia o autor e tenho dois livros dele: "Mentes Criminosas", que acabei de ler e "Mentes Sombrias", que é a continuação desse que acabei de ler.
O livro conta a história do assassinato de Craig Methers, 35 anos, um músico negro em turnê pela cidade de Little Rock, EUA, acompanhado da banda de blues Phoenix Missouri é só o primeiro de uma série de crimes sucessivos que desafiam os CSAs, o jovem brasileiro Tony Draschko e Jennifer Perez. Dias depois outro corpo é encontrado dentro de um frigorífico. O desenrolar da história é muito focado em detalhes da polícia científica americana, detalhes esses muito técnicos que não precisavam estar ali, totalmente dispensáveis!
Resumindo: achei o livro e os personagens fracos, Mas ainda vou ler a continuação para ver se o escritor consegue amadurecer os personagens e a próxima investigação. Veremos!

Cláudia Trigo

quinta-feira, 24 de março de 2016

O Leopardo, O Melhor do Jo Nesbo? - Resenha/Desafio


"Era isso a vida: um processo de destruição, uma desintegração de algo que a princípio era perfeito. O único suspense era se seríamos destruídos de repente ou lentamente. Era um pensamento triste, mas agarrou-se a ele mesmo assim. Até passarem pelo túnel Ibsen, um componente cinzento e anônimo da maquinaria de trânsito  da cidade que podia estar em qualquer cidade no mundo. Contudo, foi naquele momento que sentiu. Uma enorme e incondicional alegria por estar ali. Em Oslo, Em casa. O sentimento era tão avassalador que ele por alguns segundos esqueceu o motivo de ter voltado."

Aqui estamos com a segunda resenha do desafio de Março.
E com o segundo livro lido do maravilhoso Jo Nesbo, "O Leopardo" (Ed. Record).
Depois dos acontecimentos do Boneco de Neve, o nosso detetive Harry Hole está em um estado deplorável... Nos últimos meses ele está vivendo em Hong Kong, está viciado em ópio, álcool e jogos de azar. Tudo para fugir de sua antiga vida e dos acontecimentos do passado.
Porém existe um assassino em Oslo que já matou duas mulheres afogadas em seus próprios sangues. A primeira vista, a causa da morte são diversos ferimentos no interior da boca das vítimas.
Diante desse cenário perturbador, a Divisão de Homicídios não vê outra alternativa se não tentar encontrá-lo e traze-lo de volta. E isso cabe à jovem policial Kaja Solness a difícil tarefa de convence-lo a assumir o caso.
Nesse meio, acontece outro assassinato. Só que agora por enforcamento. E o único ponto em comum entre as três mulheres assassinadas é terem passado a noite numa cabana isolada. E a partir daí temos certeza total que estamos lidando com um perigoso assassino.
O livro é bem grossinho: 600 páginas! Porém li ele relativamente rápido. Isso se deve à escrita do Jo Nesbo, que é super fluída e a gente lê e nem percebe. O que torna seus livros melhores!
Em relação à história, achei a investigação muito boa e o Harry é um máximo. Super irônico, muito bom detetive - o melhor que vi até agora - e lotado de problemas! A Kaja é uma personagem muito interessante também e muito esperta.
O assassino tem um jeito de matar único e é bem esperto. Porém não gostei tanto da explicação no final e nem quem era - mesmo tendo enrolado os detetives e eu (não que precise de muito para me enrolar, rsrs).
No final, foi um ótimo livro. Mas ainda fico com "Boneco de Neve" como favorito. E acho que é mais pelo assassino em si, pois o serial killer do Leopardo não é nada grandioso. Nem chega aos pés do livro anterior...
A única coisa que me irritou de verdade foi que o livro estava com bastante erros de ortografia e gráfica. Algumas vezes nem dava para ler o que estava escrito. Uma editora do tamanho da Record deveria tomar um cuidado maior com isso. É um desrespeito com os leitores e com o autor!

Gostaram desse? Qual do Jo Nesbo vocês preferem?
Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

Promoção - Andross


Para fechar o mês com chave de ouro, nada melhor que ganhar livros, não é mesmo?
Pensando nisso, a Editora Andross vai sortear 3 kits de livros - cada kit com 5 livros.
Não fique fora dessa, corra fazer seu cadastro, quem sabe esse mês é o seu mês da sorte!
E, lembrando de novo, livros NUNCA é demais...
A promoção é válida até o dia 31!
Boa sorte para todos!

segunda-feira, 21 de março de 2016

Os Assassinos do Cartão-Postal - Resenha/Desafio


"Ele se deitou na cama de baixo com a foto de Kimmy no colo. Jacob tinha identificado o cadáver da filha em um necrotério na periferia de Roma, no Ano-novo. Foi o primeiro dia do pior ano de sua vida.
Este ano.
Ele pegou a pistola e colocou o cano na boca, como já tinha feito em tantas outras noites, sentindo o gosto de pólvora e do metal, buscando conforto na ideia de que isso podia terminar. Um leve movimento do dedo e o desespero da saudade e da perda teria um fim.
Ainda não. Não até que ele encontrasse os assassinos de Kimmy."

Primeiro livro do desafio referente ao mês de Fevereiro. E continuamos com leituras muito boas.
Já fazia um tempo que estava querendo ler James Patterson, porém não sabia por onde começar... Então, como tinha comprado "Os Assassinos do Cartão-Postal" (Ed. Arqueiro) na Bienal de 2014 e acho essa capa linda, foi meio que unânime que seria esse o livro escolhido. E o melhor: é um livro único, não faz parte de nenhuma série do James Patterson.
Uma série de assassinatos está ocorrendo por toda a Europa: Paris, Copenhague, Berlim e Estocolmo, além de outras cidades. Os assassinos matam jovens casais que estão de viagem. Mas tem um detalhe que liga todos eles: antes de cada vítima, os assassinos mandam um cartão-postal do local para o jornal da região. E é a partir daí que a história começa.
Temos os capítulos divididos por três visões: os dos assassinos, o do detetive americano Jacob Kanon e da repórter sueca Dessie Larsson, que recebe um dos cartões-postais.
Temos Dessie, uma repórter pequena dentro de seu jornal, e que não tem certeza se está sendo racional em suas escolhas para ajudar a pegar os assassinos. Paralelamente, temos Jacob, que está obcecado com esse caso - a primeira vítima foi sua filha e o namorado.
A leitura fluiu, os capítulos são curtos, e o resultado foi uma leitura rápida. Adoro nos livros quando os capítulos não são longos, a leitura é muito mais rápida e fácil. Os personagens são bem construídos, porém teve algumas partes que era meio desnecessário ele ter trabalhado, o que diminuiu um pouco a qualidade da leitura.
 Na minha opinião, a melhor personagem sem dúvida é a Dessie, pois apesar de ela não ser nenhuma especialista em assassinatos, ela é a que mais ajuda a polícia sueca e é a que vê detalhes que ninguém mais consegue enxergar. Porém, teve uma parte que diminuiu a grandeza da personagem e da história dela: um relacionamento que ela terá no decorrer da história. Não precisava daquilo, e pareceu mais um jeito de forçar algum romance que não precisava ter.
Adorei o fato dos crimes ocorrerem em países europeus diferentes. E olha que eles passaram por lugares muito bonitos. Além, é claro, que a história principal vai se passar quase que por inteira na Suécia, simplesmente o país que eu gostaria de morar, rsrs. Sem contar que passam pela Alemanha, França, Grécia, Noruega <3 e Finlândia, entre vários outros países. Com certeza isso foi o que mais gostei no livro, e achei super diferente.
Enfim, é um livro bom e acho que fui bem introduzida aos livros do tão falado James Patterson, diferente do que aconteceu com o Harlan Coben... Teve seus erros e não é O LIVRO, mas é bom para ter uma leitura rápida e ter uma primeira impressão.
O final que achei decepcionante, e muito! Poderia ter acabado de vários jeitos, menos daquele. Além de ter sido meio previsível...

Já leram? O que acharam? Comentem para eu saber as suas opiniões!
Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

sábado, 19 de março de 2016

BookHaul - Fevereiro/2016


Mês passado não teve BookHaul :( , porém esse mês ele está cheio de livros bons! E reparem, a grande maioria dos livros é de romance, algo não muito comum aqui nos blog... De suspense/policial temos só três! Espero que gostem!

Cidade dos Etéreos
Ransom Riggs
Intrínseca
Sou Louco Por Você
Federico Moccia
Planeta
Vermelho Como o Sangue
Salla Simukka
Novo Conceito















Mrs. Dalloway
Virginia Woolf
Nova Fronteira
Em Busca de Abrigo
Jojo Moyes
Bertrand Brasil
Depois de Você
Jojo Moyes
Intrínseca















Até o Fim da Queda
Ivan Mizanzuk
Draco
03:33 e Outras Histórias de
Suspense
Waldick Garrett
Draco
O Alienado
Cirilo S. Lemos
Draco


















O Valor do Riso
Virginia Woolf
Cosac Naify

















Gostaram das nossas compras? Quais vocês querem ler ou já leram? Digam ai nos comentários!
Boa leitura!
Carol!!!

terça-feira, 15 de março de 2016

Quinze Contos, Quinze Anos de Redenção


"Ela perguntou-lhe por que não escrevia seus pensamentos. Para que, respondeu Duffy, com desprezo cauteloso. Para competir com fazedores de frases, incapazes de pensar com coerência durante sessenta segundos? Para submeter-se às críticas de uma classe média obtusa, que entrega a sua moral aos cuidados da polícia e sua arte aos empresários? " (Conto: Um Caso Doloroso)

Quinze contos incríveis, quinze anos com o livro parado na estante, quinze anos para me redimir.
"Dublinenses", segundo romance do irlandês James Joyce, Editora Biblioteca da Folha. Pessoalmente, tenho uma admiração por esse escritor. Acho ele muito a frente de sua época, gosto da maneira como escreve e das críticas severas que faz sem pudor a sociedade, que na época causou revolta nos círculos conservadores por sua descrição sem sentimentalismo das pequenas e grandes misérias da vida na Irlanda. "O centro da paralisia". Foi assim que Joyce definiu Dublin, justificando a escolha da cidade com cenário desta "história moral" de seu país. Concluídos em 1907, os contos de Dublinenses esperaram sete anos para serem publicados. Os editores temiam sua temática pouco ortodoxa, que incluía figuras marginais da sociedade, a linguagem forte e a menção a pessoas e lugares reais.
Quando o livro foi, enfim, lançado, acabou vítima de resenhas negativas, levando Joyce a lamentar-lhe o "solene fiasco". Seus contemporâneos ainda não estavam prontos para a proposta estética da obra, hoje considerada um dos primeiros marcos da literatura moderna e um dos maiores conjuntos de contos de todos os tempos.
Em narrativas curtas, o jovem irlandês James Joyce (1882-1941) presta aqui o seu tributo à grande tradição realista do século 19, sobretudo a Flaubert e Tchecov. Mas, como não poderia deixar de ser, o realismo de seus precursores é sutilmente subvertido nos pequenos retratos "fora de foco" de sua Dublin natal.
A trama dos contos pode ser vista como uma série de variações sobre temas irlandeses: o catolicismo rígido, a severa educação escolar, as relações familiares pautadas pela autoridade e a violência, o alcoolismo, a vida cinzenta da classe média, o nacionalismo diante da poderosa Inglaterra. Vistas em conjunto, essas ficções dão forma ao que o próprio escritor definiu como "uma história moral da Irlanda". História pública, mas vista predominantemente a partir de um ângulo privado: o escritório, a casa, o Irish pub. Sem chegar ao monólogo interior que marcaria as obras da maturidade, Joyce devassa os movimentos íntimos de duas personagens, confundindo o dentro e o fora, a impressão subjetiva e as miudezas cotidianas. Enfim, todos os elementos que seriam expandidos até a explosão em sua obras maiores: "Ulisses" e "Finnegans Wake".
Em 1987, o cineasta norte-americano John Huston fez o último filme de sua carreira baseado no conto mais famoso de "Dublinense": "Os mortos", incluído em incontáveis antologias dos maiores contos em língua inglesa de todos os tempos.
Os contos são grandiosos, questionam uma sociedade conservadora e, à frente disso, destrincham o que há de melhor e pior no homem: sua moral! Esta pode te punir ou te libertar para sempre...

Cláudia Trigo

sábado, 12 de março de 2016

Noite e Dia, Dia e Noite


"Você se ajusta à rotina porque, de maneira geral, é uma rotina agradável. E tende a esquecer a razão de estar metida nela. Você tem o hábito feminino de dar excessiva importância ao detalhe. Você não vê quando as coisas são importantes e quando não são. E é isso a ruína de todas essas organizações. É por isso que as sufragistas nunca conseguiram nada todos esses anos. De que serve realizar quermesses e reuniões a portas fechadas? Você precisa de ideias, Mary. Agarra-se a alguma coisa de grande. Não se importe em errar, mas não se perca em ninharias. Por que não abandona tudo por um ano, e viaja? Veja algo do mundo. Não se contente em viver toda a sua vida com meia dúzia de pessoas numa enseada. "

 O que dizer desta mulher, da qual me tornei fã? Adoro como ela escreve, adoro como ela questiona, adoro vê-la num século atrás, numa sociedade moralista, machista, conservadora, colocando a mulher como foco, personagem principal e, acima de tudo, forte em sua essência.
"Noite e Dia", segundo livro de Virginia Woolf, Editora Novo Século, publicado em 1919. Experimentalista por excelência, o livro atira o leitor dentro de uma sociedade, seus costumes, sua linguagem, num jogo de poder e contestação. Trata-se de uma trama de amor entre Katherine Hilbery e Ralph Denham, advogado, intelectual e burguês. O enredo se desenrola num estilo ao mesmo tempo, sólido e puro, e segue uma linhagem da tradição inglesa de grandes novelistas como Jane Austen, Charlotte Brontë e George Eliot. Os personagens são puro deleite, num romance belo e elegante em que Virginia Woolf experimenta o tradicional.
"Noite e Dia" é conhecido como o livro mais simples de Virginia Woolf. É um romance sobre os valores do casamento e a necessidade de liberdade de uma mulher. Katharine Hilbery está de casamento marcado, mas se mostra pouco preocupada com o compromisso que se aproxima. Ralph Denham é maduro e romanticamente apaixonado. Temos ainda no desenrolar da história, uma família inglesa adoradora de literatura, uma bela casa, festas, a tradicional reunião para o chá da tarde e outras coisas a mais que acontecem noite e dia em uma Londres clássica. O romance se desenrola de acordo com o impulso e a razão de Katharine, misturados, em alguns momentos, com sua sabedoria. A personagem foi inspirada na irmã de Virginia Woolf, Vanessa Bell. 
Apesar da críticas ruins, Virginia Woolf é muito sagaz com esse romance, fazendo do simples, o belo, da rotina, a aventura. Os personagens dançam confortáveis entre as amarguras da vida. Eles revelam uma característica de sempre optar por encarar o problema, por resolver a situação de acordo com os seus impulsos. 
A crítica não gostou. E.M. Forster (1879-1970) e Katherine Mansfield (1888-1923) odiaram. Mas Forster, amigo, foi elegante e discreto. Disse que o livro não era melhor que “The Voyage Out”, - Forster mais tarde, ficou chateado com algumas críticas ferinas de Virginia. Mansfield foi dura: “Noite e Dia era uma mentira da alma, falava sobre esnobismo intelectual. O livro dela fede a isso - mas não posso dizê-lo. É muito longo e cansativo”. Virginia, que não sabia assimilar criticas, ficou abalada.
Recomendo muito o livro, apesar de volumoso (640 páginas). Valeu cada segundo de minhas noites literárias!

Cláudia Trigo

terça-feira, 8 de março de 2016

Top 6 - "O Sexo Frágil"


Para encerrar com chave de ouro o Dia Internacional da Mulher, nada mais justo do que as nossas grandes mulheres do cinema. Selecionamos aqui algumas personagens fortes e inesquecíveis que muito nos acrescentam. É uma delícia, e uma lição de vida, a histórias dessas mulheres, divinamente representadas por grandes atrizes.
A escolha foi difícil, mas nosso Top 6 está bem representado por elas!

Sylvia - Paixão Além de Palavras (2003)
É a história da novelista norte-americana Sylvia Plath (Gwyneth Paltrow), que nasceu em Boston durante a Grande Depressão. Enquanto jovem tentou suicídio na casa de sua mãe. Ao viajar para a Inglaterra para estudar em Cambridge, Sylvia se apaixona pelo jovem poeta Ted Hughes (Daniel Craig) e vive um longo romance.
É gigante a quantidade de barreiras que ela teve que passar para se tornar a escritora que ela virou. Tanto no trabalho, com outros escritores, na sociedade e algumas vezes, pelo próprio marido. Ela foi super bem interpretada pela Gwyneth Paltrow, que neste filme em particular, deu um show de atuação. Talvez o melhor filme dela!

Chocolate (2000)
Vianne Rocher (Juliette Binoche), uma jovem mãe solteira, e sua filha, de seis anos, resolvem se mudar para uma cidade rural da França. Lá decidem abrir uma loja de chocolates que funciona todos os dias da semana, bem em frente à igreja local, o que atrai a certeza da população de que o negócio não vá durar muito tempo. Porém, aos poucos, Vianne consegue persuadir os moradores da cidade em que agora vive a desfrutar seus deliciosos produtos, transformando o ceticismo inicial em uma calorosa recepção.
É impressionante os preconceitos que Vianne passa ao abrir a sua loja. Os moradores acreditam que ela não vá durar muito tempo aberta, e alguns até acham que ela não devia estar ali por ser mulher. Para piorar, ela é uma mãe solteira! Juliette Binoche sempre atua perfeitamente bem, e nesse filme não foi diferente. Uma das nossas atrizes preferidas!

Histórias Cruzadas (2011)
Jackson, pequena cidade no estado do Mississipi, anos 60. Skeeter (Emma Stone) é uma garota da sociedade que retorna determinada a se tornar escritora. Ela começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca, da qual a própria Skeeter faz parte. Aibileen Clark (Viola Davis), a empregada da melhor amiga de Skeeter, é a primeira a conceder uma entrevista, o que desagrada a sociedade como um todo. Apesar das críticas, Skeeter e Aibileen continuam trabalhando juntas e, aos poucos, conseguem novas adesões.
Amamos esse filme. A história é linda, as atuações são perfeitas e a mensagem é maravilhosa. Se passar todos os dias na TV, assistiremos todos os dias, rsrs. Além de serem mulheres lutando pelos seus direitos em um momento complicado dos EUA, elas ainda são negras, o que deixou a situação pior ainda. A Emma Stone, Viola Davis <3 estão perfeitas e dando uma aula de atuação! Esse filme devia ser obrigatório para todo mundo assistir!

Erin Brockovich: Uma Mulher de Talento (2000)
Erin (Julia Roberts) é a mãe de três filhos que trabalha num pequeno escritório de advocacia. Quando descobre que a água de uma cidade no deserto está sendo contaminada e espalhando doenças entre seus habitantes, convence seu chefe a deixá-la investigar o assunto. A partir de então, utilizando-se de todas as suas qualidades naturais, desde a fala macia e convincente até seus atributos físicos, consegue convencer os cidadãos da cidade a cooperarem com ela, fazendo com que tenha em mãos um processo de 333 milhões de dólares.
Um filme muito triste e infelizmente real. Tudo aquilo que a gente vê realmente aconteceu. E não podia ser pior: mãe solteira de três filhos, que trabalha num emprego que recebe muito pouco e é mulher, o que dificulta as coisas ainda mais. Essa é outra história que nos inspira e com aquela atuação da lindíssima da Julia Roberts não poderia ter ficado ruim. Adoro os filmes dela, mas se fosse escolher a melhor atuação dela, com certeza seria essa.

Mil Vezes Boa Noite ( 2013)
Rebecca (Juliette Binoche), é uma das melhores fotógrafas de guerra em atividade e precisa enfrentar um turbilhão de emoções quando seu marido (Nikolaj Coster-Waldau) lhe dá um ultimato. Ele e a filha do casal não suportam mais sua rotina arriscada e exigem mudanças, mas ela, apesar de amar a família, tem verdadeira adoração pela profissão.
Um achado!
É lindo ver o quanto Rebecca ama profissão dela, mesmo tendo que correr riscos. Claro que sua família ficava preocupada, não é para menos, porém se fosse um homem no papel dela, as pessoas achariam normal ele se arriscar e ela ficar em casa cuidando da família. Por que uma mulher não pode se arriscar, se sustentar e a fazer aquilo que ama? Acho que essa é a principal mensagem do filme. E, novamente, com a maravilhosa Juliette Binoche! Já perceberam como amamos ela, não? E o melhor é que ela está se arriscando para ajudar centenas de pessoas que sofrem todo dia, e que nunca são lembradas.
Adoramos vários filmes dela, como até citamos "Chocolate", porém acho esse filme o mais belo dela, de uma grandiosidade inimaginável! Recomendo a todos assistirem, pois algumas pessoas precisam aprender algumas coisinhas...

A Luta Por Um Ideal (2012)
Duas mães lutam por uma educação melhor para os seus filhos e contra a decadência da escola local. Elas vão precisar enfrentar a burocracia e corrupção para fazer a diferença no futuro de suas crianças.
Talvez o filme mais desconhecido da nossa lista. é até difícil encontrar na internet, o que é um erro.
Existe centenas de filmes que retratam a luta de professores pelos seus direitos, de seus alunos e por uma educação melhor. Já assistimos vários, e podíamos fazer uma lista de todos eles. Ficamos bem indecisas entre esse e "Escritores da Liberdade", que é outro ótimo filme. Mas escolhemos esse por duas questões: primeira, por ser desconhecido e acho que precisamos mostrar esses filmes para as outras pessoas assistam; a segunda é porque elas são mães lutando pelos direitos de seus filhos e da educação deles. E isso eu acho mais fantástico ainda. São inúmeros os obstáculos que elas passam, no entanto, quando temos um objetivo em mente, temos que ir até o fim com ele, por mais difícil que seja. Sem contar as ótimas atuações da Maggie Gyllenhaal, e novamente da Viola Davis. Vocês não fazem ideia de quando amamos essa mulher. Ela é perfeita!

Gostaram da nossa lista? Tentamos pegar um filme de cada estilo e que passe as inúmeras mensagens que temos que passar de diversas formas.
Quais vocês recomendam a gente assistir? Comentem que ficaremos super feliz!
Carol e Cláudia 

Top 8 - Estante Feminista


Nesse Dia Internacional da Mulher, nada melhor que presentear nossos observadores com uma seleção de mulheres importantes  na história da literatura e suas personagens fortes e marcantes. Escritoras que acrescentaram muito em nossa luta constante por reconhecimento, direitos e igualdade social. O que seria de nossas vidas sem suas "pinceladas" de luta, dedicação envoltos num cenário romântico?
A literatura estaria mais pobre sem suas histórias...
Mas, elas estão aqui, e vamos à elas!

Virginia Woolf
Nasceu no Reino Unido em 1882 e faleceu 1941 no mesmo país. Virginia foi escritora, ensaísta e editora. Foi conhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo. Desempenhava um papel de significância dentro da sociedade literária londrina durante o período entre guerras. Teve várias obras publicadas, mas resolvi comentar "Noite e Dia", uma de suas obras que gosto muito e tem duas personagens bem peculiares: Katharine Hilbery e Mary Datchet. Katharine é uma mulher entediada e está noiva de um homem do qual não ama. Mary, ao contrário, mostra a vida alternativa ao casamento - frequentou a universidade numa época que não era tão natural, morava sozinha, se auto sustentava e encontrava sua realização trabalhando no movimento pelos direitos da mulher. Uma era bem segura, a outra independente e forte, personagens marcantes numa época em que a mulher não tinha voz para nada, elas se fazem ouvir.

Jane Austen
Nasceu também no Reino Unido em 1775 e morreu em 1817 no mesmo país. Talvez uma das escritoras inglesas mais conhecidas e de maior importância, Jane Austen começou a escrever desde jovem, aos 17 anos. Seu poder de observação do cotidiano forneceu-lhe material suficiente para dar vida aos personagens de suas obras e por causa disso a crítica considerou-a a primeira romancista moderna da literatura inglesa. Além de ser contrária à época em que viveu, para uma mulher, Jane Austen escreveu romances e personagens incrivelmente fortes. E nosso livro escolhido para essa lista não podia ser menos que "Orgulho e Preconceito", seu segundo romance e o mais conhecido. Nele temos uma das personagens mais fantástica que a literatura já viu: Elizabeth Bennet! Ela sempre está lidando com problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. Além é claro de ser uma apaixonada por livros. <3

Emily Brontë
Outra escritora nascida no Reino Unido em 1818 e falecida em 1848 no mesmo país. A mais conhecida das irmãs Brontë atualmente, Emily era escritora e poetista. Das três irmãs, ela é a que se tem menos informações, vivia reclusa e era muito introvertida. Sua obra, "O Morro dos Ventos Uivantes", quando lançado, foi duramente criticado e só veio a ser incluso da lista de clássicos da literatura muito tempo depois. Isso se deve ao fato do romance ter chocado a sociedade inglesa, com uma história de amor que quebrava com todos os estilos da época, debatendo-se com a moral vigente e a moral imposta. Sua obra não debate a moralidade da época, mas a desfaz diante dos sentimentos incontroláveis da mente humana, arrebatada pela falta de razão e pelos impulsos das paixões. O livro quebrou com o retrato literário do seu tempo, fugiu do romantismo estilizado e sucumbiu ao realismo literário puro, desfazendo o momento literário em que foi escrito.

Charlotte Brontë
Irmã mais velha de Emily Brontë, Charlotte nasceu em 1816, no Reino Unido e faleceu em 1855, também no Reino Unido. Charlotte também era escritora e poetista. "Jane Eyre" foi seu primeiro romance escrito sobre o pseudônimo Currer Bell, isso se deve ao fato de ela não querer chamar a atenção como ela própria falou: "A escolha ambígua foi ditada por uma espécie de escrúpulo criterioso segundo o qual assumimos nomes cristãos, claramente masculinos, já que que não gostamos de nos declarar mulheres, uma vez que naquela altura suspeitávamos que a nossa maneira de escrever e o nosso pensamento não eram aqueles que se podem considerar 'femininos'. Tínhamos a vaga impressão de que as escritoras são por vezes olhadas com preconceito e tínhamos reparado como os críticos por vezes as castigam com a arma da personalidade e as recompensam com lisonjas que, na verdade, não são elogios.". O livro retrata a emancipação da mulher e seu espírito. Charlotte através de Jane Eyer (sua personagem principal), prova que as mulheres eram perfeitamente capazes de trabalharem e de terem um vida, independentemente de se casarem ou não. Forte não?!

Simone de Beauvoir
Nasceu na França em 1908 e faleceu no mesmo local em 1986. Simone de Beauvoir é o nome mais importante que temos na nossa luta feminista. Ela foi de um importância gigantesca  na época por lutar a favor dos votos femininos e mesmo hoje, ela continua de suma importância para a continuidade dessa luta. Se hoje temos todos os nossos direitos, muito se deve à ela. E o livro que escolhemos dela foi "O Segundo Sexo" que é o seu livro mais conhecido e talvez o de maior importância por retratar a opressão das mulheres, além de ser um tratado fundamental do feminismo contemporâneo.

Lygia Fagundes Telles
Lygia nasceu em São Paulo, em 1923 e continua viva até hoje, com seus 92 anos. Em 1945 Lygia participa com colegas da Faculdade de uma passeata contra o Estado Novo. Suas participações virão a se repetir durante toda a Ditadura Militar em que vale lembrar, nós mulheres, não tínhamos nenhum direito. O livro escolhido foi o mais conhecido da autora, "As Meninas", em que temos a narração de três personagens femininas em conflito durante a Ditadura. Com esse livro, Lygia leva todos os prêmios de importância do país. Agora, em 2016, ela foi indicada ao Prêmio Nobel da Literatura. Fica aqui a nossa torcida!

Clarice Lispector
Nasceu na Ucrânia em 1920, mas se naturalizou brasileira. Veio a falecer em 1977, no Rio de Janeiro. Começou a escrever numa época em que a literatura brasileira era dominada por uma tendência regionalista, porém ela surge com romances e personagens que contam a dificuldade e a realidade social do país. O livro escolhido para falarmos é "A Paixão Segundo G. H.", onde o enredo trata de uma mulher - G. H -,. que depois de demitir a empregada e tentar limpar o quarto, relata a perda da individualidade após esmagar uma barata na porta de um guarda-roupa.

Isabel Allende
Isabel nasceu no Peru em 1942, mas se naturalizou chilena, sua terra natal. Hoje ela vive nos EUA. Suas obras são marcadas pela ditadura chilena, implantada com um golpe militar em 1973 que derrubou o governo de seu primo, Salvador Allende. Em "Paula", vemos o que ela teve que passar durante esses anos horríveis de Militarismo e por todas as lutas que ela teve que passar para ser o que hoje ela é. Ela mostra que não concordava com muitas das questão daquela sociedade conservadora, e machista. Ela vai contra várias posições da época e isso ela consegue passar para seus personagens, como vemos muito bem no livro que escolhemos: "A Casa dos Espíritos". Esta obra é repleta de personagens femininas fortes e como é um livro quase biográfico, então já imaginamos que muito da própria Isabel Allende está presente ali. Com certeza uma grande mulher, uma grande escritora e uma grande pessoa também!

Que essas mulheres sejam um exemplo para nós e que a nossa luta não acabe por aqui, pois ainda temos muita estrada para percorrer e conquistar.
Gostaram da nossa lista? Que nome colocariam? Digam ai em baixo que ficaremos muito feliz em sabermos.
Carol e Cláudia!

terça-feira, 1 de março de 2016

Mais uma Distopia Juvenil? Acho Que Não!



" - Não importa por que você está aqui, não importa por que qualquer um de nós está aqui, você nunca está presa ao destino. Nunca está amarrada. Você faz suas escolhas, Kira, e não deve nunca deixar que roubem isso de você."

Fazia muito tempo que esse livro estava na minha pilha de leituras, e também fazia muito tempo que não lia distopias. Estava com saudades. E acho que escolhi o livro certo para voltar nesse gênero que tanto gosto.
Partials, do estadunidense Dan Wells, Editora iD, é uma distopia para os fãs de Jogos Vorazes e Divergente, para os fãs dos clássicos como 1984 e Fahrenheit 451, e para quem quer entrar neste gênero, ou para quem quer algo um pouco diferente.
O livro se passa no final do século XXI. A população foi reduzida a 40 mil habitantes aglomerados em Long Island. Isso é devido à guerra entre humanos e Partials - seres criados em laboratório idênticos aos humanos - que liberam o vírus RM, no qual dizima quase toda a população.
Eles vivem sobre vigilância 24 horas por dia e não podem sair da ilha, pois irão ser mortos pelos Partials ou pela Voz - grupos que vivem fora de Long Island, formado por humanos que se rebelaram contra o governo e que não concordam com as atitudes tomadas pelos governadores.
Porém, o maior problema dos humanos é que depois da guerra dos Partials, eles não conseguem mais se reproduzirem. Todo bebê que nasce morre depois de três, quatro dias. Na tentativa de sobreviver, o Senado cria a Lei da Esperança, que obriga cada moça que chegar aos 18 anos a engravidar. Se ela não tiver um parceiro pode se designado um para ela ou a partir de inseminação artificial. E esse é um dos motivos para a Voz atacar o Senado.
Além de todos os problemas já existentes, aparece mais um: o Senado pretende diminuir a Lei da Esperança para 16 anos. E é nesse mundo que vive nossa personagem principal: Kira, uma estudante de medicina de 16 anos.
E é com ela que as coisas começam a mudar. Por ela ser muito inteligente mas também muito curiosa, ela não aguenta mais ver bebês morrendo a todo instante e não acredita que a diminuição na idade para engravidar irá ajudar muito as coisas.
É a partir disso que ela tem uma ideia talvez um pouco louca, e que tem pouca chance do Senado concordar: ela pretende capturar um Partial no continente para estudar seu metabolismo, pois eles são os únicos imunes ao vírus RM. Ela acaba conseguindo convencer alguns de seus amigos a irem com ela ao continente e a ajudarem.
Também faz parte de uma trilogia, tendo seu segundo livro já lançado aqui no Brasil: Fragmentos. Tem seus dilemas adolescentes, porém discute assuntos pouco tratados nos livros, particularmente os distópicos. Temas como estupro, liberdade civil e autoritarismo.
Um deles me chamou muita a atenção. Em um certo momento, um dos personagens faz a seguinte indagação: 'porque um rapaz de 17/18 anos pode ser um comandante e é considerado adulto, e as moças com 16 anos que são forçadas a engravidar não são consideradas adultas?' A idade, principalmente nos tempos de hoje, não representa a sua maturidade. Temos muito adultos que não tem postura de tal, e "jovens" (talvez só na idade) que são muito mais adultos do que alguns que vemos por aí. É uma coisa a se pensar!
Comprei Partials num sebo por não ter encontrado nenhum outro que me chamou a atenção. Mas que bom que não achei outro, pois esse foi uma grata surpresa e nos mostra que temos bons tesouros escondidos por ai. E que muitas vezes a gente nem conhece...

Espero que tenham gostado e boa leitura!
Carol!!!