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segunda-feira, 12 de junho de 2017

O Amor Está No Ar...

Hoje é Dia dos Namorados, então trazemos uma lista com 10 filmes românticos. Nela, teremos filmes mais conhecidos, mais leves, para se emocionar, chorar, amar. Tem filme para tudo que é gosto! Esperamos que gostem!

      1. Cartas Para Julieta (2010) - Dir.: Gary Winick
      2. Diário de Uma Paixão (2004) - Dir.: Nick Cassavetes
      3. P.S. Eu Te Amo (2008) - Dir.: Richard LaGravenese

 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Mulher-Maravilha Chegou Para Ficar! - Crítica


Domingo, dia 04, fui assistir "Mulher-Maravilha" (2017, Dir.: Patty Jenkins) e preciso começar dizendo que, normalmente curto mais os filmes da Marvel, mas desde que saiu o primeiro trailer desse filme, fiquei bem ansiosa e com as expectativas lá no alto.
Gosto bastante de filmes de super-heróis, apesar de não ler as HQs. Fugindo da maioria das críticas, não achei "Batman vs Superman" tão ruim, porém, entendo que essas últimas levas da DC não eram o que os fãs estavam querendo. Quando começou a ficar mais próximo do lançamento de "Mulher-Maravilha", as perguntas eram muitas, mas a principal era: será a volta da DC? E digo que sim!
Agora indo para o que achei do longa...
O filme vai muito bem até a última parte. O começo é muito bom, apresentando as Amazonas e seus treinamentos. A cena que o Steve Trevor (Chris Pine) cai na Ilha Paraíso, "trazendo" os alemães junto e em seguida eles lutando contra as Amazonas é uma cena linda! Toda a apresentação dessa super-heroína, explicando o nascimento de Diana Prince (Gal Gadot), eu considero como a primeira parte. E uma parte muito boa!
Em seguida, entramos na segunda parte, quando Diana vai para Londres. E aí nota-se a mudança na paleta de cores: antes tão colorido, sem a presença do medo; agora entramos em um terreno todo cinza, em que a presença do medo é constante. A cena em que a nossa WW sobe nas trincheiras e vai desviando as balas com os seus braceletes é de arrepiar! - para mim, a melhor cena do filme todo. Foi para ver aquilo que fui no cinema!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Psicose - Resenha/Desafio


"Engraçado, pensava Sam, como acreditamos saber tudo sobre uma pessoa só porque a vemos frequentemente ou porque temos uma forte ligação emocional com ela....
...Respeitáveis senhoras de idade de repente eliminavam os maridos após vinte anos de casamento feliz; humildes empregadinhos de banco de repente desviavam fundos... Não há como prever o que pode acontecer."

Quem não conhece a clássica cena do banheiro de "Psicose" ou o grande plot twist que essa história leva?
Acreditem se quiser, eu ainda não assisti o filme, mas é claro que sei o final e todo o desenrolar. Porém, tinha bastante interesse em ler o livro e posso afirmar que ele me surpreendeu mais do que eu esperava! Também acompanho a série "Bates Motel" e recomendo DEMAIS! - tem um elenco de primeira e não fica atrás das outras duas obras (no total são 5 temporadas, sendo que o último episódio foi ao ar dia 24/04 - na Netflix tem até a terceira. Não percam a chance de assistir, é muito bom mesmo).
Então peguei "Psicose", de Robert Bloch, Editora DrakSide, para ler, e li numa semana. A escrita do Bloch é muito fácil (mais até do que esperava) e a narrativa vai muito rápida.
A história de suspense conta a história de Marion Crane, que foge ao roubar 40 mil dólares. Em uma noite de tempestade, Marion acaba parando no Bates Motel, cujo proprietário é Norman Bates, um homem atormentado por sua mãe controladora.
Não contarei spoilers, apesar de achar bem difícil alguém ainda não saber nada sobre essa história...
Os personagens são muito bem construídos e a relação do Norman com a Norma é muito interesse de se ler. Além desses dois principais, ainda temos a irmã da Marion e o seu "noivo" (?), que estão atrás dela, pois acham que alguma coisa mais séria aconteceu com ela.
Os capítulos narrados por estes dois são mais chatinhos, o que eu ansiava por ele eram os narrados pelo Norman.
Um clássico - tanto da literatura, quanto do cinema - que precisa ser lido e assistido por todos (e não se esqueçam da série também!). Uma história de primeira, que a DarkSide trouxe para nós em uma edição MARAVILHOSA!
Muito recomendado para quem gosta de um bom suspense!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Dragão Vermelho - Resenha


"Só vemos o que observamos e só observamos coisas que já conhecemos." (Alphonse Bertillon)

Não sei se vocês sabem, mas um dos meus filmes preferidos é "O Silêncio dos Inocentes" e o meu personagem/vilão é o Hannibal, então, quando coloquei no começo do ano esse livro no desafio, estava muito ansiosa pelo o que encontraria aqui.
Quando comecei a ler, me lembrava muito pouco da história, pois faz muito tempo que não assisto aos outros filmes do canibal. E apesar de estar assistindo a série (que recomendo demais, também!), ela é bem diferente do livro!
Mas agora vamos ao ponto! "Dragão Vermelho", do Thomas Harris, Editora BestBolso, não foi tudo o que esperava. Porém, tenho a impressão que isso se deva muito por causa da edição e depois vou falar sobre isso.
A história começa quando o agente do FBI, Will Graham é chamado ao trabalho depois de muito tempo parado, pelo seu ex-chefe (agora novamente chefe), Jack Crawford, para investigar uma série de assassinatos. Porém, para capturá-lo, ele precisará pedir ajuda ao Dr. Hannibal Lecter, um assassino canibal que o próprio Will prendeu muitos anos atrás (e o motivo para ele parar de caçar assassinos). No entanto, esse ato pode trazer consequências desastrosas.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Canção do Cuco - Resenha


" - Boa escolha. O melhor lugar da casa. - O estranho de bigode de estrela de cinema foi parar ao lado da cadeira, fitando o filme em reverso. - Mas é claro, o melhor jeito de ver as coisas é sempre pelo interior, Surpreenda o mundo pelas costas, pegue-o desprevenido, e então vai vê-lo como realmente é..."

Vocês não fazem ideia de quão ansiosa eu estava para ler esse livro... Quando fizemos os sorteios dos livros que iríamos ler esse ano e saiu ele, fiquei muito feliz!
O primeiro fator que que me despertou interesse no "Canção do Cuco", da inglesa Frances Hardinge, Editora Novo Século, foi a capa. Normalmente não curto muito capa com pessoas, mas essa especificamente eu curti demais (e quem leu, deve ter percebido que nela tem algumas características bem importante para a história/personagem principal). O outro foi a sinopse (que é muito interessante e diferente).
Triss Crescent (a nossa protagonista) tem onze anos e está passando as férias com a sua família fora da cidade. Porém, ela sofre um acidente em que não se lembra de nada e ao despertar, coisas estranhas começam a acontecer. Ela sente uma fome imensa, a ponto de comer as próprias bonecas; ela acorda várias vezes com folhas e terra com gravetos (seria ela, sonâmbula?); objetos inanimados tentavam ataca-la; tesouras eram atraídas por ela; em vez de chorar lágrimas, ela chorava teias de aranha; sua irmã, Pen, passa a ter um medo incontrolável dela, entre várias outras coisas.
Sem saber o porque que essas coisas estavam acontecendo, Triss começa a investigar para descobrir as causas do acidente - que a princípio, é o causador de todas essas estranhezas. O que ela não imaginava era que tinha coisas mais sombrias do que ela achava existir.

domingo, 21 de maio de 2017

Eu Sou Malala - Resenha


"Nasci como filha orgulhosa do Paquistão, embora, como todos os swatis, pense em mim primeiro como swati, depois como pachtum e finalmente como paquistanesa."

Claro que antes de ler esse livro, antes já tinha ouvido muitos acontecimentos em volta da Malala e até vistos alguns vídeos dela falando (como por exemplo, uma na ONU - inclusive recomendo demais vocês assistirem! - cliquem aqui), mas não tinha conhecimento de tudo pelo qual ela passou.
Quando pensamos nela, lembramos rapidamente de quando ela tomou um tiro -  até porque para a grande maioria e para o mundo, ela ficou conhecida por causa disso. Mas ao ler "Eu Sou Malala", Editora Cia. das Letras, descobrimos que a vida dela é muito mais do que isso. Aliás, a própria Malala diz no livro que ela gostaria de ser lembrada por ser a menina que lutou pela educação e não que tomou um tiro do Talibã.
O livro vai mostrar desde a infância da Malala até quando o Talibã tomou controle do vale do Swat. Desde pequena ela já não entendia porque as meninas não podiam estudar com os meninos, porque elas não tinham o mesmo direito que eles e o porque milhões de crianças (meninas e meninos) não terem direito à educação.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Pelos Olhos de Maisie - Resenha


"Ela foi abandonada a seu destino. Estava claro para qualquer observador que único vínculo que a unia a cada um de seus pais era o fato lamentável de ser ela um veículo fácil para o rancor deles, uma xícara de porcelana, pequena mas funda, boa para misturar ácidos cortantes. Queriam-na não pelo bem que pudessem fazer a ela, mas pelo mal que, com a ajuda inconsciente dela, cada um poderia fazer ao outro. "

Eu queria não falar sobre esse livro. De verdade...
"Pelos Olhos de Maise" de Henry James, Editora Penguin, foi um desses livros que quero esquecer que um dia li. Além de ter consumido vinte dias do meu precioso mês - isso mesmo, vinte dias para um livro de um pouco mais de 400 páginas! - não acrescentou nada na minha vida. Livro chato, cansativo, monótono.
O autor "TENTA" relatar o drama familiar de uma criança - Maise - que se vê diante da separação de seus pais e passa a ser usada como instrumento de manipulação, um joguete na mão do casal que se odeia. Diante desse mundo novo, com dois lares prejudicados pela incerteza, pelo ódio, a garota acaba criando seu próprio mundo e sendo empurrada de um lado para outro. A história pode até parecer boa falando nessa perspectiva, mas acredite, não é.
O livro não funcionou para mim - é sonolento, chato e devagar. Não passa de um enredo inconclusivo. Para o autor, a menina não passa de um brinquedo dentro de uma situação curiosamente complicada na qual ele não consegue destrinchar. A gente não consegue criar empatia pela menina, os diálogos são vagos e pobres e não há conexão com o próximo capítulo. Ficamos esperando alguma conclusão nas próximas páginas mas isso nunca acontece.
Uma lamentável perda de tempo e dinheiro.
Não funcionou nadinha para mim. Um porre de leitura!

Cláu Trigo

sábado, 13 de maio de 2017

Olhos Azuis, Cabelos Pretos - Resenha


"- Não sei nada do que você. Não posso imaginar que sofra por causa do que digo. Não digo nada. Nunca falo a verdade. Não digo nada que faça sofrer. É depois, quando você sofre, que tenho medo do que disse".

"Não existe nada mais público que aquilo que é rigorosamente pessoal".
Essas palavras são da própria Marguerite Duras, e é sobre isso que ela escreve: assuntos rigorosamente pessoais.
"Olhos Azuis, Cabelos Pretos", Editora Círculo do Livro, é um daqueles livros poéticos sem ser blasé. Concebido em diálogos sombrios, tristes, profundos.
Já tinha lido antes "O Amantee é um dos meus livros favoritos da autora, e "Olhos Azuis, Cabelos Pretos" entrou na minha lista de favoritos também. Foi o último livro escrito pela autora (1986) e sua ficção é bastante influenciada pela técnica cinematográfica, tanto que algumas cenas descritas em seus livros fixam-se na memória como se tivessem sido vistas na tela.
Nessa história, Duras envolve os personagens - dois desconhecidos que se encontram todas as noites para aliviar suas solidões, mas sem envolvimento sexual - a longas conversas sobre a vida, o amor, a solidão, o medo.
Um livro curto - 97 páginas - que quando se acaba de ler entende-se que é preciso retornar a história novamente, a sensação é de que perdemos alguma coisa no caminho. Mas não... é apenas Marguerite Duras nos confrontando com nossos demônios.
Um livro paradoxo, cheio de simbolismos e total falta de sintaxe. Pesado, mas preciso recomenda-lo.

Cláudia Trigo

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O Resgate - Resenha


" - Nem tanto. Acho que depende de como você encara. Para mim... bem, isso apenas acrescenta uma riqueza que de outro modo não se teria. As pessoas vêm e vão. Elas entram e saem da sua vida, quase como personagens em um livro. Quando você finalmente o fecha, os personagens contaram suas histórias e você recomeça outro livro, cheio de novos personagens e aventuras. Então se vê concentrando-se nos novos, não nos do passado."

Todo mundo quando vai ler um livro do Nicholas Sparks, sabe mais ou menos o que vai encontrar. Uma história de amor que segue o mesmo manual de todos os seus outros livros, repleto de clichês e que provavelmente vai nos emocionar em algum momento (alguns mais, outros menos). Ah... E tem outra coisa: ele adora matar algum dos seus personagens. Na maioria do seus livros, alguém morre - seja principal, ou não - isso é uma certeza. Quem já leu algo dele, sabe que tudo isso é verdade.
Então, quando peguei "O Resgate", Editora Arqueiro, para ler, já fui preparada. Fazia algum tempo que não lia nada dele - e olhem que já li muitos livros dele (10 no total) e acho que foi num bom momento. Ler muito Nicholas Sparks em seguida faz perder um pouco dessa força que ele tem de nos atingir emocionalmente. Como fazia tempo que não lia nada dele, ele conseguiu me atingir mais forte.

domingo, 7 de maio de 2017

A Namorada do Meu Amigo - Resenha


"Beto, eleu éramos tão unidos que todos no bairro nos chamavam de Os Três Mosqueteiros. Onde um estava, o outro estava. E era sempre um por todos e todos por um, mas a chata da Juju vivia atrás da gente falando quera o D'Artagnan. Onde já se viu, D'Artagnan mulher?"

Pessoas, o que foi esse livro?
Eu, Cláudia Trigo, admito, sempre tenho um pouco de receio em livros YA (Jovens Adultos). Apesar de já ter lido alguns e gostado de poucos.
O livro "A Namorada do Meu Amigo". da Graciela Mayrink, Editora Novo Conceito, me surpreendeu de uma forma boa.
Sabe aquele livro que você não consegue tirar da cabeça? Então... foi isso.
O livro descreve com precisão, a vida de muitos jovens e seus dilemas diários. Perdidas em suas páginas, me vi diante de muitas situações semelhantes num passado distante. E quase morri de saudades, rs! Mentiraaaaa!
Voltando ao livro, Graciela conta pra gente a história de três amigos inseparáveis que quando entram na adolescência, dois deles - Beto e Cadu - se vêem apaixonados pela mesma garota - Juju. Só que tem um detalhe: Nem Beto nem Juju sabe desse segredo de Cadu. E aí é que a história ganha alma e graça. Muitas outras histórias e descobertas paralelas vão se juntando a história principal e vamos descobrindo com eles universos e situações engraçadas e inusitadas.
É mais uma história de amor? Sim, é! Mas quem não gosta de uma boa história de amor contada com humor e leveza de vez em quando?
A autora desenvolve com graciosidade, uma história que quase todo mundo já conhece, mas é sempre gostoso de ler que não somos os únicos a sofrer a dor do amor, e mais interessante, nos identificarmos em muitas situações vividas por seus personagens.
Um livro leve, poético, clichê, mas delicioso de ler.
Devorei em dois dias, e fiquei dias pensando nele.
Já tô pensando no próximo que lerei da autora.
Super recomendo para quem gosta de uma boa leitura...

Cláu Trigo

domingo, 30 de abril de 2017

TAG Livros e Chocolate


Mês de Páscoa é mês de TAG relacionando duas coisas que amamos: livros e chocolate! Tiramos ela do blog "Lendo e Escrevendo", em que responderam duas TAGs, mas gostamos só da segunda e é ela que iremos fazer. Esperamos que gostem!

Chocolate Meio-Amargo
Um livro que cobre um tópico obscuro

Carol: "A Garota da Capa Vermelha", Sarah Blakley, Ed. ID
Cláu: "Escuridão Total Sem Estrelas", Stephen King, Ed. Suma de Letras

terça-feira, 25 de abril de 2017

Restos Mortais - Resenha


"Quando a gente está passando por uma coisa assim, não sabe direito o que está fazendo, mesmo achando que sabe, ela insistiu. E ninguém pode entender realmente o que está havendo, a não ser que tenha sofrido o mesmo. A gente se sente isolada. Vai aos lugares e todos a evitam, sentem medo de trocar olhares e conversar, pois não sabem o que dizer. As pessoas, então, murmuram entre si: 'Está vendo aquela ali? A irmã foi assassinada pelo estrangulador'. Ou então: 'Aquela é Pat Harvey. A filha foi uma das vítimas do maníaco'. A gente se sente como se estivesse vivendo numa caverna. Sente medo de ficar sozinha, medo de estar com os outros, medo de acordar, medo de ir dormir por saber o quanto é horrível acordar pela manhã. Corre feito louca, para ficar exausta. Em retrospecto, vejo que as coisas que fiz desde a morte de Henna foram meio loucas".

Mais um livro da Patricia Cornwell para a conta.
"Restos Mortais", da Editora Paralela, foi mais uma daquelas deliciosas leituras policiais de virar a noite. Eu, particularmente, gosto muito de literatura policial, e de quebra, gosto demais da escrita da Patricia. 
Esse é o terceiro volume da série Scarpetta - tem resenhas dos dois primeiros aqui e aqui - e sempre me surpreendo com seus finais.
Em "Restos Mortais", a história começa quando um casal de namorados, Fred e Deborah, somem em Richmon, Virgínia, sem deixar vestígios. Tudo indica que eles partilharão o destino de outros tantos jovens casais desaparecidos: serão encontrados meses depois, em estado de putrefação no meio do mato.
Com sua frieza profissional, Kay Scarpetta entrará na cena do crime e não deixará passar nenhum detalhe, indo a fundo em cada evidência descoberta.
A coleção Scarpetta pode ser lido fora de sua sequência, que não influência a leitura.
Recomendo para quem gosta de um bom livro policial.

Cláu Trigo

sábado, 22 de abril de 2017

Um Convite Para "A Convidada" - Resenha/Desafio


"Há dez anos que desistira, agora era tarde para recomeçar. Afastou a cortina e, na obscuridade dos bastidores, acendeu um cigarro. Ali pelo menos poderia descansar um pouco. Agora era muito tarde; nunca seria uma mulher que dominasse exatamente todos os movimentos dos corpos. O que poderia adquirir hoje não seria interessante: pequenos ornatos, enfeites, nada  de essencial. Era isso o que significava ter trinta anos; era uma mulher feita. Seria para todo o sempre uma mulher que não sabe dançar, uma mulher que só teve um amor na vida, uma mulher que nunca desceu, de canoa, os cânions do Colorado, nem atravessou a pé os planaltos do Tibete. Esses trinta anos não constituíam apenas um passado que arrastara todo esse tempo. Depositaram-se em volta dela, dentro dela, eram o seu presente, o seu futuro, a substância de que era feita. Nenhum heroísmo, nenhum absurdo, poderiam alterar essa situação. Evidentemente tinha muito tempo, antes de morrer, para aprender russo, ler Dante, visitar Bugres e Constantinopla".

Eu acredito que Simone de Beauvoir dispensa apresentações, principalmente em dias que nós, do "sexo frágil", lutamos tão bravamente em busca de mais respeito, mais dignidade, mais direitos. Acho Simone uma mulher muito à frente de seu tempo, corajosa, engajada. Muitos a consideram a maior pensadora mulher dos últimos tempos.
"A Convidada", Editora Círculo do Livro, é seu primeiro romance, publicado em 1943. Nele, é narrado os conflitos de uma mulher de trinta anos, que funciona como um alter ego da autora. O livro trata  de questões de filosofia existencialista, o amor em diversos ângulos, o ciúme. Aborda também questões humanas como a decepção, a raiva, frustração, individualidade. 
Esta obra é baseada no relacionamento de Simone com o filósofo e escritor Jean-Paul Sartre. 
A história é narrada nos meses que antecedem a Segunda Guerra Mundial e descreve a Paris daquela época, com a vibrante boêmia e personagens como intelectuais, artistas e escritores. Nos famosos cafés, são discutidos os conflitos humanos e existencialistas.
Considerada uma das sua melhores obras, "A Convidada" enfoca o triângulo amoroso entre Françoise e Pierre Labrousse com a jovem misteriosa Xavière, que chega em Paris e fascina ambos. O relacionamento serve para questionar o modelo burguês de casal e de família, assim como explorar os dilemas existencialistas da liberdade, da ação e da responsabilidade individual. 
Apesar de ser uma história que acontece na década de 40, as experiências humanas continuam atuais e presentes em nossa sociedade. No caráter histórico, a autora consegue como ninguém, descrever a sociedade boêmia da época de forma absoluta. 
Pode ser que no começo nos sentimos um pouco entediados e perdidos com os longos diálogos, mas a história vai criando seu rosto, seu próprio ritmo, e nos envolve de uma forma que nos imaginamos nos Cafés Parisienses, sentados em suas mesas nas madrugadas, com grandes intelectuais da época.
Recomendo demais!


"Se constatarmos que as mulheres de nossos dias confessam cada vez mais seus desejos e falam entre si sobre os homens, se repararmos enfim que cada vez mais elas tomam a iniciativa, tanto para iniciar como para romper uma relação, então eu não creio que seja realmente importante a diferença que pode haver entre um homem e uma mulher quando se relacionam".
(Simone de Beauvoir)

Cláu Trigo

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Resenha - Persuasão


"- Deveria ter percebido a diferença - respondeu Anne. - Não deveria ter suspeitado de mim agora; a situação é tão diferente, e minha idade tão diferente. Se antes errei, deixando-me levar pela persuasão, lembre-se de que foi pela persuasão exercida em nome da segurança, não do risco. Quando cedi, pensei ceder ao dever, mas nenhum dever poderia agora ser invocado. Casando-me com um homem que me fosse indiferente, todos os riscos seriam corridos, e todos os deveres violados".

Meu primeiro livro de Jane Austen, "Persuasão", da L&PM Pocket foi uma experiência boa. Não sei ainda dizer se Austen vai conseguir com seus outros livros, me conquistar, como Emily Brontë me conquistou, mas pretendo ainda esse ano colocar mais um livro seu em minha lista.
Há tempos estava querendo descobrir todo esse fascínio que muitos leitores tinham por essa grande escritora, e me aventurei a começar com seu último livro publicado. "Persuasão" foi concluído um ano antes de sua morte e publicado postumamente - em 1818. O romance contém fortes elementos autobiográficos, aborda o risco de se dar conselhos - e de segui-los.
Anne Elliot, a heroína de "Persuasão", é uma nem tão jovem solteira que, seguindo os conselhos de uma amiga, dispensara, sete anos atrás, o belo e valoroso (porém sem título nobre e sem terras) Frederick Wentworth. No entanto, o futuro sentimental e financeiro de Anne não é muito promissor, e quando o destino a coloca frente a frente com Frederick, agora um distinto capitão da Marinha Britânica, reflexões, conjecturas e arrependimentos são inevitáveis

terça-feira, 18 de abril de 2017

Necessário Conhecer: O Prisioneiro


"- É possível que os seus bravos fuzileiros acreditam sinceramente em que estão com a causa da justiça e da democracia. A lavagem de cérebro entre os comunistas é drástica, violenta, impiedosa. Mas a lavagem de cérebro nos países capitalistas tem sido suave, lenta e imperceptível. Começou há mais de um século e condicionou a maneira de pensar e sentir de suas populações, preparando-as até para coonestar o 'genocídio justificado', a aceitar as 'guerras santas'. Mata-se em nome de Deus, em nome da Pátria e em nome da Democracia, essa deusa de mil faces cuja fisionomia verdadeira ninguém nunca viu".

Que difícil falar de Erico Verissimo - é, disparado, meu autor preferido - mas, mais difícil é falar sobre esse livro. 
"O Prisioneiro", Editora Globo, é um livro triste, deprimente, realista, atual, verdadeiro. É aquele livro que quando terminamos, ficamos várias semanas pensando sobre ele, sobre o assunto, sobre a vida, sobre a nossa vida e de nossos semelhantes! Sobre valores, sobre futuro, passado e presente.
Um dia, em meados de 1967, Erico Verissimo leu numa revista a transcrição de um debate sobre os problemas que a China enfrentava, na época. Para ilustrar seu ponto de vista, um dos debatedores referiu-se ao caso de um oficial do exército francês que torturou um terrorista argelino para forçá-lo a confessar onde havia colocado uma bomba-relógio que explodiria dentro de algumas horas.
Fascinado pelos aspectos éticos e humanos do problema, Verissimo tomou-o como tema central de seu livro. Seria correto matarmos uma pessoa para salvar a vida de outras? Seria correto um ditador exilar e matar oponentes a seu regime, sob a alegação de estar protegendo o futuro da nação? Apesar de ter tomado por base a intervenção americana no Vietnã, o autor não quis prender seu romance a apenas um fato histórico e a duas nações. Sua intenção foi a de dar um caráter universal ao livro, questionando os absurdos da conduta humana e da brutalidade da guerra. 
Em nenhum momento no livro o autor dá nome aos bois. Não se cita nomes ou países, mas sabemos pelo curso da história, geografia, época que se trata da Guerra do Vietnã.
É um livro absolutamente atual, uma parábola moderna anti-guerra e anti-violência. 
Recomendo demais para quem gosta de Erico, e para quem precisa CONHECER Erico, um dos maiores escritores de nossa literatura!

Cláu Trigo

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Se Arrastando na Biblioteca de Almas


"Para alguns, poderia parecer insensível o modo como ela reprimia e afastava sua dor, mas eu já a conhecia bem o suficiente para entender. Ela tinha um coração do tamanho da França, e os poucos sortudos que eram amados por ele eram amados com cada centímetro quadrado. Porém, o tamanho de seu coração também o tornava algo perigoso. Se ela se permitisse sentir tudo, ficaria devastada. Por isso, tinha que domá-lo, silenciá-lo, calá-lo. Mandar as piores dores para uma ilha que estava rapidamente sendo ocupada por elas e na qual um dia iria viver".

Terceiro e último livro da série "O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares", a "Biblioteca de Almas", de Ransom Riggs foi perdendo o ritmo, para mim, e chegamos no último, meio sem conexão com a primeira história - que para mim, foi disparado, o melhor livro!
Me pareceu que o autor começou super bem - AMO o primeiro livro - desacelerou no segundo livro e se perdeu completamente, no último. Pelo menos, para mim, me pareceu uma encheção de linguiça sem fim. A história perdeu sem ritmo e, de quebra, seu encanto.
Depois de tanta aventura e descobertas, agora Jacob precisa resgatar os amigos peculiares e as ymbrynes da fortaleza dos acólitos. Junto com ele está Emma Bloom, uma menina capaz de produzir fogo com as mãos, e Addison MacHenry, um cão com faro especial para encontrar crianças perdidas.
Partindo da Londres dos dias atuais, o grupo vai percorrer as ruelas do labirinto do Recanto do Demônio, uma complexa fenda temporal que abriga todo tipo de vícios e perversões.
Confesso, com tristeza, que o volume dois e três da série não funcionou para mim.
Achei o primeiro ótimo, o segundo ok e esse último bem mediano, chato, fraco.
É uma pena, porque era uma série que tinha tudo para dar certo e que, no final, não funcionou legal, perdeu suas forças...

Cláu Trigo

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Uma Aventura no Mundo de Helena de Tróia


"O Destino de Helena como mulher espartana - segundo os que os autores da Antiguidade nos querem fazer crer - era passar de vítima de estupro a noiva-criança, amante infiel, concubina-troféu e, finalmente, esposa devotada. As fases de sua vida foram marcadas por características sexuais. Quase nenhuma atenção foi dada aos anos em que não houve algum tipo de encontro erótico inebriante. Não é coincidência que Helena desapareça da poesia de Homero tão logo deixa de ser perseguida por homens. A última vez em que a vemos na Odisséia, ela se dirige ao leito com Menelau no palácio de Esparta, quando o casal real regressa de Tróia. Homero não se interessa por ela depois que envelhece. Através das muitas reviravoltas de sua vida terrena, essa Helena da literatura encontra muitos homens e aprende a tratar, até bem mais, com as manifestações - e as consequências - da urgência carnal".

"Helena de Tróia",  de Bettany Hughes, Ediotra Record é um grande livro - literalmente - para quem gosta de mitologia e história grega. Me demorei um pouco no começo, pois acaba sendo muita informação para se arquivar e você precisa ir se situando na história, mas depois a leitura cria ritmo e se desenrola bem.
Acabamos sendo apresentada não só à um momento enigmático da história, que foi a Guerra de Tróia, mas também à uma cultura desde sempre, machista, preconceituosa e violenta. Descobrimos que, desde sempre, a mulher é vista apenas como um corpo, um ser inferior que está aqui para satisfazer seus 'donos'. Helena é, antes de um ser mitológico, uma mulher de fibra e inteligente.
E toda essa fascinação não é por menos.
Durante o livro, um estudo pra lá de detalhado, vamos encontrando alguns personagens intrigantes e outros questionáveis da mitologia grega, conhecendo a constituição do mapa geográfico da época, é muito legal.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Vermelho Como o Sangue


"Era uma vez, no ápice do inverno, enquanto flocos de neve caíam como penas do céu, uma rainha que costurava junto à janela, cujo caixilho fora feito com a escura madeira de ébano.
Enquanto ela costurava, contemplando a neve, a agulha picou seu dedo, fazendo despontar três gotas de sangue, que caíram sobre a neve. Ao ver a beleza do vermelho sobre o branco, ela pensou consigo mesma: "Quisera eu ter uma criança branca como a neve, vermelha como o sangue e negra como a madeira do caixilho desta janela"."

Vou ser sincera, comprei muito esse livro por causa da capa - que eu acho linda! Em seguida, a sinopse também ajudou. Mas o principal foi a capa.
"Vermelho Como o Sangue", da finlandesa Salla Simukka, Editora Novo Conceito, vai trazer uma releitura da Branca de Neve nos dias atuais. Esse fato é bem interessante e como não costumo ler muito livros desse estilo, fiquei bem animada pelo o que podia encontrar.
Lumikki Andersson é uma garota de 17 anos, que vive sozinha, longe de seus pais e que é bem independente. Estudando em uma escola conceituada de arte, ela prefere não chamar atenção e ficar meio que "invisível" para o resto das pessoas. Num dia em que ela só queria ficar sozinha, se envolve em um caso de cédulas sujas de sangue. À partir daí, Lumikki é arrastada para um mundo de policiais corruptos, traficantes perigosos e colegas insuportáveis - pessoas, essas, que eram as últimas que ela queria se juntar.

domingo, 9 de abril de 2017

Sorteio Livro da Páscoa (Autografado!)


Coelhinho da Páscoa, o que traz para mim... Um livro autografado para as noites de frio.
Para a Páscoa desse ano, um sortudo vai ganhar o livro "A Namorada do Meu Amigo" autografado pela Graciela Mayrink, especialmente para os nossos leitores. Vocês terão 20 dias para participarem e quero ver muita gente concorrendo, heim! Vamos convidar todos os amiguinhos para participarem, até porque é livro nacional que está sendo sorteado.

a Rafflecopter giveaway

Regras:

1) Ter residência no Brasil;
2) Ao visitar as páginas do Facebook, é necessário curtir elas também! Não vale só visitar;
3)O livro será enviado 1 semana após o término do sorteio;
4) O sorteado tem até 48 horas (2 dias) para nos responder com o seu endereço. Caso contrário, sortearemos outra pessoa;
5) Não serão aceitos perfis falsos!

É muito fácil participar! Então convidem todo mundo e que o mais sortudo leve o livro!
Boa a sorte para todos!

sábado, 8 de abril de 2017

Lançamentos da Editora Draco


Novamente, esse ano, renovamos a nossa parceria com a Editora Draco!!!! E, para começarmos bem essa parceria, trazemos os lançamento da editora. A maioria são e-books e alguns quadrinhos. 'Bora' lá ver o que tem de bom.


"Conto fantástico de Melissa de Sá, autora de “O Silêncio do Mundo”. Num continente oprimido por um governo autoritário, a adolescente Lícia tenta entender o mundo à sua volta ouvindo CDs antigos e procurando músicas e fotos nos restos da banida Internet."

Preço: gratuito
Páginas: 13


sexta-feira, 7 de abril de 2017

O Estranho Caso de Casper Ville


Em fevereiro, o e-book que eu sorteei para ler foi o conto "O Estranho Caso de Casper Ville", do brasileiro Everaldo Rodrigues. Porém, a inteligente aqui só foi descobrir que ele faz parte de um outro livro do autor, "Passeio Noturno" quando estava fazendo a pesquisa para começar essa resenha.
A história do conto começa quando um homem volta à sua antiga cidade natal por causa da morte de um familiar. Tudo o que ele não queria era voltar a ver aquelas pessoas e quanto mais ele tenta voltar para a sua família, mais difícil é ir embora. A situação fica mais assombrada quando começam a acontecer vários casos de combustão humana espontânea.
É nesse ínterim que dois homens, parentes que há anos não se viam e cujas diferenças ainda tornam a convivência difícil, se unirão para enfrentar o horror que pouco a pouco enlouquece o vilarejo.
Esse é um conto muito bem escrito, de 128 páginas, que consegue nos surpreender a cada página. O final é muito bom e as questões em volta das combustões humanas é muito bem explicada. Ele consegue dar aquele 'medinho' no leitor, nos deixar apreensivo.
O começo é um pouco devagar, mas quando o protagonista começa a desconfiar de algumas coisas, a leitura fica mais dinâmica.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Cidade dos Etéreos


"Enquanto eu caminhava até a beira da água, tentei me ver pelos olhos dos meus novos amigos - ou pelo menos da forma como eles queriam me enxergar: não como Jacob, o garoto que uma vez quebrou o tornozelo correndo atrás de um carrinho de sorvete ou que, a contragosto, por insistência do pai, tentou entrar para a equipe de atletismo da escola (e fracassou três vezes), e sim como o Jacob inspetor de sombras, interprete milagroso de sensações ruins no estômago, vidente matador de monstros reais e verdadeiros, além de tudo o mais que pudesse ameaçar a vida de nosso alegre bando de peculiares."

Segundo livro da série "O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares", "Cidade dos Etéreos", de Ransom Riggs, Editora Intrínseca, não fez jus ao primeiro livro.
Achei o livro apenas ok, a história não teve a mesma dinâmica e o mesmo ritmo que o primeiro. Me pareceu que o autor não sabia muito bem o que fazer com tanto conteúdo e criou situações que poderiam ser dispensáveis. 
Estava esperando que a aventura das crianças peculiares fosse me empolgar igual ou mais do que foi a leitura do primeiro livro, mas não! Achei a história bem normal, muito menos do que esperava, mas...
Na segunda história, depois de conhecer um fascinante mundo novo na misteriosa ilha em que a srta. Peregrine dirigia um lar para crianças peculiares, Jacob Portman se vê em fuga com seus novos amigos à caminho de Londres, a cidade onde os peculiares se concentram, na esperança de encontrar uma cura para a diretora do Orfanato e reunir, novamente, todas as crianças.
No caminho, muitas outras aventuras vão acontecendo, mas o desenrolar de toda jornada é fraca e não convence.
Vamos aguardar a minha próxima leitura para ver se no terceiro o autor consiga reunir, novamente, a dinâmica e fascinante história do primeiro volume. 
Veremos!

Cláu Trigo

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Orgulho e Preconceito

Orgulho e Preconceito

"Você me interpreta mal, minha querida. Tenho o mais alto respeito pelos seus nervos. Eles são meus velhos amigos. Ouço-a mencioná-los com consideração pelo menos nos últimos vinte anos."

Já estou vendo eu sendo xingada por não ter gostado de um clássico aclamado por todos. Mas é a vida, e às vezes acontece de nem sempre gostarmos de uma histórias que todos amam. E, nesse caso, o livro em questão é "Orgulho e Preconceito", da Jane Austen, Editora Landmark.
Essa edição está muito boa e tenho um bom texto de início falando um pouco da autora, do livro e da importância dele para a época. Mesmo assim, não consegui gostar da história... Tive vários problemas com ela. Acho que todo mundo já conhece a história, mas irei fazer uma breve sinopse dela e depois digo o porque não gostei tanto.

"O romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casadas, o que Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo. Quando Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas. De fato, ele parece se interessar bastante por Jane, sua filha mais velha, logo no primeiro baile em que ele, as irmãs e o Sr. Darcy, seu amigo, comparecem. Enquanto Sr. Bingley é visto com bons olhos por todos, Sr. Darcy, por seu jeito frio, é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. A recíproca não é verdadeira. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy realmente se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. A partir daí o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, procurando apresentar também, desse modo, a sociedade do final do século XVIII." (Sinopse retirada do Skoob)

sábado, 1 de abril de 2017

TAG Você É Um Bom Leitor, Charlie Brown?


A TAG desse mês é "Você é Um Bom Leitor, Charlie Brown?". As perguntas são super engraçadas e diferentes. Vimos ela no canal da Ju Oliveto, "Livros e Bolinhos". Esperamos que gostem!

Que puxa! Um livro que você fracassou na leitura



Cláudia: Estou há anos tentando acabar "Mein Kampf", mas não tem cristo que ajude! Mas tenho fé, vou conseguir...
Carol: Esse é um livro que nem terminei e já sei que vou fracassar nele. Eita leitura lenta...

terça-feira, 28 de março de 2017

Sete Dias Em River Falls


"Lisa  compreendia os argumentos das companheiras, mas também sabia que a pena de morte não servia absolutamente de exemplo. Pelo contrário, institucionalizava o assassinato.
Nos Estados Unidos o número de assassinatos era maior, enquanto na Europa, onde a pena fora abolida, esse número era bem menor".

"Sete Dias em River Falls" , do francês Alexis Aubenque é o primeiro de um trilogia - "Outono em River Falls" é o segundo e o terceiro nunca saiu na nossa "terrinha". Editora Vertigo poderia se esforçar e lançar para nós, pobres leitores - e sofredores! - o terceiro, né.
Não conhecia nada do autor e confesso que adoro me aventurar em livros e autores que desconheço. Muitas vezes me arrependo, outras valem muito a pena, e desta vez predomino a segunda opção. Valeu!
A leitura foi bem rápida, a história fluí bem, prende e no final, convence! É aquela tipica história que você vai amando/odiando, amando/odiando, amando/odiando. Vai existir aquele momento que você acha que já sabe o final, e logo vem o banho de água fria, daí você passa a gostar muito do personagem, dois capítulos depois, está querendo matá-lo. É uma montanha russa.
A história gira em torno de Sarah Kent, uma estudante brilhante que leva uma vida tranquila em meio à elite da universidade de River Falls, uma cidadezinha perto das Rochosas, no estado norte-americano de Washington. Mas tudo  muda numa manhã de primavera: Amy Paich e Lucy Barton, as duas melhores amigas  de Sarah na época de sua adolescência são encontradas no fundo de um lago, terrivelmente mutiladas. As duas não falavam com Sarah já a algum tempo, no entanto, no dia de suas mortes, mandaram um estranho bilhete para a amiga.
Não precisa nem dizer que a vida da jovem estudante vira um inferno. E, como todo bom suspense, temos o xerife Mike Logan e toda sua perspicácia. Ele ainda contará com a ajuda da profiler do FBI, Jessica Hurley, uma ex-namorada que é enviada para ajudá-lo, só que não!, porque teremos junto com as investigações uma outra história do passado do xerife.
A história é interessante, o final surpreendente e o autor conduz muito bem seu desfecho.
Recomendo.

Cláu Trigo

domingo, 26 de março de 2017

Ressuscitando os Mortos - A Outra Face - Resenha/Desafio


"O Necrotério Municipal parecia igual a qualquer outro necrotério às três horas da madrugada. A única diferença é que alguém pendurara na porta uma coroa de Natal. Alguém dotado de muito espirito de Natal ou então com um senso de humor macabro, pensou McGreavy".

Sidney Sheldon sempre foi para mim uma incógnita. Lembro que li vários de seus livros na minha adolescência e sempre gostei. Depois outros autores vieram e ele acabou sendo esquecido na minha estante. Até que resolvi ressuscitar "A Outra Face", Editora Record, para tentar entender esse meu desapego. E nem precisou de muitas explicações e conversas "filosóficas". Depois que se lê Jô Nesbo, Stieg Larsson, Patricia Cornwell, fica difícil colocar o velho e bom Sidney Sheldon entre meus favoritos. Acho que ele teve seu auge, hoje vejo-o apenas como um escritor ok.
O livro não é nada demais, com mais uma tipica história clichê e algumas falhas em conceitos psicanalíticos. Mas o que incomoda mais a mim como profissional na área, para outros passarão despercebidos e não é nada tão grave que comprometa. Apenas, e para completar, a história é bem café com leite, leve, sem grandes reviravoltas e meio previsível.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Quem Tudo Vê - Conto


"Com o tempo irás habituar-se. Mais importante: irás compreender. As nossas crenças não são aceitas porque não são compreendidas. A primeira coisa que terás de perceber é que todos nós escolhemos o nosso caminho".  

Que conto foi esse?
"Quem Tudo Vê", do português Ricardo Neves, foi um conto que me pegou de surpresa. Sem muitas pretensões, sem enrolações, me deixou 'literalmente', de queixo caído.
Sabe aquele momento que você senta e resolve ler uma coisa mais rápida, sem muita enrolação? Foi isso que aconteceu com esse conto de terror incrível.
Tava eu lá, deitada, quando peguei meu Kindle para uma leitura mais rápida e dinâmica. E foi! Muito mais dinâmica do que rápida, diga-se de passagem, porque passei um tempo enorme depois tentando entender o que eu tinha acabado de ler.
O conto relata a obsessão que Júlio tem por Alice Matos, uma repórter de um canal de TV. Incapaz de compreender seus sentimentos, Júlio procura desanuviar a mente com outras coisas. É quando recebe um vídeo que lhe mostra o quão doentia uma obsessão pode, de fato ser. Só que não é só isso, é muito mais...
Como é um conto, se começar a falar posso acabar dando spoiller, e não é essa a intenção, mas posso dizer com certeza: leiam! Garanto que não irão se arrepender. É MUITO BOM!!!!!
Acabei de ler e fiquei pensando: que p#@$%$ foi essa que acabei de ler.
Depois da leitura, dei um pause para reflexão e não consegui ler mais nada durante aquela noite. De verdade? Estou até agora pensando no assunto. Dias se passaram e olha eu aqui, tentando entender o que aconteceu em "Quem Tudo Vê".
Para quem gosta de terror, fica a dica.

Cláu Trigo

terça-feira, 21 de março de 2017

Desvendando as Teias de Spider - Resenha/Desafio


"Quando tudo começou a se tornar amargo? Quando tudo começou a morrer? Houve uma época em que fomos felizes; suponho que a decadência tenha sido gradual, resultado da miséria, da monotonia e da sujeira sombria daquelas ruas e vielas estreitas. A bebida também desempenhava seu papel, assim como a personalidade de meu pai, sua natureza inerentemente sórdida, a morbidez que se alojara dentro dele e que acabou por infectar minha mãe e eu como se fosse uma doença contagiosa".

Normalmente eu nunca assisto um filme que tem livro antes de lê-lo. Gosto sempre de ler primeiro e depois, dependendo, assisto o filme. Com "Spider", de Patrick McGrath, da Editora Companhia das Letras, fiz o percurso contrário. Alguns anos atrás acabei comprando o filme e assisti sem muitas informações, na verdade, só descobri o livro anos mais tarde.
Nesse ano o autor entrou no nosso desafio do Blog e resolvi incluí-lo na minha lista, já que tinha gostado muito do filme. Confesso que deu um trabalho enorme para encontrá-lo. Ele só existe em Sebos, e acabei conseguindo comprá-lo pela Estante Virtual
O livro é sensacional. É muito doido de ler, assim como nosso personagem, Dennis Cleg. O escritor desenvolve com tanta exatidão a história que você se vê dentro dela. Enlouquecido também.

domingo, 19 de março de 2017

J. R. R. Tolkien: O Senhor da Fantasia (Biografia)


"A popularidade de O Senhor dos Anéis tem que ser entendida no contexto daquele grupo que mais seguramente garantiu a sua reputação, os jovens insatisfeitos da classe média industrial do Ocidente da metade da década de 1960. O livro foi uma influência seminal na popular subcultura do período, um artefato tão atraente comercialmente quanto um disco de Bob Dylan." (Nigel Walmsley)

No mês de fevereiro decidimos que iríamos ler uma biografia. Vou ser sincera, foi uma grande desafio para mim. Não curto biografias - não sei por qual motivo, mas elas não me despertam muita curiosidade. Então para facilitar um pouco a situação, tinha que achar e ler uma que mudasse um pouco a minha visão sobre esse estilo literário.
Procurei biografias de vários autores que gosto, mas não achei muitos. Queria muito ler uma da J. K. Rowling - porém só existe uma edição meio antiga que é bem difícil de encontrar para comprar. Então fui para a minha segunda opção: Tolkien. Apesar de ainda não ter lido a sua trilogia principal, AMO os filmes, li no começo desse ano O Hobbit (que também gostei bastante) e sempre fui muito interessada na vida dele. Principalmente por causa das influências que as duas Grandes Guerra tiveram em suas obras e pela sua amizade com o C. S. Lewis. Acabei então ficando com "J. R. R. Tolkien: O Senhor da Fantasia", Michael White, Editora DarkSide.
Estava bem esperançosa sobre o livro e posso dizer que ele teve momentos bons e momentos ruins. Do começo até mais ou menos o meio do livro, a leitura estava bem devagar. Alguns dos comentários do autor ao falar sobre os pais do Tolkien, principalmente o pai, me incomodaram bastante. Sinceramente, isso me atrapalhou várias vezes na leitura e por isso o começo foi bem devagar. Além do tom meio que preconceituoso ao relatar os anos que eles viveram na África do Sul... Mas depois ele melhora um pouco essa questão.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Notas do Subsolo - Literatura Visionária


"As veneráveis formigas começaram com um formigueiro e terminarão também, provavelmente, com um formigueiro, o que muito honra sua constância e sua natureza positiva. Mas o homem é um ser inconstante e pouco honesto, e talvez, à semelhança no jogador de xadrez, goste apenas do processo de procurar atingir um objetivo, e não do objetivo em si. E quem sabe? Não se pode garantir, mas talvez todo o objetivo a que o homem se dirige na Terra se resuma a esse processo constante de buscar conquistar ou, em outras palavras, à própria vida, e não ao objetivo exatamente, o qual, evidentemente, não deve passar de dois e dois são quatro, ou seja, uma fórmula, e dois e dois são quatro já não é vida, senhores, mas o começo da morte. Pelo menos, o homem sempre teve um certo temor desse dois e dois são quatro, e eu até agora tenho. "

Para mim, pessoalmente, um dos melhores escritores de todos os tempos. E incrivelmente, atual!
"Notas do Subsolo", de Fiódor Dostoiévski, Editora L&PM Pocket, é um 'querido' da minha estante e da minha vida.
Tudo que leio desse mestre, acho que ele acabou de escrever, porque tudo que vem dele, é muito atual, visceral, singular. Um dos componentes centrais da composição em Dostoiévski é o limite: alguém impôs um limite ao homem, cabe-lhe parar diante dele e igualar-se ao resto da manada ou ultrapassá-lo, ainda que à custa de terríveis sacrifícios. Para o homem do subsolo, os homens guiados pela razão burguesa param diante do impossível, de um limite, e imediatamente se conformam. Esses limites são as leis da natureza, as conclusões da ciências naturais, a matemática, a razão como medida única de todo o existente, e ele chama tudo isso de 'muro de pedra'. E desdenha desse modelo de homem guiado exclusivamente pela razão, defende o direito de viver segundo a vontade própria, ainda que seja 'estúpida vontade'.

segunda-feira, 13 de março de 2017

O Voo da Mariposa - Conto #2 do Livro dos Mistérios


Depois de muito tempo enrolando e tentando adivinhar esse segundo conto do autor Jeremias, "O Voo da Mariposa" - que faz parte dos Livros dos Mistérios, eis que a venho escrever a resenha!
Para quem não conhece, no final do ano passado fiz a resenha do primeiro conto dessa coletânea: "A Traição do Sapato Novo". No total, são 3 contos, sendo esse o segundo. Eles podem ser lidos separados, mas o melhor é serem lidos na sequência.
Nesse, uma senhora bastante religiosa tenta escrever uma carta perdoando seu marido que a traiu. Porém, o ato de perdoar não é tão simples. Outras pessoas desculpariam algo assim ou se vingariam? O que é pior: ser enganada ou se tornar infiel? A carta perfeita não sairá tão facilmente!
Como no anterior, para decifrar os mistérios, esse conto de 36 páginas tem que ser lido várias e várias vezes. O começo é um pouco lento, mas nada absurdo. Eu particularmente achei esse mais difícil de captar tudo. Tanto que no dia em que estou escrevendo essa resenha, ainda não consegui respostas para todas minhas perguntas, rsrsrs - mas isso é algo meu. Talvez vocês achem mais fácil!
Separados, acho o primeiro melhor. Porém como conjunto, esse é mais interessante. Agora preciso ler o terceiro para fechar esse ciclo e desvendar esse mistério.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Sem Clichês e Filtros: Uma Duas



"Eu já não sofria tanto, eu acho. Vivia em mim e seguia a rotina dos dias como uma sonâmbula com os dois olhos abertos só para dentro. Quem perdeu muito sabe que há um certo alivio em não esperar nada de bom, e não desejar nada. Eu era criança mas vivia como um adulto que tivesse perdido muito. E era melhor assim. Eu e a minha mãe em nossa rotina calada. Era possível viver sem achar que a vida era um grande milagre."

Que livro foi esse, meus amigos? "Uma Duas", de Eliane Brum, Editora Leya, foi um livro torturante, inconveniente, difícil de descrever e digerir.
É muito mais complexo do que parece, muito mais amargo do que sugere, enfim; um livro para poucos!
Eliane mexe numa ferida perigosa que é, muitas vezes, alguns relacionamento entre mãe e filha. Não é o natural, mas acontece nas melhores famílias.
"Uma Duas" é a história escrita com sangue de um relacionamento que desde sempre nunca deu certo. Uma história de abuso, de medo, de solidão, de dependência. Uma história que dói ser contada, dói ser ouvida, constrange sem piedade.
É difícil de definir, de explicar. É um relacionamento entre mãe e filha que nunca deu certo, que mescla entre ódio e amor, raiva e piedade.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Clube da Luta 2 - Resenha/Desafio


"Por que a gente ama mais as pessoas depois de machucá-las."

Quando li "Clube da Luta", eu simplesmente AMEI o enredo todo - incluindo o plot twist, que me surpreendeu demais! E nunca pensei que aquela história poderia ter uma continuação. Sempre que um autor decidi escrever uma continuação, os seus leitores ficam com um pé atrás e fazem as seguintes perguntas: Será que precisava de outro livro? Vai ser bom? Porquê?, entre tantas outras...
Nesse caso foi a mesma coisa. Será que o Chuck Palahniuk precisava escrever "Clube da Luta 2"? Sinceramente, acho que não.
O livro não é ruim, mas não chega aos pés do primeiro, que tinha terminado tão bem.
Para a continuação, o autor decidiu escrever em formato de HQs com ilustrações muito bonitas do Cameron Stewart. Nela, a história se passa 9 anos depois do término do primeiro, com o nosso protagonista recebendo um nome: Sebastian. Casado com Marla e com um filho, eles levam uma vida pacata. Cansada com esse estilo de vida, Marla decide trocar os remédios do marido por aspirina, fazendo com que Tyler retorne.
Além disso, durante esses nove anos, Tyler retorna por 50 minutos para as sessões de terapia de Sebastian. Para completar a confusão, o filho deles é sequestrado por Tyler.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

TAG Carnaval Em Livros




Esse ano decidimos tentar responder mais TAGs. Como mês passado criamos uma para o blog (que você pode conhecer clicando aqui), esse mês vamos responder uma TAG relacionada ao Carnaval, já que estamos em plena festa. É uma TAG bem curtinha que vimos no blog Leitora Voraz. Espero que curtam e quem quiser responder, fiquem à vontade - só não se esqueçam de citar aonde viram!

Confete e serpentina: Um livro que te deixou alegre, ou que te fez rir


  • Cláudia: "Marley & Eu" foi um livro de fortes emoções. Ri, chorei, ri de novo, chorei de novo. Um livro leve e gostoso para se divertir.
  • Carol: Um livro que foi super leve, que sempre que eu lia ficava feliz e fez várias vezes eu rir foram todos os da série do Percy Jackson.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Em Busca de Cinderela - Resenha


"Na realidade, eu só não estava indo atrás do meu sonho por achar que sonhos não passavam disso... de sonhos. Eram intangíveis. Irreais. Infantis."

E, mais uma vez, trago uma resenha de um livro da Colleen Hoover! Dessa vez, o livro é "Em Busca de Cinderela", Editora Galera Record, que é tipo um spin-off da série Hopeless. Os dois primeiros livros já tem resenha aqui no blog e eu simplesmente amo o primeiro, "Um Caso Perdido".
Nesse caso, a história não vai se passar em volta dos protagonistas dos outros livros, Sky e Holder, mas sim com Daniel - um pouco menos -, e Six - ou Cinderela, para ele.
Os dois personagens desse livro são citados nos livros anteriores e aparecem várias vezes neles, pois ela é a melhor amiga da Sky, e ele é o melhor amigo do Holder.
Essa história é narrada pelo Daniel, e a primeira vez que ele encontra a Six é num armário da escola. Daniel tem o quinto período de aula vago e costuma dormir lá (como queria ter feito isso, rsrs). Durante um dia em que ele está angustiado com tudo e o dia dele está péssimo, uma menina entra no armário e cai em cima dele. Porém, como o local não tem luz, eles não conseguem ver o rosto um do outro. Essa tal menina está chorando e xingando todo mundo. Ela também está tendo um dia horrível e eles acabam conversando. Conversa essa que acaba com eles se beijando.
No dia seguinte ela volta no armário e eles ficam mais um tempão conversando, sem em nenhum momento se verem. No final, ela diz que nunca mais verá ele e vai embora de repente. Daniel vai o resto da semana no armário, mas ela não aparece mais. E como ele não sabe como ela é e nem o seu nome - ele a chamava de Cinderela -, ele acaba desistindo e segue com a vida.
Depois de muito tempo e com uma nova namorada - que ele não gosta tanto assim - vira e mexe, ele se vê pensando na Cinderela.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Resenha - Desaparecida


"Conforme observo com atenção, noto que não sei exatamente o que estou procurando. Minha mãe? Eu mesma? O eu de antes de me tornar introspectiva e frágil? Bem, aquela pessoa podia até se parecer muito com a garota que o espelho está mostrando, mas o que dizer da pessoa por dentro? A mulher que eu era? Ela está desaparecida, presumivelmente morta."


Esse livro já estava na pilha de leituras fazia séculos! Mas como mês passado li muito e bem rápido, tive tempo de ler em fevereiro.
"Desaparecida", da canadense Catherine McKenzie, Editora Leya, é um romance/drama bem leve, mas que é gostoso de ser lido.
Depois que a mãe de Emma Tupper morre, a nossa protagonista fica sem chão e vê como única solução viajar para a África (um sonho antigo de sua mãe).
O problema começa quando ela teria que ficar lá somente 1 mês e acaba ficando 6 meses. A causa disso é um terremoto muito forte que atinge o país e todos ficaram sem energia, impossibilitando Emma de voltar para a Inglaterra.
Quando finalmente ela consegue voltar, descobre que a sua vida foi virada de cabeça para baixo. Seus cartões foram cancelados, ela está sem dinheiro, seu apartamento foi alugado para o misterioso fotógrafo Dominic, seu escritório de advogacia (onde estava prestes a se tornar sócia) é roubado pela sua rival Sophie junto com os seus clientes - além de perder o seu namorado para ela também. E pior: tudo isso aconteceu porque achavam que ela estava morta!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A Mulher de Preto 2


"Repentinamente o quarto esfriou, um frio noturno. Edward podia ver sua respiração formando nuvens quando espirava. Ele tremeu e apertou os braços em volta do corpo.
Havia algo estranho no quarto. Algo de que ele não gostava. Não apenas o frio e os pássaros mortos na lareira, mas uma sensação. Uma tristeza. Edward já se sentia perdido e desolado, porém esse quarto parecia alimentar a sua dor, fazendo-a aumentar. E havia mais uma coisa: uma sensação de pavor, de terror, movendo-se em sua direção."

"A Mulher de Preto 2 - Anjo da Morte", de Martyn Waites, Editora Record aconteceu na minha vida depois de ter assistido o filme. Normalmente não é essa sequência que costumo usar. 
Primeiro, leio o livro, depois assisto o filme. Dessa vez foi diferente, mas até que não doeu tanto assim.
Já tinha assistido "A Mulher de Preto 1", e desisti do livro porque odiei a história. A minha relação com o segundo filme foi diferente. Perto do primeiro, achei que a história foi ok! Por isso resolvi investir no livro, e confesso que a história se manteve fiel, bem contada e sem muitas firulas. 
É uma leitura que flui rápido, não tem grandes pretensões e consegue ter um desfecho bom!
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha é devastada por bombas alemãs. Os sobreviventes buscam proteção nas estações de metrô e as crianças são enviadas para a zona rural para fugir do horror que cai sobre uma Londres arruinada.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A Desconstrução de Mara Dyer


"É preciso admitir que a paranoia era divertida. O que diabos o detetive poderia saber? Que eu pensei que Morales deveria estar morta, e então ela morreu? Loucura. Que eu queria que o dono da cadela fosse punido pelo que fez, e então ele foi? Risível. Pensar em algo não torna isso verdade. Querer alguma coisa não torna o desejo real."

Tá aí um livro que apostei muitas fichas, e por isso a decepção acaba sendo gigante.
"A Desconstrução de Mara Dyer", de Michelle Hodkin, Editora Galera Record, foi um salto no nada. Nem sei porque pulei!
Ouvi muito sobre o livro, muita coisa positiva, mas quando mergulhei na história achei que ficou bem aquém do que esperava.
Vou além: a impressão foi a de que a escritora pensou numa história, não conseguiu traduzi-la em palavras, se perdeu, e ficou devendo para seu leitor.
A história de Mara Dyer tinha tudo para ser um grande thriller perturbador, no entanto, ficou no 'era'. 
Mara se arrisca com suas amigas numa brincadeira no tabuleiro de Ouija. Tudo parecia uma simples piada de mau gosto, até que todos os presentes, com exceção de Mara, morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado.
Até aí a história parece bem atraente. Só que não!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A Ascensão dos Dragões


"Uma parte dela gostaria, é claro, de fazer o que se espera dela e passar seu tempo com as outras meninas, onde é o seu lugar, cuidando de assuntos domésticos; mas no fundo, isso não representa quem ela é. Ela é filha de seu pai e tem o espírito de um guerreiro como ele, - e não seria contida pelas paredes de pedra de sua fortaleza ou sucumbiria a uma vida entada diante de uma lareira."

Do mesmo jeito que sorteei um livro parado na minha estante para eu ler em cada mês, também sorteei um e-book do meu Kindle para ler, se não, nunca ia ler vários que estavam lá.
E o livro sorteado desse mês foi "A Ascensão dos Dragões", da americana Morgan Rice - um e-book que está de graça na Amazon.
Nunca tinha ouvido ninguém falando nada dele, mas por estar de graça, é óbvio que baixei. E a sinopse tinha me interessado bastante, pois fantasia é sempre um gênero que gosto muito - além da capa, que está bem bonita.
A história acontece em volta de Kyra, uma adolescente de 15 anos que sonha ser guerreira, igual ao seu pai, o comandante Duncan - apesar de ser a única garota em uma fortaleza só de meninos. E para conseguir o respeito de todos, com suas habilidades, ela vence batalhas que poucos homens conseguiriam ganhar. Mas Kyra percebe que ela tem algo de diferente e que todos olham para ela como se ela não fizesse parte daquele lugar.
Quando ela atinge a idade prevista, um senhor local chega para levá-la embora e seu pai planeja um casamento para salvá-la. Não querendo ir embora nem se casar com alguém que ela nem conhece, Kira foge indo para o meio da floresta, onde encontra um dragão ferido - e a partir disso, iniciará uma série de eventos que mudarão a sua vida para sempre.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O Nome da Estrela


"Havia armários de madeira para nossas toalhas e itens de higiene. Pela primeira vez consegui imaginar todas as minhas futuras colegas de classe ali, todas nós tomando banho, conversando e escovando os dentes. Eu ia ver minhas colegas de quarto só de toalha. Elas iam me ver sem maquiagem, todos os dias. Aquilo não tinha me ocorrido antes. Às vezes você tem que ver o banheiro para compreender a dura realidade das coisas."

Esse ano, todo mês, eu sorteei um livro da minha pilha de livros para ler... E em Janeiro saiu para eu ler "O Nome da Estrela", da Maureen Johnson, Editora Rocco - Selo Fantástico.
Estava um pouco receosa com a leitura, pois apesar de ser um estilo de gênero que gosto bastante - suspense misturado com fantasia - tinha ouvido muitas críticas negativas à respeito dele. Isso me fez entrar na leitura sem esperar muito da história, mas foi bom porque, no final, eu gostei demais do livro!
No mesmo dia em que a americana Rory Deveaux chega em Londres para estudar num colégio interno, acontece o primeiro de uma série de assassinatos. Os crimes imitam as atrocidades feitas pelo Jack, O Estripador há um século. Logo, a febre em volta da personalidade de Jack aumenta e a polícia fica desconcertada com a falta de pistas e a ausência de testemunhas. Exceto uma: Rory! Ela viu o suspeito no terreno da escola e agora corre sérios perigos, tornando-se o próximo alvo do assassino.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Eu Sou Deus


"Andar por aí em busca de recordações nunca é um bom negócio. Não importa o que se encontre pelo caminho, será sempre e de qualquer jeito um sonoro nada. Não poderá capturar as boas lembranças e não poderá matar as más. E cada respiração parece feita de ar malsão, que para na garganta e deixa um gosto ruim na boca.

É difícil falar de Giorgio Faletti quando se é uma fã dele. Já tinha lido "Eu Mato" e agora me deliciei com "Eu Sou Deus", da Editora Intrínseca.
Na verdade, achei o começo do livro meio devagar, mas da metade para o final, o enredo toma ritmo e, que final, minha gente!
Fiquei dias debruçada sobre a história pensando em "Eu Sou Deus", tentando compreender o que aconteceu, como aconteceu.
O livro conta a história de uma jovem detetive que esconde os próprios dramas pessoais sob a sólida imagem profissional e um repórter fotográfico de passado discutível, em busca de uma segunda chance, são a única esperança de deter um psicopata que sequer assume a autoria de seus crimes. Um homem que está realizando uma vingança terrível, por uma dor que afunda suas raízes numa das maiores tragédias norte-americanas. Um homem que acredita ser Deus.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A Insolência de Nietzsche e o Crepúsculo dos Ídolos


"Percebe-se que é meu desejo ser justo com os alemães: não gostaria de ser inconsequente quanto a isso - também preciso, por tanto, lhes fazer minha objeção. Paga-se caro por chegar ao poder: o poder imbeciliza... Os alemães - outrora eram chamados de povo de pensadores: será que ainda pensam hoje? - Agora os alemães se entediam com o espírito, desconfiam dele, a política devora toda a seriedade para coisas realmente espirituais - "Alemanha, Alemanha acima de tudo", temo que isso tenha sido o fim da filosofia alemã... "Há filósofos alemães? Há poetas alemães? Há bons livros alemães?" - perguntam - me no exterior. Eu enrubesço, mas respondo com a valentia que me é própria também nos casos desesperados: "Sim, Bismarck!" - Seria licito também confessar que livros são lidos hoje em dia?... Maldito instinto de mediocridade!"

O que posso falar de um cara como Friedrich Nietzsche? Eu sou um pouco suspeita, pois tenho uma enorme admiração pelo seu trabalho e sou uma "discípula" de seus pensamentos. Concordo com grande parte das coisas que ele acreditava, e nas demais, acredito ser um lapso de genialidade.
Li "Crepúsculo dos Ídolos", da Editora L&;PM e assim... É Nietzsche meus amigos!... Não precisa de apresentações. 
Nessa edição, ele ataca furiosamente, e sem receios, Wagner e sua arrogância, Sócrates - cuja filosofia ele acreditava ser a decadência grega -; e mais, contra um conceito específico, verdadeiro, e um aparente; e conceitos problemáticos como vontade, eu, substância e Deus. Também não falta críticas aos ídolos modernos, o sistema educacional alemão, escritores e pensadores em voga, concepções estéticas como a de Schopenhauer, anarquistas, socialistas e progressistas em geral; e, sobretudo, a presunção moderna de superioridade moral.