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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Resenha - Para Todos os Garotos que Já Amei


"Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam."

Esse faz parte daquela lista gigantesca de livros que na época de seus lançamentos fizeram tanto sucesso, com todo mundo falando dele, que eu quis deixar a leitura para depois. E talvez isso tenha ajudado ou não, o fato é, que adorei o livro!
"Para Todos os Garotos Que Já Amei", da americana Jenny Han Editora Intrínseca, é uma leitura muito fluída, leve, divertida e gostosa de se fazer.
Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém - confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel, e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.
E com disso, vários problemas irão surgir. Primeiro, que o garoto (Josh) que ela ainda ama é o namorado da sua irmã (Margot) - e para sair dessa, ela irá criar um namoro falso com o outro garoto que uma das cartas foi enviada, Peter Kavinsky, o garoto mais cobiçado do seu colégio.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Resenha - 1984


"E se todos os outros aceitassem a mentira imposta pelo Partido – se todos os registros contassem a mesma história -, a mentira tornava-se história e virava verdade."

Não sei se vocês já perceberam, mas vira e mexe eu gosto de ser do contra e hoje vai ser mais uma destas vezes.
Esse mês eu li "1984", do George Orwell, Editora Companhia das Letras, e acabei me decepcionando muito porque eu esperava demais desse livro.
Já li três vezes "A Revolução dos Bichos" e AMO. Acho excepcional o que o Orwell fez com o momento histórico. Inclusive, recomendo para quem ainda não leu!
Então, por causa disso e somado com toda a importância que esse livro tem, esperava mais do que encontrei.
Primeiro que a história é muito devagar - quando eu achava que ia pegar ritmo, a narrativa parava de novo. E isso, com certeza, me atrapalhou um pouco. Segundo, que o protagonista não é muito carismático - é difícil você torcer por ele ou ficar animado quando ele toma uma atitude contrária ao governo. E por fim, o final é decepcionante - esperava algo mais explosivo ou que as máscaras caíssem, mas não...

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Resenha - Legend


" - Poucas pessoas matam pelas razões certas, June. A maioria faz isso pelas razões erradas. Só espero que você nunca se encontre em alguma dessas categorias. "

Eu adoro distopias e lembro que quando essa trilogia foi lançada, a história recebeu boas críticas, então queria ver se era tão bom assim. E como na maioria das vezes faço, li "Legend", da Marie Lu, Editora Rocco - o primeiro livro da trilogia que leva o mesmo nome - bem depois!
Nela, temos a história contada por dois pontos de vista: June, uma garota de 15 anos, nascida em uma família de elite de um dos distritos mais ricos da República e uma prodígio no círculo militar do país; e Day, um adolescente nascido na favela e o criminoso mais procurado pelo governo.
O ano é 2130 e os EUA é a República. Nesse novo governo, aos 10 anos, as crianças precisam fazer um teste obrigatório para classificá-las. As que falham são mandadas para campos de trabalho - que é o caso de Day! Já June atingiu a pontuação máxima, feito alcançado uma única vez antes.
June, que perdeu os pais, vive com o seu irmão Metias. Ambos fazem parte de uma pequena parcela da população que recebe uma vacina contra uma praga que assola os cantos mais pobres da República. Porém, numa missão de seu irmão, ele acaba morrendo e a única coisa que June pensa é em ir atrás do assassino: Day.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Resenha - Quando o Vento Sumiu


" - Quando meu pai foi preso, descobri essa música numa entrevista antiga com o Bono. Ele falou que "Kite" era uma canção sobre se desapegar de alguém que não queremos deixar partir, se desapegar de qualquer tipo de relacionamento. Ele escreveu pensando na irmã, que não precisava mais dele, e, na época, seu pai estava morrendo de câncer, e Bono não conseguia aceitar que ele partiria em breve. Era do que eu precisava. Encontrei a letra na internet e percebi que se encaixava na minha vida. Quando escutei a música, senti que algo dentro de mim se acalmou, então meio que virou minha trilha sonora. Triste, né?"

5 meses atrás, fiz uma troca no Skoob e nunca imaginei que dela poderia vir tanta coisa boa. Primeiro que nunca imaginaria que ao mandar dois livros, receberia também dois livros de uma autora muito simpática e ainda AUTOGRAFADOS! Segundo, que além de conhecer uma nova autora, ainda fizemos um sorteio no blog e hoje estou trazendo já a segunda resenha dos livros dela. Estou falando da Graciela Mayrink com o seu livro "Quando o Vento Sumiu" (Ed. L&PM) -  o outro livro dela que recebemos, "A Namorada do Meu Amigo" já tem resenha no blog.
A história vai se passar em volta de três adolescentes (que são amigos desde a infância): Suzan, Mateus e Renato, que vivem no Rio de Janeiro. Os três estudam na mesma faculdade, ela Turismo e eles Engenharia Civil. Porém, todos tem seus problemas e são com eles que virão decisões que podem mudar todo o rumo da história.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Releitura 79 Park Avenue


"Quando tornou a olhar pelo vidro, não o viu mais. De repente, não conseguiu conter as lágrimas. Ela não servia mais para ele. Muitas coisas haviam acontecido. Trazia aquela mancha e nunca mais se livraria dela".

Mais uma releitura. Confesso que quase nem lembrava da história, mas sabia que na época tinha gostado do livro. Mas isso todos nós sabemos: reler um livro é muito relativo. Pode trazer "re-prazer" ou, decepção!
"79 Park Avenue", de Harold Robbins (Ed. Círculo do Livro) - muito badalado na época da publicação - foi uma releitura agradável. Nada de excepcional.
Uma investigação sobre a elegante agência de modelos na Park Avenue, em Nova York, revela que por trás daquela fachada, lindas jovens eram levadas à prostituição e exploradas por um sindicato corrupto de gangsters.
Na direção da agência está Maryann Flood, uma mulher que trás no currículo violência de um padrasto abusador, juventude num reformatório e uma vida na prostituição.
Maryann é levada ao banco de réus num processo longo e se encontra diante do Promotor Mike Keyes, um antigo amor.
A história é contada simultaneamente, ora contando para nós a história de Maryann desde criança, ora nos relatando o desenrolar do julgamento.
Uma história rápida, fácil. E além do mais, tem que se considerar que Robbins foi um dos grandes autores da sua época e teve vários de seus livros adaptados para o cinema.
Uma leitura ok, principalmente depois de uma ressaca literária.

Cláu Trigo

terça-feira, 25 de julho de 2017

Resenha - O Guardião de Memórias


"Num impulso, ele entrou no quarto e parou diante da janela, afastando a cortina transparente para olhar a neve, que agora atingia quase 20 centímetros sobre os postes de iluminação, as cercas e os telhados. Era o tipo de nevasca que raramente acontecia em Lexington, e os flocos brancos e contínuos, aliados ao silêncio, encheram-no de uma sensação de paz. Foi um momento em que todos os retalhos díspares de sua vida pareceram costurar-se, com todas as tristezas e decepções passadas, todos os segredos e incertezas angustiantes escondendo-se sob as camadas brancas e macias".

"O Guardião de Memórias", de Kim Eduards. Editora Arqueiro, estava no meu desafio de maio e li lotada de expectativas. Confesso que esperava muito mais. Ouvi falar muito do livro, e isso acaba sendo sempre um grande problema na minha vida. Porque quando a química não rola, a decepção mostra a sua cara!
Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais de Síndrome de Down.
Guiado por um impulso e por dolorosas lembranças do passado, o Dr. Henry toma uma decisão que mudará para a sempre a vida de todos e o assombrará até a morte: ele pede que sua enfermeira Caroline, entregue a criança para adoção e diz para a esposa que a menina não sobreviveu.
Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar a pequena Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina.
O livro se desenrola nesse mundo de mentiras, traições, frustrações. Tem momentos chatos, desnecessários. Acho que esperava uma história mais densa, mais consistente, não sei...
Há muita raiva, muitas questões a se resolver mas que são postegadas o tempo todo e isso irrita bastante. Tem momentos que a história se arrasta e se torna cansativa, fora isso, uma história ok que poderia ter sido desenvolvida com mais intensidade e ousadia.

Cláu Trigo

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Mais Um Querido: Branca de Neve Tem Que Morrer


" No vilarejo mais monótomo do mundo abriam-se abismos inimagináveis. Ela levou as três cervejas até a mesa à qual Jörg Richter, irmão de Jenny Jagielski, estava sentado com outros dois homens. Na verdade, ele deveria estar no lugar de Jenny, atrás do balcão, mas raramente fazia o que devia".

Meu Deus, o que dizer desse livro?
"Branca de Neve Tem Que Morrer", de Nele Neuhaus, Editora Jangada, é um daqueles livros que você descobre "por acaso" perdido nas prateleiras da FNAC e diz: 'Ops, o que eu perdi que ainda não tinha lido nada a respeito desse livro?'
Claro que ele ganhou um endereço fixo depois das apresentações prévias. E um lugar especial e de destaque na minha estante.
Capa linda, história surpreendente. Flui rápido demais, um livro de 470 páginas lidas em dois dias, imagina o que ele te oferece... Muita ação, conflitos, suspense, drama, segredos.
Numa noite chuvosa de Novembro, Rita Cramer é empurrada de uma passarela e cai em cima de um carro em movimento. Pia e Bodenstein, da delegacia de homicídios, têm um suspeito: Manfred Wagner.
Onze anos antes, a filha de Manfred desaparecera sem deixar pistas, e um processo baseado em prova circunstanciais condenou Tobias, filho de Rita Cramer, a dez anos de prisão.
Logo após cumprir a pena, Tobias retorna à sua cidade natal e, repentinamente, outra garota desaparece. Os acontecimentos do passado parecem repetir-se de maneira funesta.
Pia e Bodenstein se deparam com um muro de silêncio. As investigações transformam-se numa corrida contra o tempo, mas isso é apenas o começo, tem muita coisa rolando, e o melhor, a autora vai nos dando as respostas durante a narrativa, ou seja, além de não deixar tudo para o final, vai entrando outros perrengues que ela vai resolvendo de forma genial.
O livro todo vai te contar inúmeras outras histórias paralelas que vão te surpreender, é um emaranhado de segredos, de injustiças, de superação sem fim. As coisas vão acontecendo uma atrás da outra, você não consegue respirar. Consigo compará-lo tranquilamente com os livros do meu "queridinho" Jo Nesbo. Isso é raro!
Super indico o livro. Tenho certeza que quem gosta de suspense vai adorar.
A alemã Nele Neuhaus já entrou para minha lista de preferidos, sem dúvidas...
#FicaDica

Cláu Trigo

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Do Amor e Outros Demônios


"Sentiu a premência de rezar pela primeira vez desde que perdera a fé. Foi até o oratório, procurando com todas as forças recuperar o deus que o havia abandonado, mas era inútil: a incredulidade resiste mais que a fé, porque os sentidos é que a sustentam".

Sempre digo que não há muito que se falar de Gabriel García Márquez. Sua escrita fala por ele!
Li "Do Amor e Outros Demônios", Editora Record, para um trabalho na Faculdade a alguns anos atrás. E ler Gabriel nunca é demais, nunca é chato, na verdade é sempre uma nova descoberta, um novo olhar. Lembro que na época gostei muito, e agora garanto que foi uma outra experiência e minha opinião: só melhorou.
Há um século convertido em hospital, o convento histórico de Santa Clara será agora vendido para construírem no local um hotel de cinco estrelas.
Estamos em 26 de outubro de 1949, e Gabriel García Márquez, um jovem repórter, é designado para ver de perto o trabalho de remoção das criptas funerárias da capela. O que mais impressiona este colombiano de Aracataca ao chegar ao convento das clarissas é o túmulo de uma marquesa menina, cuja imensa cabeleira lhe faz lembrar as lendas contadas por sua avó materna. Havia uma marquesinha, venerada no Caribe por seus milagres, que foi mordida por um cachorro e acabou morrendo de raiva. Essa marquesinha possuía uma 'cabeleira que se arrastava como a cauda de um vestido de noiva'. Aquela marquesinha de sua infância seria a mesma ali enterrada? A história deu origem a esse livro.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Indo Longe Demais


"Procuro um café com internet para poder atualizar meu currículo. Preciso acrescentar meu novo endereço, meu novo celular, diminuir meu novo nome. Acho frustrante não ter acesso à internet e lamento minha insistência em comprar o aparelho mais barato. Eu devia ter escutado o vendedor lindo em vez de ser uma cliente vinda dos infernos".

"Indo Longe Demais", de Tina Seskis, Editora Record é um livro difícil de explicar.
Você ama Emily às vezes, e a odeia em outros. E odeia muito! É uma personagem que é muito complicado a gente se identificar. E a autora conseguiu me enganar até o final.
É julho, alto verão em Manchester. Ao embarcar em um trem gelado a caminho de Londres, Emily embarca também em uma nova vida. Apesar do dia abafado lá fora, o ar frio no interior do vagão desperta nela uma sensação estranha, um vazio. Porém isso a acalma, é algo necessário. É o que dá forças a Emily para começar do zero, esquecer erros e acertos. Agora ela é uma pessoa anônima escrevendo a própria história.
Em seu novo mundo não há lugar para marido nem filhos. Para seguir em frente, ela precisa deixar para trás tudo o que havia construído, abandonar a vida perfeita que levava com a família e tentar esquecer um passado que, de repente, tornou-se seu pior pesadelo.
Em poucas horas em Londres, ela encontra um lugar para morar, em alguns dias, um bom emprego e até uma nova melhor amiga. O recomeço inicialmente fácil renova suas esperanças, mas as coisa não são tão fáceis como se imagina.
A história corre tranquila, eu, particularmente, não consegui criar afinidade com a personagem, na verdade criei uma relação de amor e ódio - mais ódio que amor, é claro! Em certos momentos queria matá-la. Mas devo confessar que me surpreendi com o final e como chegamos nisso tudo. Imaginei várias coisas, e fui pega de surpresa, acho que por isso, recomendo!

Cláu Trigo

domingo, 16 de julho de 2017

O Aliciador


" - Costumamos chamá-los de monstros porque nós os vemos como pessoas distantes de nós, porque queremos que sejam 'diferentes' - dizia Goran em seus seminários. - No entanto, são semelhantes em tudo e por tudo. Mas preferimos reprimir a ideia de que um semelhante seja capaz de tudo isso, em parte para absolver nossa própria natureza. Os antropólogos definem isso como 'despersonalização do réu' e constitui o maior obstáculo para a identificação de um serial killer: um homem tem pontos fracos e pode ser capturado; um monstro, não".

Donato Carrisi estava na minha lista à um tempo, e estava curiosa para conhecer. Comecei com "O Aliciador", Editora Record.
O livro começa um pouco devagar, mas depois vai criando vida própria e nos enche de ansiedade.
Apesar de suas 433 páginas, foi uma leitura rápida e eficaz.
Seis braços são encontrados, cinco meninas estão desaparecidas. Uma equipe liderada pelo capitão Roche e pelo criminologista Goran Gavila segue as pistas do caso dos desaparecimentos, e logo percebe que está atrás de um serial killer cuja frieza e ferocidade não têm limites. Cada passo da polícia é antecipado pelo assassino, e a linha que separa caça e caçador é tênue.
Em cada cena de crime, novas evidências levam os detetives a acreditar que não se trata de apenas um, mas de vários assassinos agindo em conjunto. Depois de descobertos cinco corpos, as esperanças de que uma sexta menina esteja viva aumentam e o tempo se torna o grande inimigo da equipe de detetives. É então que se junta a eles a investigadora Mila Vasquez, especialista em casos de sequestro.
Aos poucos a polícia descobre que seu alvo é capaz de assumir as aparências mais variadas, colocando-a à prova incessantemente. Neste caso, cada vez que o mal vem à luz, traz consigo um sinal, obrigando os detetives a enfrentar sobretudo a escuridão que carregam dentro de si. A investigação se transforma em um jogo de pesadelos habilmente velados, um desafio contínuo.
É uma corrida contra o tempo, onde a incerteza é uma constante e os personagens são expostos aos seus piores demônios.
Recomendo.

Cláu Trigo

sábado, 15 de julho de 2017

Filmes Para Assistir nas Férias (1 Filme Por Dia) - Parte 2

Agora fiquem com a segunda parta da lista. Esperamos que gostem! (Para ler a primeira parte, cliquem aqui).

      1. Meia Noite em Paria (2011) - Dir.: Woody Allen
      2. (500) Dias com Ela (2009) - Dir.: Marc Webb
      3. Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003) - Dir.: Tim Burton

      

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Resenha - A Lista Negra


"Vi todos os meus velhos amigos: Stacey, Duce, David e Mason. Vi Josh, Meghan e até mesmo Troy, sentados nas últimas filas, com os pais de Meghan. vi todo o mundo, um mar ondulante de desconforto e tristeza, cada pessoa com sua própria dor, cada qual contando suas histórias, todas mais ou menos trágicas ou triunfantes. Nenhuma mais trágica ou triunfante que a outra. De certa forma, Nick estava certo: às vezes, todos temos de ser vencedores. Mas o que ele não entendeu foi que todos temos também de ser perdedores. Porque não se consegue uma coisa sem a outra."

Na época em que esse livro foi lançado aqui no Brasil, lembro que todo mundo estava lendo ele e fazendo resenha, falando super bem dele. Como sempre, só vim ler ele bem depois, mas neste caso, acho que não atrapalharia ler no hype, pois o livro é muito bom mesmo!
Estou falando de "A Lista Negra", da Jennifer Brown, Editora Gutenberg - um livro que trata de bullying e o mau que ele traz, tanto para quem pratica, como para quem sofre. Mas também vai tratar de algo muito importante: o perdão!
Valerie Leftman e seu namorado, Nick Levil, criam uma "lista negra" - lista que contém nomes de pessoas, mais especificamente, estudantes da escola em que estudavam, que praticavam bullying e tiravam sarro deles. Porém, um dia, Nick chega na escola abrindo fogo contra vários alunos, matando alguns e ferindo vários outros, além de se matar depois. Valerie, salvando a vida de uma colega que fazia parte da lista, é atingida - no entanto, ela é responsabilizada pela tragédia por ajudar na criação da lista. Agora, se recuperando do ferimento e do trauma, Val tem que voltar para a escola e enfrentar todas as pessoas novamente.

sábado, 8 de julho de 2017

Resenha - Os Colegas de Anne Frank


"- Deixamos de ser crianças para logo ser adultos por força das circunstâncias.”

Em Maio, decidimos tirar um livro que estava parado na estante para lermos. E decidi escolher por "Os Colegas de Anne Frank" de Theo Coster, Editora Objetiva, que fazia anos que estava parado na estante.
Lembro que quando comprei ele, estava numa vibe de ler livros sobre a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto (inclusive, tenho mais desses na fila), mas passado esse momento, esqueci eles lá e nunca tive vontade de ler novamente. Até que decidimos tirar as teias de aranhas da estante, e no meu caso foi esse.
Theo Coster estudou no mesmo colégio que Anne Frank, o Liceu Judaico de Amsterdã, e em 2009 ele se reuniu com outros sobreviventes da guerra e também colegas da garota judia.
Neste livro, veremos relatos dessas pessoas sobre esse momento tão trágico da história, que vão nos contar como era Anne Frank antes de ter que se esconder e como que eles sobreviveram (se foram tão atingidos pela guerra, quem teve que se esconder, entre outros assuntos).
A premissa até parece interessante, principalmente em relação de como eles viveram na época, escondidos ou não (e essa parte realmente é), mas tem muita coisa fraca nele. A escrita não é muito boa e é um pouco confusa, pulando de memórias para o momento atual de um jeito totalmente estranho.
E apesar do título chamativo, (e ele é só isso mesmo), pouco se é falado sobre a Anne Frank, e tive a impressão que quando entravam nesse assunto, principalmente quando é o próprio Theo Coster falando dela, parece que ele diminui a importância dela e de seu diário. Em vários momentos, ele a crítica fortemente e fala algumas coisas que dá a impressão errada.
Não tenho certeza se gostei, é bem provável que não. A escrita é bem ruim, as informações que somam para a gente é muito pouca e ainda passa a sensação de que o autor se aproveitou um pouco do nome da Anne Frank.
É bom lembrar que a ideia dele, era de se fazer um filme/documentário sobre esse reencontro (e eles realmente fizeram, mas não achei em nenhum lugar para assistir), mas durante esse momento eles decidiram fazer também um livro.
Então digo que vale a pena vocês lerem e tirarem as suas opiniões, mas fui para ler uma coisa e acabei lendo algo bem mais fraco.
Se vocês já leram, comentem aí embaixo o que acharam. Se tiveram a mesma visão que a minha...

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Filmes Para Assistir nas Férias (1 Filme Por Dia) - Parte 1

As férias estão chegando, e separamos para vocês vários filmes para se divertirem.  São 31 longa-metragens - ou seja, 1 filme por dia!
Tem história de todo estilo e para todo os gostos. Para não ficar muito grande esta lista, vamos dividir ela em duas partes. Esperamos que gostem e recomendem outros para a gente!

      1. O Diabo Veste Prada (2006) - Dir.: David Frankel
      2. De Repente 30 (2004) - Dir.: Gary Winick
      3. Intocáveis (2011) - Dir.: Eric Toledano; Olivier Nakache


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Resenha - As Suas Lembranças São Minhas


"Conor é agradável. Sempre apenas agradável. Nunca superanimado. Nunca, na verdade, animado com nada. Apenas agradável, que é somente mais uma palavra para legal. Casal com um homem legal dá  a você um casamento legal, mas nunca algo mais. E legal está OK quando está entre outras coisas, mas jamais quando é apenas isso." 

Acho que vocês já estão acostumados a todo ano ver uma resenha de algum livro da Cecelia Ahern aqui no blog, né? E esse ano, além desse, ainda lerei mais um livro dela, então não cansem, rsrsrs.
Eu AMO essa mulher! Ela escreve super bem e deveria ter mais reconhecimento - pelo menos aqui no Brasil...
Já li 5 livros dela e decidi que iria ler os mais antigos também - aqueles não tão famosos e esse foi o primeiro dessa leva: "As Suas Lembranças São Minhas" Editora Rocco.
Esse é mais um romance, mas é impressionante como ela tem uma capacidade extraordinária de até mesmo nos seus romances, colocar uma mensagem de superação, transmitir momentos difíceis que as pessoas passam no seu dia-a-dia brilhantemente. 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

O Amor Está No Ar...

Hoje é Dia dos Namorados, então trazemos uma lista com 10 filmes românticos. Nela, teremos filmes mais conhecidos, mais leves, para se emocionar, chorar, amar. Tem filme para tudo que é gosto! Esperamos que gostem!

      1. Cartas Para Julieta (2010) - Dir.: Gary Winick
      2. Diário de Uma Paixão (2004) - Dir.: Nick Cassavetes
      3. P.S. Eu Te Amo (2008) - Dir.: Richard LaGravenese

 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Mulher-Maravilha Chegou Para Ficar! - Crítica


Domingo, dia 04, fui assistir "Mulher-Maravilha" (2017, Dir.: Patty Jenkins) e preciso começar dizendo que, normalmente curto mais os filmes da Marvel, mas desde que saiu o primeiro trailer desse filme, fiquei bem ansiosa e com as expectativas lá no alto.
Gosto bastante de filmes de super-heróis, apesar de não ler as HQs. Fugindo da maioria das críticas, não achei "Batman vs Superman" tão ruim, porém, entendo que essas últimas levas da DC não eram o que os fãs estavam querendo. Quando começou a ficar mais próximo do lançamento de "Mulher-Maravilha", as perguntas eram muitas, mas a principal era: será a volta da DC? E digo que sim!
Agora indo para o que achei do longa...
O filme vai muito bem até a última parte. O começo é muito bom, apresentando as Amazonas e seus treinamentos. A cena que o Steve Trevor (Chris Pine) cai na Ilha Paraíso, "trazendo" os alemães junto e em seguida eles lutando contra as Amazonas é uma cena linda! Toda a apresentação dessa super-heroína, explicando o nascimento de Diana Prince (Gal Gadot), eu considero como a primeira parte. E uma parte muito boa!
Em seguida, entramos na segunda parte, quando Diana vai para Londres. E aí nota-se a mudança na paleta de cores: antes tão colorido, sem a presença do medo; agora entramos em um terreno todo cinza, em que a presença do medo é constante. A cena em que a nossa WW sobe nas trincheiras e vai desviando as balas com os seus braceletes é de arrepiar! - para mim, a melhor cena do filme todo. Foi para ver aquilo que fui no cinema!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Psicose - Resenha/Desafio


"Engraçado, pensava Sam, como acreditamos saber tudo sobre uma pessoa só porque a vemos frequentemente ou porque temos uma forte ligação emocional com ela....
...Respeitáveis senhoras de idade de repente eliminavam os maridos após vinte anos de casamento feliz; humildes empregadinhos de banco de repente desviavam fundos... Não há como prever o que pode acontecer."

Quem não conhece a clássica cena do banheiro de "Psicose" ou o grande plot twist que essa história leva?
Acreditem se quiser, eu ainda não assisti o filme, mas é claro que sei o final e todo o desenrolar. Porém, tinha bastante interesse em ler o livro e posso afirmar que ele me surpreendeu mais do que eu esperava! Também acompanho a série "Bates Motel" e recomendo DEMAIS! - tem um elenco de primeira e não fica atrás das outras duas obras (no total são 5 temporadas, sendo que o último episódio foi ao ar dia 24/04 - na Netflix tem até a terceira. Não percam a chance de assistir, é muito bom mesmo).
Então peguei "Psicose", de Robert Bloch, Editora DrakSide, para ler, e li numa semana. A escrita do Bloch é muito fácil (mais até do que esperava) e a narrativa vai muito rápida.
A história de suspense conta a história de Marion Crane, que foge ao roubar 40 mil dólares. Em uma noite de tempestade, Marion acaba parando no Bates Motel, cujo proprietário é Norman Bates, um homem atormentado por sua mãe controladora.
Não contarei spoilers, apesar de achar bem difícil alguém ainda não saber nada sobre essa história...
Os personagens são muito bem construídos e a relação do Norman com a Norma é muito interesse de se ler. Além desses dois principais, ainda temos a irmã da Marion e o seu "noivo" (?), que estão atrás dela, pois acham que alguma coisa mais séria aconteceu com ela.
Os capítulos narrados por estes dois são mais chatinhos, o que eu ansiava por ele eram os narrados pelo Norman.
Um clássico - tanto da literatura, quanto do cinema - que precisa ser lido e assistido por todos (e não se esqueçam da série também!). Uma história de primeira, que a DarkSide trouxe para nós em uma edição MARAVILHOSA!
Muito recomendado para quem gosta de um bom suspense!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Dragão Vermelho - Resenha


"Só vemos o que observamos e só observamos coisas que já conhecemos." (Alphonse Bertillon)

Não sei se vocês sabem, mas um dos meus filmes preferidos é "O Silêncio dos Inocentes" e o meu personagem/vilão é o Hannibal, então, quando coloquei no começo do ano esse livro no desafio, estava muito ansiosa pelo o que encontraria aqui.
Quando comecei a ler, me lembrava muito pouco da história, pois faz muito tempo que não assisto aos outros filmes do canibal. E apesar de estar assistindo a série (que recomendo demais, também!), ela é bem diferente do livro!
Mas agora vamos ao ponto! "Dragão Vermelho", do Thomas Harris, Editora BestBolso, não foi tudo o que esperava. Porém, tenho a impressão que isso se deva muito por causa da edição e depois vou falar sobre isso.
A história começa quando o agente do FBI, Will Graham é chamado ao trabalho depois de muito tempo parado, pelo seu ex-chefe (agora novamente chefe), Jack Crawford, para investigar uma série de assassinatos. Porém, para capturá-lo, ele precisará pedir ajuda ao Dr. Hannibal Lecter, um assassino canibal que o próprio Will prendeu muitos anos atrás (e o motivo para ele parar de caçar assassinos). No entanto, esse ato pode trazer consequências desastrosas.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Canção do Cuco - Resenha


" - Boa escolha. O melhor lugar da casa. - O estranho de bigode de estrela de cinema foi parar ao lado da cadeira, fitando o filme em reverso. - Mas é claro, o melhor jeito de ver as coisas é sempre pelo interior, Surpreenda o mundo pelas costas, pegue-o desprevenido, e então vai vê-lo como realmente é..."

Vocês não fazem ideia de quão ansiosa eu estava para ler esse livro... Quando fizemos os sorteios dos livros que iríamos ler esse ano e saiu ele, fiquei muito feliz!
O primeiro fator que que me despertou interesse no "Canção do Cuco", da inglesa Frances Hardinge, Editora Novo Século, foi a capa. Normalmente não curto muito capa com pessoas, mas essa especificamente eu curti demais (e quem leu, deve ter percebido que nela tem algumas características bem importante para a história/personagem principal). O outro foi a sinopse (que é muito interessante e diferente).
Triss Crescent (a nossa protagonista) tem onze anos e está passando as férias com a sua família fora da cidade. Porém, ela sofre um acidente em que não se lembra de nada e ao despertar, coisas estranhas começam a acontecer. Ela sente uma fome imensa, a ponto de comer as próprias bonecas; ela acorda várias vezes com folhas e terra com gravetos (seria ela, sonâmbula?); objetos inanimados tentavam ataca-la; tesouras eram atraídas por ela; em vez de chorar lágrimas, ela chorava teias de aranha; sua irmã, Pen, passa a ter um medo incontrolável dela, entre várias outras coisas.
Sem saber o porque que essas coisas estavam acontecendo, Triss começa a investigar para descobrir as causas do acidente - que a princípio, é o causador de todas essas estranhezas. O que ela não imaginava era que tinha coisas mais sombrias do que ela achava existir.

domingo, 21 de maio de 2017

Eu Sou Malala - Resenha


"Nasci como filha orgulhosa do Paquistão, embora, como todos os swatis, pense em mim primeiro como swati, depois como pachtum e finalmente como paquistanesa."

Claro que antes de ler esse livro, antes já tinha ouvido muitos acontecimentos em volta da Malala e até vistos alguns vídeos dela falando (como por exemplo, uma na ONU - inclusive recomendo demais vocês assistirem! - cliquem aqui), mas não tinha conhecimento de tudo pelo qual ela passou.
Quando pensamos nela, lembramos rapidamente de quando ela tomou um tiro -  até porque para a grande maioria e para o mundo, ela ficou conhecida por causa disso. Mas ao ler "Eu Sou Malala", Editora Cia. das Letras, descobrimos que a vida dela é muito mais do que isso. Aliás, a própria Malala diz no livro que ela gostaria de ser lembrada por ser a menina que lutou pela educação e não que tomou um tiro do Talibã.
O livro vai mostrar desde a infância da Malala até quando o Talibã tomou controle do vale do Swat. Desde pequena ela já não entendia porque as meninas não podiam estudar com os meninos, porque elas não tinham o mesmo direito que eles e o porque milhões de crianças (meninas e meninos) não terem direito à educação.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Pelos Olhos de Maisie - Resenha


"Ela foi abandonada a seu destino. Estava claro para qualquer observador que único vínculo que a unia a cada um de seus pais era o fato lamentável de ser ela um veículo fácil para o rancor deles, uma xícara de porcelana, pequena mas funda, boa para misturar ácidos cortantes. Queriam-na não pelo bem que pudessem fazer a ela, mas pelo mal que, com a ajuda inconsciente dela, cada um poderia fazer ao outro. "

Eu queria não falar sobre esse livro. De verdade...
"Pelos Olhos de Maise" de Henry James, Editora Penguin, foi um desses livros que quero esquecer que um dia li. Além de ter consumido vinte dias do meu precioso mês - isso mesmo, vinte dias para um livro de um pouco mais de 400 páginas! - não acrescentou nada na minha vida. Livro chato, cansativo, monótono.
O autor "TENTA" relatar o drama familiar de uma criança - Maise - que se vê diante da separação de seus pais e passa a ser usada como instrumento de manipulação, um joguete na mão do casal que se odeia. Diante desse mundo novo, com dois lares prejudicados pela incerteza, pelo ódio, a garota acaba criando seu próprio mundo e sendo empurrada de um lado para outro. A história pode até parecer boa falando nessa perspectiva, mas acredite, não é.
O livro não funcionou para mim - é sonolento, chato e devagar. Não passa de um enredo inconclusivo. Para o autor, a menina não passa de um brinquedo dentro de uma situação curiosamente complicada na qual ele não consegue destrinchar. A gente não consegue criar empatia pela menina, os diálogos são vagos e pobres e não há conexão com o próximo capítulo. Ficamos esperando alguma conclusão nas próximas páginas mas isso nunca acontece.
Uma lamentável perda de tempo e dinheiro.
Não funcionou nadinha para mim. Um porre de leitura!

Cláu Trigo

sábado, 13 de maio de 2017

Olhos Azuis, Cabelos Pretos - Resenha


"- Não sei nada do que você. Não posso imaginar que sofra por causa do que digo. Não digo nada. Nunca falo a verdade. Não digo nada que faça sofrer. É depois, quando você sofre, que tenho medo do que disse".

"Não existe nada mais público que aquilo que é rigorosamente pessoal".
Essas palavras são da própria Marguerite Duras, e é sobre isso que ela escreve: assuntos rigorosamente pessoais.
"Olhos Azuis, Cabelos Pretos", Editora Círculo do Livro, é um daqueles livros poéticos sem ser blasé. Concebido em diálogos sombrios, tristes, profundos.
Já tinha lido antes "O Amantee é um dos meus livros favoritos da autora, e "Olhos Azuis, Cabelos Pretos" entrou na minha lista de favoritos também. Foi o último livro escrito pela autora (1986) e sua ficção é bastante influenciada pela técnica cinematográfica, tanto que algumas cenas descritas em seus livros fixam-se na memória como se tivessem sido vistas na tela.
Nessa história, Duras envolve os personagens - dois desconhecidos que se encontram todas as noites para aliviar suas solidões, mas sem envolvimento sexual - a longas conversas sobre a vida, o amor, a solidão, o medo.
Um livro curto - 97 páginas - que quando se acaba de ler entende-se que é preciso retornar a história novamente, a sensação é de que perdemos alguma coisa no caminho. Mas não... é apenas Marguerite Duras nos confrontando com nossos demônios.
Um livro paradoxo, cheio de simbolismos e total falta de sintaxe. Pesado, mas preciso recomenda-lo.

Cláudia Trigo

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O Resgate - Resenha


" - Nem tanto. Acho que depende de como você encara. Para mim... bem, isso apenas acrescenta uma riqueza que de outro modo não se teria. As pessoas vêm e vão. Elas entram e saem da sua vida, quase como personagens em um livro. Quando você finalmente o fecha, os personagens contaram suas histórias e você recomeça outro livro, cheio de novos personagens e aventuras. Então se vê concentrando-se nos novos, não nos do passado."

Todo mundo quando vai ler um livro do Nicholas Sparks, sabe mais ou menos o que vai encontrar. Uma história de amor que segue o mesmo manual de todos os seus outros livros, repleto de clichês e que provavelmente vai nos emocionar em algum momento (alguns mais, outros menos). Ah... E tem outra coisa: ele adora matar algum dos seus personagens. Na maioria do seus livros, alguém morre - seja principal, ou não - isso é uma certeza. Quem já leu algo dele, sabe que tudo isso é verdade.
Então, quando peguei "O Resgate", Editora Arqueiro, para ler, já fui preparada. Fazia algum tempo que não lia nada dele - e olhem que já li muitos livros dele (10 no total) e acho que foi num bom momento. Ler muito Nicholas Sparks em seguida faz perder um pouco dessa força que ele tem de nos atingir emocionalmente. Como fazia tempo que não lia nada dele, ele conseguiu me atingir mais forte.

domingo, 7 de maio de 2017

A Namorada do Meu Amigo - Resenha


"Beto, eleu éramos tão unidos que todos no bairro nos chamavam de Os Três Mosqueteiros. Onde um estava, o outro estava. E era sempre um por todos e todos por um, mas a chata da Juju vivia atrás da gente falando quera o D'Artagnan. Onde já se viu, D'Artagnan mulher?"

Pessoas, o que foi esse livro?
Eu, Cláudia Trigo, admito, sempre tenho um pouco de receio em livros YA (Jovens Adultos). Apesar de já ter lido alguns e gostado de poucos.
O livro "A Namorada do Meu Amigo". da Graciela Mayrink, Editora Novo Conceito, me surpreendeu de uma forma boa.
Sabe aquele livro que você não consegue tirar da cabeça? Então... foi isso.
O livro descreve com precisão, a vida de muitos jovens e seus dilemas diários. Perdidas em suas páginas, me vi diante de muitas situações semelhantes num passado distante. E quase morri de saudades, rs! Mentiraaaaa!
Voltando ao livro, Graciela conta pra gente a história de três amigos inseparáveis que quando entram na adolescência, dois deles - Beto e Cadu - se vêem apaixonados pela mesma garota - Juju. Só que tem um detalhe: Nem Beto nem Juju sabe desse segredo de Cadu. E aí é que a história ganha alma e graça. Muitas outras histórias e descobertas paralelas vão se juntando a história principal e vamos descobrindo com eles universos e situações engraçadas e inusitadas.
É mais uma história de amor? Sim, é! Mas quem não gosta de uma boa história de amor contada com humor e leveza de vez em quando?
A autora desenvolve com graciosidade, uma história que quase todo mundo já conhece, mas é sempre gostoso de ler que não somos os únicos a sofrer a dor do amor, e mais interessante, nos identificarmos em muitas situações vividas por seus personagens.
Um livro leve, poético, clichê, mas delicioso de ler.
Devorei em dois dias, e fiquei dias pensando nele.
Já tô pensando no próximo que lerei da autora.
Super recomendo para quem gosta de uma boa leitura...

Cláu Trigo

domingo, 30 de abril de 2017

TAG Livros e Chocolate


Mês de Páscoa é mês de TAG relacionando duas coisas que amamos: livros e chocolate! Tiramos ela do blog "Lendo e Escrevendo", em que responderam duas TAGs, mas gostamos só da segunda e é ela que iremos fazer. Esperamos que gostem!

Chocolate Meio-Amargo
Um livro que cobre um tópico obscuro

Carol: "A Garota da Capa Vermelha", Sarah Blakley, Ed. ID
Cláu: "Escuridão Total Sem Estrelas", Stephen King, Ed. Suma de Letras

terça-feira, 25 de abril de 2017

Restos Mortais - Resenha


"Quando a gente está passando por uma coisa assim, não sabe direito o que está fazendo, mesmo achando que sabe, ela insistiu. E ninguém pode entender realmente o que está havendo, a não ser que tenha sofrido o mesmo. A gente se sente isolada. Vai aos lugares e todos a evitam, sentem medo de trocar olhares e conversar, pois não sabem o que dizer. As pessoas, então, murmuram entre si: 'Está vendo aquela ali? A irmã foi assassinada pelo estrangulador'. Ou então: 'Aquela é Pat Harvey. A filha foi uma das vítimas do maníaco'. A gente se sente como se estivesse vivendo numa caverna. Sente medo de ficar sozinha, medo de estar com os outros, medo de acordar, medo de ir dormir por saber o quanto é horrível acordar pela manhã. Corre feito louca, para ficar exausta. Em retrospecto, vejo que as coisas que fiz desde a morte de Henna foram meio loucas".

Mais um livro da Patricia Cornwell para a conta.
"Restos Mortais", da Editora Paralela, foi mais uma daquelas deliciosas leituras policiais de virar a noite. Eu, particularmente, gosto muito de literatura policial, e de quebra, gosto demais da escrita da Patricia. 
Esse é o terceiro volume da série Scarpetta - tem resenhas dos dois primeiros aqui e aqui - e sempre me surpreendo com seus finais.
Em "Restos Mortais", a história começa quando um casal de namorados, Fred e Deborah, somem em Richmon, Virgínia, sem deixar vestígios. Tudo indica que eles partilharão o destino de outros tantos jovens casais desaparecidos: serão encontrados meses depois, em estado de putrefação no meio do mato.
Com sua frieza profissional, Kay Scarpetta entrará na cena do crime e não deixará passar nenhum detalhe, indo a fundo em cada evidência descoberta.
A coleção Scarpetta pode ser lido fora de sua sequência, que não influência a leitura.
Recomendo para quem gosta de um bom livro policial.

Cláu Trigo

sábado, 22 de abril de 2017

Um Convite Para "A Convidada" - Resenha/Desafio


"Há dez anos que desistira, agora era tarde para recomeçar. Afastou a cortina e, na obscuridade dos bastidores, acendeu um cigarro. Ali pelo menos poderia descansar um pouco. Agora era muito tarde; nunca seria uma mulher que dominasse exatamente todos os movimentos dos corpos. O que poderia adquirir hoje não seria interessante: pequenos ornatos, enfeites, nada  de essencial. Era isso o que significava ter trinta anos; era uma mulher feita. Seria para todo o sempre uma mulher que não sabe dançar, uma mulher que só teve um amor na vida, uma mulher que nunca desceu, de canoa, os cânions do Colorado, nem atravessou a pé os planaltos do Tibete. Esses trinta anos não constituíam apenas um passado que arrastara todo esse tempo. Depositaram-se em volta dela, dentro dela, eram o seu presente, o seu futuro, a substância de que era feita. Nenhum heroísmo, nenhum absurdo, poderiam alterar essa situação. Evidentemente tinha muito tempo, antes de morrer, para aprender russo, ler Dante, visitar Bugres e Constantinopla".

Eu acredito que Simone de Beauvoir dispensa apresentações, principalmente em dias que nós, do "sexo frágil", lutamos tão bravamente em busca de mais respeito, mais dignidade, mais direitos. Acho Simone uma mulher muito à frente de seu tempo, corajosa, engajada. Muitos a consideram a maior pensadora mulher dos últimos tempos.
"A Convidada", Editora Círculo do Livro, é seu primeiro romance, publicado em 1943. Nele, é narrado os conflitos de uma mulher de trinta anos, que funciona como um alter ego da autora. O livro trata  de questões de filosofia existencialista, o amor em diversos ângulos, o ciúme. Aborda também questões humanas como a decepção, a raiva, frustração, individualidade. 
Esta obra é baseada no relacionamento de Simone com o filósofo e escritor Jean-Paul Sartre. 
A história é narrada nos meses que antecedem a Segunda Guerra Mundial e descreve a Paris daquela época, com a vibrante boêmia e personagens como intelectuais, artistas e escritores. Nos famosos cafés, são discutidos os conflitos humanos e existencialistas.
Considerada uma das sua melhores obras, "A Convidada" enfoca o triângulo amoroso entre Françoise e Pierre Labrousse com a jovem misteriosa Xavière, que chega em Paris e fascina ambos. O relacionamento serve para questionar o modelo burguês de casal e de família, assim como explorar os dilemas existencialistas da liberdade, da ação e da responsabilidade individual. 
Apesar de ser uma história que acontece na década de 40, as experiências humanas continuam atuais e presentes em nossa sociedade. No caráter histórico, a autora consegue como ninguém, descrever a sociedade boêmia da época de forma absoluta. 
Pode ser que no começo nos sentimos um pouco entediados e perdidos com os longos diálogos, mas a história vai criando seu rosto, seu próprio ritmo, e nos envolve de uma forma que nos imaginamos nos Cafés Parisienses, sentados em suas mesas nas madrugadas, com grandes intelectuais da época.
Recomendo demais!


"Se constatarmos que as mulheres de nossos dias confessam cada vez mais seus desejos e falam entre si sobre os homens, se repararmos enfim que cada vez mais elas tomam a iniciativa, tanto para iniciar como para romper uma relação, então eu não creio que seja realmente importante a diferença que pode haver entre um homem e uma mulher quando se relacionam".
(Simone de Beauvoir)

Cláu Trigo

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Resenha - Persuasão


"- Deveria ter percebido a diferença - respondeu Anne. - Não deveria ter suspeitado de mim agora; a situação é tão diferente, e minha idade tão diferente. Se antes errei, deixando-me levar pela persuasão, lembre-se de que foi pela persuasão exercida em nome da segurança, não do risco. Quando cedi, pensei ceder ao dever, mas nenhum dever poderia agora ser invocado. Casando-me com um homem que me fosse indiferente, todos os riscos seriam corridos, e todos os deveres violados".

Meu primeiro livro de Jane Austen, "Persuasão", da L&PM Pocket foi uma experiência boa. Não sei ainda dizer se Austen vai conseguir com seus outros livros, me conquistar, como Emily Brontë me conquistou, mas pretendo ainda esse ano colocar mais um livro seu em minha lista.
Há tempos estava querendo descobrir todo esse fascínio que muitos leitores tinham por essa grande escritora, e me aventurei a começar com seu último livro publicado. "Persuasão" foi concluído um ano antes de sua morte e publicado postumamente - em 1818. O romance contém fortes elementos autobiográficos, aborda o risco de se dar conselhos - e de segui-los.
Anne Elliot, a heroína de "Persuasão", é uma nem tão jovem solteira que, seguindo os conselhos de uma amiga, dispensara, sete anos atrás, o belo e valoroso (porém sem título nobre e sem terras) Frederick Wentworth. No entanto, o futuro sentimental e financeiro de Anne não é muito promissor, e quando o destino a coloca frente a frente com Frederick, agora um distinto capitão da Marinha Britânica, reflexões, conjecturas e arrependimentos são inevitáveis

terça-feira, 18 de abril de 2017

Necessário Conhecer: O Prisioneiro


"- É possível que os seus bravos fuzileiros acreditam sinceramente em que estão com a causa da justiça e da democracia. A lavagem de cérebro entre os comunistas é drástica, violenta, impiedosa. Mas a lavagem de cérebro nos países capitalistas tem sido suave, lenta e imperceptível. Começou há mais de um século e condicionou a maneira de pensar e sentir de suas populações, preparando-as até para coonestar o 'genocídio justificado', a aceitar as 'guerras santas'. Mata-se em nome de Deus, em nome da Pátria e em nome da Democracia, essa deusa de mil faces cuja fisionomia verdadeira ninguém nunca viu".

Que difícil falar de Erico Verissimo - é, disparado, meu autor preferido - mas, mais difícil é falar sobre esse livro. 
"O Prisioneiro", Editora Globo, é um livro triste, deprimente, realista, atual, verdadeiro. É aquele livro que quando terminamos, ficamos várias semanas pensando sobre ele, sobre o assunto, sobre a vida, sobre a nossa vida e de nossos semelhantes! Sobre valores, sobre futuro, passado e presente.
Um dia, em meados de 1967, Erico Verissimo leu numa revista a transcrição de um debate sobre os problemas que a China enfrentava, na época. Para ilustrar seu ponto de vista, um dos debatedores referiu-se ao caso de um oficial do exército francês que torturou um terrorista argelino para forçá-lo a confessar onde havia colocado uma bomba-relógio que explodiria dentro de algumas horas.
Fascinado pelos aspectos éticos e humanos do problema, Verissimo tomou-o como tema central de seu livro. Seria correto matarmos uma pessoa para salvar a vida de outras? Seria correto um ditador exilar e matar oponentes a seu regime, sob a alegação de estar protegendo o futuro da nação? Apesar de ter tomado por base a intervenção americana no Vietnã, o autor não quis prender seu romance a apenas um fato histórico e a duas nações. Sua intenção foi a de dar um caráter universal ao livro, questionando os absurdos da conduta humana e da brutalidade da guerra. 
Em nenhum momento no livro o autor dá nome aos bois. Não se cita nomes ou países, mas sabemos pelo curso da história, geografia, época que se trata da Guerra do Vietnã.
É um livro absolutamente atual, uma parábola moderna anti-guerra e anti-violência. 
Recomendo demais para quem gosta de Erico, e para quem precisa CONHECER Erico, um dos maiores escritores de nossa literatura!

Cláu Trigo

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Se Arrastando na Biblioteca de Almas


"Para alguns, poderia parecer insensível o modo como ela reprimia e afastava sua dor, mas eu já a conhecia bem o suficiente para entender. Ela tinha um coração do tamanho da França, e os poucos sortudos que eram amados por ele eram amados com cada centímetro quadrado. Porém, o tamanho de seu coração também o tornava algo perigoso. Se ela se permitisse sentir tudo, ficaria devastada. Por isso, tinha que domá-lo, silenciá-lo, calá-lo. Mandar as piores dores para uma ilha que estava rapidamente sendo ocupada por elas e na qual um dia iria viver".

Terceiro e último livro da série "O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares", a "Biblioteca de Almas", de Ransom Riggs foi perdendo o ritmo, para mim, e chegamos no último, meio sem conexão com a primeira história - que para mim, foi disparado, o melhor livro!
Me pareceu que o autor começou super bem - AMO o primeiro livro - desacelerou no segundo livro e se perdeu completamente, no último. Pelo menos, para mim, me pareceu uma encheção de linguiça sem fim. A história perdeu sem ritmo e, de quebra, seu encanto.
Depois de tanta aventura e descobertas, agora Jacob precisa resgatar os amigos peculiares e as ymbrynes da fortaleza dos acólitos. Junto com ele está Emma Bloom, uma menina capaz de produzir fogo com as mãos, e Addison MacHenry, um cão com faro especial para encontrar crianças perdidas.
Partindo da Londres dos dias atuais, o grupo vai percorrer as ruelas do labirinto do Recanto do Demônio, uma complexa fenda temporal que abriga todo tipo de vícios e perversões.
Confesso, com tristeza, que o volume dois e três da série não funcionou para mim.
Achei o primeiro ótimo, o segundo ok e esse último bem mediano, chato, fraco.
É uma pena, porque era uma série que tinha tudo para dar certo e que, no final, não funcionou legal, perdeu suas forças...

Cláu Trigo

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Uma Aventura no Mundo de Helena de Tróia


"O Destino de Helena como mulher espartana - segundo os que os autores da Antiguidade nos querem fazer crer - era passar de vítima de estupro a noiva-criança, amante infiel, concubina-troféu e, finalmente, esposa devotada. As fases de sua vida foram marcadas por características sexuais. Quase nenhuma atenção foi dada aos anos em que não houve algum tipo de encontro erótico inebriante. Não é coincidência que Helena desapareça da poesia de Homero tão logo deixa de ser perseguida por homens. A última vez em que a vemos na Odisséia, ela se dirige ao leito com Menelau no palácio de Esparta, quando o casal real regressa de Tróia. Homero não se interessa por ela depois que envelhece. Através das muitas reviravoltas de sua vida terrena, essa Helena da literatura encontra muitos homens e aprende a tratar, até bem mais, com as manifestações - e as consequências - da urgência carnal".

"Helena de Tróia",  de Bettany Hughes, Ediotra Record é um grande livro - literalmente - para quem gosta de mitologia e história grega. Me demorei um pouco no começo, pois acaba sendo muita informação para se arquivar e você precisa ir se situando na história, mas depois a leitura cria ritmo e se desenrola bem.
Acabamos sendo apresentada não só à um momento enigmático da história, que foi a Guerra de Tróia, mas também à uma cultura desde sempre, machista, preconceituosa e violenta. Descobrimos que, desde sempre, a mulher é vista apenas como um corpo, um ser inferior que está aqui para satisfazer seus 'donos'. Helena é, antes de um ser mitológico, uma mulher de fibra e inteligente.
E toda essa fascinação não é por menos.
Durante o livro, um estudo pra lá de detalhado, vamos encontrando alguns personagens intrigantes e outros questionáveis da mitologia grega, conhecendo a constituição do mapa geográfico da época, é muito legal.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Vermelho Como o Sangue


"Era uma vez, no ápice do inverno, enquanto flocos de neve caíam como penas do céu, uma rainha que costurava junto à janela, cujo caixilho fora feito com a escura madeira de ébano.
Enquanto ela costurava, contemplando a neve, a agulha picou seu dedo, fazendo despontar três gotas de sangue, que caíram sobre a neve. Ao ver a beleza do vermelho sobre o branco, ela pensou consigo mesma: "Quisera eu ter uma criança branca como a neve, vermelha como o sangue e negra como a madeira do caixilho desta janela"."

Vou ser sincera, comprei muito esse livro por causa da capa - que eu acho linda! Em seguida, a sinopse também ajudou. Mas o principal foi a capa.
"Vermelho Como o Sangue", da finlandesa Salla Simukka, Editora Novo Conceito, vai trazer uma releitura da Branca de Neve nos dias atuais. Esse fato é bem interessante e como não costumo ler muito livros desse estilo, fiquei bem animada pelo o que podia encontrar.
Lumikki Andersson é uma garota de 17 anos, que vive sozinha, longe de seus pais e que é bem independente. Estudando em uma escola conceituada de arte, ela prefere não chamar atenção e ficar meio que "invisível" para o resto das pessoas. Num dia em que ela só queria ficar sozinha, se envolve em um caso de cédulas sujas de sangue. À partir daí, Lumikki é arrastada para um mundo de policiais corruptos, traficantes perigosos e colegas insuportáveis - pessoas, essas, que eram as últimas que ela queria se juntar.

domingo, 9 de abril de 2017

Sorteio Livro da Páscoa (Autografado!)


Coelhinho da Páscoa, o que traz para mim... Um livro autografado para as noites de frio.
Para a Páscoa desse ano, um sortudo vai ganhar o livro "A Namorada do Meu Amigo" autografado pela Graciela Mayrink, especialmente para os nossos leitores. Vocês terão 20 dias para participarem e quero ver muita gente concorrendo, heim! Vamos convidar todos os amiguinhos para participarem, até porque é livro nacional que está sendo sorteado.

a Rafflecopter giveaway

Regras:

1) Ter residência no Brasil;
2) Ao visitar as páginas do Facebook, é necessário curtir elas também! Não vale só visitar;
3)O livro será enviado 1 semana após o término do sorteio;
4) O sorteado tem até 48 horas (2 dias) para nos responder com o seu endereço. Caso contrário, sortearemos outra pessoa;
5) Não serão aceitos perfis falsos!

É muito fácil participar! Então convidem todo mundo e que o mais sortudo leve o livro!
Boa a sorte para todos!

sábado, 8 de abril de 2017

Lançamentos da Editora Draco


Novamente, esse ano, renovamos a nossa parceria com a Editora Draco!!!! E, para começarmos bem essa parceria, trazemos os lançamento da editora. A maioria são e-books e alguns quadrinhos. 'Bora' lá ver o que tem de bom.


"Conto fantástico de Melissa de Sá, autora de “O Silêncio do Mundo”. Num continente oprimido por um governo autoritário, a adolescente Lícia tenta entender o mundo à sua volta ouvindo CDs antigos e procurando músicas e fotos nos restos da banida Internet."

Preço: gratuito
Páginas: 13


sexta-feira, 7 de abril de 2017

O Estranho Caso de Casper Ville


Em fevereiro, o e-book que eu sorteei para ler foi o conto "O Estranho Caso de Casper Ville", do brasileiro Everaldo Rodrigues. Porém, a inteligente aqui só foi descobrir que ele faz parte de um outro livro do autor, "Passeio Noturno" quando estava fazendo a pesquisa para começar essa resenha.
A história do conto começa quando um homem volta à sua antiga cidade natal por causa da morte de um familiar. Tudo o que ele não queria era voltar a ver aquelas pessoas e quanto mais ele tenta voltar para a sua família, mais difícil é ir embora. A situação fica mais assombrada quando começam a acontecer vários casos de combustão humana espontânea.
É nesse ínterim que dois homens, parentes que há anos não se viam e cujas diferenças ainda tornam a convivência difícil, se unirão para enfrentar o horror que pouco a pouco enlouquece o vilarejo.
Esse é um conto muito bem escrito, de 128 páginas, que consegue nos surpreender a cada página. O final é muito bom e as questões em volta das combustões humanas é muito bem explicada. Ele consegue dar aquele 'medinho' no leitor, nos deixar apreensivo.
O começo é um pouco devagar, mas quando o protagonista começa a desconfiar de algumas coisas, a leitura fica mais dinâmica.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Cidade dos Etéreos


"Enquanto eu caminhava até a beira da água, tentei me ver pelos olhos dos meus novos amigos - ou pelo menos da forma como eles queriam me enxergar: não como Jacob, o garoto que uma vez quebrou o tornozelo correndo atrás de um carrinho de sorvete ou que, a contragosto, por insistência do pai, tentou entrar para a equipe de atletismo da escola (e fracassou três vezes), e sim como o Jacob inspetor de sombras, interprete milagroso de sensações ruins no estômago, vidente matador de monstros reais e verdadeiros, além de tudo o mais que pudesse ameaçar a vida de nosso alegre bando de peculiares."

Segundo livro da série "O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares", "Cidade dos Etéreos", de Ransom Riggs, Editora Intrínseca, não fez jus ao primeiro livro.
Achei o livro apenas ok, a história não teve a mesma dinâmica e o mesmo ritmo que o primeiro. Me pareceu que o autor não sabia muito bem o que fazer com tanto conteúdo e criou situações que poderiam ser dispensáveis. 
Estava esperando que a aventura das crianças peculiares fosse me empolgar igual ou mais do que foi a leitura do primeiro livro, mas não! Achei a história bem normal, muito menos do que esperava, mas...
Na segunda história, depois de conhecer um fascinante mundo novo na misteriosa ilha em que a srta. Peregrine dirigia um lar para crianças peculiares, Jacob Portman se vê em fuga com seus novos amigos à caminho de Londres, a cidade onde os peculiares se concentram, na esperança de encontrar uma cura para a diretora do Orfanato e reunir, novamente, todas as crianças.
No caminho, muitas outras aventuras vão acontecendo, mas o desenrolar de toda jornada é fraca e não convence.
Vamos aguardar a minha próxima leitura para ver se no terceiro o autor consiga reunir, novamente, a dinâmica e fascinante história do primeiro volume. 
Veremos!

Cláu Trigo

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Orgulho e Preconceito

Orgulho e Preconceito

"Você me interpreta mal, minha querida. Tenho o mais alto respeito pelos seus nervos. Eles são meus velhos amigos. Ouço-a mencioná-los com consideração pelo menos nos últimos vinte anos."

Já estou vendo eu sendo xingada por não ter gostado de um clássico aclamado por todos. Mas é a vida, e às vezes acontece de nem sempre gostarmos de uma histórias que todos amam. E, nesse caso, o livro em questão é "Orgulho e Preconceito", da Jane Austen, Editora Landmark.
Essa edição está muito boa e tenho um bom texto de início falando um pouco da autora, do livro e da importância dele para a época. Mesmo assim, não consegui gostar da história... Tive vários problemas com ela. Acho que todo mundo já conhece a história, mas irei fazer uma breve sinopse dela e depois digo o porque não gostei tanto.

"O romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casadas, o que Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo. Quando Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas. De fato, ele parece se interessar bastante por Jane, sua filha mais velha, logo no primeiro baile em que ele, as irmãs e o Sr. Darcy, seu amigo, comparecem. Enquanto Sr. Bingley é visto com bons olhos por todos, Sr. Darcy, por seu jeito frio, é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. A recíproca não é verdadeira. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy realmente se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. A partir daí o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, procurando apresentar também, desse modo, a sociedade do final do século XVIII." (Sinopse retirada do Skoob)

sábado, 1 de abril de 2017

TAG Você É Um Bom Leitor, Charlie Brown?


A TAG desse mês é "Você é Um Bom Leitor, Charlie Brown?". As perguntas são super engraçadas e diferentes. Vimos ela no canal da Ju Oliveto, "Livros e Bolinhos". Esperamos que gostem!

Que puxa! Um livro que você fracassou na leitura



Cláudia: Estou há anos tentando acabar "Mein Kampf", mas não tem cristo que ajude! Mas tenho fé, vou conseguir...
Carol: Esse é um livro que nem terminei e já sei que vou fracassar nele. Eita leitura lenta...

terça-feira, 28 de março de 2017

Sete Dias Em River Falls


"Lisa  compreendia os argumentos das companheiras, mas também sabia que a pena de morte não servia absolutamente de exemplo. Pelo contrário, institucionalizava o assassinato.
Nos Estados Unidos o número de assassinatos era maior, enquanto na Europa, onde a pena fora abolida, esse número era bem menor".

"Sete Dias em River Falls" , do francês Alexis Aubenque é o primeiro de um trilogia - "Outono em River Falls" é o segundo e o terceiro nunca saiu na nossa "terrinha". Editora Vertigo poderia se esforçar e lançar para nós, pobres leitores - e sofredores! - o terceiro, né.
Não conhecia nada do autor e confesso que adoro me aventurar em livros e autores que desconheço. Muitas vezes me arrependo, outras valem muito a pena, e desta vez predomino a segunda opção. Valeu!
A leitura foi bem rápida, a história fluí bem, prende e no final, convence! É aquela tipica história que você vai amando/odiando, amando/odiando, amando/odiando. Vai existir aquele momento que você acha que já sabe o final, e logo vem o banho de água fria, daí você passa a gostar muito do personagem, dois capítulos depois, está querendo matá-lo. É uma montanha russa.
A história gira em torno de Sarah Kent, uma estudante brilhante que leva uma vida tranquila em meio à elite da universidade de River Falls, uma cidadezinha perto das Rochosas, no estado norte-americano de Washington. Mas tudo  muda numa manhã de primavera: Amy Paich e Lucy Barton, as duas melhores amigas  de Sarah na época de sua adolescência são encontradas no fundo de um lago, terrivelmente mutiladas. As duas não falavam com Sarah já a algum tempo, no entanto, no dia de suas mortes, mandaram um estranho bilhete para a amiga.
Não precisa nem dizer que a vida da jovem estudante vira um inferno. E, como todo bom suspense, temos o xerife Mike Logan e toda sua perspicácia. Ele ainda contará com a ajuda da profiler do FBI, Jessica Hurley, uma ex-namorada que é enviada para ajudá-lo, só que não!, porque teremos junto com as investigações uma outra história do passado do xerife.
A história é interessante, o final surpreendente e o autor conduz muito bem seu desfecho.
Recomendo.

Cláu Trigo

domingo, 26 de março de 2017

Ressuscitando os Mortos - A Outra Face - Resenha/Desafio


"O Necrotério Municipal parecia igual a qualquer outro necrotério às três horas da madrugada. A única diferença é que alguém pendurara na porta uma coroa de Natal. Alguém dotado de muito espirito de Natal ou então com um senso de humor macabro, pensou McGreavy".

Sidney Sheldon sempre foi para mim uma incógnita. Lembro que li vários de seus livros na minha adolescência e sempre gostei. Depois outros autores vieram e ele acabou sendo esquecido na minha estante. Até que resolvi ressuscitar "A Outra Face", Editora Record, para tentar entender esse meu desapego. E nem precisou de muitas explicações e conversas "filosóficas". Depois que se lê Jô Nesbo, Stieg Larsson, Patricia Cornwell, fica difícil colocar o velho e bom Sidney Sheldon entre meus favoritos. Acho que ele teve seu auge, hoje vejo-o apenas como um escritor ok.
O livro não é nada demais, com mais uma tipica história clichê e algumas falhas em conceitos psicanalíticos. Mas o que incomoda mais a mim como profissional na área, para outros passarão despercebidos e não é nada tão grave que comprometa. Apenas, e para completar, a história é bem café com leite, leve, sem grandes reviravoltas e meio previsível.