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sábado, 21 de outubro de 2017

A Fazenda - Resenha


"Não, não matei.
Vá a qualquer escola, eu o desafio, a qualquer lugar do mundo, e você encontrará uma criança infeliz. Sobre essa criança infeliz haverá boatos maliciosos. Esses boatos consistirão basicamente em mentiras. Mas não importa que sejam mentiras, porque quando você mora em uma comunidade que acredita nessas mentiras, repete essas mentiras, as mentiras se tornam reais - reais para você, reais para os outros. Você não tem como escapar delas, porque não é uma questão de provas, é maldade, e maldade não precisa de provas. A única escapatória é desaparecer dentro de sua cabeça, viver entre seus pensamentos e suas fantasias, mas isso só funciona por um tempo. O mundo não pode ficar para sempre do lado de fora. Quando começa a entrar, você precisa fugir de verdade - você faz as malas e foge".




"A Fazenda", de Tom Rob Smith - o mesmo autor de "Criança 44", Editora Record, estava parado na minha estante há um milhão de anos. Esse mês resolvi desencalha-lo.
Não sabia muito bem o que esperar do livro. Sei que "Criança 44" tem ótimas críticas, então resolvi me aventurar na "A Fazenda".
O livro é denso, alguns momentos, cansativo, mas a história é boa. Talvez pudesse ser um pouco mais trabalhada, desenvolvida, mas no geral, fluí.
Daniel acreditava que seus pais desfrutavam de uma rotina pacata e bucólica - adoro essa palavra - após trocarem a Inglaterra por uma fazenda na Suécia. Mas um telefonema vira seu mundo de cabeça para baixo.
Ligações simultâneas de seu pai, e em seguida de sua mãe, colocam ele em uma situação inusitada, um passado desconhecido se coloca à prova e desencadeia uma história que levará ele à um submundo perigoso, dolorido.
Dividido entre duas versões de uma mesma história, e indeciso sobre em quem, e no que acreditar, Daniel se torna, ao mesmo tempo, juiz e júri do relato desesperado de sua mãe, que traz à tona segredos do passado, mentiras e a possível conspiração para encobrir um crime que envolve o próprio pai.
Apesar de algumas coisas bem óbvias, o final foi interessante. Fui e voltei inúmeras vezes em meus palpites, mas em um deles estava certa. Ufa!

Cláu Trigo

terça-feira, 17 de outubro de 2017

As Horas - Continua Não Funcionando


"Tinha parecido o começo da felicidade, e Clarissa ainda se choca, trinta anos depois, quando percebe que era a felicidade; que a experiência toda repousa num beijo e num passeio, na expectativa de um jantar e de um livro. O jantar já foi esquecido; Lessing foi há muito suplantada por outros escritores; e até mesmo o sexo, depois que ela e Richard chegaram a esse ponto, foi ardente mas canhestro, insatisfatório, mais gentil que passional. O que continua iluminado na mente de Clarissa, mais de três décadas depois, é um beijo ao entardecer, num trecho de grama seca, e um passeio em volta do lago, com mosquitos zumbindo no ar que escurecia aos poucos. Permanece intacta aquela perfeição singular, perfeita em parte porque parecia, na época, tão claramente prometer mais. Agora sabe: aquele foi o momento, bem ali. Não houve outro".

"As Horas", de Michael Cunningham, Editora Companhia das Letras, é uma re-leitura de "Mrs. Dallowaynos dias atuais.
Como fui uma daquelas pessoas que não foram "envolvida" pela história de Virginia Woolf, "As Horas" funcionaram um pouco melhor.
Vi o filme antes de ler o livro, e é bem fiel, o que já é uma grande coisa, visto que hoje existam tantas adaptações ruins na telona.
Peguei "As Horas" logo que acabei "Mrs Dalloway", queria de todas as formas melhorar minha opinião sobre o livro de Virginia Woolf, mas cai na mesma sinuca de bico. Não adianta, "Mrs Dalloway" não funcionou para mim. Quem sabe daqui três décadas...
"As Horas" foi um pouco melhor. Mesmo sendo uma releitura atual do clássico, não me convenceu como o esperado.
O livro conta três histórias que se entrelaçam: a vida de Virginia Woolf, e de duas americanas. Clarissa Vaughn e Laura Brown, personagens de ficção de alguma forma marcadas pelo romance "Mrs. Dalloway", que Virginia escreveu em 1925.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Morte Súbita - Resenha


"Na sua opinião, o maior erro de noventa e nove por cento das pessoas é ter vergonha de serem quem são, é mentir a esse respeito, fingindo ser alguém diferente. A honestidade era a sua marca, a sua arma, a sua defesa. Quando somos honestos, as pessoas se assustam, ficam chocadas. Bola descobriu que tem gente que fica aferrada a constrangimentos e falsas aparências, morrendo de medo que as suas verdades possam se espalhar. Ele, porém, gostava mesmo era das coisas nuas e cruas, de tudo que fosse feio, mas honesto, das coisas sujas que faziam pessoas como o seu pai se sentirem humilhadas e enojadas. Pensava muito sobre messias e párias, sobre homens que eram taxados de loucos ou criminosos, nobres marginais rejeitados pelas massas inertes".

Vamos falar de um livro que divide muitas opiniões.
"Morte Súbita", de J. K. Rowling, Editora Nova Fronteira, é um daqueles livros que põem em cheque muito que somos ou o que pretendemos ser. Faz uma levantamento crítico, cru, visceral no que é a sociedade de hoje, o que reflete em nossas atitudes, o que é "coletivo" e o que é puramente singular, construído, assinado.
"Morte Súbita" nada mais é do que a narração de vidas, de histórias numa sociedade conhecida por todos - não necessariamente assumida! -, onde reina o preconceito, o racismo, a misoginia, a corrupção. Existem passagens na história que muito nos identificamos, seja porque sofremos com isso, seja porque fizemos parte do grupo que humilhou, denegriu, mentiu - mesmo que não podemos, ou consigamos, admitir - lá no fundo sabemos muito bem qual é o grupo que pertencemos, e que atire a primeira pedra quem jamais!
J. K. Rowling nos envolve em uma história sobre a pequena e elitista Pagford. A morte súbita de um dos seus moradores, Barry Fairbrother, provoca um abalo sísmico na vida de todos e de cada um. Máscaras vão caindo, fantasmas enterrados a décadas são trazidos à tona, os nossos piores demônios dão suas caras.
A morte de Fairbrother trás aos moradores o pior de cada um, muitas histórias ganham vida, mentiras são desmascaradas e as mais duras verdades terão que serem enfrentadas.
É um livro duro, carnal. Se você trouxer para uma vida normal, cotidiana, não será nenhuma ficção, muito pelo contrário, vai doer na alma. Muitos se identificaram, em algum momento, com algum personagem.
O livro é devagar, pois estamos acompanhando a vida de um pequeno vilarejo onde nada acontece, a menos que você considere fofocas e preconceitos um fato surreal.
Um livro que recomendo!
Para refletir e se questionar. Nada melhor do que sermos auto críticos uma vez ou outra. Faz bem para a gente, faz bem para alma.

P.S. Um Olhar de Estrangeiro adverte: Qualquer semelhança com a vida real não é mera coincidência!

Bom divertimento!
Cláu Trigo

domingo, 8 de outubro de 2017

Cartas Para Julieta - Uma Viagem Literária


"Os estudiosos creem que a peça Romeu e Julieta de Shakespeare é uma narrativa que se originou  na antiga Roma, baseada no conto Píramo e Tisbe, de Ovídio, ao mesmo tempo amargo e belo, envolvendo famílias inimigas, um amor proibido e um encontro secreto em um túmulo que termina extremamente mal. Enquanto espera por Píramo, Tisbe vê uma leoa rondando o túmulo. Temendo que as mandíbulas ensanguentadas do animal sejam prova de que ela atacou seu amante, Tisbe foge para uma caverna próxima e deixa cair seu véu. A leoa então vê o véu, e depois de farejar nele carne humana, estraçalha-o".

Sabe o filme "Cartas Para Julieta"? Então... esqueça dele quando for ler o livro.
"Cartas Para Julieta", de Lise Friedman & Ceil Friedman, Editora Seoman, nasceu entre duas irmãs que adoravam trocar cartas entre elas, até que Ceil encontra o seu Romeu e sai de Nova York para morar com ele em Verona. Numa viagem para visitar a irmã em Verona, descobrem uma carta escrita por uma francesa de 19 anos endereçada a Julieta. As irmãs não puderam resistir à vontade de investigar a questão mais a fundo.

"Querida Julieta,
Sei que vai demorar para eu receber uma resposta desta carta, mas não importa... Adoro me corresponder com uma lenda. Quando recebi sua primeira carta, senti-me elevada por uma força divina disposta a me auxiliar e amparar. Hoje preciso que me escute de novo".

A carta acima foi que levou Lise e Ceil à uma longa e minuciosa pesquisa. 
Conheceram as secretárias de Julieta, um grupo de mulheres que durante sete décadas e ainda hoje, quase que ininterruptamente, vem respondendo com todo o carinho às cartas para Julieta. A dedicação delas para manter a lenda viva as faz passar alguns minutos - ou horas -, todos os dias, respondendo aos pedidos de conselhos, súplicas de paixão e desejos de receber a bênção da mais romântica protagonista de Shakespeare. Julieta deixou de ser uma personagem de ficção e ultrapassou os limites da literatura para assumir os papéis de conselheira e confidente.
As cartas chegam de toda parte do mundo, com poucas exceções, todas parecem sinceras. São de adolescentes que enfrentam a censura dos pais e os sofrimentos do primeiro amor, e de adultos, jovens e mais velhos, comemorando uma amor conquistado a duras penas, enfrentando dúvidas diante da iminência de um compromisso, sofrendo por causa de uma traição ou perda, e confrontando preconceitos religiosos, políticos ou raciais.
As secretárias leem essas cartas, frequentemente as traduzem, e respondem, uma por uma, pessoalmente, à mão. São endereçadas apenas a "Julieta, Verona", todas elas chegam ao seu destino.
O livro é bem interessante e trás inúmeras "possíveis" histórias que possam ter inspirado nosso Shakespeare, e levados nossas escritoras a uma grande aventura pela cidade de Verona e sua lenda imortal.

"Querida Julieta, 
Quero saber por que a Cidade de Verona celebra o casamento de seus cidadãos apaixonados no seu túmulo, onde o amor morreu, em vez de casá-los na sacada, onde o amor nasceu?"
Giancarlo C., Treviso, Itália

O livro vem com inúmeras cartas enviadas e nos leva para uma viagem no tempo, onde um grande amor nasceu e reina até hoje nos corações de quem sofre de amor.

Boa viagem, ops, leitura!
Cláu Trigo

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Meu Querido e Velho Safado: Bukowski


"Os livros que primeiro instigaram Bukowski influenciaram seus gostos literários pelo resto da vida. Ele nunca venceu paixões e preconceitos da juventude: amar os primeiros contos de Hemingway, por exemplo, mas não ter tempo para os últimos romances; gostar de Turgenev, mas nunca sentir-se atraído por Lev Tolstói. Além disso, já adulto, pronunciava incorretamente palavras e nomes que lera na adolescência, mas que nunca ouvira. Era uma característica observada por amigos, como o poeta Miller Williamas. Segundo ele, se Bukowski entendesse que tinha cometido um erro, fingiria que fora de propósito. 'Teria sido uma fonte de constrangimento, mas ele esconderia o embaraço dizendo, 'é assim que pronuncio, diabos, e se você não gosta, pronuncie como bem quiser".

Meu querido e safado Bukowski! Como não amar esse velho safado. Impossível.
No livro "Bukowski: Vida e Loucura de um Velho Safado" (Ed. Veneta), Howard Sounes recria a trajetória de Bukowski no que viria a ser sua biografia definitiva.
A edição da Editora Veneta está simplesmente linda. Valeu cada centavo por ele. O livro trás poemas, trechos de trabalhos inéditos, desenhos e mais de 60 fotos. Além de depoimentos de amigos como Norman Mailer, Allen Ginsberg, Sean Penn, Mickey Rourke (que interpretou Bukowski no filme Barfly), Lawrence Ferlinghetti, Robert Crumb e Harry Dean Stanton.
Bukowski é assim: ou você ama ou você odeia. Não há meio termo. E eu faço parte do primeiro grupo. E depois que li sua biografia ficou bem mais claro o que foi esse poeta e sua vida. Uma vida nada fácil, diga-se de passagem.
Filho de mãe alemã e pai norte americano, teve uma vida difícil, pobre. Veio ainda criança para os EUA, teve que conviver com a guerra, a miséria, uma família desestruturada. Conheceu cedo a bebida, o cigarro, teve uma infância marcada pelo autoritarismo e agressões do pai e a veneração da mãe pela figura nazista de Hitler.
Não estudou muito, começou a trabalhar cedo e aceitava qualquer tipo de emprego que lhe garantisse, no final do dia, o seu cigarro e a sua bebida. Conhecido por seus porres homéricos, sua angústia e seus relacionamentos conturbados, se tornou um ícone da cultura pop.
Bêbado, mulherengo, vagabundo, imprevisível, Charles Bukowski transformou seu estilo de vida pautado na mais pura vadiagem em literatura.
Para quem gosta do escritor, é necessário a leitura dessa biografia. Coisas que muitas vezes nos intrigam, no livro serão respostas. Uma vida passada a limpo, eis a história desse livro.

Cláu Trigo

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Mrs. Dalloway - Não Rolou Química



"Nos olhos dos passantes, na sua pressa, no seu andar, na sua demora; no burburinho e vozearia; carros, altos, ônibus, caminhões, homens-sanduíches bamboleantes e tardos; charangas; realejos; na glória e no rumor e no estranho aerocanto de algum avião sobre a sua cabeça estava isto, que ela amava: a vida; Londres; aquele momento de junho".

Já sei que serei amaldiçoada com essa resenha pelo resto da minha vida, mas vamos lá...
"Mrs. Dalloway", de nossa querida e amada Virginia Woolf, Editora Folha de S. Paulo, foi na verdade, uma leitura chata. Já li outras coisas - bem melhores - da escritora.
Já li tanto sobre o livro, tanto amor, tanta veneração, que fui lotada de expectativas, e caí do penhasco que subi.
De verdade: achei um livro chato de ler! Um personagem egoísta, problemático, sem carisma nenhum. Diversas vezes, até difícil de entender a confusão de seus pensamentos.
O livro se passa num único dia de junho, como Ulisses, de James Joyce, e a narrativa é arrastada na maior parte do tempo, por mais que ali se exponha personagens complexos, depressivos, a histeria de Mrs. Dalloway é chata demais, arrastada demais, arrogante demais. Tudo nela é demais. A única coisa de menos é sua simpatia.
Assim como a maioria das obras de Virginia, Mrs. Dalloway também foi inspirado na vida de alguns amigos.
A personagem de Clarissa Dalloway foi inspirada em sua mentora Kitty, - uma socialite que Virginia não gostava de forma alguma. E por não gostar nada de Kitty, na  cabeça de Virginia, a sra. Dalloway deveria inicialmente matar-se, ou talvez simplesmente morrer no fim da festa - uma forma de transferir sua vontade na vida real para a sua história; porém, quando recebeu a notícia que Kitty tinha falecido, Virginia decidiu deslocar o foco de sua história. A morte continuaria pairando no fim do livro, mas a sra. Dalloway permaneceria viva.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Resenha - O Outro


"E depois, quando ele deixara o Ministério, logo depois da última carta? Envergonhado, percebeu que tinha menos lembranças ainda de seu casamento e de sua família no ano de sua aposentadoria temporária. Sentira-se injustiçado, magoado, lambera suas feridas e esperara que o mundo, o Estado, o ministro, os amigos, a mulher, os filhos vissem a injustiça cometida contra ele. estava tão atento para o jeito como os outros tratavam com ele que nem sequer percebera como ela estava. Lembrou-se de sua luta contra o barulho das crianças e de seus amigos. Aquela alegria ruidosa, para ele, era pouco-caso com a sua necessidade de tranquilidade."

Eu nunca li nada do autor, mas tinha bastante interesse em conhecer algo dele por causa do filme "O Leitor", que é baseado em um livro dele. E adoro o filme!
Então, fui ver o que ele tinha escrito, e achei o livro: "O Outro", do alemão Bernhard Schlink, Editora Record. A sinopse me interessou bastante, e ainda tinha o lado bom de só ter 96 páginas, rsrsrs.
Depois de perder a esposa para o câncer, Bengt procura conforto na sua rotina simples: manter a casa limpa, se alimentar e verificar o correio. E é nessa rotina que sua vida mudará para sempre e mostrará que ela não era tão perfeita assim...
Ao ir verificar a caixa de correio, Bengt recebe uma carta de um homem que ele não conhece. E com uma caligrafia bem trabalhada, a carta contém palavras de amor para a sua falecida esposa, Lisa.
Será que a sua mulher, enquanto casados, tinha um amante? Como ele nunca reparou nisso? Disposto a descobrir a verdade, Bengt começa a responder as cartas... usando o nome da sua esposa!
A cada nova carta, ele descobre uma personalidade, um lado de Lisa que ele não conhecia, ou que ele negligenciou. Sua generosidade, sua felicidade e o quanto fez os outros rirem. As cartas do Outro são seu maior consolo e ele não resiste à tentação de conhecê-lo. Quem seria o homem que a sua esposa amou?

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O Cirurgião - Resenha


"Este assassino é um estaqueador clássico - disse o Dr. Lawrence Zucker. - Alguém que usa uma faca para obter prazer sexual secundário ou indireto. O esfaqueamento é o ato de apunhalar ou cortar, repetidamente, qualquer penetração da pele com um objeto afiado. A faca é um símbolo fálico... um substituto para o órgão sexual masculino. E,m lugar de executar um intercurso sexual normal, nosso assassino obtém seu prazer submetendo sua vítima a dor e terror. É o poder que excita. Poder definitivo, poder de vida e morte".

Eu, particularmente, sou uma fã da Tess Gerritsen. E o "Cirurgião" da Editora Record, foi mais uma daquelas histórias que não conseguimos parar até chegar ao seu final. Esse é o primeiro livro da série Rizzoli e Isles - apesar que neste, a Isles ainda não apareça!
Jane Rizzoli é envolvida numa investigação junto com o detetive Thomas Moore, onde um assassino cruel entra na casa de suas vítimas na calada da noite e segue até o quarto delas. Mergulhadas em sono profundo, as mulheres acordam num terrível pesadelo.
A precisão com que ele investe contra as mulheres, somada à crueldade da agressão - o útero das vítimas é arrancado -, sugere que o possível responsável seja um médico.
A única pista que os detetives envolvidos têm é a Dra. Catherine Cordell, vítima de uma agressão com as mesmas características. Dois anos antes, a médica conseguiu escapar das garras de um assassino e se vê agora o foco de mais uma onda de assassinatos onde fica claro que ela continua sendo o objetivo.
Os livros da Tess Gerritsen costumam ser cruéis, tirando de seus personagens o melhor e o pior deles.
A gente entra num sub mundo desconhecido e vivenciamos como nossos, os problemas de cada personagem criado e representado numa esfera única.
Sei que existe a série de TV da Rizzoli e Isles, nunca assisti e não sei se me interessa. Tenho muitas dúvidas sobre essas séries, só costumo vê-las quando sei que são bem fiéis ao enredo dos livros - compreendo a necessidade de RE-adapta-las, mas não concordo quando a história toma vida própria e se desvincula da real. Isso me incomoda demais. Então...
Acho que os livros da Tess são uma boa pedida para aqueles que gostam de literatura policial. Eu, particularmente, adoro, são os meus preferidos. Termino os livros e, literalmente, a Cláudia psicanalista começa a sua análise sobre o perfil dos personagens!... ADORO.

Cláu Trigo

domingo, 17 de setembro de 2017

Arábia: A Incrível História de um Brasileiro no Oriente Médio - Aventurem-se


"Depois de uma longa viagem, finalmente pousei no aeroporto de Jeddah. Antes de sair de lá, já deu para sentir a moral que a KAUST tinha!
O rei Abdullah dedicou uma fila especial da imigração só para os alunos e funcionários da KAUST.
Mal saí do saguão e já tive a minha primeira surpresa positiva sobre o novo país: a temperatura estava agradável!
Era inverno naquela parte do mundo e fazia uns 25 graus. Nada mal! Mas eu não tinha ideia de que vinha pela frente".

Sabe aquela conversa de bar, descomprometida, casual, livre de qualquer preconceito ou opinião?
Pois bem... esse é o livro que vamos falar hoje.
O Rafael entrou em contato comigo sobre seu livro e aceitei resenha-lo - sem compromisso - como é seu livro.
Vou ressaltar aqui - de novo! - como funciona o Blog: resenhamos o que realmente achamos, sem mimimi e poréns. Não gosto de ficar presa a etiquetas e éticas profissionais. A crítica é a melhor amiga do escritor. É ela quem vai amadurece-lo como profissional e como pessoa. Fim.
Então, voltando ao livro  "Arábia: A Incrível História de um Brasileiro no Oriente Médio", sem Editora AINDA! merece uma chance pelos espíritos livres.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Colega de Quarto - Resenha


"- Quer dizer que foi ele? - E voltou a estudar o rosto jovem de seu melhor amigo. Zeca abriu um sorriso tão largo quando aquele que o jovem Eric exibia na foto. Quando percebeu, sua visão já estava turva pelas lágrimas que se ajuntavam nas pálpebras. - É engraçado, não é? Ele não tirava os olhos da foto. - Saber o quão rápido a vida pode acabar. E, apesar disso, como as memórias ficam... "

Desde que esse livro foi lançado em 2015, que eu estou louca para ler. De lá para cá, li e ouvi ótimos comentários sobre ele e isso só me deixou mais curiosa ainda. E vou dizer, não me decepcionei em nenhum momento! "Colega de Quarto", do paulistano Victor Bonini (Ed. Faro) é um excelente livro nacional policial!
Quando Eric Schatz, um carioca que acabou de se mudar para São Paulo por causa da universidade, vai até o detetive particular Conrado Bardelli, no meio da noite, totalmente desesperado, ninguém imaginaria que em menos de 24 horas, ele estaria morto, caído da janela do seu apartamento!
Esse desespero  do jovem foi ocasionado quando ele começa a perceber que há indícios de outra pessoa frequentando o seu apartamento. Primeiro aparece um novo par de chinelos, que não é dele. Depois, uma escova de dente. Em seguida, o micro-ondas liga sozinho durante a noite, a descarga é acionada sem ter ninguém no banheiro, as luzes se acendem e apagam de um modo misterioso. Até que num dia, ele enxerga o vulto do colega de quarto entrar no apartamento pela porta da frente. Quem seria essa pessoa? O que ela quer o assustando (já que nada nunca é roubado)? Será que ela existe realmente? Ou é só coisa da cabeça de Eric?

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O Irmão Alemão - Resenha


"Até então, para mim, paredes eram feitas de livros, sem o seu suporte desabariam casas como a minha, que até no banheiro e na cozinha tinha estantes do teto ao chão. E era nos livros que eu me escorava, desde muito pequeno, nos momentos de perigo real ou imaginário, como ainda hoje nas alturas grudo as costas na parede ao sentir vertigem."

Todos conhecemos Chico Buarque, principalmente por suas excelentes músicas, mas tem bastante gente que não sabe que ele também é escritor... E eu tinha bastante interesse em ler algo dele, então acabei por escolher "O Irmão Alemão", Editora Companhia das Letras.
Quando comecei, não fazia a mínima ideia que a história era um pouco autobiográfica - para vocês verem como sou lenta, vim descobrir quando o próprio Chico Buarque escreveu uma nota no final do livro, explicando alguns detalhes...
A história vai se passar na São Paulo do anos 1960, quando o adolescente Francisco de Hollander (ou Ciccio), encontra uma carta em alemão dentro de um livro da gigantesca biblioteca do pai (a segunda maior da cidade). Ao conseguir traduzir a carta, Ciccio descobre que tem um irmão alemão e vai fazer de tudo para descobrir quem ele é e aonde mora.

sábado, 2 de setembro de 2017

Resenha - Segredos (O Mundo dos Fragmentos Fractais)


" - Com toda certeza. Assim é a vida. - disse Ammy - A cólera que cada um possui pelo outro não é superior ao sentimento de querer um bem-estar pata este. Os corações de ambos são povoados pela bondade e pelo humanismo. Não são seres humanos ruins, apenas possuidores de sentimentos comuns à civilidade. "

Em Julho, o Rodrigo entrou em contato comigo para ler e resenhar o livro dele - "Segredos" (O Mundo dos Fragmentos Fractais). Desde já, agradeço ele pela oportunidade. Nós do blog sempre estamos querendo ler mais e mais livros nacionais, e sempre estamos trazendo eles para cá (sejam famosos ou não), então fiquei muito feliz quando pude conhecer mais uma obra nossa!
Richard, Kai e Bárbara são pacatos estudantes de Direito da Universidade de Cárs, a maior do país. Em uma noite qualquer, o grupo conhece Sarah, uma bela garota que rapidamente mexe com Richard e o remete diretamente ao seu sombrio passado, embora não saiba o porquê. Depois, descobrem a existência de um estranho e maligno ritual chamado “Ritual das Mil Almas”, que pretende reviver um antigo ser diabólico para ter em suas mãos o poder de controlar o tempo. E, por algum motivo, Sarah é o cerne principal do ritual.
Quando comecei a ler o livro, não sabia de quase nada, então fui totalmente no escuro (e as vezes, isso é bom!). A história vai bem até mais ou menos a metade do livro, depois cai muito. Teve vários elementos que me incomodaram um pouco.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Livros Que Se Arrastaram


Agosto é aquele mês que nunca acaba, que demora horrores para passar...
Então resolvemos fazer uma  lista - cada uma escolhendo 5 títulos - de livros que demoramos uma vida para acabar por diversos motivos: desde uma história ruim/fraca até por ser difícil, ou com uma trama mais lenta ou pesada!
Venham com a gente para saber quais são os nossos, e comentem aí embaixo quais foram os seus.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Resenha - Para Todos os Garotos que Já Amei


"Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam."

Esse faz parte daquela lista gigantesca de livros que na época de seus lançamentos fizeram tanto sucesso, com todo mundo falando dele, que eu quis deixar a leitura para depois. E talvez isso tenha ajudado ou não, o fato é, que adorei o livro!
"Para Todos os Garotos Que Já Amei", da americana Jenny Han Editora Intrínseca, é uma leitura muito fluída, leve, divertida e gostosa de se fazer.
Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém - confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel, e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.
E com disso, vários problemas irão surgir. Primeiro, que o garoto (Josh) que ela ainda ama é o namorado da sua irmã (Margot) - e para sair dessa, ela irá criar um namoro falso com o outro garoto que uma das cartas foi enviada, Peter Kavinsky, o garoto mais cobiçado do seu colégio.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Resenha - 1984


"E se todos os outros aceitassem a mentira imposta pelo Partido – se todos os registros contassem a mesma história -, a mentira tornava-se história e virava verdade."

Não sei se vocês já perceberam, mas vira e mexe eu gosto de ser do contra e hoje vai ser mais uma destas vezes.
Esse mês eu li "1984", do George Orwell, Editora Companhia das Letras, e acabei me decepcionando muito porque eu esperava demais desse livro.
Já li três vezes "A Revolução dos Bichos" e AMO. Acho excepcional o que o Orwell fez com o momento histórico. Inclusive, recomendo para quem ainda não leu!
Então, por causa disso e somado com toda a importância que esse livro tem, esperava mais do que encontrei.
Primeiro que a história é muito devagar - quando eu achava que ia pegar ritmo, a narrativa parava de novo. E isso, com certeza, me atrapalhou um pouco. Segundo, que o protagonista não é muito carismático - é difícil você torcer por ele ou ficar animado quando ele toma uma atitude contrária ao governo. E por fim, o final é decepcionante - esperava algo mais explosivo ou que as máscaras caíssem, mas não...

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Resenha - Legend


" - Poucas pessoas matam pelas razões certas, June. A maioria faz isso pelas razões erradas. Só espero que você nunca se encontre em alguma dessas categorias. "

Eu adoro distopias e lembro que quando essa trilogia foi lançada, a história recebeu boas críticas, então queria ver se era tão bom assim. E como na maioria das vezes faço, li "Legend", da Marie Lu, Editora Rocco - o primeiro livro da trilogia que leva o mesmo nome - bem depois!
Nela, temos a história contada por dois pontos de vista: June, uma garota de 15 anos, nascida em uma família de elite de um dos distritos mais ricos da República e uma prodígio no círculo militar do país; e Day, um adolescente nascido na favela e o criminoso mais procurado pelo governo.
O ano é 2130 e os EUA é a República. Nesse novo governo, aos 10 anos, as crianças precisam fazer um teste obrigatório para classificá-las. As que falham são mandadas para campos de trabalho - que é o caso de Day! Já June atingiu a pontuação máxima, feito alcançado uma única vez antes.
June, que perdeu os pais, vive com o seu irmão Metias. Ambos fazem parte de uma pequena parcela da população que recebe uma vacina contra uma praga que assola os cantos mais pobres da República. Porém, numa missão de seu irmão, ele acaba morrendo e a única coisa que June pensa é em ir atrás do assassino: Day.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Resenha - Quando o Vento Sumiu


" - Quando meu pai foi preso, descobri essa música numa entrevista antiga com o Bono. Ele falou que "Kite" era uma canção sobre se desapegar de alguém que não queremos deixar partir, se desapegar de qualquer tipo de relacionamento. Ele escreveu pensando na irmã, que não precisava mais dele, e, na época, seu pai estava morrendo de câncer, e Bono não conseguia aceitar que ele partiria em breve. Era do que eu precisava. Encontrei a letra na internet e percebi que se encaixava na minha vida. Quando escutei a música, senti que algo dentro de mim se acalmou, então meio que virou minha trilha sonora. Triste, né?"

5 meses atrás, fiz uma troca no Skoob e nunca imaginei que dela poderia vir tanta coisa boa. Primeiro que nunca imaginaria que ao mandar dois livros, receberia também dois livros de uma autora muito simpática e ainda AUTOGRAFADOS! Segundo, que além de conhecer uma nova autora, ainda fizemos um sorteio no blog e hoje estou trazendo já a segunda resenha dos livros dela. Estou falando da Graciela Mayrink com o seu livro "Quando o Vento Sumiu" (Ed. L&PM) -  o outro livro dela que recebemos, "A Namorada do Meu Amigo" já tem resenha no blog.
A história vai se passar em volta de três adolescentes (que são amigos desde a infância): Suzan, Mateus e Renato, que vivem no Rio de Janeiro. Os três estudam na mesma faculdade, ela Turismo e eles Engenharia Civil. Porém, todos tem seus problemas e são com eles que virão decisões que podem mudar todo o rumo da história.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Releitura 79 Park Avenue


"Quando tornou a olhar pelo vidro, não o viu mais. De repente, não conseguiu conter as lágrimas. Ela não servia mais para ele. Muitas coisas haviam acontecido. Trazia aquela mancha e nunca mais se livraria dela".

Mais uma releitura. Confesso que quase nem lembrava da história, mas sabia que na época tinha gostado do livro. Mas isso todos nós sabemos: reler um livro é muito relativo. Pode trazer "re-prazer" ou, decepção!
"79 Park Avenue", de Harold Robbins (Ed. Círculo do Livro) - muito badalado na época da publicação - foi uma releitura agradável. Nada de excepcional.
Uma investigação sobre a elegante agência de modelos na Park Avenue, em Nova York, revela que por trás daquela fachada, lindas jovens eram levadas à prostituição e exploradas por um sindicato corrupto de gangsters.
Na direção da agência está Maryann Flood, uma mulher que trás no currículo violência de um padrasto abusador, juventude num reformatório e uma vida na prostituição.
Maryann é levada ao banco de réus num processo longo e se encontra diante do Promotor Mike Keyes, um antigo amor.
A história é contada simultaneamente, ora contando para nós a história de Maryann desde criança, ora nos relatando o desenrolar do julgamento.
Uma história rápida, fácil. E além do mais, tem que se considerar que Robbins foi um dos grandes autores da sua época e teve vários de seus livros adaptados para o cinema.
Uma leitura ok, principalmente depois de uma ressaca literária.

Cláu Trigo

terça-feira, 25 de julho de 2017

Resenha - O Guardião de Memórias


"Num impulso, ele entrou no quarto e parou diante da janela, afastando a cortina transparente para olhar a neve, que agora atingia quase 20 centímetros sobre os postes de iluminação, as cercas e os telhados. Era o tipo de nevasca que raramente acontecia em Lexington, e os flocos brancos e contínuos, aliados ao silêncio, encheram-no de uma sensação de paz. Foi um momento em que todos os retalhos díspares de sua vida pareceram costurar-se, com todas as tristezas e decepções passadas, todos os segredos e incertezas angustiantes escondendo-se sob as camadas brancas e macias".

"O Guardião de Memórias", de Kim Eduards. Editora Arqueiro, estava no meu desafio de maio e li lotada de expectativas. Confesso que esperava muito mais. Ouvi falar muito do livro, e isso acaba sendo sempre um grande problema na minha vida. Porque quando a química não rola, a decepção mostra a sua cara!
Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais de Síndrome de Down.
Guiado por um impulso e por dolorosas lembranças do passado, o Dr. Henry toma uma decisão que mudará para a sempre a vida de todos e o assombrará até a morte: ele pede que sua enfermeira Caroline, entregue a criança para adoção e diz para a esposa que a menina não sobreviveu.
Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar a pequena Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina.
O livro se desenrola nesse mundo de mentiras, traições, frustrações. Tem momentos chatos, desnecessários. Acho que esperava uma história mais densa, mais consistente, não sei...
Há muita raiva, muitas questões a se resolver mas que são postegadas o tempo todo e isso irrita bastante. Tem momentos que a história se arrasta e se torna cansativa, fora isso, uma história ok que poderia ter sido desenvolvida com mais intensidade e ousadia.

Cláu Trigo

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Mais Um Querido: Branca de Neve Tem Que Morrer


" No vilarejo mais monótomo do mundo abriam-se abismos inimagináveis. Ela levou as três cervejas até a mesa à qual Jörg Richter, irmão de Jenny Jagielski, estava sentado com outros dois homens. Na verdade, ele deveria estar no lugar de Jenny, atrás do balcão, mas raramente fazia o que devia".

Meu Deus, o que dizer desse livro?
"Branca de Neve Tem Que Morrer", de Nele Neuhaus, Editora Jangada, é um daqueles livros que você descobre "por acaso" perdido nas prateleiras da FNAC e diz: 'Ops, o que eu perdi que ainda não tinha lido nada a respeito desse livro?'
Claro que ele ganhou um endereço fixo depois das apresentações prévias. E um lugar especial e de destaque na minha estante.
Capa linda, história surpreendente. Flui rápido demais, um livro de 470 páginas lidas em dois dias, imagina o que ele te oferece... Muita ação, conflitos, suspense, drama, segredos.
Numa noite chuvosa de Novembro, Rita Cramer é empurrada de uma passarela e cai em cima de um carro em movimento. Pia e Bodenstein, da delegacia de homicídios, têm um suspeito: Manfred Wagner.
Onze anos antes, a filha de Manfred desaparecera sem deixar pistas, e um processo baseado em prova circunstanciais condenou Tobias, filho de Rita Cramer, a dez anos de prisão.
Logo após cumprir a pena, Tobias retorna à sua cidade natal e, repentinamente, outra garota desaparece. Os acontecimentos do passado parecem repetir-se de maneira funesta.
Pia e Bodenstein se deparam com um muro de silêncio. As investigações transformam-se numa corrida contra o tempo, mas isso é apenas o começo, tem muita coisa rolando, e o melhor, a autora vai nos dando as respostas durante a narrativa, ou seja, além de não deixar tudo para o final, vai entrando outros perrengues que ela vai resolvendo de forma genial.
O livro todo vai te contar inúmeras outras histórias paralelas que vão te surpreender, é um emaranhado de segredos, de injustiças, de superação sem fim. As coisas vão acontecendo uma atrás da outra, você não consegue respirar. Consigo compará-lo tranquilamente com os livros do meu "queridinho" Jo Nesbo. Isso é raro!
Super indico o livro. Tenho certeza que quem gosta de suspense vai adorar.
A alemã Nele Neuhaus já entrou para minha lista de preferidos, sem dúvidas...
#FicaDica

Cláu Trigo

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Do Amor e Outros Demônios


"Sentiu a premência de rezar pela primeira vez desde que perdera a fé. Foi até o oratório, procurando com todas as forças recuperar o deus que o havia abandonado, mas era inútil: a incredulidade resiste mais que a fé, porque os sentidos é que a sustentam".

Sempre digo que não há muito que se falar de Gabriel García Márquez. Sua escrita fala por ele!
Li "Do Amor e Outros Demônios", Editora Record, para um trabalho na Faculdade a alguns anos atrás. E ler Gabriel nunca é demais, nunca é chato, na verdade é sempre uma nova descoberta, um novo olhar. Lembro que na época gostei muito, e agora garanto que foi uma outra experiência e minha opinião: só melhorou.
Há um século convertido em hospital, o convento histórico de Santa Clara será agora vendido para construírem no local um hotel de cinco estrelas.
Estamos em 26 de outubro de 1949, e Gabriel García Márquez, um jovem repórter, é designado para ver de perto o trabalho de remoção das criptas funerárias da capela. O que mais impressiona este colombiano de Aracataca ao chegar ao convento das clarissas é o túmulo de uma marquesa menina, cuja imensa cabeleira lhe faz lembrar as lendas contadas por sua avó materna. Havia uma marquesinha, venerada no Caribe por seus milagres, que foi mordida por um cachorro e acabou morrendo de raiva. Essa marquesinha possuía uma 'cabeleira que se arrastava como a cauda de um vestido de noiva'. Aquela marquesinha de sua infância seria a mesma ali enterrada? A história deu origem a esse livro.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Indo Longe Demais


"Procuro um café com internet para poder atualizar meu currículo. Preciso acrescentar meu novo endereço, meu novo celular, diminuir meu novo nome. Acho frustrante não ter acesso à internet e lamento minha insistência em comprar o aparelho mais barato. Eu devia ter escutado o vendedor lindo em vez de ser uma cliente vinda dos infernos".

"Indo Longe Demais", de Tina Seskis, Editora Record é um livro difícil de explicar.
Você ama Emily às vezes, e a odeia em outros. E odeia muito! É uma personagem que é muito complicado a gente se identificar. E a autora conseguiu me enganar até o final.
É julho, alto verão em Manchester. Ao embarcar em um trem gelado a caminho de Londres, Emily embarca também em uma nova vida. Apesar do dia abafado lá fora, o ar frio no interior do vagão desperta nela uma sensação estranha, um vazio. Porém isso a acalma, é algo necessário. É o que dá forças a Emily para começar do zero, esquecer erros e acertos. Agora ela é uma pessoa anônima escrevendo a própria história.
Em seu novo mundo não há lugar para marido nem filhos. Para seguir em frente, ela precisa deixar para trás tudo o que havia construído, abandonar a vida perfeita que levava com a família e tentar esquecer um passado que, de repente, tornou-se seu pior pesadelo.
Em poucas horas em Londres, ela encontra um lugar para morar, em alguns dias, um bom emprego e até uma nova melhor amiga. O recomeço inicialmente fácil renova suas esperanças, mas as coisa não são tão fáceis como se imagina.
A história corre tranquila, eu, particularmente, não consegui criar afinidade com a personagem, na verdade criei uma relação de amor e ódio - mais ódio que amor, é claro! Em certos momentos queria matá-la. Mas devo confessar que me surpreendi com o final e como chegamos nisso tudo. Imaginei várias coisas, e fui pega de surpresa, acho que por isso, recomendo!

Cláu Trigo

domingo, 16 de julho de 2017

O Aliciador


" - Costumamos chamá-los de monstros porque nós os vemos como pessoas distantes de nós, porque queremos que sejam 'diferentes' - dizia Goran em seus seminários. - No entanto, são semelhantes em tudo e por tudo. Mas preferimos reprimir a ideia de que um semelhante seja capaz de tudo isso, em parte para absolver nossa própria natureza. Os antropólogos definem isso como 'despersonalização do réu' e constitui o maior obstáculo para a identificação de um serial killer: um homem tem pontos fracos e pode ser capturado; um monstro, não".

Donato Carrisi estava na minha lista à um tempo, e estava curiosa para conhecer. Comecei com "O Aliciador", Editora Record.
O livro começa um pouco devagar, mas depois vai criando vida própria e nos enche de ansiedade.
Apesar de suas 433 páginas, foi uma leitura rápida e eficaz.
Seis braços são encontrados, cinco meninas estão desaparecidas. Uma equipe liderada pelo capitão Roche e pelo criminologista Goran Gavila segue as pistas do caso dos desaparecimentos, e logo percebe que está atrás de um serial killer cuja frieza e ferocidade não têm limites. Cada passo da polícia é antecipado pelo assassino, e a linha que separa caça e caçador é tênue.
Em cada cena de crime, novas evidências levam os detetives a acreditar que não se trata de apenas um, mas de vários assassinos agindo em conjunto. Depois de descobertos cinco corpos, as esperanças de que uma sexta menina esteja viva aumentam e o tempo se torna o grande inimigo da equipe de detetives. É então que se junta a eles a investigadora Mila Vasquez, especialista em casos de sequestro.
Aos poucos a polícia descobre que seu alvo é capaz de assumir as aparências mais variadas, colocando-a à prova incessantemente. Neste caso, cada vez que o mal vem à luz, traz consigo um sinal, obrigando os detetives a enfrentar sobretudo a escuridão que carregam dentro de si. A investigação se transforma em um jogo de pesadelos habilmente velados, um desafio contínuo.
É uma corrida contra o tempo, onde a incerteza é uma constante e os personagens são expostos aos seus piores demônios.
Recomendo.

Cláu Trigo

sábado, 15 de julho de 2017

Filmes Para Assistir nas Férias (1 Filme Por Dia) - Parte 2

Agora fiquem com a segunda parta da lista. Esperamos que gostem! (Para ler a primeira parte, cliquem aqui).

      1. Meia Noite em Paria (2011) - Dir.: Woody Allen
      2. (500) Dias com Ela (2009) - Dir.: Marc Webb
      3. Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003) - Dir.: Tim Burton

      

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Resenha - A Lista Negra


"Vi todos os meus velhos amigos: Stacey, Duce, David e Mason. Vi Josh, Meghan e até mesmo Troy, sentados nas últimas filas, com os pais de Meghan. vi todo o mundo, um mar ondulante de desconforto e tristeza, cada pessoa com sua própria dor, cada qual contando suas histórias, todas mais ou menos trágicas ou triunfantes. Nenhuma mais trágica ou triunfante que a outra. De certa forma, Nick estava certo: às vezes, todos temos de ser vencedores. Mas o que ele não entendeu foi que todos temos também de ser perdedores. Porque não se consegue uma coisa sem a outra."

Na época em que esse livro foi lançado aqui no Brasil, lembro que todo mundo estava lendo ele e fazendo resenha, falando super bem dele. Como sempre, só vim ler ele bem depois, mas neste caso, acho que não atrapalharia ler no hype, pois o livro é muito bom mesmo!
Estou falando de "A Lista Negra", da Jennifer Brown, Editora Gutenberg - um livro que trata de bullying e o mau que ele traz, tanto para quem pratica, como para quem sofre. Mas também vai tratar de algo muito importante: o perdão!
Valerie Leftman e seu namorado, Nick Levil, criam uma "lista negra" - lista que contém nomes de pessoas, mais especificamente, estudantes da escola em que estudavam, que praticavam bullying e tiravam sarro deles. Porém, um dia, Nick chega na escola abrindo fogo contra vários alunos, matando alguns e ferindo vários outros, além de se matar depois. Valerie, salvando a vida de uma colega que fazia parte da lista, é atingida - no entanto, ela é responsabilizada pela tragédia por ajudar na criação da lista. Agora, se recuperando do ferimento e do trauma, Val tem que voltar para a escola e enfrentar todas as pessoas novamente.

sábado, 8 de julho de 2017

Resenha - Os Colegas de Anne Frank


"- Deixamos de ser crianças para logo ser adultos por força das circunstâncias.”

Em Maio, decidimos tirar um livro que estava parado na estante para lermos. E decidi escolher por "Os Colegas de Anne Frank" de Theo Coster, Editora Objetiva, que fazia anos que estava parado na estante.
Lembro que quando comprei ele, estava numa vibe de ler livros sobre a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto (inclusive, tenho mais desses na fila), mas passado esse momento, esqueci eles lá e nunca tive vontade de ler novamente. Até que decidimos tirar as teias de aranhas da estante, e no meu caso foi esse.
Theo Coster estudou no mesmo colégio que Anne Frank, o Liceu Judaico de Amsterdã, e em 2009 ele se reuniu com outros sobreviventes da guerra e também colegas da garota judia.
Neste livro, veremos relatos dessas pessoas sobre esse momento tão trágico da história, que vão nos contar como era Anne Frank antes de ter que se esconder e como que eles sobreviveram (se foram tão atingidos pela guerra, quem teve que se esconder, entre outros assuntos).
A premissa até parece interessante, principalmente em relação de como eles viveram na época, escondidos ou não (e essa parte realmente é), mas tem muita coisa fraca nele. A escrita não é muito boa e é um pouco confusa, pulando de memórias para o momento atual de um jeito totalmente estranho.
E apesar do título chamativo, (e ele é só isso mesmo), pouco se é falado sobre a Anne Frank, e tive a impressão que quando entravam nesse assunto, principalmente quando é o próprio Theo Coster falando dela, parece que ele diminui a importância dela e de seu diário. Em vários momentos, ele a crítica fortemente e fala algumas coisas que dá a impressão errada.
Não tenho certeza se gostei, é bem provável que não. A escrita é bem ruim, as informações que somam para a gente é muito pouca e ainda passa a sensação de que o autor se aproveitou um pouco do nome da Anne Frank.
É bom lembrar que a ideia dele, era de se fazer um filme/documentário sobre esse reencontro (e eles realmente fizeram, mas não achei em nenhum lugar para assistir), mas durante esse momento eles decidiram fazer também um livro.
Então digo que vale a pena vocês lerem e tirarem as suas opiniões, mas fui para ler uma coisa e acabei lendo algo bem mais fraco.
Se vocês já leram, comentem aí embaixo o que acharam. Se tiveram a mesma visão que a minha...

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Filmes Para Assistir nas Férias (1 Filme Por Dia) - Parte 1

As férias estão chegando, e separamos para vocês vários filmes para se divertirem.  São 31 longa-metragens - ou seja, 1 filme por dia!
Tem história de todo estilo e para todo os gostos. Para não ficar muito grande esta lista, vamos dividir ela em duas partes. Esperamos que gostem e recomendem outros para a gente!

      1. O Diabo Veste Prada (2006) - Dir.: David Frankel
      2. De Repente 30 (2004) - Dir.: Gary Winick
      3. Intocáveis (2011) - Dir.: Eric Toledano; Olivier Nakache


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Resenha - As Suas Lembranças São Minhas


"Conor é agradável. Sempre apenas agradável. Nunca superanimado. Nunca, na verdade, animado com nada. Apenas agradável, que é somente mais uma palavra para legal. Casal com um homem legal dá  a você um casamento legal, mas nunca algo mais. E legal está OK quando está entre outras coisas, mas jamais quando é apenas isso." 

Acho que vocês já estão acostumados a todo ano ver uma resenha de algum livro da Cecelia Ahern aqui no blog, né? E esse ano, além desse, ainda lerei mais um livro dela, então não cansem, rsrsrs.
Eu AMO essa mulher! Ela escreve super bem e deveria ter mais reconhecimento - pelo menos aqui no Brasil...
Já li 5 livros dela e decidi que iria ler os mais antigos também - aqueles não tão famosos e esse foi o primeiro dessa leva: "As Suas Lembranças São Minhas" Editora Rocco.
Esse é mais um romance, mas é impressionante como ela tem uma capacidade extraordinária de até mesmo nos seus romances, colocar uma mensagem de superação, transmitir momentos difíceis que as pessoas passam no seu dia-a-dia brilhantemente. 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

O Amor Está No Ar...

Hoje é Dia dos Namorados, então trazemos uma lista com 10 filmes românticos. Nela, teremos filmes mais conhecidos, mais leves, para se emocionar, chorar, amar. Tem filme para tudo que é gosto! Esperamos que gostem!

      1. Cartas Para Julieta (2010) - Dir.: Gary Winick
      2. Diário de Uma Paixão (2004) - Dir.: Nick Cassavetes
      3. P.S. Eu Te Amo (2008) - Dir.: Richard LaGravenese

 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Mulher-Maravilha Chegou Para Ficar! - Crítica


Domingo, dia 04, fui assistir "Mulher-Maravilha" (2017, Dir.: Patty Jenkins) e preciso começar dizendo que, normalmente curto mais os filmes da Marvel, mas desde que saiu o primeiro trailer desse filme, fiquei bem ansiosa e com as expectativas lá no alto.
Gosto bastante de filmes de super-heróis, apesar de não ler as HQs. Fugindo da maioria das críticas, não achei "Batman vs Superman" tão ruim, porém, entendo que essas últimas levas da DC não eram o que os fãs estavam querendo. Quando começou a ficar mais próximo do lançamento de "Mulher-Maravilha", as perguntas eram muitas, mas a principal era: será a volta da DC? E digo que sim!
Agora indo para o que achei do longa...
O filme vai muito bem até a última parte. O começo é muito bom, apresentando as Amazonas e seus treinamentos. A cena que o Steve Trevor (Chris Pine) cai na Ilha Paraíso, "trazendo" os alemães junto e em seguida eles lutando contra as Amazonas é uma cena linda! Toda a apresentação dessa super-heroína, explicando o nascimento de Diana Prince (Gal Gadot), eu considero como a primeira parte. E uma parte muito boa!
Em seguida, entramos na segunda parte, quando Diana vai para Londres. E aí nota-se a mudança na paleta de cores: antes tão colorido, sem a presença do medo; agora entramos em um terreno todo cinza, em que a presença do medo é constante. A cena em que a nossa WW sobe nas trincheiras e vai desviando as balas com os seus braceletes é de arrepiar! - para mim, a melhor cena do filme todo. Foi para ver aquilo que fui no cinema!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Psicose - Resenha/Desafio


"Engraçado, pensava Sam, como acreditamos saber tudo sobre uma pessoa só porque a vemos frequentemente ou porque temos uma forte ligação emocional com ela....
...Respeitáveis senhoras de idade de repente eliminavam os maridos após vinte anos de casamento feliz; humildes empregadinhos de banco de repente desviavam fundos... Não há como prever o que pode acontecer."

Quem não conhece a clássica cena do banheiro de "Psicose" ou o grande plot twist que essa história leva?
Acreditem se quiser, eu ainda não assisti o filme, mas é claro que sei o final e todo o desenrolar. Porém, tinha bastante interesse em ler o livro e posso afirmar que ele me surpreendeu mais do que eu esperava! Também acompanho a série "Bates Motel" e recomendo DEMAIS! - tem um elenco de primeira e não fica atrás das outras duas obras (no total são 5 temporadas, sendo que o último episódio foi ao ar dia 24/04 - na Netflix tem até a terceira. Não percam a chance de assistir, é muito bom mesmo).
Então peguei "Psicose", de Robert Bloch, Editora DrakSide, para ler, e li numa semana. A escrita do Bloch é muito fácil (mais até do que esperava) e a narrativa vai muito rápida.
A história de suspense conta a história de Marion Crane, que foge ao roubar 40 mil dólares. Em uma noite de tempestade, Marion acaba parando no Bates Motel, cujo proprietário é Norman Bates, um homem atormentado por sua mãe controladora.
Não contarei spoilers, apesar de achar bem difícil alguém ainda não saber nada sobre essa história...
Os personagens são muito bem construídos e a relação do Norman com a Norma é muito interesse de se ler. Além desses dois principais, ainda temos a irmã da Marion e o seu "noivo" (?), que estão atrás dela, pois acham que alguma coisa mais séria aconteceu com ela.
Os capítulos narrados por estes dois são mais chatinhos, o que eu ansiava por ele eram os narrados pelo Norman.
Um clássico - tanto da literatura, quanto do cinema - que precisa ser lido e assistido por todos (e não se esqueçam da série também!). Uma história de primeira, que a DarkSide trouxe para nós em uma edição MARAVILHOSA!
Muito recomendado para quem gosta de um bom suspense!

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Dragão Vermelho - Resenha


"Só vemos o que observamos e só observamos coisas que já conhecemos." (Alphonse Bertillon)

Não sei se vocês sabem, mas um dos meus filmes preferidos é "O Silêncio dos Inocentes" e o meu personagem/vilão é o Hannibal, então, quando coloquei no começo do ano esse livro no desafio, estava muito ansiosa pelo o que encontraria aqui.
Quando comecei a ler, me lembrava muito pouco da história, pois faz muito tempo que não assisto aos outros filmes do canibal. E apesar de estar assistindo a série (que recomendo demais, também!), ela é bem diferente do livro!
Mas agora vamos ao ponto! "Dragão Vermelho", do Thomas Harris, Editora BestBolso, não foi tudo o que esperava. Porém, tenho a impressão que isso se deva muito por causa da edição e depois vou falar sobre isso.
A história começa quando o agente do FBI, Will Graham é chamado ao trabalho depois de muito tempo parado, pelo seu ex-chefe (agora novamente chefe), Jack Crawford, para investigar uma série de assassinatos. Porém, para capturá-lo, ele precisará pedir ajuda ao Dr. Hannibal Lecter, um assassino canibal que o próprio Will prendeu muitos anos atrás (e o motivo para ele parar de caçar assassinos). No entanto, esse ato pode trazer consequências desastrosas.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Canção do Cuco - Resenha


" - Boa escolha. O melhor lugar da casa. - O estranho de bigode de estrela de cinema foi parar ao lado da cadeira, fitando o filme em reverso. - Mas é claro, o melhor jeito de ver as coisas é sempre pelo interior, Surpreenda o mundo pelas costas, pegue-o desprevenido, e então vai vê-lo como realmente é..."

Vocês não fazem ideia de quão ansiosa eu estava para ler esse livro... Quando fizemos os sorteios dos livros que iríamos ler esse ano e saiu ele, fiquei muito feliz!
O primeiro fator que que me despertou interesse no "Canção do Cuco", da inglesa Frances Hardinge, Editora Novo Século, foi a capa. Normalmente não curto muito capa com pessoas, mas essa especificamente eu curti demais (e quem leu, deve ter percebido que nela tem algumas características bem importante para a história/personagem principal). O outro foi a sinopse (que é muito interessante e diferente).
Triss Crescent (a nossa protagonista) tem onze anos e está passando as férias com a sua família fora da cidade. Porém, ela sofre um acidente em que não se lembra de nada e ao despertar, coisas estranhas começam a acontecer. Ela sente uma fome imensa, a ponto de comer as próprias bonecas; ela acorda várias vezes com folhas e terra com gravetos (seria ela, sonâmbula?); objetos inanimados tentavam ataca-la; tesouras eram atraídas por ela; em vez de chorar lágrimas, ela chorava teias de aranha; sua irmã, Pen, passa a ter um medo incontrolável dela, entre várias outras coisas.
Sem saber o porque que essas coisas estavam acontecendo, Triss começa a investigar para descobrir as causas do acidente - que a princípio, é o causador de todas essas estranhezas. O que ela não imaginava era que tinha coisas mais sombrias do que ela achava existir.

domingo, 21 de maio de 2017

Eu Sou Malala - Resenha


"Nasci como filha orgulhosa do Paquistão, embora, como todos os swatis, pense em mim primeiro como swati, depois como pachtum e finalmente como paquistanesa."

Claro que antes de ler esse livro, antes já tinha ouvido muitos acontecimentos em volta da Malala e até vistos alguns vídeos dela falando (como por exemplo, uma na ONU - inclusive recomendo demais vocês assistirem! - cliquem aqui), mas não tinha conhecimento de tudo pelo qual ela passou.
Quando pensamos nela, lembramos rapidamente de quando ela tomou um tiro -  até porque para a grande maioria e para o mundo, ela ficou conhecida por causa disso. Mas ao ler "Eu Sou Malala", Editora Cia. das Letras, descobrimos que a vida dela é muito mais do que isso. Aliás, a própria Malala diz no livro que ela gostaria de ser lembrada por ser a menina que lutou pela educação e não que tomou um tiro do Talibã.
O livro vai mostrar desde a infância da Malala até quando o Talibã tomou controle do vale do Swat. Desde pequena ela já não entendia porque as meninas não podiam estudar com os meninos, porque elas não tinham o mesmo direito que eles e o porque milhões de crianças (meninas e meninos) não terem direito à educação.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Pelos Olhos de Maisie - Resenha


"Ela foi abandonada a seu destino. Estava claro para qualquer observador que único vínculo que a unia a cada um de seus pais era o fato lamentável de ser ela um veículo fácil para o rancor deles, uma xícara de porcelana, pequena mas funda, boa para misturar ácidos cortantes. Queriam-na não pelo bem que pudessem fazer a ela, mas pelo mal que, com a ajuda inconsciente dela, cada um poderia fazer ao outro. "

Eu queria não falar sobre esse livro. De verdade...
"Pelos Olhos de Maise" de Henry James, Editora Penguin, foi um desses livros que quero esquecer que um dia li. Além de ter consumido vinte dias do meu precioso mês - isso mesmo, vinte dias para um livro de um pouco mais de 400 páginas! - não acrescentou nada na minha vida. Livro chato, cansativo, monótono.
O autor "TENTA" relatar o drama familiar de uma criança - Maise - que se vê diante da separação de seus pais e passa a ser usada como instrumento de manipulação, um joguete na mão do casal que se odeia. Diante desse mundo novo, com dois lares prejudicados pela incerteza, pelo ódio, a garota acaba criando seu próprio mundo e sendo empurrada de um lado para outro. A história pode até parecer boa falando nessa perspectiva, mas acredite, não é.
O livro não funcionou para mim - é sonolento, chato e devagar. Não passa de um enredo inconclusivo. Para o autor, a menina não passa de um brinquedo dentro de uma situação curiosamente complicada na qual ele não consegue destrinchar. A gente não consegue criar empatia pela menina, os diálogos são vagos e pobres e não há conexão com o próximo capítulo. Ficamos esperando alguma conclusão nas próximas páginas mas isso nunca acontece.
Uma lamentável perda de tempo e dinheiro.
Não funcionou nadinha para mim. Um porre de leitura!

Cláu Trigo

sábado, 13 de maio de 2017

Olhos Azuis, Cabelos Pretos - Resenha


"- Não sei nada do que você. Não posso imaginar que sofra por causa do que digo. Não digo nada. Nunca falo a verdade. Não digo nada que faça sofrer. É depois, quando você sofre, que tenho medo do que disse".

"Não existe nada mais público que aquilo que é rigorosamente pessoal".
Essas palavras são da própria Marguerite Duras, e é sobre isso que ela escreve: assuntos rigorosamente pessoais.
"Olhos Azuis, Cabelos Pretos", Editora Círculo do Livro, é um daqueles livros poéticos sem ser blasé. Concebido em diálogos sombrios, tristes, profundos.
Já tinha lido antes "O Amantee é um dos meus livros favoritos da autora, e "Olhos Azuis, Cabelos Pretos" entrou na minha lista de favoritos também. Foi o último livro escrito pela autora (1986) e sua ficção é bastante influenciada pela técnica cinematográfica, tanto que algumas cenas descritas em seus livros fixam-se na memória como se tivessem sido vistas na tela.
Nessa história, Duras envolve os personagens - dois desconhecidos que se encontram todas as noites para aliviar suas solidões, mas sem envolvimento sexual - a longas conversas sobre a vida, o amor, a solidão, o medo.
Um livro curto - 97 páginas - que quando se acaba de ler entende-se que é preciso retornar a história novamente, a sensação é de que perdemos alguma coisa no caminho. Mas não... é apenas Marguerite Duras nos confrontando com nossos demônios.
Um livro paradoxo, cheio de simbolismos e total falta de sintaxe. Pesado, mas preciso recomenda-lo.

Cláudia Trigo

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O Resgate - Resenha


" - Nem tanto. Acho que depende de como você encara. Para mim... bem, isso apenas acrescenta uma riqueza que de outro modo não se teria. As pessoas vêm e vão. Elas entram e saem da sua vida, quase como personagens em um livro. Quando você finalmente o fecha, os personagens contaram suas histórias e você recomeça outro livro, cheio de novos personagens e aventuras. Então se vê concentrando-se nos novos, não nos do passado."

Todo mundo quando vai ler um livro do Nicholas Sparks, sabe mais ou menos o que vai encontrar. Uma história de amor que segue o mesmo manual de todos os seus outros livros, repleto de clichês e que provavelmente vai nos emocionar em algum momento (alguns mais, outros menos). Ah... E tem outra coisa: ele adora matar algum dos seus personagens. Na maioria do seus livros, alguém morre - seja principal, ou não - isso é uma certeza. Quem já leu algo dele, sabe que tudo isso é verdade.
Então, quando peguei "O Resgate", Editora Arqueiro, para ler, já fui preparada. Fazia algum tempo que não lia nada dele - e olhem que já li muitos livros dele (10 no total) e acho que foi num bom momento. Ler muito Nicholas Sparks em seguida faz perder um pouco dessa força que ele tem de nos atingir emocionalmente. Como fazia tempo que não lia nada dele, ele conseguiu me atingir mais forte.

domingo, 7 de maio de 2017

A Namorada do Meu Amigo - Resenha


"Beto, eleu éramos tão unidos que todos no bairro nos chamavam de Os Três Mosqueteiros. Onde um estava, o outro estava. E era sempre um por todos e todos por um, mas a chata da Juju vivia atrás da gente falando quera o D'Artagnan. Onde já se viu, D'Artagnan mulher?"

Pessoas, o que foi esse livro?
Eu, Cláudia Trigo, admito, sempre tenho um pouco de receio em livros YA (Jovens Adultos). Apesar de já ter lido alguns e gostado de poucos.
O livro "A Namorada do Meu Amigo". da Graciela Mayrink, Editora Novo Conceito, me surpreendeu de uma forma boa.
Sabe aquele livro que você não consegue tirar da cabeça? Então... foi isso.
O livro descreve com precisão, a vida de muitos jovens e seus dilemas diários. Perdidas em suas páginas, me vi diante de muitas situações semelhantes num passado distante. E quase morri de saudades, rs! Mentiraaaaa!
Voltando ao livro, Graciela conta pra gente a história de três amigos inseparáveis que quando entram na adolescência, dois deles - Beto e Cadu - se vêem apaixonados pela mesma garota - Juju. Só que tem um detalhe: Nem Beto nem Juju sabe desse segredo de Cadu. E aí é que a história ganha alma e graça. Muitas outras histórias e descobertas paralelas vão se juntando a história principal e vamos descobrindo com eles universos e situações engraçadas e inusitadas.
É mais uma história de amor? Sim, é! Mas quem não gosta de uma boa história de amor contada com humor e leveza de vez em quando?
A autora desenvolve com graciosidade, uma história que quase todo mundo já conhece, mas é sempre gostoso de ler que não somos os únicos a sofrer a dor do amor, e mais interessante, nos identificarmos em muitas situações vividas por seus personagens.
Um livro leve, poético, clichê, mas delicioso de ler.
Devorei em dois dias, e fiquei dias pensando nele.
Já tô pensando no próximo que lerei da autora.
Super recomendo para quem gosta de uma boa leitura...

Cláu Trigo

domingo, 30 de abril de 2017

TAG Livros e Chocolate


Mês de Páscoa é mês de TAG relacionando duas coisas que amamos: livros e chocolate! Tiramos ela do blog "Lendo e Escrevendo", em que responderam duas TAGs, mas gostamos só da segunda e é ela que iremos fazer. Esperamos que gostem!

Chocolate Meio-Amargo
Um livro que cobre um tópico obscuro

Carol: "A Garota da Capa Vermelha", Sarah Blakley, Ed. ID
Cláu: "Escuridão Total Sem Estrelas", Stephen King, Ed. Suma de Letras

terça-feira, 25 de abril de 2017

Restos Mortais - Resenha


"Quando a gente está passando por uma coisa assim, não sabe direito o que está fazendo, mesmo achando que sabe, ela insistiu. E ninguém pode entender realmente o que está havendo, a não ser que tenha sofrido o mesmo. A gente se sente isolada. Vai aos lugares e todos a evitam, sentem medo de trocar olhares e conversar, pois não sabem o que dizer. As pessoas, então, murmuram entre si: 'Está vendo aquela ali? A irmã foi assassinada pelo estrangulador'. Ou então: 'Aquela é Pat Harvey. A filha foi uma das vítimas do maníaco'. A gente se sente como se estivesse vivendo numa caverna. Sente medo de ficar sozinha, medo de estar com os outros, medo de acordar, medo de ir dormir por saber o quanto é horrível acordar pela manhã. Corre feito louca, para ficar exausta. Em retrospecto, vejo que as coisas que fiz desde a morte de Henna foram meio loucas".

Mais um livro da Patricia Cornwell para a conta.
"Restos Mortais", da Editora Paralela, foi mais uma daquelas deliciosas leituras policiais de virar a noite. Eu, particularmente, gosto muito de literatura policial, e de quebra, gosto demais da escrita da Patricia. 
Esse é o terceiro volume da série Scarpetta - tem resenhas dos dois primeiros aqui e aqui - e sempre me surpreendo com seus finais.
Em "Restos Mortais", a história começa quando um casal de namorados, Fred e Deborah, somem em Richmon, Virgínia, sem deixar vestígios. Tudo indica que eles partilharão o destino de outros tantos jovens casais desaparecidos: serão encontrados meses depois, em estado de putrefação no meio do mato.
Com sua frieza profissional, Kay Scarpetta entrará na cena do crime e não deixará passar nenhum detalhe, indo a fundo em cada evidência descoberta.
A coleção Scarpetta pode ser lido fora de sua sequência, que não influência a leitura.
Recomendo para quem gosta de um bom livro policial.

Cláu Trigo