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domingo, 30 de abril de 2017

TAG Livros e Chocolate


Mês de Páscoa é mês de TAG relacionando duas coisas que amamos: livros e chocolate! Tiramos ela do blog "Lendo e Escrevendo", em que responderam duas TAGs, mas gostamos só da segunda e é ela que iremos fazer. Esperamos que gostem!

Chocolate Meio-Amargo
Um livro que cobre um tópico obscuro

Carol: "A Garota da Capa Vermelha", Sarah Blakley, Ed. ID
Cláu: "Escuridão Total Sem Estrelas", Stephen King, Ed. Suma de Letras

terça-feira, 25 de abril de 2017

Restos Mortais - Resenha


"Quando a gente está passando por uma coisa assim, não sabe direito o que está fazendo, mesmo achando que sabe, ela insistiu. E ninguém pode entender realmente o que está havendo, a não ser que tenha sofrido o mesmo. A gente se sente isolada. Vai aos lugares e todos a evitam, sentem medo de trocar olhares e conversar, pois não sabem o que dizer. As pessoas, então, murmuram entre si: 'Está vendo aquela ali? A irmã foi assassinada pelo estrangulador'. Ou então: 'Aquela é Pat Harvey. A filha foi uma das vítimas do maníaco'. A gente se sente como se estivesse vivendo numa caverna. Sente medo de ficar sozinha, medo de estar com os outros, medo de acordar, medo de ir dormir por saber o quanto é horrível acordar pela manhã. Corre feito louca, para ficar exausta. Em retrospecto, vejo que as coisas que fiz desde a morte de Henna foram meio loucas".

Mais um livro da Patricia Cornwell para a conta.
"Restos Mortais", da Editora Paralela, foi mais uma daquelas deliciosas leituras policiais de virar a noite. Eu, particularmente, gosto muito de literatura policial, e de quebra, gosto demais da escrita da Patricia. 
Esse é o terceiro volume da série Scarpetta - tem resenhas dos dois primeiros aqui e aqui - e sempre me surpreendo com seus finais.
Em "Restos Mortais", a história começa quando um casal de namorados, Fred e Deborah, somem em Richmon, Virgínia, sem deixar vestígios. Tudo indica que eles partilharão o destino de outros tantos jovens casais desaparecidos: serão encontrados meses depois, em estado de putrefação no meio do mato.
Com sua frieza profissional, Kay Scarpetta entrará na cena do crime e não deixará passar nenhum detalhe, indo a fundo em cada evidência descoberta.
A coleção Scarpetta pode ser lido fora de sua sequência, que não influência a leitura.
Recomendo para quem gosta de um bom livro policial.

Cláu Trigo

sábado, 22 de abril de 2017

Um Convite Para "A Convidada" - Resenha/Desafio


"Há dez anos que desistira, agora era tarde para recomeçar. Afastou a cortina e, na obscuridade dos bastidores, acendeu um cigarro. Ali pelo menos poderia descansar um pouco. Agora era muito tarde; nunca seria uma mulher que dominasse exatamente todos os movimentos dos corpos. O que poderia adquirir hoje não seria interessante: pequenos ornatos, enfeites, nada  de essencial. Era isso o que significava ter trinta anos; era uma mulher feita. Seria para todo o sempre uma mulher que não sabe dançar, uma mulher que só teve um amor na vida, uma mulher que nunca desceu, de canoa, os cânions do Colorado, nem atravessou a pé os planaltos do Tibete. Esses trinta anos não constituíam apenas um passado que arrastara todo esse tempo. Depositaram-se em volta dela, dentro dela, eram o seu presente, o seu futuro, a substância de que era feita. Nenhum heroísmo, nenhum absurdo, poderiam alterar essa situação. Evidentemente tinha muito tempo, antes de morrer, para aprender russo, ler Dante, visitar Bugres e Constantinopla".

Eu acredito que Simone de Beauvoir dispensa apresentações, principalmente em dias que nós, do "sexo frágil", lutamos tão bravamente em busca de mais respeito, mais dignidade, mais direitos. Acho Simone uma mulher muito à frente de seu tempo, corajosa, engajada. Muitos a consideram a maior pensadora mulher dos últimos tempos.
"A Convidada", Editora Círculo do Livro, é seu primeiro romance, publicado em 1943. Nele, é narrado os conflitos de uma mulher de trinta anos, que funciona como um alter ego da autora. O livro trata  de questões de filosofia existencialista, o amor em diversos ângulos, o ciúme. Aborda também questões humanas como a decepção, a raiva, frustração, individualidade. 
Esta obra é baseada no relacionamento de Simone com o filósofo e escritor Jean-Paul Sartre. 
A história é narrada nos meses que antecedem a Segunda Guerra Mundial e descreve a Paris daquela época, com a vibrante boêmia e personagens como intelectuais, artistas e escritores. Nos famosos cafés, são discutidos os conflitos humanos e existencialistas.
Considerada uma das sua melhores obras, "A Convidada" enfoca o triângulo amoroso entre Françoise e Pierre Labrousse com a jovem misteriosa Xavière, que chega em Paris e fascina ambos. O relacionamento serve para questionar o modelo burguês de casal e de família, assim como explorar os dilemas existencialistas da liberdade, da ação e da responsabilidade individual. 
Apesar de ser uma história que acontece na década de 40, as experiências humanas continuam atuais e presentes em nossa sociedade. No caráter histórico, a autora consegue como ninguém, descrever a sociedade boêmia da época de forma absoluta. 
Pode ser que no começo nos sentimos um pouco entediados e perdidos com os longos diálogos, mas a história vai criando seu rosto, seu próprio ritmo, e nos envolve de uma forma que nos imaginamos nos Cafés Parisienses, sentados em suas mesas nas madrugadas, com grandes intelectuais da época.
Recomendo demais!


"Se constatarmos que as mulheres de nossos dias confessam cada vez mais seus desejos e falam entre si sobre os homens, se repararmos enfim que cada vez mais elas tomam a iniciativa, tanto para iniciar como para romper uma relação, então eu não creio que seja realmente importante a diferença que pode haver entre um homem e uma mulher quando se relacionam".
(Simone de Beauvoir)

Cláu Trigo

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Resenha - Persuasão


"- Deveria ter percebido a diferença - respondeu Anne. - Não deveria ter suspeitado de mim agora; a situação é tão diferente, e minha idade tão diferente. Se antes errei, deixando-me levar pela persuasão, lembre-se de que foi pela persuasão exercida em nome da segurança, não do risco. Quando cedi, pensei ceder ao dever, mas nenhum dever poderia agora ser invocado. Casando-me com um homem que me fosse indiferente, todos os riscos seriam corridos, e todos os deveres violados".

Meu primeiro livro de Jane Austen, "Persuasão", da L&PM Pocket foi uma experiência boa. Não sei ainda dizer se Austen vai conseguir com seus outros livros, me conquistar, como Emily Brontë me conquistou, mas pretendo ainda esse ano colocar mais um livro seu em minha lista.
Há tempos estava querendo descobrir todo esse fascínio que muitos leitores tinham por essa grande escritora, e me aventurei a começar com seu último livro publicado. "Persuasão" foi concluído um ano antes de sua morte e publicado postumamente - em 1818. O romance contém fortes elementos autobiográficos, aborda o risco de se dar conselhos - e de segui-los.
Anne Elliot, a heroína de "Persuasão", é uma nem tão jovem solteira que, seguindo os conselhos de uma amiga, dispensara, sete anos atrás, o belo e valoroso (porém sem título nobre e sem terras) Frederick Wentworth. No entanto, o futuro sentimental e financeiro de Anne não é muito promissor, e quando o destino a coloca frente a frente com Frederick, agora um distinto capitão da Marinha Britânica, reflexões, conjecturas e arrependimentos são inevitáveis

terça-feira, 18 de abril de 2017

Necessário Conhecer: O Prisioneiro


"- É possível que os seus bravos fuzileiros acreditam sinceramente em que estão com a causa da justiça e da democracia. A lavagem de cérebro entre os comunistas é drástica, violenta, impiedosa. Mas a lavagem de cérebro nos países capitalistas tem sido suave, lenta e imperceptível. Começou há mais de um século e condicionou a maneira de pensar e sentir de suas populações, preparando-as até para coonestar o 'genocídio justificado', a aceitar as 'guerras santas'. Mata-se em nome de Deus, em nome da Pátria e em nome da Democracia, essa deusa de mil faces cuja fisionomia verdadeira ninguém nunca viu".

Que difícil falar de Erico Verissimo - é, disparado, meu autor preferido - mas, mais difícil é falar sobre esse livro. 
"O Prisioneiro", Editora Globo, é um livro triste, deprimente, realista, atual, verdadeiro. É aquele livro que quando terminamos, ficamos várias semanas pensando sobre ele, sobre o assunto, sobre a vida, sobre a nossa vida e de nossos semelhantes! Sobre valores, sobre futuro, passado e presente.
Um dia, em meados de 1967, Erico Verissimo leu numa revista a transcrição de um debate sobre os problemas que a China enfrentava, na época. Para ilustrar seu ponto de vista, um dos debatedores referiu-se ao caso de um oficial do exército francês que torturou um terrorista argelino para forçá-lo a confessar onde havia colocado uma bomba-relógio que explodiria dentro de algumas horas.
Fascinado pelos aspectos éticos e humanos do problema, Verissimo tomou-o como tema central de seu livro. Seria correto matarmos uma pessoa para salvar a vida de outras? Seria correto um ditador exilar e matar oponentes a seu regime, sob a alegação de estar protegendo o futuro da nação? Apesar de ter tomado por base a intervenção americana no Vietnã, o autor não quis prender seu romance a apenas um fato histórico e a duas nações. Sua intenção foi a de dar um caráter universal ao livro, questionando os absurdos da conduta humana e da brutalidade da guerra. 
Em nenhum momento no livro o autor dá nome aos bois. Não se cita nomes ou países, mas sabemos pelo curso da história, geografia, época que se trata da Guerra do Vietnã.
É um livro absolutamente atual, uma parábola moderna anti-guerra e anti-violência. 
Recomendo demais para quem gosta de Erico, e para quem precisa CONHECER Erico, um dos maiores escritores de nossa literatura!

Cláu Trigo

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Se Arrastando na Biblioteca de Almas


"Para alguns, poderia parecer insensível o modo como ela reprimia e afastava sua dor, mas eu já a conhecia bem o suficiente para entender. Ela tinha um coração do tamanho da França, e os poucos sortudos que eram amados por ele eram amados com cada centímetro quadrado. Porém, o tamanho de seu coração também o tornava algo perigoso. Se ela se permitisse sentir tudo, ficaria devastada. Por isso, tinha que domá-lo, silenciá-lo, calá-lo. Mandar as piores dores para uma ilha que estava rapidamente sendo ocupada por elas e na qual um dia iria viver".

Terceiro e último livro da série "O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares", a "Biblioteca de Almas", de Ransom Riggs foi perdendo o ritmo, para mim, e chegamos no último, meio sem conexão com a primeira história - que para mim, foi disparado, o melhor livro!
Me pareceu que o autor começou super bem - AMO o primeiro livro - desacelerou no segundo livro e se perdeu completamente, no último. Pelo menos, para mim, me pareceu uma encheção de linguiça sem fim. A história perdeu sem ritmo e, de quebra, seu encanto.
Depois de tanta aventura e descobertas, agora Jacob precisa resgatar os amigos peculiares e as ymbrynes da fortaleza dos acólitos. Junto com ele está Emma Bloom, uma menina capaz de produzir fogo com as mãos, e Addison MacHenry, um cão com faro especial para encontrar crianças perdidas.
Partindo da Londres dos dias atuais, o grupo vai percorrer as ruelas do labirinto do Recanto do Demônio, uma complexa fenda temporal que abriga todo tipo de vícios e perversões.
Confesso, com tristeza, que o volume dois e três da série não funcionou para mim.
Achei o primeiro ótimo, o segundo ok e esse último bem mediano, chato, fraco.
É uma pena, porque era uma série que tinha tudo para dar certo e que, no final, não funcionou legal, perdeu suas forças...

Cláu Trigo

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Uma Aventura no Mundo de Helena de Tróia


"O Destino de Helena como mulher espartana - segundo os que os autores da Antiguidade nos querem fazer crer - era passar de vítima de estupro a noiva-criança, amante infiel, concubina-troféu e, finalmente, esposa devotada. As fases de sua vida foram marcadas por características sexuais. Quase nenhuma atenção foi dada aos anos em que não houve algum tipo de encontro erótico inebriante. Não é coincidência que Helena desapareça da poesia de Homero tão logo deixa de ser perseguida por homens. A última vez em que a vemos na Odisséia, ela se dirige ao leito com Menelau no palácio de Esparta, quando o casal real regressa de Tróia. Homero não se interessa por ela depois que envelhece. Através das muitas reviravoltas de sua vida terrena, essa Helena da literatura encontra muitos homens e aprende a tratar, até bem mais, com as manifestações - e as consequências - da urgência carnal".

"Helena de Tróia",  de Bettany Hughes, Ediotra Record é um grande livro - literalmente - para quem gosta de mitologia e história grega. Me demorei um pouco no começo, pois acaba sendo muita informação para se arquivar e você precisa ir se situando na história, mas depois a leitura cria ritmo e se desenrola bem.
Acabamos sendo apresentada não só à um momento enigmático da história, que foi a Guerra de Tróia, mas também à uma cultura desde sempre, machista, preconceituosa e violenta. Descobrimos que, desde sempre, a mulher é vista apenas como um corpo, um ser inferior que está aqui para satisfazer seus 'donos'. Helena é, antes de um ser mitológico, uma mulher de fibra e inteligente.
E toda essa fascinação não é por menos.
Durante o livro, um estudo pra lá de detalhado, vamos encontrando alguns personagens intrigantes e outros questionáveis da mitologia grega, conhecendo a constituição do mapa geográfico da época, é muito legal.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Vermelho Como o Sangue


"Era uma vez, no ápice do inverno, enquanto flocos de neve caíam como penas do céu, uma rainha que costurava junto à janela, cujo caixilho fora feito com a escura madeira de ébano.
Enquanto ela costurava, contemplando a neve, a agulha picou seu dedo, fazendo despontar três gotas de sangue, que caíram sobre a neve. Ao ver a beleza do vermelho sobre o branco, ela pensou consigo mesma: "Quisera eu ter uma criança branca como a neve, vermelha como o sangue e negra como a madeira do caixilho desta janela"."

Vou ser sincera, comprei muito esse livro por causa da capa - que eu acho linda! Em seguida, a sinopse também ajudou. Mas o principal foi a capa.
"Vermelho Como o Sangue", da finlandesa Salla Simukka, Editora Novo Conceito, vai trazer uma releitura da Branca de Neve nos dias atuais. Esse fato é bem interessante e como não costumo ler muito livros desse estilo, fiquei bem animada pelo o que podia encontrar.
Lumikki Andersson é uma garota de 17 anos, que vive sozinha, longe de seus pais e que é bem independente. Estudando em uma escola conceituada de arte, ela prefere não chamar atenção e ficar meio que "invisível" para o resto das pessoas. Num dia em que ela só queria ficar sozinha, se envolve em um caso de cédulas sujas de sangue. À partir daí, Lumikki é arrastada para um mundo de policiais corruptos, traficantes perigosos e colegas insuportáveis - pessoas, essas, que eram as últimas que ela queria se juntar.

domingo, 9 de abril de 2017

Sorteio Livro da Páscoa (Autografado!)


Coelhinho da Páscoa, o que traz para mim... Um livro autografado para as noites de frio.
Para a Páscoa desse ano, um sortudo vai ganhar o livro "A Namorada do Meu Amigo" autografado pela Graciela Mayrink, especialmente para os nossos leitores. Vocês terão 20 dias para participarem e quero ver muita gente concorrendo, heim! Vamos convidar todos os amiguinhos para participarem, até porque é livro nacional que está sendo sorteado.

a Rafflecopter giveaway

Regras:

1) Ter residência no Brasil;
2) Ao visitar as páginas do Facebook, é necessário curtir elas também! Não vale só visitar;
3)O livro será enviado 1 semana após o término do sorteio;
4) O sorteado tem até 48 horas (2 dias) para nos responder com o seu endereço. Caso contrário, sortearemos outra pessoa;
5) Não serão aceitos perfis falsos!

É muito fácil participar! Então convidem todo mundo e que o mais sortudo leve o livro!
Boa a sorte para todos!

sábado, 8 de abril de 2017

Lançamentos da Editora Draco


Novamente, esse ano, renovamos a nossa parceria com a Editora Draco!!!! E, para começarmos bem essa parceria, trazemos os lançamento da editora. A maioria são e-books e alguns quadrinhos. 'Bora' lá ver o que tem de bom.


"Conto fantástico de Melissa de Sá, autora de “O Silêncio do Mundo”. Num continente oprimido por um governo autoritário, a adolescente Lícia tenta entender o mundo à sua volta ouvindo CDs antigos e procurando músicas e fotos nos restos da banida Internet."

Preço: gratuito
Páginas: 13


sexta-feira, 7 de abril de 2017

O Estranho Caso de Casper Ville


Em fevereiro, o e-book que eu sorteei para ler foi o conto "O Estranho Caso de Casper Ville", do brasileiro Everaldo Rodrigues. Porém, a inteligente aqui só foi descobrir que ele faz parte de um outro livro do autor, "Passeio Noturno" quando estava fazendo a pesquisa para começar essa resenha.
A história do conto começa quando um homem volta à sua antiga cidade natal por causa da morte de um familiar. Tudo o que ele não queria era voltar a ver aquelas pessoas e quanto mais ele tenta voltar para a sua família, mais difícil é ir embora. A situação fica mais assombrada quando começam a acontecer vários casos de combustão humana espontânea.
É nesse ínterim que dois homens, parentes que há anos não se viam e cujas diferenças ainda tornam a convivência difícil, se unirão para enfrentar o horror que pouco a pouco enlouquece o vilarejo.
Esse é um conto muito bem escrito, de 128 páginas, que consegue nos surpreender a cada página. O final é muito bom e as questões em volta das combustões humanas é muito bem explicada. Ele consegue dar aquele 'medinho' no leitor, nos deixar apreensivo.
O começo é um pouco devagar, mas quando o protagonista começa a desconfiar de algumas coisas, a leitura fica mais dinâmica.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Cidade dos Etéreos


"Enquanto eu caminhava até a beira da água, tentei me ver pelos olhos dos meus novos amigos - ou pelo menos da forma como eles queriam me enxergar: não como Jacob, o garoto que uma vez quebrou o tornozelo correndo atrás de um carrinho de sorvete ou que, a contragosto, por insistência do pai, tentou entrar para a equipe de atletismo da escola (e fracassou três vezes), e sim como o Jacob inspetor de sombras, interprete milagroso de sensações ruins no estômago, vidente matador de monstros reais e verdadeiros, além de tudo o mais que pudesse ameaçar a vida de nosso alegre bando de peculiares."

Segundo livro da série "O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares", "Cidade dos Etéreos", de Ransom Riggs, Editora Intrínseca, não fez jus ao primeiro livro.
Achei o livro apenas ok, a história não teve a mesma dinâmica e o mesmo ritmo que o primeiro. Me pareceu que o autor não sabia muito bem o que fazer com tanto conteúdo e criou situações que poderiam ser dispensáveis. 
Estava esperando que a aventura das crianças peculiares fosse me empolgar igual ou mais do que foi a leitura do primeiro livro, mas não! Achei a história bem normal, muito menos do que esperava, mas...
Na segunda história, depois de conhecer um fascinante mundo novo na misteriosa ilha em que a srta. Peregrine dirigia um lar para crianças peculiares, Jacob Portman se vê em fuga com seus novos amigos à caminho de Londres, a cidade onde os peculiares se concentram, na esperança de encontrar uma cura para a diretora do Orfanato e reunir, novamente, todas as crianças.
No caminho, muitas outras aventuras vão acontecendo, mas o desenrolar de toda jornada é fraca e não convence.
Vamos aguardar a minha próxima leitura para ver se no terceiro o autor consiga reunir, novamente, a dinâmica e fascinante história do primeiro volume. 
Veremos!

Cláu Trigo

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Orgulho e Preconceito

Orgulho e Preconceito

"Você me interpreta mal, minha querida. Tenho o mais alto respeito pelos seus nervos. Eles são meus velhos amigos. Ouço-a mencioná-los com consideração pelo menos nos últimos vinte anos."

Já estou vendo eu sendo xingada por não ter gostado de um clássico aclamado por todos. Mas é a vida, e às vezes acontece de nem sempre gostarmos de uma histórias que todos amam. E, nesse caso, o livro em questão é "Orgulho e Preconceito", da Jane Austen, Editora Landmark.
Essa edição está muito boa e tenho um bom texto de início falando um pouco da autora, do livro e da importância dele para a época. Mesmo assim, não consegui gostar da história... Tive vários problemas com ela. Acho que todo mundo já conhece a história, mas irei fazer uma breve sinopse dela e depois digo o porque não gostei tanto.

"O romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casadas, o que Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo. Quando Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas. De fato, ele parece se interessar bastante por Jane, sua filha mais velha, logo no primeiro baile em que ele, as irmãs e o Sr. Darcy, seu amigo, comparecem. Enquanto Sr. Bingley é visto com bons olhos por todos, Sr. Darcy, por seu jeito frio, é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. A recíproca não é verdadeira. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy realmente se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. A partir daí o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, procurando apresentar também, desse modo, a sociedade do final do século XVIII." (Sinopse retirada do Skoob)

sábado, 1 de abril de 2017

TAG Você É Um Bom Leitor, Charlie Brown?


A TAG desse mês é "Você é Um Bom Leitor, Charlie Brown?". As perguntas são super engraçadas e diferentes. Vimos ela no canal da Ju Oliveto, "Livros e Bolinhos". Esperamos que gostem!

Que puxa! Um livro que você fracassou na leitura



Cláudia: Estou há anos tentando acabar "Mein Kampf", mas não tem cristo que ajude! Mas tenho fé, vou conseguir...
Carol: Esse é um livro que nem terminei e já sei que vou fracassar nele. Eita leitura lenta...

terça-feira, 28 de março de 2017

Sete Dias Em River Falls


"Lisa  compreendia os argumentos das companheiras, mas também sabia que a pena de morte não servia absolutamente de exemplo. Pelo contrário, institucionalizava o assassinato.
Nos Estados Unidos o número de assassinatos era maior, enquanto na Europa, onde a pena fora abolida, esse número era bem menor".

"Sete Dias em River Falls" , do francês Alexis Aubenque é o primeiro de um trilogia - "Outono em River Falls" é o segundo e o terceiro nunca saiu na nossa "terrinha". Editora Vertigo poderia se esforçar e lançar para nós, pobres leitores - e sofredores! - o terceiro, né.
Não conhecia nada do autor e confesso que adoro me aventurar em livros e autores que desconheço. Muitas vezes me arrependo, outras valem muito a pena, e desta vez predomino a segunda opção. Valeu!
A leitura foi bem rápida, a história fluí bem, prende e no final, convence! É aquela tipica história que você vai amando/odiando, amando/odiando, amando/odiando. Vai existir aquele momento que você acha que já sabe o final, e logo vem o banho de água fria, daí você passa a gostar muito do personagem, dois capítulos depois, está querendo matá-lo. É uma montanha russa.
A história gira em torno de Sarah Kent, uma estudante brilhante que leva uma vida tranquila em meio à elite da universidade de River Falls, uma cidadezinha perto das Rochosas, no estado norte-americano de Washington. Mas tudo  muda numa manhã de primavera: Amy Paich e Lucy Barton, as duas melhores amigas  de Sarah na época de sua adolescência são encontradas no fundo de um lago, terrivelmente mutiladas. As duas não falavam com Sarah já a algum tempo, no entanto, no dia de suas mortes, mandaram um estranho bilhete para a amiga.
Não precisa nem dizer que a vida da jovem estudante vira um inferno. E, como todo bom suspense, temos o xerife Mike Logan e toda sua perspicácia. Ele ainda contará com a ajuda da profiler do FBI, Jessica Hurley, uma ex-namorada que é enviada para ajudá-lo, só que não!, porque teremos junto com as investigações uma outra história do passado do xerife.
A história é interessante, o final surpreendente e o autor conduz muito bem seu desfecho.
Recomendo.

Cláu Trigo

domingo, 26 de março de 2017

Ressuscitando os Mortos - A Outra Face - Resenha/Desafio


"O Necrotério Municipal parecia igual a qualquer outro necrotério às três horas da madrugada. A única diferença é que alguém pendurara na porta uma coroa de Natal. Alguém dotado de muito espirito de Natal ou então com um senso de humor macabro, pensou McGreavy".

Sidney Sheldon sempre foi para mim uma incógnita. Lembro que li vários de seus livros na minha adolescência e sempre gostei. Depois outros autores vieram e ele acabou sendo esquecido na minha estante. Até que resolvi ressuscitar "A Outra Face", Editora Record, para tentar entender esse meu desapego. E nem precisou de muitas explicações e conversas "filosóficas". Depois que se lê Jô Nesbo, Stieg Larsson, Patricia Cornwell, fica difícil colocar o velho e bom Sidney Sheldon entre meus favoritos. Acho que ele teve seu auge, hoje vejo-o apenas como um escritor ok.
O livro não é nada demais, com mais uma tipica história clichê e algumas falhas em conceitos psicanalíticos. Mas o que incomoda mais a mim como profissional na área, para outros passarão despercebidos e não é nada tão grave que comprometa. Apenas, e para completar, a história é bem café com leite, leve, sem grandes reviravoltas e meio previsível.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Quem Tudo Vê - Conto


"Com o tempo irás habituar-se. Mais importante: irás compreender. As nossas crenças não são aceitas porque não são compreendidas. A primeira coisa que terás de perceber é que todos nós escolhemos o nosso caminho".  

Que conto foi esse?
"Quem Tudo Vê", do português Ricardo Neves, foi um conto que me pegou de surpresa. Sem muitas pretensões, sem enrolações, me deixou 'literalmente', de queixo caído.
Sabe aquele momento que você senta e resolve ler uma coisa mais rápida, sem muita enrolação? Foi isso que aconteceu com esse conto de terror incrível.
Tava eu lá, deitada, quando peguei meu Kindle para uma leitura mais rápida e dinâmica. E foi! Muito mais dinâmica do que rápida, diga-se de passagem, porque passei um tempo enorme depois tentando entender o que eu tinha acabado de ler.
O conto relata a obsessão que Júlio tem por Alice Matos, uma repórter de um canal de TV. Incapaz de compreender seus sentimentos, Júlio procura desanuviar a mente com outras coisas. É quando recebe um vídeo que lhe mostra o quão doentia uma obsessão pode, de fato ser. Só que não é só isso, é muito mais...
Como é um conto, se começar a falar posso acabar dando spoiller, e não é essa a intenção, mas posso dizer com certeza: leiam! Garanto que não irão se arrepender. É MUITO BOM!!!!!
Acabei de ler e fiquei pensando: que p#@$%$ foi essa que acabei de ler.
Depois da leitura, dei um pause para reflexão e não consegui ler mais nada durante aquela noite. De verdade? Estou até agora pensando no assunto. Dias se passaram e olha eu aqui, tentando entender o que aconteceu em "Quem Tudo Vê".
Para quem gosta de terror, fica a dica.

Cláu Trigo

terça-feira, 21 de março de 2017

Desvendando as Teias de Spider - Resenha/Desafio


"Quando tudo começou a se tornar amargo? Quando tudo começou a morrer? Houve uma época em que fomos felizes; suponho que a decadência tenha sido gradual, resultado da miséria, da monotonia e da sujeira sombria daquelas ruas e vielas estreitas. A bebida também desempenhava seu papel, assim como a personalidade de meu pai, sua natureza inerentemente sórdida, a morbidez que se alojara dentro dele e que acabou por infectar minha mãe e eu como se fosse uma doença contagiosa".

Normalmente eu nunca assisto um filme que tem livro antes de lê-lo. Gosto sempre de ler primeiro e depois, dependendo, assisto o filme. Com "Spider", de Patrick McGrath, da Editora Companhia das Letras, fiz o percurso contrário. Alguns anos atrás acabei comprando o filme e assisti sem muitas informações, na verdade, só descobri o livro anos mais tarde.
Nesse ano o autor entrou no nosso desafio do Blog e resolvi incluí-lo na minha lista, já que tinha gostado muito do filme. Confesso que deu um trabalho enorme para encontrá-lo. Ele só existe em Sebos, e acabei conseguindo comprá-lo pela Estante Virtual
O livro é sensacional. É muito doido de ler, assim como nosso personagem, Dennis Cleg. O escritor desenvolve com tanta exatidão a história que você se vê dentro dela. Enlouquecido também.

domingo, 19 de março de 2017

J. R. R. Tolkien: O Senhor da Fantasia (Biografia)


"A popularidade de O Senhor dos Anéis tem que ser entendida no contexto daquele grupo que mais seguramente garantiu a sua reputação, os jovens insatisfeitos da classe média industrial do Ocidente da metade da década de 1960. O livro foi uma influência seminal na popular subcultura do período, um artefato tão atraente comercialmente quanto um disco de Bob Dylan." (Nigel Walmsley)

No mês de fevereiro decidimos que iríamos ler uma biografia. Vou ser sincera, foi uma grande desafio para mim. Não curto biografias - não sei por qual motivo, mas elas não me despertam muita curiosidade. Então para facilitar um pouco a situação, tinha que achar e ler uma que mudasse um pouco a minha visão sobre esse estilo literário.
Procurei biografias de vários autores que gosto, mas não achei muitos. Queria muito ler uma da J. K. Rowling - porém só existe uma edição meio antiga que é bem difícil de encontrar para comprar. Então fui para a minha segunda opção: Tolkien. Apesar de ainda não ter lido a sua trilogia principal, AMO os filmes, li no começo desse ano O Hobbit (que também gostei bastante) e sempre fui muito interessada na vida dele. Principalmente por causa das influências que as duas Grandes Guerra tiveram em suas obras e pela sua amizade com o C. S. Lewis. Acabei então ficando com "J. R. R. Tolkien: O Senhor da Fantasia", Michael White, Editora DarkSide.
Estava bem esperançosa sobre o livro e posso dizer que ele teve momentos bons e momentos ruins. Do começo até mais ou menos o meio do livro, a leitura estava bem devagar. Alguns dos comentários do autor ao falar sobre os pais do Tolkien, principalmente o pai, me incomodaram bastante. Sinceramente, isso me atrapalhou várias vezes na leitura e por isso o começo foi bem devagar. Além do tom meio que preconceituoso ao relatar os anos que eles viveram na África do Sul... Mas depois ele melhora um pouco essa questão.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Notas do Subsolo - Literatura Visionária


"As veneráveis formigas começaram com um formigueiro e terminarão também, provavelmente, com um formigueiro, o que muito honra sua constância e sua natureza positiva. Mas o homem é um ser inconstante e pouco honesto, e talvez, à semelhança no jogador de xadrez, goste apenas do processo de procurar atingir um objetivo, e não do objetivo em si. E quem sabe? Não se pode garantir, mas talvez todo o objetivo a que o homem se dirige na Terra se resuma a esse processo constante de buscar conquistar ou, em outras palavras, à própria vida, e não ao objetivo exatamente, o qual, evidentemente, não deve passar de dois e dois são quatro, ou seja, uma fórmula, e dois e dois são quatro já não é vida, senhores, mas o começo da morte. Pelo menos, o homem sempre teve um certo temor desse dois e dois são quatro, e eu até agora tenho. "

Para mim, pessoalmente, um dos melhores escritores de todos os tempos. E incrivelmente, atual!
"Notas do Subsolo", de Fiódor Dostoiévski, Editora L&PM Pocket, é um 'querido' da minha estante e da minha vida.
Tudo que leio desse mestre, acho que ele acabou de escrever, porque tudo que vem dele, é muito atual, visceral, singular. Um dos componentes centrais da composição em Dostoiévski é o limite: alguém impôs um limite ao homem, cabe-lhe parar diante dele e igualar-se ao resto da manada ou ultrapassá-lo, ainda que à custa de terríveis sacrifícios. Para o homem do subsolo, os homens guiados pela razão burguesa param diante do impossível, de um limite, e imediatamente se conformam. Esses limites são as leis da natureza, as conclusões da ciências naturais, a matemática, a razão como medida única de todo o existente, e ele chama tudo isso de 'muro de pedra'. E desdenha desse modelo de homem guiado exclusivamente pela razão, defende o direito de viver segundo a vontade própria, ainda que seja 'estúpida vontade'.

segunda-feira, 13 de março de 2017

O Voo da Mariposa - Conto #2 do Livro dos Mistérios


Depois de muito tempo enrolando e tentando adivinhar esse segundo conto do autor Jeremias, "O Voo da Mariposa" - que faz parte dos Livros dos Mistérios, eis que a venho escrever a resenha!
Para quem não conhece, no final do ano passado fiz a resenha do primeiro conto dessa coletânea: "A Traição do Sapato Novo". No total, são 3 contos, sendo esse o segundo. Eles podem ser lidos separados, mas o melhor é serem lidos na sequência.
Nesse, uma senhora bastante religiosa tenta escrever uma carta perdoando seu marido que a traiu. Porém, o ato de perdoar não é tão simples. Outras pessoas desculpariam algo assim ou se vingariam? O que é pior: ser enganada ou se tornar infiel? A carta perfeita não sairá tão facilmente!
Como no anterior, para decifrar os mistérios, esse conto de 36 páginas tem que ser lido várias e várias vezes. O começo é um pouco lento, mas nada absurdo. Eu particularmente achei esse mais difícil de captar tudo. Tanto que no dia em que estou escrevendo essa resenha, ainda não consegui respostas para todas minhas perguntas, rsrsrs - mas isso é algo meu. Talvez vocês achem mais fácil!
Separados, acho o primeiro melhor. Porém como conjunto, esse é mais interessante. Agora preciso ler o terceiro para fechar esse ciclo e desvendar esse mistério.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Sem Clichês e Filtros: Uma Duas



"Eu já não sofria tanto, eu acho. Vivia em mim e seguia a rotina dos dias como uma sonâmbula com os dois olhos abertos só para dentro. Quem perdeu muito sabe que há um certo alivio em não esperar nada de bom, e não desejar nada. Eu era criança mas vivia como um adulto que tivesse perdido muito. E era melhor assim. Eu e a minha mãe em nossa rotina calada. Era possível viver sem achar que a vida era um grande milagre."

Que livro foi esse, meus amigos? "Uma Duas", de Eliane Brum, Editora Leya, foi um livro torturante, inconveniente, difícil de descrever e digerir.
É muito mais complexo do que parece, muito mais amargo do que sugere, enfim; um livro para poucos!
Eliane mexe numa ferida perigosa que é, muitas vezes, alguns relacionamento entre mãe e filha. Não é o natural, mas acontece nas melhores famílias.
"Uma Duas" é a história escrita com sangue de um relacionamento que desde sempre nunca deu certo. Uma história de abuso, de medo, de solidão, de dependência. Uma história que dói ser contada, dói ser ouvida, constrange sem piedade.
É difícil de definir, de explicar. É um relacionamento entre mãe e filha que nunca deu certo, que mescla entre ódio e amor, raiva e piedade.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Clube da Luta 2 - Resenha/Desafio


"Por que a gente ama mais as pessoas depois de machucá-las."

Quando li "Clube da Luta", eu simplesmente AMEI o enredo todo - incluindo o plot twist, que me surpreendeu demais! E nunca pensei que aquela história poderia ter uma continuação. Sempre que um autor decidi escrever uma continuação, os seus leitores ficam com um pé atrás e fazem as seguintes perguntas: Será que precisava de outro livro? Vai ser bom? Porquê?, entre tantas outras...
Nesse caso foi a mesma coisa. Será que o Chuck Palahniuk precisava escrever "Clube da Luta 2"? Sinceramente, acho que não.
O livro não é ruim, mas não chega aos pés do primeiro, que tinha terminado tão bem.
Para a continuação, o autor decidiu escrever em formato de HQs com ilustrações muito bonitas do Cameron Stewart. Nela, a história se passa 9 anos depois do término do primeiro, com o nosso protagonista recebendo um nome: Sebastian. Casado com Marla e com um filho, eles levam uma vida pacata. Cansada com esse estilo de vida, Marla decide trocar os remédios do marido por aspirina, fazendo com que Tyler retorne.
Além disso, durante esses nove anos, Tyler retorna por 50 minutos para as sessões de terapia de Sebastian. Para completar a confusão, o filho deles é sequestrado por Tyler.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

TAG Carnaval Em Livros




Esse ano decidimos tentar responder mais TAGs. Como mês passado criamos uma para o blog (que você pode conhecer clicando aqui), esse mês vamos responder uma TAG relacionada ao Carnaval, já que estamos em plena festa. É uma TAG bem curtinha que vimos no blog Leitora Voraz. Espero que curtam e quem quiser responder, fiquem à vontade - só não se esqueçam de citar aonde viram!

Confete e serpentina: Um livro que te deixou alegre, ou que te fez rir


  • Cláudia: "Marley & Eu" foi um livro de fortes emoções. Ri, chorei, ri de novo, chorei de novo. Um livro leve e gostoso para se divertir.
  • Carol: Um livro que foi super leve, que sempre que eu lia ficava feliz e fez várias vezes eu rir foram todos os da série do Percy Jackson.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Em Busca de Cinderela - Resenha


"Na realidade, eu só não estava indo atrás do meu sonho por achar que sonhos não passavam disso... de sonhos. Eram intangíveis. Irreais. Infantis."

E, mais uma vez, trago uma resenha de um livro da Colleen Hoover! Dessa vez, o livro é "Em Busca de Cinderela", Editora Galera Record, que é tipo um spin-off da série Hopeless. Os dois primeiros livros já tem resenha aqui no blog e eu simplesmente amo o primeiro, "Um Caso Perdido".
Nesse caso, a história não vai se passar em volta dos protagonistas dos outros livros, Sky e Holder, mas sim com Daniel - um pouco menos -, e Six - ou Cinderela, para ele.
Os dois personagens desse livro são citados nos livros anteriores e aparecem várias vezes neles, pois ela é a melhor amiga da Sky, e ele é o melhor amigo do Holder.
Essa história é narrada pelo Daniel, e a primeira vez que ele encontra a Six é num armário da escola. Daniel tem o quinto período de aula vago e costuma dormir lá (como queria ter feito isso, rsrs). Durante um dia em que ele está angustiado com tudo e o dia dele está péssimo, uma menina entra no armário e cai em cima dele. Porém, como o local não tem luz, eles não conseguem ver o rosto um do outro. Essa tal menina está chorando e xingando todo mundo. Ela também está tendo um dia horrível e eles acabam conversando. Conversa essa que acaba com eles se beijando.
No dia seguinte ela volta no armário e eles ficam mais um tempão conversando, sem em nenhum momento se verem. No final, ela diz que nunca mais verá ele e vai embora de repente. Daniel vai o resto da semana no armário, mas ela não aparece mais. E como ele não sabe como ela é e nem o seu nome - ele a chamava de Cinderela -, ele acaba desistindo e segue com a vida.
Depois de muito tempo e com uma nova namorada - que ele não gosta tanto assim - vira e mexe, ele se vê pensando na Cinderela.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Resenha - Desaparecida


"Conforme observo com atenção, noto que não sei exatamente o que estou procurando. Minha mãe? Eu mesma? O eu de antes de me tornar introspectiva e frágil? Bem, aquela pessoa podia até se parecer muito com a garota que o espelho está mostrando, mas o que dizer da pessoa por dentro? A mulher que eu era? Ela está desaparecida, presumivelmente morta."


Esse livro já estava na pilha de leituras fazia séculos! Mas como mês passado li muito e bem rápido, tive tempo de ler em fevereiro.
"Desaparecida", da canadense Catherine McKenzie, Editora Leya, é um romance/drama bem leve, mas que é gostoso de ser lido.
Depois que a mãe de Emma Tupper morre, a nossa protagonista fica sem chão e vê como única solução viajar para a África (um sonho antigo de sua mãe).
O problema começa quando ela teria que ficar lá somente 1 mês e acaba ficando 6 meses. A causa disso é um terremoto muito forte que atinge o país e todos ficaram sem energia, impossibilitando Emma de voltar para a Inglaterra.
Quando finalmente ela consegue voltar, descobre que a sua vida foi virada de cabeça para baixo. Seus cartões foram cancelados, ela está sem dinheiro, seu apartamento foi alugado para o misterioso fotógrafo Dominic, seu escritório de advogacia (onde estava prestes a se tornar sócia) é roubado pela sua rival Sophie junto com os seus clientes - além de perder o seu namorado para ela também. E pior: tudo isso aconteceu porque achavam que ela estava morta!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A Mulher de Preto 2


"Repentinamente o quarto esfriou, um frio noturno. Edward podia ver sua respiração formando nuvens quando espirava. Ele tremeu e apertou os braços em volta do corpo.
Havia algo estranho no quarto. Algo de que ele não gostava. Não apenas o frio e os pássaros mortos na lareira, mas uma sensação. Uma tristeza. Edward já se sentia perdido e desolado, porém esse quarto parecia alimentar a sua dor, fazendo-a aumentar. E havia mais uma coisa: uma sensação de pavor, de terror, movendo-se em sua direção."

"A Mulher de Preto 2 - Anjo da Morte", de Martyn Waites, Editora Record aconteceu na minha vida depois de ter assistido o filme. Normalmente não é essa sequência que costumo usar. 
Primeiro, leio o livro, depois assisto o filme. Dessa vez foi diferente, mas até que não doeu tanto assim.
Já tinha assistido "A Mulher de Preto 1", e desisti do livro porque odiei a história. A minha relação com o segundo filme foi diferente. Perto do primeiro, achei que a história foi ok! Por isso resolvi investir no livro, e confesso que a história se manteve fiel, bem contada e sem muitas firulas. 
É uma leitura que flui rápido, não tem grandes pretensões e consegue ter um desfecho bom!
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha é devastada por bombas alemãs. Os sobreviventes buscam proteção nas estações de metrô e as crianças são enviadas para a zona rural para fugir do horror que cai sobre uma Londres arruinada.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A Desconstrução de Mara Dyer


"É preciso admitir que a paranoia era divertida. O que diabos o detetive poderia saber? Que eu pensei que Morales deveria estar morta, e então ela morreu? Loucura. Que eu queria que o dono da cadela fosse punido pelo que fez, e então ele foi? Risível. Pensar em algo não torna isso verdade. Querer alguma coisa não torna o desejo real."

Tá aí um livro que apostei muitas fichas, e por isso a decepção acaba sendo gigante.
"A Desconstrução de Mara Dyer", de Michelle Hodkin, Editora Galera Record, foi um salto no nada. Nem sei porque pulei!
Ouvi muito sobre o livro, muita coisa positiva, mas quando mergulhei na história achei que ficou bem aquém do que esperava.
Vou além: a impressão foi a de que a escritora pensou numa história, não conseguiu traduzi-la em palavras, se perdeu, e ficou devendo para seu leitor.
A história de Mara Dyer tinha tudo para ser um grande thriller perturbador, no entanto, ficou no 'era'. 
Mara se arrisca com suas amigas numa brincadeira no tabuleiro de Ouija. Tudo parecia uma simples piada de mau gosto, até que todos os presentes, com exceção de Mara, morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado.
Até aí a história parece bem atraente. Só que não!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A Ascensão dos Dragões


"Uma parte dela gostaria, é claro, de fazer o que se espera dela e passar seu tempo com as outras meninas, onde é o seu lugar, cuidando de assuntos domésticos; mas no fundo, isso não representa quem ela é. Ela é filha de seu pai e tem o espírito de um guerreiro como ele, - e não seria contida pelas paredes de pedra de sua fortaleza ou sucumbiria a uma vida entada diante de uma lareira."

Do mesmo jeito que sorteei um livro parado na minha estante para eu ler em cada mês, também sorteei um e-book do meu Kindle para ler, se não, nunca ia ler vários que estavam lá.
E o livro sorteado desse mês foi "A Ascensão dos Dragões", da americana Morgan Rice - um e-book que está de graça na Amazon.
Nunca tinha ouvido ninguém falando nada dele, mas por estar de graça, é óbvio que baixei. E a sinopse tinha me interessado bastante, pois fantasia é sempre um gênero que gosto muito - além da capa, que está bem bonita.
A história acontece em volta de Kyra, uma adolescente de 15 anos que sonha ser guerreira, igual ao seu pai, o comandante Duncan - apesar de ser a única garota em uma fortaleza só de meninos. E para conseguir o respeito de todos, com suas habilidades, ela vence batalhas que poucos homens conseguiriam ganhar. Mas Kyra percebe que ela tem algo de diferente e que todos olham para ela como se ela não fizesse parte daquele lugar.
Quando ela atinge a idade prevista, um senhor local chega para levá-la embora e seu pai planeja um casamento para salvá-la. Não querendo ir embora nem se casar com alguém que ela nem conhece, Kira foge indo para o meio da floresta, onde encontra um dragão ferido - e a partir disso, iniciará uma série de eventos que mudarão a sua vida para sempre.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O Nome da Estrela


"Havia armários de madeira para nossas toalhas e itens de higiene. Pela primeira vez consegui imaginar todas as minhas futuras colegas de classe ali, todas nós tomando banho, conversando e escovando os dentes. Eu ia ver minhas colegas de quarto só de toalha. Elas iam me ver sem maquiagem, todos os dias. Aquilo não tinha me ocorrido antes. Às vezes você tem que ver o banheiro para compreender a dura realidade das coisas."

Esse ano, todo mês, eu sorteei um livro da minha pilha de livros para ler... E em Janeiro saiu para eu ler "O Nome da Estrela", da Maureen Johnson, Editora Rocco - Selo Fantástico.
Estava um pouco receosa com a leitura, pois apesar de ser um estilo de gênero que gosto bastante - suspense misturado com fantasia - tinha ouvido muitas críticas negativas à respeito dele. Isso me fez entrar na leitura sem esperar muito da história, mas foi bom porque, no final, eu gostei demais do livro!
No mesmo dia em que a americana Rory Deveaux chega em Londres para estudar num colégio interno, acontece o primeiro de uma série de assassinatos. Os crimes imitam as atrocidades feitas pelo Jack, O Estripador há um século. Logo, a febre em volta da personalidade de Jack aumenta e a polícia fica desconcertada com a falta de pistas e a ausência de testemunhas. Exceto uma: Rory! Ela viu o suspeito no terreno da escola e agora corre sérios perigos, tornando-se o próximo alvo do assassino.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Eu Sou Deus


"Andar por aí em busca de recordações nunca é um bom negócio. Não importa o que se encontre pelo caminho, será sempre e de qualquer jeito um sonoro nada. Não poderá capturar as boas lembranças e não poderá matar as más. E cada respiração parece feita de ar malsão, que para na garganta e deixa um gosto ruim na boca.

É difícil falar de Giorgio Faletti quando se é uma fã dele. Já tinha lido "Eu Mato" e agora me deliciei com "Eu Sou Deus", da Editora Intrínseca.
Na verdade, achei o começo do livro meio devagar, mas da metade para o final, o enredo toma ritmo e, que final, minha gente!
Fiquei dias debruçada sobre a história pensando em "Eu Sou Deus", tentando compreender o que aconteceu, como aconteceu.
O livro conta a história de uma jovem detetive que esconde os próprios dramas pessoais sob a sólida imagem profissional e um repórter fotográfico de passado discutível, em busca de uma segunda chance, são a única esperança de deter um psicopata que sequer assume a autoria de seus crimes. Um homem que está realizando uma vingança terrível, por uma dor que afunda suas raízes numa das maiores tragédias norte-americanas. Um homem que acredita ser Deus.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A Insolência de Nietzsche e o Crepúsculo dos Ídolos


"Percebe-se que é meu desejo ser justo com os alemães: não gostaria de ser inconsequente quanto a isso - também preciso, por tanto, lhes fazer minha objeção. Paga-se caro por chegar ao poder: o poder imbeciliza... Os alemães - outrora eram chamados de povo de pensadores: será que ainda pensam hoje? - Agora os alemães se entediam com o espírito, desconfiam dele, a política devora toda a seriedade para coisas realmente espirituais - "Alemanha, Alemanha acima de tudo", temo que isso tenha sido o fim da filosofia alemã... "Há filósofos alemães? Há poetas alemães? Há bons livros alemães?" - perguntam - me no exterior. Eu enrubesço, mas respondo com a valentia que me é própria também nos casos desesperados: "Sim, Bismarck!" - Seria licito também confessar que livros são lidos hoje em dia?... Maldito instinto de mediocridade!"

O que posso falar de um cara como Friedrich Nietzsche? Eu sou um pouco suspeita, pois tenho uma enorme admiração pelo seu trabalho e sou uma "discípula" de seus pensamentos. Concordo com grande parte das coisas que ele acreditava, e nas demais, acredito ser um lapso de genialidade.
Li "Crepúsculo dos Ídolos", da Editora L&;PM e assim... É Nietzsche meus amigos!... Não precisa de apresentações. 
Nessa edição, ele ataca furiosamente, e sem receios, Wagner e sua arrogância, Sócrates - cuja filosofia ele acreditava ser a decadência grega -; e mais, contra um conceito específico, verdadeiro, e um aparente; e conceitos problemáticos como vontade, eu, substância e Deus. Também não falta críticas aos ídolos modernos, o sistema educacional alemão, escritores e pensadores em voga, concepções estéticas como a de Schopenhauer, anarquistas, socialistas e progressistas em geral; e, sobretudo, a presunção moderna de superioridade moral.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O Duque e Eu - Primeiro Desafio 2017


"Assim, duas horas depois, ele havia sido apresentado a todas as moças solteiras do bairro, a todas as mães de moças solteiras do baile e, é claro, a todas as irmãs mais velhas casadas de moças solteiras do baile. Não conseguiu decidir qual grupo de mulheres era o pior. As primeiras eram definitivamente entendiantes, suas mães,irritantemente ambiciosas, e as irmãs... bem, as irmãs eram tão atiradas que Simon começou a se perguntar se havia entrado num bordel e não em um baile."

O meu primeiro livro do nosso desafio desse ano, meu primeiro livro da Julia Quinn; "O Duque e Eu", da Editora Arqueiro, foi um livro que escolhi cheia de desconfianças, sem ter muita certeza se estava fazendo a coisa certa.
Devo confessar: na suas devidas proporções, foi um livro bem gostoso de ler. Claro que é um livro de época, mas escrito por uma autora atual, então a linguagem é outra, muitos detalhes ali sabemos que não ia rolar na época, mas são coisa sutis - e que deixam o livro com um ar mais leve!

sábado, 28 de janeiro de 2017

TAG Um Olhar de Estrangeiro


Sempre gostamos de responder TAGs, pois além de serem divertidas, ainda conseguimos indicar vários livros que adoramos, e que algumas vezes são poucos comentados. Então, decidimos criar um TAG nossa - até porque já estava na hora - e dividirmos com aqueles que, como nós, amam livros e apoiam a diversidade!! Por um mundo com mais 'inclusão' literária, rsrsrs.

Um olhar frio (um livro de autor(a) nórdico)


Cláudia: Dificilmente vocês encontrarão qualquer indicação de livros meu que a trilogia "Millennium" não esteja. Amo os livros e indico para todos que encontro no meu caminho. Inevitável.
Carol: Essa talvez seja a nossa categoria favorita e não podia ficar fora Jo Nesbo... Por enquanto, só li dois livros dele - e que já acho perfeitos-, mas com certeza, "Boneco de Neve" é o melhor deles.

sábado, 21 de janeiro de 2017

O Hobbit - Resenha/Desafio


"Numa toca no chão viva um hobbit. Não uma toca desagradável, suja e úmida, cheia de restos de minhocas e com cheiro de lodo; tampouco uma toca seca, vazia e arenosa, sem nada em que sentar ou o que comer: era a toca de um hobbit, e isso quer dizer conforto."

Enfim, chegamos em 2017, e com tudo! 
Novamente esse ano, fizemos o desafio dos escritores, e em Janeiro o escolhido foi o "Mestre da Fantasia", J. R. R. Tolkien!
Eu ADORO o filme "O Senhor dos Anéis", e como gosto bastante de fantasia, sempre tive vontade de ler os livros. Mas achei bom começar pelo começo, que é "O Hobbit", Editora Martins Fontes - até porque a trilogia é meio grandinha, rsrs.
Quando comecei a ler ele, fiquei com um pouco de medo de me enrolar nele, pois tinha ouvido muita gente falando que a escrita do Tolkien era um pouco difícil, que ele era muito descritivo e tudo o mais. E ainda tinha começado ele já meio atrasada, pois me enrolei toda na leitura de "Orgulho e Preconceito"

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Eu Mato! - Resenha Atrasada/Desafio


" - Há muito tempo, muita gente tenta entender por que os dinossauros sextinguiram, por que os animais que dominavam o mundo desapareceram assim, de repente. Talvez a explicação mais válida entre todas as possíveis seja também a mais simples. Talvez tenham morrido porquenlouqueceram, todos eles. Exatamente como nós. É isso que nós somo, nada mais do que pequenos dinossauros. E, mais cedo ou mais tarde, nossa loucura será a causa de nossa ruína."

Me desculpem, mas essa resenha está MUITO atrasada! No entanto, o importante é a resenha sair.
O último livro policial lido do ano foi "Eu Mato", do italiano Giorgio Faletti Editora Intrínseca.
Foi um livro bom, mas eu esperava mais. Depois de ter lido Jo Nesbo, Chelsea Cain, Tess Gerritsen e John Verdon, começa a ficar difícil gostar de histórias mais simples.
No thriller, um assassinato ocorre no Principado de Mônaco, local que tem uma das melhores seguranças de todos os países. Dois corpos são encontrados, sem a pele do rosto, com a frase "Eu mato" escrita com sangue na parede. O assassino fica conhecido como 'Ninguém' e como todo serial killer, ele tem uma característica nas suas mortes muito peculiar (além, é claro, da frase): antes de cada assassinato, ele liga para a rádio de Monte Carlo e dá uma dica em formato de música, sobre quem será a sua próxima vítima. E para resolver esse caso, são chamados o detetive Hulot e o agente do FBI, Frank Ottobre (que inclusive é o personagem principal).
O assassino é interessante e bem inteligente. E o final relacionado à ele é muito bom - nunca acertaria quem ele era. Porém, os outros personagens em vários momentos tem atitudes que não fazem muito sentido com a personalidade deles próprios. O Frank, em um momento, acaba ficando com uma mulher e que estava no meio do caso de algum jeito - e ainda torna-se o amor da vida dele de uma hora para outra. Sério, quando li esse capítulo que fala sobre isso, fiquei alguns minutos tentando entender...
Os crimes são excelentes! No entanto, quando a polícia chega no assassino, parece tudo muito fácil. E as histórias paralelas são bem mornas.
No geral, foi um livro OK. Esperava bem mais dele. Perto de outros livros policias, esse (na minha visão) tem vários erros de construção de enredo. Mas é interessante vocês lerem e depois me vir aqui me falar o que acharam. Não foi um livro ruim, só não foi tudo o que eu esperava.

Até a próxima e boa leitura!
Carol!!!

domingo, 15 de janeiro de 2017

Um, Dois e Já - Projeto "Um Livro Por Dia" #7


"Meu irmão baixa o vidro da janela dele e um vento entra com um som estridente, e fico com vontade de chorar. Esse som é algo realmente triste. Imito a lamúria do vento falando desse jeito agudo, mas baixinho. Minha irmã menor me pergunta por que estou falando assim e digo que sou uma bruxa que passeia feito uma alma penada procurando os seus filhos, os feiticeiros da baía dos Ossos. Ela me diz: há, como se o que eu disse fosse muito normal e corriqueiro. Passo por cima da minha irmã, incomodando e pisando nela, para chegar na janela. Já devíamos ter trocado quatro quilômetros atrás e eu esqueci."

 Feliz. Muito feliz! Último livro do projeto "Um Livro Por Dia", foi um desafio e tanto, mas nós conseguimos...
"Um, Dois e Já", da uruguaia Inés Bortagaray, Editora CosacNaify, fechou com chave de ouro nosso Desafio!
Foi um livro simples de ler, muito interessante e poético.
O livro é narrado por uma criança que está fazendo uma viagem de férias, de carro, com os pais e mais três irmãos. No livro não fica claro de onde vem e para onde vão. Não se sabe suas idade e nem seus nomes. O que temos são apenas relatos de uma menina, filha do meio, que vai nos contando os encantos que vê pela janela do carro, as conversas, as horas de sonos, as paradas para comer, ir ao banheiro e esticar o corpo.
Numa explicação mais profunda de Vitor Ramil, na contracapa do livro, descobrimos que a história se passa no Uruguai, na época da ditadura. A família viaja de Salto para La Paloma a bordo de um Renault 12. Nada disso é mencionado na narrativa. O tempo transcorrido na estrada é abarcado pelo tempo da menina-narradora, destemida em sua imaginação.
O grande lance da história é a troca, a cada duzentos quilômetros, entre os irmãos, para ficarem na janela. Esse é um acordo que os pais firmaram para que as brigas cessassem. E durante a longa viagem a garota vai nos contando o que vê, as suas lembranças, o que ouve no rádio do carro, as brincadeiras para as horas passarem mais rapidamente. É muito emocionante. Quem tem irmãos e já fez essas viagens em família sabe da aventura que é sair de casa.
Eu, particularmente, gostei demais do livro. É simples, é rápido, é emocionante.
E fica aqui mais um livro recomendado.
E assim como minha última leitura foi emocionante e cheia de poesia, assim também foi nossa semana de "Um Livro Por Dia".
Descobrimos autores, histórias, tivemos releituras que foram tão boas quanto a primeira vez e também leituras de algumas horas que se arrastaram o dia todo.
Estamos bem contentes com mais essa semana vencida. Fazemos isso por nós, porque nos trás uma felicidade enorme.
A função de um livro, antes de ser mais um história, ou 'apenas' uma história, é conteúdo! Muitos acreditam que não, é apenas diversão, mas, um dica: qualquer diversão que se preze vai deixar algum pontinho, mesmo que minúsculo e imperceptível, em nossas vidas. Seja para o bem ou para o mal, seja para nos lembrarmos com afeto, seja para comentarmos que odiamos. Se não te tem conteúdo, não se monta uma história!
E as suas experiências ruins, com certeza, são o livro da 'vida' de outra pessoa. É tudo questão de "Olhar".
Obrigada por essa viagem, aos que nos acompanharam fica aqui nossa gratidão.

FIM

Cláu Trigo

sábado, 14 de janeiro de 2017

O Diário Roubado - Projeto "Um Livro Por Dia" #6


"Ponho a minha mão sobre a dela. Ela não recusa o gesto.
Opressivo silêncio cai sobre nós. Ninguém consegue encarar ninguém.
Acho que todos pensam a mesma coisa, exceto, talvez, meu irmãozinho. Ficamos sentidas por ver que o homem da casa não está à altura de seu papel: proteger-nos, estar conosco na hora do perigo. Mas ele só quer saber do lado fácil da vida em família, deixa as responsabilidades para mamãe, que, em geral, se sai muito bem. É ela a força da casa, mas é a do homem que necessitamos."

Penúltima leitura do desafio "Um Livro Por Dia",da Régine Deforges, Editora BestBolso. Não conhecia a autora, mas, que grata surpresa!
Régine Deforges é a primeira mulher a comandar uma editora na França e, durante anos, foi censurada por publicar uma literatura "ofensiva". A pressão de grupos conservadores levou Deforges a fechar a empresa. A autora consagrou-se ao lançar a série iniciada com o livro "A Bicicleta Azul", em 1981. 
"O Diário Roubado" foi adaptado para o cinema em 1993, dirigido pela francesa Christine Lipinska. Apesar de ser um livro de 1974, o livro é tão atual que me deixa intrigada. A sociedade não mudou quase nada de lá para cá. Continuamos os mesmos recalcados de sempre. Nos auto intitulamos de "moderninhos", "liberais", "bacanas", só que não!
Vejo os problemas de hoje os mesmo de 40/50 anos, só que hoje estão mais rotulados, mascarados.
Régine escancara para seu leitor a realidade de duas garotas adolescentes que se apaixonam e resolvem, juntas, descobrirem as primeiras experiências sexuais. Só que há um problema no meio do caminho: a jovem Léone compartilha de seus sentimentos e de sua sexualidade com um diário, e este acaba sendo roubado.
Numa sociedade laica, moralista e machista, essas anotações acabam sendo uma aberração e é exposto na comunidade em que as meninas moram.
Desde o primeiro instante do livro ela é posta em cheque, seus sentimentos são ridicularizados e ela precisa conviver com uma sociedade que a diminui, humilha e exclui.
Só que nem só de conflitos segue o livro. A protagonista é forte, decidida e enfrenta tudo e todos com magistral atitude e com uma poesia que só uma mulher apaixonada poderia sentir e descrever.
Acho que nosso desafio deu muito certo. Muitos autores legais passaram por aqui. Muitas histórias ficarão guardadas no coração e na memória!
Boa leitura!!

Cláu Trigo

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O Amante - Projeto "Um Livro Por Dia" #5


"Quinze anos e meio. O corpo é magro, quase mirrado, seios ainda infantis, maquilada de rosa pálido e vermelho. E depois essa roupa que poderia provocar risos e da qual ninguém ri. Vejo que já está tudo ali. Está tudo ali, e nada ainda começou, vejo nos olhos, tudo já está nos olhos. Quero escrever. Já disse para minha mãe: o que quero é isso, escrever. Nenhuma resposta na primeira vez. E depois ela pergunta: escrever o quê? Digo livros, romances. Ela diz com dureza: depois do concurso para o magistério em matemática, se quiser pode escrever, não vai mais me dizer respeito. Ela é contra, não é digno, não é trabalho, é uma piada - e me dirá mais tarde: uma ideia de criança."

Mais um "grande" livro para nosso desafio "Um Livro Por Dia".
Agora vou em grande estilo. "O Amante" da francesa Marguerite Duras, Editora Cosac Naify foi uma releitura agradável. Já tinha lido ele há muitos e muitos anos atrás, e tinha gostado. E dessa vez não foi diferente.
Um livro rápido sem ser simples.Uma leitura que vale a pena.
É considerado o livro mais autobiográfico da autora. Ela narra com muita poesia os episódios da sua adolescência, sua iniciação sexual aos quinze anos e meio com um chinês rico de Saigon, e a ligação que os uniria por três anos. Na história, estão presentes a mãe, sua desgraça financeira e moral, o irmão mais velho, drogado e cruel, o irmão mais novo, frágil e oprimido, e ela, uma jovem estudante do Liceu Francês de Saigon, brutalmente amadurecida e desencantada.
Embora desenvolva uma trama perfeitamente compreensível, o romance tem uma estrutura complexa. É composta por fragmentos de suas memórias. E, desfragmentar essa história é como folhear um álbum de fotografias, e tentar colocar legendas nele, como diz Leyla Perrone-Moisés, no posfácio do livro.
A história toca do início ao fim. É poético sem ser piegas. É realista, mas com muitos sonhos sobrepostos. É comovente sem ser frágil. É forte, tenso, envolvente.
Aí está uma autora que recomendo. Acho que todos deveriam descobrir Marguerite Duras. E pode ser num só dia...
Fica a dica!

Cláu Trigo

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A Letra Escarlate - Projeto "Um Livro Por Dia" #4


"O seu sofrimento não seria mais profundo se as folhas das árvores cochichassem entre si a negra história, se a brisa do estio a murmurasse, se as ventanias do inferno a brandassem! Outra tortura: encontrar o olhar de uns olhos novos. Quando os estrangeiros fitavam, curiosos, a letra escarlate - e nenhum deixou jamais de fazê-lo - era como se agravassem outra vez na sua alma. Tanto que, na maioria dos casos, ela dificilmente conseguia evitar o gesto de cobrir o símbolo com a palma da mão."

Mais um livro do desafio "Um Livro Por Dia", dessa vez resolvi juntar dois desafios em uma resenha só. Além da leitura do clássico "A Letra Escarlate",de Nathaniel Wawthorne, da Editora Martin Claret, também resolvi logo em seguida do término da leitura, assistir aos dois filmes adaptados - o americano e o alemão. O outro projeto que tínhamos em mente de fazer era comparar a literatura com a 7ª arte. E confesso: foi uma grande maratona.
Vamos então primeiramente ao livro. Difícil, bem difícil de ler. Um livro de 1850 que conta uma história ocorrida no final do século XVII. Em vários momentos precisei parar para refletir, tomar uma água, respirar e me concentrar, de novo! Mas acho que valeu a experiência. É um livro de poucas páginas, mas lotado de palavras difíceis e muita, muita descrição de pessoas, locais, fatos.
Como um todo, a história é boa porque mostra uma realidade que hoje desconhecemos, mas que para a época era vista como normal, principalmente numa América recém colonizada por ingleses e praticamente toda puritana, onde religião e política se confundiam e se misturavam. O poder ali aplicado era de igual para igual.
Temos no livro a história de Hester Prynne, uma jovem inglesa que é posta em liberdade 3 meses após dar a luz uma criança fruto de um relacionamento proibido. Sobre o peito do vestido, marcada em pano escarlate, aparece a letra "A".
Hester é uma mulher casada que vem para a América antes do marido para se alojar enquanto o mesmo fica de viajar depois de resolver alguns assuntos pendentes na Inglaterra. Meses depois sua chegada Hester engravida e se recusa veementemente a revelar o nome do pai dessa criança.
Numa sociedade extremamente puritana, ela é afastada dos colonos e vista como uma prostituta indigna de merecer qualquer gesto, compreensão, afeto ou qualquer sinal de aproximação de algum membro daquela comunidade.
Os anos vão passando nessa terminante tortura, o autor vai trazendo aos seus leitores a degradação de uma sociedade extremamente moralista, a luta entre o amor puritano da religião e a religião pagã do amor. Mas o livro não é só um retrato da Nova Inglaterra: é um retrato do próprio Hawthorne, homem com uma alma de pagão num corpo de puritano. Há um pouco do autor em todas as personagens do livro: na severidade dos juízes que puniram Hester pelo seu pecado, e na mesma Hester Prynne que usava o símbolo de sua dor como uma consagração sobre a roupagem do seu amor.
No livro Hawthorne mostra duas espécies de pecado: o do amor contra as convenções e os das convenções contra o amor. E, dos dois, o último é para o autor o menos perdoável.
Agora falando dos filmes, tive duas experiências opostas!
No filme americano do mesmo nome, de 1995, com Demi Moore e Gary Oldman (lindíssimo, diga-se de passagem!), direção de Roland Joffé, é tudo o que vocês possam imaginar, menos uma adaptação do livro. Esqueçam o que vocês leram se querem gostar do filme. O diretor só aproveitou o nome do livro e dos personagens, mais a localização e época. Do resto, meus amigos, deixem pra lá. Não há similaridade entre filme e livro. Não consigo nem enxergar como uma releitura. É apenas um filme que utilizou detalhes do livro. E acaba nisso. O final? Também é o jeito americano de acabar com tudo que é bom...
O filme alemão - tão parado quanto o livro! -, é de 1973, e tem no elenco Senta Berger, Hans Christian Blech e Lou Castel, e tem a direção de Win Wenders. Esse já é uma outra história. Tirando alguns detalhes modificados - que fazem parte de qualquer adaptação - o filme faz jus ao livro. É uma ótima releitura, com muito mérito ao diretor que se atento à vários detalhes importantes do livro e que passou com singela delicadeza para a telona.
Não há necessidade de me pronunciar aqui qual dos dois eu recomendo, não é mesmo?...
Fica aqui a dica então...
"A Letra Escarlate", um livro difícil, mas que deve ser lido. E sim, apesar de tudo, dá para ler em um dia. São poucas páginas - cerca de 225 - mas no formato pocket. E se tiverem de férias, ainda dá para encaixar o filme. E, vamos que vamos, madrugada à dentro!
Mais uma dica de um livro por dia, mais um clássico para a lista!
Divirtam-se.

Cláu Trigo